sexta-feira, dezembro 08, 2006

ANÔNIMO DISSE...

































"Ultima horaEstão a nascer cogumelos na marginal de S. Martinho coma altura de um terceiro andar.Uma equipa de cientista efectuou recolha de amostars para análise a fim de se saber se os mesmos são venenosos ou não.É esperada igualmente uma embaixada do Entroncamento que vem verificar no local se o referido fenómeno poderá competir com os que habitualmente aparecem naquela localidade.Sabe-se no entanto para já que dão uma luz ténue amarelada que permite iluminar os apartamentos de alguns proprietários da marginal o que veio já criar um clima de indignação de outros que por este facto não sentem nos seus consumos de electricidade a redução que este facto vai permitir aqueles cujos cogumelos apareceram recentemente bem perto das suas varandas. Informação em cima do acontecimento."


A Postagem é transcrita 'ipsis litteris' conforme um anónimo deixou, no blog, em OUTRA VEZ...S.MARTINHO?
... Tive curiosidade de visitar S. Martinho!
... recomendo seriamente e, PARA que CONSTE, em qualquer ANTOLOGIA ou ANAIS de CLARIVIDÊNCIAS!

terça-feira, outubro 31, 2006

1 DE NOVEMBRO

“Ao contrário dos animais para quem a morte é uma circunstância natural e cujo cadáver se transforma em coisa, para o ser humano a morte é um problema, um drama estranho e difícil: o seu corpo deixa de ser algo vivo mas não se transforma em coisa. Até hoje, nenhuma filosofia conseguiu libertar a humanidade dos temores da morte. Nem a crença no além, nem a recompensa da fama, nem a prolongação do falecido nos seus filhos são consolo suficiente para o momento final. Considerada como a nossa primeira experiência metafísica, a morte foi ao mesmo tempo estética e religiosa pelo enigma que terá representado aos olhos dos nossos primeiros antepassados o “espectáculo” da transformação de um ser em “gelatina anónima”.
o surgimento da arte ou da imagem está associada a morte. E nas sepulturas serviu como meio tranquilizador para enfrentar o medo ao vazio e ao estado de impessoalidade ou de nada em que se transforma o ser com a morte. Servindo ainda como meio de representação e de comunicação entre o visível e o invisível, entre o temido e o tranquilizador. Cumprindo uma função mediadora e de contacto entre duas realidades opostas: unir presentes ao ausente. Apesar da sociedade tecnológica em que vivemos não saber que fazer com os mortos e se nas aldeias ainda existe alguma convivência com eles, nas cidades, pelo contrário os mortos evitam-se e a morte foi burocratizada. Tornando-se o espelho da sua vivência. Numa sociedade que gira em torno de uma organização socioeconómica, cujos valores são apenas o êxito, a produção e o lucro, o culto da morte não tem razão de existir. Da “boa morte passou-se à morte bela”, e da secularização aos secularismos invasores num desafecto total à religião. Onde o além vai perdendo em favor do Aquém mas, como paradoxo cada 1 de Novembro, os cemitérios enchem-se de flores em torno deste culto.”

In António Delgado Estética de la Muerte en Portugal e Glosario Ilustrado de la muerte
Ps. Na região, recomendo visitar, no dia 1 de Novembro, os cemitérios da Pederneira e Aljubarrota... depois percebem porquê?

segunda-feira, setembro 04, 2006

terça-feira, agosto 22, 2006

S.MARTINHO DO PORTO



Outro dia ao passar por S. Martinho do Porto apreciei as construções indiscriminadas que se têm feito naquela terra e ao longo da baía. Cada uma parece de sua “nação” e estilo e, esteticamente, uma pior que a outra. É caótico andar naquele lugar de carro ou a pé: tudo é pó, improviso, com aspecto de provisório e desconfortável.
S. Martinho parece que perdeu a oportunidade de ser abordada como merece e restaurada para beneficiar quem lá vive , trabalha ou procura o lugar para lazer. Foi a partir do que vi que recordei este antigo desenho, editado em 1995, no Jornal Voz de Alcobaça. Então, não imaginaria que a crítica a um fenómeno tão generalizado entre alguns portugueses, como a CORRUPÇÃO, fosse motivo de sobressalto para um personagem com responsabilidades politicas locais, e que este viesse perguntar ao director do jornal se a crítica era dirigida a alguém em concreto no elenco camarário. Eloquentemente o Drº. Basílio Martins, director do JVA respondeu que não.

Isto a propósito da construção desenfreada ter tomado conta daquela terra, tornando-a um dédalo urbanístico descaracterizado, sem categoria e, onde não há respostas visíveis aos verdadeiramente problemas de S. Martinho. Releio os jornais locais as primeiras páginas revelam ilegalidades de actas, provisões cautelares sobre construções, rio poluído, ilegalidades no parque de campismo…and so one, so one! Afinal que se passa naquela terra que é feudo do PSD há tantos anos e com as actas da junta de freguesia?! Será a construção desordenada, desintegrada um sinónimo de benesses aos construtores em troca de patrocínios eleitorais? OU A UM SÓ CONSTRUTOR? Quem financia, naquela freguesia, as campanhas eleitorais e em especial as campanhas autárquicas do PSD?

Possivelmente haverá muita corrupção por denunciar e também muito jornalismo sério e independente por fazer.

SERÁ QUE OS PROBLEMAS QUE O DESENHO E O TEXTO FOCARAM EM 1995 SÃO UMA CARACTERÍSTICA DAQUELE LUGAR E DE CERTOS POLíTICOS NA ACTUALIDADE?????