Em três minutos diga se as imagens são de BAGDAD, BEIRUT ou ALCOBAÇA?
Ps. Todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo
um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
terça-feira, março 06, 2007
OS GRANDES PORTUGUESES
"Custa a crer que alguém, em seu perfeito juízo, se lembre de perguntar se Aristides de Sousa Mendes foi pior ou melhor que D. João II e proponha decidir o dilema por meio do sufrágio popular. Mas a Direcção de Programas da RTP considerou genial a ideia de pôr à votação a preferência do público por uma de dez grandes figuras da História nacional. Como em todos os concursos e competições, teria as audiências garantidas. Responderia de forma espectacular à persistente acusação de a RTP, enquanto serviço público, fazer muito menos do que deve pela cultura intelectual e artística do povo português e teria a vantagem de estimular louváveis sentimentos patrióticos. Por isso, a Direcção de Programas escolheu, para abrilhantar o concurso, figuras mediáticas capazes de atrair mais público e criou programas para recriar ambientes históricos e reconstituir dramas e batalhas. Mas teve medo de exigir demasiado dos telespectadores. Para compensar o esforço intelectual que lhes pedia, condimentou a disputa espalhando algum cheiro a sangue. Com ajuda dos comentadores de serviço, difundiu o boato de que o vencedor seria Salazar e que, nas finais, ele se defrontaria com o seu grande adversário, Álvaro Cunhal. O programa atrairia assim o máximo das audiências. Chamaria a atenção não só dos consumidores de toda a espécie de concursos mas também do público sensível à excitação das votações partidárias. Partindo do princípio de que, quanto mais rasteiro fosse o nível dos programas, maiores seriam as audiências, tratou de simplificar o quadro histórico e de diluir o rigor das referências. Assim, por exemplo, por meio de uma sensacional aproximação, tentou demonstrar que a maior glória de Afonso Henriques foi ter fundado um país que até tinha conseguido chegar às finais do Euro-2004. As batalhas que o nosso primeiro rei venceu, com armaduras do século XV, prefiguravam as vitórias portuguesas nos campeonatos internacionais, e até o milagre de Ourique anunciava tão 'impossível' sucesso. Estas subtis comparações fariam o público compreender intuitivamente o segredo da alma nacional e confirmar os seus sentimentos patrióticos. Os saudosistas do antigo regime seriam facilmente atraídos ressuscitando o primarismo apologético de um documentário dedicado a Salazar que mais parecia editado pelos serviços de propaganda do Estado Novo. Mas era imperioso evitar a contaminação das abstracções intelectuais. Impedir os académicos de colocar questões metafísicas e de suscitar debates de ideias. Excluir problemas confusos e distinções subtis. Também não era preciso recorrer a profissionais de um jornalismo de conteúdos nem a verdadeiros criadores artísticos, como, por exemplo, da área do teatro. Mais valia renunciar a reflectir sobre o que é a nação e o que representam os grandes nomes da sua História. Bastava consultar os técnicos das audiências. Com toda a razão. São eles que, com as suas sentenças, nem sempre muito consistentes, escolhem (ou julgam escolher) os grandes portugueses de hoje. Veremos se o futuro lhes dará razão. Entretanto, como profissionais da investigação e do ensino da História, não podemos deixar de lamentar a desinformação e a manipulação que está em curso. A História de Portugal, nas suas complexidades e contradições, nas suas grandezas e misérias, seguramente merecia outra coisa."
José Mattoso, prof. cat., FCSH/UNL; Fernando Rosas, prof. cat., FCSH/UNL; Luís Reis Torgal, prof. cat., FL/UC; António Reis, prof. aux., FCSH/UNL; Cláudio Torres, arqueólogo; Mirian Halpern Pereira, prof. cat., Dep. História ISCTE; António Manuel Hespanha, prof. cat., FD/UNL; Romero Magalhães, prof. cat., FL Universidade de Coimbra; Eduardo Cintra Torres, mestre em comunicação; Abdoolkarim Vakil, lecturer in Contemporary Portuguese History, King's College, Londres, e mais 81 investigadores e historiadores universitários.
Expresso ( excerto ), 03-03-2007] Versão integral do abaixo assinado, divulgado no jornal Expresso. Apoiem e subscrevam inteiramente este abaixo-assinado sem restrições. De facto, lamenta-se que o Serviço Público de Televisão - RTP entre no campo da desinformação e da manipulação da História.
sexta-feira, março 02, 2007
E SE A MODA PEGA!!!

Se a moda das couves pegar em Alcobaça , como em S. Martinho, a solução que o Bloco de Esquerda propõe, para a frente do Mosteiro, fica resolvida!
sábado, fevereiro 17, 2007
CARNAVAL

Há quem afirme que o Carnaval teve origem na cultura greco-romana por existirem coincidências entre esta festa e certas manifestações culturais semelhantes no mundo clássico. Alguns dizem ser falsa a ideia segundo a qual o Carnaval procede das Saturnais (festas em honra de Saturno). A nota principal destas festas era a inversão do papel das classes sociais. Os servos mandavam nos seus senhores e estes obedeciam alegremente aos seus criados. Outros remontam a origem do carnaval às celebrações Dionisíacas ou aos bacanais dionisíacos gregos, e outros ainda às romanas Lupercais e às calendas de Inverno. Alguns filólogos, também especularam sobre a origem da peculiar festa, mas partindo da etimologia da palavra Carnaval. Como fenómeno social devidamente codificado, o Carnaval, foi a partir da Idade Média uma festa que estruturava um dos eixos da cultura popular. Ao ser dotado de uma densidade simbólica sem outro modelo paralelo, é imprescindível entendê-lo, para quem queira “conhecer” a cosmo visão das classes populares de então. Porque o Carnaval, além de formar um conjunto de ritos e usos mais ou menos estandardizados, era então o expoente dos temores e aspirações do imaginário colectivo da sociedade medieval e era uma arma simbólica contra as injustiças, a desigualdade o terror e uma aposta por um ideal utópico. Até certo ponto o Carnaval era uma peça indispensável no equilíbrio social do jogo de tensões entre as classes dominantes e as dominadas e não era em vão que ambas as classes viam nesta festa uma saudável libertação das tensões sociais latentes e o antídoto às confrontações abertas, pela deslocação dos problemas para o plano do jogo e da representação simbólica.
Na actualidade a política, tornou-se numa contínua liturgia carnavalesca. Ao povo, como sempre, está destinado o papel de bobo. Os partidos e (alguns) governantes transformam-se em meras representações de carácter simbólico, de interesses obscuros que em nada servem os de quem afiguram.
Ao invés, na Idade Média a liturgia carnavalesca além de ter um calendário próprio supunha ainda alterar os aspectos básicos em que se fundamentava a vida, a ordem, a austeridade, a fome e a capa ideológico-religiosa. Tratava-se de uma exortação, nomeadamente naquelas áreas que eram mais objecto de gozo, como o corpo, as relações sociais, a ordem jurídica e eclesiástica, a decomposição, a morte e o nascimento, as hierarquias sociais, o pecado e o delito, tudo isto era submetido a esse escárnio grotesco como forma de fazer todo o confronto muito mais leve...O problema era o dia seguinte tal como na actualidade!
Ps. Todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
AFINAL ONDE NASCEU?
Este blog, como já fez noutros momentos, vai transformar alguns comentários em postagens devido à visibilidade que se quer dar ao assunto comentado e por se achar o tema de interesse. Também tomo esta decisão para que este espaço, possa ser, ainda mais aberto e participativo e de inter-acção entre os leitores. Começamos com comentário deixado pelo atento e bem informado amigo, ALCOBACENSE GENÉTICO. E faço uma pergunta: SERÁ QUE AO NASCER O ARQ. BYRNE TEVE O DOM DA UBIQUIDADE?"Alcobacense Genético disse...
O suplemento "domingo" do Correio da Manhã, de 4/2, publica uma entrevista com o arq. Birne onde a criatura afirma:" nasci num sítio lindíssimo na Beira Alta, chamado Urgeiriça ".Juro pela estabilidade do mosteiro que é verdade.O homem se não está doentiamente senil proponham-no para o Guiness da Hipocrisia.O tipo que chegou a tirar o BI da carteira na 1ª sessão de apresentação do projecto do Rossio para provar que era nado em Alcobaça como tinha sido anunciado pelo Sapito... PESSOAL DA URGEIRIÇA PONHAM-SE A PAU PORQUE O TIPO DEVE ESTAR A PREPARAR ALGUMA PARA VOCÊS."
O suplemento "domingo" do Correio da Manhã, de 4/2, publica uma entrevista com o arq. Birne onde a criatura afirma:" nasci num sítio lindíssimo na Beira Alta, chamado Urgeiriça ".Juro pela estabilidade do mosteiro que é verdade.O homem se não está doentiamente senil proponham-no para o Guiness da Hipocrisia.O tipo que chegou a tirar o BI da carteira na 1ª sessão de apresentação do projecto do Rossio para provar que era nado em Alcobaça como tinha sido anunciado pelo Sapito... PESSOAL DA URGEIRIÇA PONHAM-SE A PAU PORQUE O TIPO DEVE ESTAR A PREPARAR ALGUMA PARA VOCÊS."
Links onde se expressa que Arq. Byrne nasceu em Alcobaça
http://dn.sapo.pt/2006/11/23/artes/seis_obras_mostram_o_fazer_territori.html
http://bienalsaopaulo.globo.com/arq/artistas/artista_descritivo.asp?IDArtista=12145
http://bienalsaopaulo.globo.com/arq/artistas/artista_descritivo.asp?IDArtista=12145
...E ESTACOINCIDENCIA.
http://www.google.es/search?hl=pt-BR&q=byrne+nasceu+urgeiri%C3%A7a&btnG=Pesquisar
http://www.google.es/search?hl=pt-BR&q=byrne+nasceu+urgeiri%C3%A7a&btnG=Pesquisar
Ps. Todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo.
sábado, janeiro 27, 2007
...E SE DEUS SE ABSTIVER?

"Missa em Pataias com imagem de uma santa grávida" in Rádio Cister
Celebrar uma missa para que Deus intervenha duma votação é escabroso. E se a votação der para o torto, Deus é do contra, não soube votar ou absteve-se? Usar uma imagem de Nossa Senhora grávida para um referendo político já é de profanadores de imagens. Ou não é? Porque não levar todos os santinhos das capelas para a porta dos ministérios e da assembleia da Republica para exigir do Governo, por exemplo, mais trabalho, melhores reformas, mais assistência aos idosos e sem abrigo, melhor educação, menos corrupção ou uma fábrica? Quem diz que as paróquias rurais se modernizam pode estar a mentir. Pataias está a dar indícios de como se pode regressar aos velhos tempos do presbitério politiqueiro e anedótico.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
FALECEU OLIVEIRA MARQUES
António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques( Nasceu em S. Pedro do Estoril em 1933 ― Faleceu em Lisboa, 23 de Janeiro de 2007)Professor catedrático, leccionou em várias universidades nos Estados Unidos e em Portugal, na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa. Com uma vasta produção historiográfica o Prof. Oliveira Marques foi especialista em História Medieval e da Primeira República Portuguesas. Sendo um homem empenhado nas lutas pela liberdade, foi afastado da Universidade Portuguesa no tempo da ditadura e só com o vinte cinco de Abril regressaria. Ocupando então lugares de destaque. Foi um dos instaladores da novel Faculdade de Ciências Sociais e Humanas na recém fundada Universidade Nova na década de 70. Foi ainda Director Geral da Biblioteca Nacional de Lisboa.
Em 1998 o Presidente da República condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
A Historiografia Portuguesa ficará muito mais pobre. Homenageio o intelectual, o homem, o humanista mas sobretudo o amigo que tanto contribui para a inovação da historiografia em Portugal. Paz à sua Alma.
Será hoje (24/1/2007) inumado no cemitério dos Prazeres.
Blogs amigos que fazem homenagem a Oliveira Marques. A VOZ DO POVO e MOMENTOS & DOCUMENTOS
Será hoje (24/1/2007) inumado no cemitério dos Prazeres.
Blogs amigos que fazem homenagem a Oliveira Marques. A VOZ DO POVO e MOMENTOS & DOCUMENTOS
sábado, janeiro 13, 2007
AINDA SOBRE CORRUPÇÃO...(URBANÍSTICA!)

PAIVA DISSE...
(Comentário deixado na postagem CORRUPÇÃO.)
Transformei este comentário em postagem para reflexão sobre as inúmeras obras urbanísticas e arquitectónicas anunciadas para o concelho de Alcobaça. Por outro lado, também, devido ao trânsito da arquitectura e o urbanismo para espectáculo e estes derivarem em escândalos. É conhecido o "pacto faustico" e as relações libidinosas entre poder e arquitectura. As estrelas do mettier, emergem ou estão associadas a sátrapas e profissionais menores acompanham vereadores nada sérios.
Ps. Todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo.
domingo, dezembro 31, 2006
DO CORAÇÃO.

“ A minha aldeia era um pequeno lugar muito acolhedor que tinha como característica um idioma que se falava com o coração, apesar de ter muitas palavras e serem diferentes entre si todas eram sinónimas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não é que fosse limitado o seu léxico ou o seu sistema de convivência social. A razão era que todos estavam unidos entre si como que por uma corda e o que acontecesse a um, invariavelmente influía nos outros. Socialmente organizavam-se deste modo: Todas as mulheres da minha aldeia eram minhas mães e mães das outras crianças e todos os homens eram meus pais e pais de todas as outras crianças. Todas as crianças eram minhas irmãs e filhos de meu pai e da minha mãe e de todos os homens e mulheres da minha aldeia. Como os nossos pais e os nossos avós já tinham tido esta cultura fraterna eram os depositários da sua transmissão, por isso todos estávamos irmanados como numa família e se algum faltasse todos sentíamos a sua ausência ou esperávamos com alegria a sua chegada. Era assim a razão de existir naquele pequeno lugar, que era a minha aldeia. Por contraste só na cidade compreendi os seus ensinamentos , e como era diferente aquele idioma que se falava com o coração, onde as palavras coincidiam com o seu significado tal como vêm nos dicionários”.
A TODOS OS LEITORES E POSTADORES DE ECOS E COMENTÁRIOS UM EXCELENTE ANO DE 2007.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
...AQUI JAZEM!

“ (...) la puerta principal tiene delante un extenso campo y plaza que causa el mayor contento para los ojos de los que la miran a la cual se sube por una escaleras muy anchas y espaciosas donde está un cementerio que en otros tiempos estaba ocupada, ademas, por una capilla donde estaban sepultados algunos reyes e infantes que ahora estan dentro de la iglesia” cit. Fray Hieronimo Roman 1599, In Antonio Delgado "Estética de la Muerte en Portugal"
O deserto foi, várias vezes justificado na “requalificação" devido a descrições de forasteiros, mas nenhum, como Fray Hierónimo, teve a precisão de indicar um cemitério que por diversas vezes circulou naquele amplo espaço, sendo a ultima pelas cercanias de extinta Igreja Nova.
“ O desenvolvimento sustentado e a defesa do património não dão votos”, daí a corporação municipal, quando não promove, parece que tolera em termos urbanísticos a ruína fraudulenta quer da cidade quer do concelho. Em Alcobaça, capital, foi o “fazer” e “refazer” e voltar a “fazer” na zona histórica com a "requalificação". Chamando um “arquitecto estrela” para justificar opções de todo duvidosas. Num processo que nega o urbano e a cidade enquanto espaço de troca e integração. Acabando, esse mesmo processo, por multiplicar desigualdades, impondo apenas um efeito ostentoso e emblema arrogante de um certo poder económico que não é real! E, um capricho presunçoso de um politico sem visão estratégica...nem, que se saiba, qualificação em gestão! AQUI JAZEM muitas das esperanças dos Alcobacenses. Alcobaça capital e Alcobaça concelho, caminha assim pela mão dos actuais governantes para uma DEGRADAÇÃO PROGRAMADA, onde se perspectiva URBICIDIOS e URBANICIDIOS ainda mais acentuados num curto espaço de tempo.
O deserto foi, várias vezes justificado na “requalificação" devido a descrições de forasteiros, mas nenhum, como Fray Hierónimo, teve a precisão de indicar um cemitério que por diversas vezes circulou naquele amplo espaço, sendo a ultima pelas cercanias de extinta Igreja Nova.
“ O desenvolvimento sustentado e a defesa do património não dão votos”, daí a corporação municipal, quando não promove, parece que tolera em termos urbanísticos a ruína fraudulenta quer da cidade quer do concelho. Em Alcobaça, capital, foi o “fazer” e “refazer” e voltar a “fazer” na zona histórica com a "requalificação". Chamando um “arquitecto estrela” para justificar opções de todo duvidosas. Num processo que nega o urbano e a cidade enquanto espaço de troca e integração. Acabando, esse mesmo processo, por multiplicar desigualdades, impondo apenas um efeito ostentoso e emblema arrogante de um certo poder económico que não é real! E, um capricho presunçoso de um politico sem visão estratégica...nem, que se saiba, qualificação em gestão! AQUI JAZEM muitas das esperanças dos Alcobacenses. Alcobaça capital e Alcobaça concelho, caminha assim pela mão dos actuais governantes para uma DEGRADAÇÃO PROGRAMADA, onde se perspectiva URBICIDIOS e URBANICIDIOS ainda mais acentuados num curto espaço de tempo.
PS. Todo o comentário bem disposto e elevado e é sempre bem acolhido.
domingo, dezembro 17, 2006
CORRUPÇÃO

Considero o autor deste desenho é de um dos mais geniais que conheço. Em Portugal seria impossível ver todos os seus trabalhos publicados nos nossos jornais por ser tão Caustico e corrosivo. Em Espanha, el ROTO, recupera um certo “costumbrismo” da pintura negra de Goya. Esse génio, ibérico, que foi o primeiro artista plástico a denunciar, as atrocidades humanas feitas, por humanos a outros humanos. Mas a publicação deste desenho, no El Pais de 1/12/2006, prende-se com a corrupção em Espanha associada ao urbanismo; obras publicas e privadas, licenciamentos de campos de golf, avaliação de terrenos a familiares de cargos publicos; empregos a familiares e benfeitores do partido que governa; Empresas que fornecem serviços a ayuntamentos (Câmaras) que são de familiares de políticos; portos maritimos e marinas construidos com branqueamentos de capitais; políticos que recebem luvas de licenciamento de obras, financiação de partidos.... as vertentes são infindáveis! Felizmente o governo do País vizinho tem estado à altura, deste tipo de crimes,e, elencos camarários inteiros já foram para a prisão sem fiança e estão na calha futuras detenções. Isto a propósito de em tempos de crise, como os que estamos a viver, anunciarem-se obras, mastodônticas, em todos os lugares sem entender-mos que dinheiro as suportam, donde vem e o que está por detrás de semelhantes negocios. Será unicamente a ingénua atracção ao investimento? Ou será que o desenho do ROTO acaba por dar razão à ideia que é a CORRUPÇÃO QUE MOVIMENTA A ECONOMIA ... e dá muitos empregos aos coniventes com ela ?
Atendendo às notícias e à opinião pública que circula em Alcobaça, será que as obras de "cosmética" realizadas e anunciadas têm também por detrás de si algum interesse económico escondido???
Ps.todo o comentário culturalmente elevado é bem vindo
sexta-feira, dezembro 08, 2006
ANÔNIMO DISSE...


"Ultima horaEstão a nascer cogumelos na marginal de S. Martinho coma altura de um terceiro andar.Uma equipa de cientista efectuou recolha de amostars para análise a fim de se saber se os mesmos são venenosos ou não.É esperada igualmente uma embaixada do Entroncamento que vem verificar no local se o referido fenómeno poderá competir com os que habitualmente aparecem naquela localidade.Sabe-se no entanto para já que dão uma luz ténue amarelada que permite iluminar os apartamentos de alguns proprietários da marginal o que veio já criar um clima de indignação de outros que por este facto não sentem nos seus consumos de electricidade a redução que este facto vai permitir aqueles cujos cogumelos apareceram recentemente bem perto das suas varandas. Informação em cima do acontecimento."
A Postagem é transcrita 'ipsis litteris' conforme um anónimo deixou, no blog, em OUTRA VEZ...S.MARTINHO?
... Tive curiosidade de visitar S. Martinho!
... recomendo seriamente e, PARA que CONSTE, em qualquer ANTOLOGIA ou ANAIS de CLARIVIDÊNCIAS!
A Postagem é transcrita 'ipsis litteris' conforme um anónimo deixou, no blog, em OUTRA VEZ...S.MARTINHO?
... Tive curiosidade de visitar S. Martinho!
... recomendo seriamente e, PARA que CONSTE, em qualquer ANTOLOGIA ou ANAIS de CLARIVIDÊNCIAS!
terça-feira, outubro 31, 2006
1 DE NOVEMBRO
“Ao contrário dos animais para quem a morte é uma circunstância natural e cujo cadáver se transforma em coisa, para o ser humano a morte é um problema, um drama estranho e difícil: o seu corpo deixa de ser algo vivo mas não se transforma em coisa. Até hoje, nenhuma filosofia conseguiu libertar a humanidade dos temores da morte. Nem a crença no além, nem a recompensa da fama, nem a prolongação do falecido nos seus filhos são consolo suficiente para o momento final. Considerada como a nossa primeira experiência metafísica, a morte foi ao mesmo tempo estética e religiosa pelo enigma que terá representado aos olhos dos nossos primeiros antepassados o “espectáculo” da transformação de um ser em “gelatina anónima”.o surgimento da arte ou da imagem está associada a morte. E nas sepulturas serviu como meio tranquilizador para enfrentar o medo ao vazio e ao estado de impessoalidade ou de nada em que se transforma o ser com a morte. Servindo ainda como meio de representação e de comunicação entre o visível e o invisível, entre o temido e o tranquilizador. Cumprindo uma função mediadora e de contacto entre duas realidades opostas: unir presentes ao ausente. Apesar da sociedade tecnológica em que vivemos não saber que fazer com os mortos e se nas aldeias ainda existe alguma convivência com eles, nas cidades, pelo contrário os mortos evitam-se e a morte foi burocratizada. Tornando-se o espelho da sua vivência. Numa sociedade que gira em torno de uma organização socioeconómica, cujos valores são apenas o êxito, a produção e o lucro, o culto da morte não tem razão de existir. Da “boa morte passou-se à morte bela”, e da secularização aos secularismos invasores num desafecto total à religião. Onde o além vai perdendo em favor do Aquém mas, como paradoxo cada 1 de Novembro, os cemitérios enchem-se de flores em torno deste culto.”
In António Delgado Estética de la Muerte en Portugal e Glosario Ilustrado de la muerte
Ps. Na região, recomendo visitar, no dia 1 de Novembro, os cemitérios da Pederneira e Aljubarrota... depois percebem porquê?
segunda-feira, setembro 04, 2006
terça-feira, agosto 22, 2006
S.MARTINHO DO PORTO


Outro dia ao passar por S. Martinho do Porto apreciei as construções indiscriminadas que se têm feito naquela terra e ao longo da baía. Cada uma parece de sua “nação” e estilo e, esteticamente, uma pior que a outra. É caótico andar naquele lugar de carro ou a pé: tudo é pó, improviso, com aspecto de provisório e desconfortável.
S. Martinho parece que perdeu a oportunidade de ser abordada como merece e restaurada para beneficiar quem lá vive , trabalha ou procura o lugar para lazer. Foi a partir do que vi que recordei este antigo desenho, editado em 1995, no Jornal Voz de Alcobaça. Então, não imaginaria que a crítica a um fenómeno tão generalizado entre alguns portugueses, como a CORRUPÇÃO, fosse motivo de sobressalto para um personagem com responsabilidades politicas locais, e que este viesse perguntar ao director do jornal se a crítica era dirigida a alguém em concreto no elenco camarário. Eloquentemente o Drº. Basílio Martins, director do JVA respondeu que não.
Isto a propósito da construção desenfreada ter tomado conta daquela terra, tornando-a um dédalo urbanístico descaracterizado, sem categoria e, onde não há respostas visíveis aos verdadeiramente problemas de S. Martinho. Releio os jornais locais as primeiras páginas revelam ilegalidades de actas, provisões cautelares sobre construções, rio poluído, ilegalidades no parque de campismo…and so one, so one! Afinal que se passa naquela terra que é feudo do PSD há tantos anos e com as actas da junta de freguesia?! Será a construção desordenada, desintegrada um sinónimo de benesses aos construtores em troca de patrocínios eleitorais? OU A UM SÓ CONSTRUTOR? Quem financia, naquela freguesia, as campanhas eleitorais e em especial as campanhas autárquicas do PSD?
Possivelmente haverá muita corrupção por denunciar e também muito jornalismo sério e independente por fazer.
SERÁ QUE OS PROBLEMAS QUE O DESENHO E O TEXTO FOCARAM EM 1995 SÃO UMA CARACTERÍSTICA DAQUELE LUGAR E DE CERTOS POLíTICOS NA ACTUALIDADE?????
S. Martinho parece que perdeu a oportunidade de ser abordada como merece e restaurada para beneficiar quem lá vive , trabalha ou procura o lugar para lazer. Foi a partir do que vi que recordei este antigo desenho, editado em 1995, no Jornal Voz de Alcobaça. Então, não imaginaria que a crítica a um fenómeno tão generalizado entre alguns portugueses, como a CORRUPÇÃO, fosse motivo de sobressalto para um personagem com responsabilidades politicas locais, e que este viesse perguntar ao director do jornal se a crítica era dirigida a alguém em concreto no elenco camarário. Eloquentemente o Drº. Basílio Martins, director do JVA respondeu que não.
Isto a propósito da construção desenfreada ter tomado conta daquela terra, tornando-a um dédalo urbanístico descaracterizado, sem categoria e, onde não há respostas visíveis aos verdadeiramente problemas de S. Martinho. Releio os jornais locais as primeiras páginas revelam ilegalidades de actas, provisões cautelares sobre construções, rio poluído, ilegalidades no parque de campismo…and so one, so one! Afinal que se passa naquela terra que é feudo do PSD há tantos anos e com as actas da junta de freguesia?! Será a construção desordenada, desintegrada um sinónimo de benesses aos construtores em troca de patrocínios eleitorais? OU A UM SÓ CONSTRUTOR? Quem financia, naquela freguesia, as campanhas eleitorais e em especial as campanhas autárquicas do PSD?
Possivelmente haverá muita corrupção por denunciar e também muito jornalismo sério e independente por fazer.
SERÁ QUE OS PROBLEMAS QUE O DESENHO E O TEXTO FOCARAM EM 1995 SÃO UMA CARACTERÍSTICA DAQUELE LUGAR E DE CERTOS POLíTICOS NA ACTUALIDADE?????
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