terça-feira, agosto 14, 2007

"AULAS DE CORTE E CONFECÇÃO: COMO ELABORAR INIMIGOS À MEDIDA"



“Muitos dos grande negócios promovem o crime e do crime vivem.





Nunca ouve tanta concentração de recursos económicos e de conhecimentos científicos e tecnológicos dedicados à produção da morte. Os países que mais armas vendem ao mundo são os mesmos países que tem a seu cargo a paz mundial.






Afortunadamente para eles, a ameaça da paz esta a debilitar-se e já se afastam as nuvens negras, enquanto o mercado da guerra se recupera e oferece promissoras perspectivas de matanças/carnificinas rentáveis.



As fábricas de armas trabalham tanto como as fabricas que elaboram inimigos à medida das suas necessidades...”

sexta-feira, agosto 10, 2007

"SOCIEDADE DO ESPECTÁCULO"



"A alienação do espectador em favor do objecto contemplado ( que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) expressa-se deste modo: quanto mais contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espectáculo em relação com o homem activo manifesta-se no facto de que os seus próprios gestos deixam de ser seus, para converterem-se nos gestos de outro que os representa por ele. A razão de que o espectador não se encontra em casa em nenhuma parte é porque o espectáculo está em todas as partes".
Guy Debord " A Sociedade do Espectaculo".



PS. BOM FIM DE SEMANA A TODAS (OS) E A QUEM ESTA DE FERIAS AS MAIORES FELICIDADES PARA DESFRUTA-LAS.

quarta-feira, agosto 01, 2007

TRAGÉDIA NO SILVAL




Em pequeno imaginava o mundo determinado ao lugar onde morava e ao espaço que o meu olhar abrangia, em redor desse centro. Para lá dessa circunscrição visual e também imaginária era o caos. Lugar onde viviam os monstros, as bruxas os lobisomens e as almas penadas, personagens fabulosas com que os mais velhos atormentavam a minha existência, e exercitavam a minha imaginação e cultivavam igualmente o meu amor para a vida e meus semelhantes pelas longas noites de Inverno à lareira depois de cear. A lareira era um lugar de tertúlia e sociabilidade e escola de vida para as crianças como eu. Era assim a vida na minha aldeia no Silval.

A minha aldeia era um pequeno lugar muito acolhedor que tinha como característica um idioma que se falava com o coração, apesar de ter muitas palavras e serem diferentes entre si todas eram sinónimas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não é que fosse limitado o seu léxico ou o seu sistema de convivência social. A razão era que todos estavam unidos entre si como que por uma corda e o que acontecesse a um, invariavelmente influía nos outros. Socialmente organizavam-se deste modo: Todas as mulheres da minha aldeia eram minhas mães e mães das outras crianças e todos os homens eram meus pais e pais de todas as outras crianças. Todas as crianças eram minhas irmãs e filhos de meu pai e da minha mãe e de todos os homens e mulheres da minha aldeia. Como os nossos pais e os nossos avós já tinham tido esta cultura fraterna eram os depositários da sua transmissão, por isso todos estávamos irmanados como numa família e se algum faltasse, todos sentíamos a sua ausência ou esperávamos com alegria a sua chegada. A partida definitiva de qualquer, pequeno ou grande, afectava a todos de forma muito forte. Era assim a razão de existir naquele pequeno lugar, que era a minha aldeia. Por contraste só na cidade compreendi os seus ensinamentos, e como era diferente aquele idioma que se falava com o coração, onde as palavras coincidiam com o seu significado tal como vêm nos dicionários. É o que sinto hoje com a tragédia que ocorreu no Silval onde uma criancinha, neta dos meus amigos de infância a Natividade Rouxo e o António Querido faleceu num acidente. Neste momento particularmente difícil para eles e sobretudo para a filha e o genro que perderam o filho, expresso o meu mais veemente sentir e recordo a minha aldeia que transporto no coração e a vossa dor que é também minha e me faz igualmente sangrar a alma e o coração.

quarta-feira, julho 25, 2007

XIXI E DESENVOLVIMENTO LOCAL


Finalmente o problema dos sanitários públicos está resolvido. Graças às intervenções dos partidos políticos da oposição e das pessoas em geral que pressionaram a Câmara até à exaustão. Sabemos que a Câmara faz sempre as coisas que deve, como agora, por isso devemos aplaudir esta sua iniciativa. Soube ver e ouvir e, mais uma vez, com a sua atitude eleva a terra aos confins da galáxia como ESPAÇO QUE SABE RECEBER e é uma terra preparada nos mais elementares detalhes do quotidiano para quem nos visita. Antes em Alcobaça, os turistas eram obrigados a fazer um percurso de vários metros (nalguns casos centenas) para irem fazer as suas necessidades pelos cafés locais. Não havia casas de banho, nem no mosteiro, nem públicas municipais. A falta destes locais, mesmo no mosteiro (a pagar 4 euros e meio e declarado monumento Património da Humanidade), deve-se a uma feliz iniciativa concertada entre o IPPAR a CÂMARA MUNICIPAL e a ASSOCIAÇÃO DE COMERCIANTES LOCAIS, no sentido de elevarem “Alcobaça a Capital do Comércio”, numa iniciativa do programa SAPÊMTRUJA. O programa é simples e pioneiro em Portugal, porque incentiva as pessoas a participarem na vida económica do lugar, logo, no seu desenvolvimento sustentado. Neste caso, cabe aos comerciantes fornecerem as casas de banho públicas, porque os turistas ao terem necessidade de se aliviarem e sendo só eles a possuírem-nas, estes ao deslocarem-se aos estabelecimentos de restauração, acabam por comprar uma garrafa de água, beber um café ou comer um bolo da famosa pastelaria conventual em troca do alívio. A isto chama-se projecto configurador e desenvolvimento local sustentado. O programa é um êxito total. Por vezes é maior a bicha para as casas de banho, nalguns bares e pastelarias do que para tomar um café. A brilhante ideia veio dar um impulso enorme à restauração local e engendrou uma nova personagem urbana: o/a “TURISTA CHICHI ou TURISTA OBRADOR”. Sociologicamente falando é um potencial investidor que os agentes económicos perseguem. No caso de Alcobaça, pena são os velhotes de bengala, em cadeiras de rodas e os que têm incontinência que depois de saírem das camionetas esperam para entrar no mosteiro para se aliviarem, e tenham de sair a correr, atravessar o enorme deserto, para darem sem saber com as políticas turísticas de desenvolvimento local.

sábado, julho 21, 2007

EPISCOLÂNDIA



Rembrandt, "O monge na seara" gravura.


Estupefacta. Desconcertada. Decepcionada, poderia acrescentar. Não compreendo a Conferência Episcopal deste nosso país (quero dizer que não é só deles). Tinham outra ocasião de sair para a rua para manifestar a sua iracunda (mistura de santa indignação e reaccionarismo), e pelo que parece, estão a desaproveitá-la. Sinto-me decepcionada.
É que já os estava a visualizar, como se diz agora, todos juntos, indo de Sol a Génova, (ou aonde lhes parecer melhor exibir as suas mensagens), levantando cartazes com slogans parecidos a estes: “Não à persecução dos padres pederastas de Los Angeles”, “Basta de relatar maus tratos sexuais tapados pelos bispos”, “Devolvam ás Suas Eminências os 478 milhões de euros que lhes tiraram de indemnização”, “Abaixo os meninos provocativos e as meninas indecentes”, “Nós consagramos, nós ocultamos”, “O meu corpo é meu”, A sacra Pederastia unida nunca será vencida” e “Voltarei e serei milhões”. Gosto particularmente deste último porque, embora pareça uma frase pronunciada por Che Guevara como premonição da sua actual abundância de efígies, a sua autora foi Eva Perón, desdenhada pelo Vaticano por ter sido actriz e mulher de costumes alegres.
Pareço-lhes brutal? Pois nem a décima parte do brutal que poderia ser cada vez que penso na Ingerência Episcopal. Mas consigo conter-me.
Se não me contivesse ia perguntar-lhes, por exemplo, porque levantam tanto a voz para proteger as crianças deste país contra uma educação cidadã dada nas escolas; e porque se calam tanto quando se descobrem casos de abusos sexuais perpetrados por sacerdotes nos colégios e paróquias. Dir-lhes-ia: Vocês são mesmo distraídos. O pio frenesi cega-lhes os olhos. Não compreendem que uns meninos que crescem no erro (a ética), são muito mais provocadores para a sodomia, e umas meninas educadas na aberração (os direitos e os deveres), resultam irresistíveis?
Mas não vou ser tão brutal, porque é uma atitude imprópria de mim. Assim que vamos continuar com o tema da manifestação pró-clero pederasta de Los Angeles.
Têm o tempo justo para a preparar de aqui até sábado. Maruja Torres

quinta-feira, julho 19, 2007

QUANDO É QUE ALCOBAÇA DESPERTA?

Sensatamente QUERO e tudo farei para que os Munícipes de Alcobaça saibam que há minúsculas opiniões” Gonçalves Sapinho in Editorial da Revista Municipal Abril 2004.

As circunstancias especificas de Alcobaça são actualmente negativas (...) . Teve um centro de prestigio, mas que hoje está vazio – e é esse vazio que funciona como factor de repulsão, na medida em que ele é a demonstração, pratica e objectiva, DE QUE A CIDADE DE ALCOBAÇA NÃO REVELA CAPACIDADE PARA GERAR UM PROJECTO CONFIGURANTE PARA SI PROPRIA, PELO QUE NÃO CONSEGUIRÁ PARA O CONCELHO. (...) É de esperar que Alcobaça revele uma crise de identidade quanto ao seu futuro (que é uma crise de continuidade com o seu passado) e essa crise de identidade se repercute numa indeterminação quanto à sua referenciação espacial, tendo como consequência que não saberá que ligações privilegiar - se com Leiria ou com Caldas da Rainha, se com Lisboa ou com Coimbra, se com a região Oeste ou com a região Centro.

(...) se o Mosteiro, como antigo centro de prestigio, é repulsivo, as actividades nos sectores de capilaridades ou são estritamente locais (e não permitem assegurar a continuidade dos actuais níveis de rendimento) ou são centrifugas (e tendem a transferir-se para fora do concelho, podendo mesmo assumir manifestações de segmentação desta divisão administrativa na expectativa de conseguirem maior relevância se estiverem integradas noutro concelho).

Sem iniciativas que alterem estas tendências fortes – e que já tem mais de um século, (...) o futuro de Alcobaça é menos favorável do que o presente, porque mesmo o que existe tenderá a degradar-se por falta de estímulo para a sua renovação. Essa previsão desfavorável acentua-se se também no quadro nacional tiver uma evolução marcada pelos sinais de crise, pois a resultante última destes processos locais e nacionais será a de que não se conseguirá, aproveitar o efeito da mudança que é gerado pela integração do espaço europeu: Por outras palavras, Alcobaça será um ponto isolado no interior de uma periferia, sem atractividade e sem qualificação
” In Avaliação Estratégica das Condições de Desenvolvimento do Concelho de Alcobaça. Saer Lda. Edição Câmara Municipal de Alcobaça. Alcobaça 2004. pag. 99 e 100. O estudo foi dirigido pelo antigo ministro da Economia Prof. Hernâni Lopes.

Como Alcobacense perturbam-me os sérios problemas que Alcobaça e a região afrontam mais aqueles que se avizinham e que os partidos (alguns) e os Alcobacenses ( alguns) se deixem narcotizar por (ir)responsáveis e, adoradores de "bezerros de ouro" que andam entre Alcobaça e Lisboa ou vice versa, a brincar com um telemóvel como as crianças irresponsáveis e deslumbradas com o primeiro brinquedo que mexe e toca. Será a brincar que os problemas sérios de Alcobaça se afrontam ? Quando é que Alcobaça desperta e deixa de andar narcotizada com tanto desgoverno bruto?

terça-feira, julho 17, 2007

PRÉMIO MOMENTOS DE EXCELÊNCIA


Apesar do muito pouco tempo que os meses de Junho e Julho me têm proporcionado para estar na blogosfera, mesmo assim as minhas amigas Maria Faia do Blog Querubim Peregrino e XReis do Blog Alentejo & Sapiência, outorgaram a Ecos e Comentários o” Prémio Blog ‘momentUS de Excelência’: uma distinção que não sei se estou à altura para recebe-la. Segundo Xreis é um premio “a atribuir - pelas palavras, pela música, pelas reflexões, pelas imagens, pelos desafios, pela solidariedade, pela vida partilhada[…]Este MomentUs de Excelência, atribuirei a alguns desses meus queridos (as) amigos (as), que de uma forma ou de outra, me proporcionaram belos momentos de Excelência.” Cabe-me agora, atribuir este mesmo prémio àqueles que me têm proporcionado verdadeiros momentos de Excelência. E, alguns deles são:

sábado, julho 14, 2007

SETE MARAVILHAS " CADA TIRO CADA MELRO"

O presidente mantém-se em forma e continua igual a si próprio. Veio visitar as pessoas que o esperavam em frente ao mosteiro para comemorarem a nomeação na lista das 7M nacionais. Em primeiro lugar deve-se de dar os parabéns pelo espectáculo transmitido, desde Portugal para o mundo, em língua inglesa, facto que só por si é revelador de como se defende a cultura linguista indígena. A língua de Camões com esta transmissão urbi et orbi viu-se reforçada nos cinco continentes. Portugal mais uma vez revelou-se e soube impor a máxima de Fernando Pessoa “ a minha pátria é a minha língua”. Apreciei igualmente as manifestações de regozijo das pessoas e ver as bandeiras e símbolos pátrios pendurados nas janelas e varandas de norte a sul a defenderem esta causa num ESPECTÁCULO IMPAR!


Ao presidente Sapinho damos-lhe a mais sentida homenagem... e deve-se até propor em assembleia municipal o nome dele para designar futuramente o Rossio de Alcobaça por “Areal Dr. Gonçalves Sapinho” ou outra designação afim. Apesar de saber-mos que ele não tem nada na cabeça e de SER UM VERDADEIRO CATAVENTO, estamos todos de acordo que nos grandes momentos sempre deu a cara pelo concelho e por causas todas elas acertadas e de “alto gabarito”: invejáveis obras de requalificação, universidade de Alcobaça reconhecida em toda a galáxia, ensino superior que faz inveja ao MIT e Harvard, hospitais, privados e públicos onde trabalham os melhores médicos, centros médicos não faltam no concelho, estradas concelhias das mais seguras da Europa, qualidade de vida e meio ambiente das freguesias e aldeias do concelhos a invejar a Suiça. O trabalho está à vista mesmo para os cegos.

Qualquer homenagem que se faça ao nosso rei Midas é bem-vinda porque tudo o que toca produz dinheiro. Vejamos: 150.000 euros (trinta mil contos) para obter uma nomeação quando os outros monumentos apresentados a concurso despenderam, no máximo e ao redor de 15.000 euros aqueles que despenderam. Gastar dez vezes mais, como foi o caso de Alcobaça num monumento que já está na Lista da Unesco, só de um verdadeiro prodígio, cartomante ou descerebrado. Os sinceros PARABÉNS por dobrar o esbanjamento de dinheiros que se verifica ser incomensurável... Se há coisas que este presidente sabe, é defender os altos interesses económicos da Câmara e do concelho como se tem provado tem mesmo verdadeiro pedigree para assunto económicos e os outros.


Devemos IGUALMENTE de dar os PARABÉNS pelo gasto na reconfiguração do Rossio a envolvente ao mosteiro, tão barata que “mentes menores” entenderam o valor adjudicado “ excepcionalmente elevado (cerca de 175€ por m2, (...) um desvio da ordem de 50% face aos valores padrão”. Os materiais são ainda de primeira não necessitam ser substituídos e os pinos metálicos resistentes. Felicitamos também pelas obras do cinema que foram igualmente uma pechincha em termos orçamentais tal como está a ser a designada via cintura interna entre outras.

A semana passada ficamos a saber, que câmara, num ápice movimentou 650.000 mil euros em investimentos; afinal há dinheiro! Por isso a empresa que fez as obras da requalificação na envolvente do mosteiro e outras empreitadas camarárias não deve de processar a câmara por má pagadora, como se ouvia por toda a Alcobaça, porque não o é. Dinheiro sobra e há em fartura a dobrar a triplicar, quadruplicar quintuplicar e por aí fora se for necessário. Será que é proporcional ao grau de proximidade, da empresa, ao presidente da câmara, aos vereadores ou também ao partido que governa? Quem saiba que responda!

Assim em ambiente festivo de “cada tiro cada melro”, vemos o presidente a bailar e dar o “bailarico” habitual à população de Alcobaça, parasitando-a emocionalmente, com afirmações e espectáculo jornalísticos dignos de um verdadeiro cata-vento, que se move unicamente ao sabor das brisas passageiras.



sexta-feira, julho 06, 2007

A UNESCO DEMARCOU-SE


Depois de ter falado do despropósito que é gastar 150.000 mil euros para promover o Mosteiro num concurso que toda a gente de sentido comum tem criticado pela pouca seriedade de que se reveste, há quem chegue a afirmar e a perguntar, que num concurso tão pouco democrático e discriminatório só podem entrar quem tem telefone e Internet. Para onde irão os dinheiro ganhos nas chamadas? No entanto o “nosso” preclaro presidente e seus “ boys” justificam a atitude com uma prosa que faz rir mesmo os menos avisados. Amanhã será o veredicto e nunca esteve em causa o valor artistico do mosteiro de Alcobaça, mas os meandros do concurso e a histeria de quem dirige a câmara em relação ao concurso/jogo. É que gastar 30 mil contos com ele é de municipio que nada em dinheiro.

Curiosamente quem leia o Região de Cister desta semana verá numa página do jornal a histeria do concurso, uma “palermice” da qual a própria UNESCO se demarcou, e foi noticiado pela RTP. Mesmo assim a Câmara teve necessidade de fazer uma conferência com algumas “eminências” da “cultura local” para justificar o que não tem justificação e como diz o Região de Cister “ o publico (pouco) agradeceu a lição”. Por nossa parte afirmamos que o folclore de garrafão continua a fazer carreira em terras de CISTER e a ser cumplice do seu atraso. Na página seguinte à noticia referida, a câmara informa dos 500.000 mil euros em investimentos para o concelho; investimentos tardios e necessários, mas que ninguém não sabe se irão realizar-se, com a extravagância como a Camara afirma. E quem esteja atento ao que se passa no concelho, facilmente liga a noticia a manobras de pirotecnia politica para distracção do vulgo e os custos caros e desnecessários da operação 7 maravilhas. Talvez por receio a que o mosteiro não seja eleito e o Sr. Sapinho perca esse momento de exibição “urbi et orbi”, comprado à custa de viagens para Lisboa e a votar, vezes sem conta, pelo telefone.
Também é manobra de distracção para impressionar pacóvios, trazer a Alcobaça, um arquitecto de nome Sisa Vieira. Será para projectar alguma coisa (????). Quando se sabe que praticamente o que ele faz é contestado, tanto em Portugal como no estrangeiro .

No meio das extravagancias, será que o senhor Sapinho se esqueceu de ter afirmado que a Câmara tomaria sobre si o custo do centro de saúde de S. Martinho, caso o Estado não realizasse a obra? No meio de tanta contradição apetece-me perguntar: O centro de saude já foi construido ou será que quem dirige os destinos da Câmara e o CONCELHO DE ALCOBAÇA TEM OS PÉS ASSENTES NA TERRA? Ou as prioridades concelho são MESMO A DESGOVERNAÇÃO E A AVENTURA...DESCARADAS ?
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Pensamento :
OS POLITIOCOS SÃO TODOS IGUAIS EM TODAS AS PARTES. PROMETEM CONSTRUIR UMA PONTE INCLUSIVÉ ONDE NÃO HÁ RIO. (Nikita Krushov)
Bom fim de semana

terça-feira, julho 03, 2007

O SR. ANTONIO SALVADOR








ANTONIO SALVADOR ( DESCE)

UM VEREADOR QUE É DIRECTOR E DONO E UM JORNAL JÁ SERIA QUESTIONÁVEL. MAS EMITIR COMUNICADOS PARA DESMENTIR NOTICIAS DO PRÓPRIO JORNAL É ESTRANHO. (Região de Cister 28/ 7/ 207


A Nazaré é um espaço muito sui generis e já abordei neste blog alguns aspectos desta terra. Recentemente um desaguisado entre os membros do PSD que governam aquela câmara pôs a política local em verdadeiro estado de choque. Escusado será dizer que aquilo que se mostra deriva apenas do folhetim da imprensa regional e de uma pessoa O Sr. António Salvador e, de mais não sei! Ele pode ser o retrato fiel do aprendiz de politico à portuguesa. Quando afirmo que o grande trabalho que se deve de fazer contra o status quo politiqueiro, é nas terras e concelhos do interior, não me engano, porque é nestes espaços que surgem todo o tipo de práticas bem “transparentes” dos que nos governam aí e que ficam intactas com as mudanças dos governos nacionais. As realidades locais e depois as nacionais tornam-se mais perceptíveis a partir de fenómenos como o Sr. António Salvador, dado que as coisas vão do micro para o macro e, muitas vezes, o local é a escola do que se pratica a nível nacional. Este senhor é um verdadeiro político com P grande: Um “jack of all trades” da politica. Vereador da Câmara municipal da Nazaré, proprietário de um jornal, “O Região da Nazaré”, arquitecto que constrói um hotel no município da Nazaré e, sabe-se lá que mais …Um rapaz cheio de qualidades e que “qualquer” partido desejaria ter nas suas fileiras.... A blogosfera deveria de dar mais atenção a esta rapaziada independente tão cheia de qualidades e que são a verdadeira esperança para a política do nosso País. Os meandros nada claros da política regional, o Sr. António Salvador transforma-os em coisas claras e objectivas e, a prática politica numa actividade muito SÉRIA mesmo QUANDO HÁ os piores desígnios nalguns.
A Nazaré estará de parabéns com semelhante filho?!...

sábado, junho 30, 2007

UM AMIGO FIEL É UMA ALMA EM DOIS CORPOS (Aristóteles)



Extrai na integra , o texto a amarelo, excepto a imagem, do blog LUSOFOLIA. Hoje é domingo e em cada dia que me levanto tenho a esperança de encontrar um mundo melhor, onde não exista guerra, fome, ódio, tristeza, inveja ou dor ... Ao viajar pela internete encontrei este vídeo que me mostrou como os animais tem condutas NOBRES E MUITO ELEVADAS! Por isso partilho esta minha comoção com todos vós... continuação de um BOM DOMINGO.
"Em Moçambique, um cão adoptou um macaquinho selvagem e os dois tornaram-se inseparáveis. Quando fortes cheias atingiram o Norte de Moçambique em 2002, causando a miséria e grandes prejuízos às propriedades e às colheitas, muitos animais foram deixados à sua sorte. Mas os habitantes de Caia, na margem direita do rio Zambeze, presenciaram uma amizade estranha entre um cão e um macaco. Um cão magro apareceu do mato com um macaquinho às costas. Os habitantes deram-lhes os nomes de Billy e Kiko e os dois tornaram-se inseparáveis desde então.

BLOG ACTIVISTA




O ECOS E COMENTARIOS foi nomeado Blog Activista, pelo blog MOMENTOS & DOCUMENTOS editado pelo amigo Ludovicus Rex. O criador deste selo, ‘O Moço da Bodega’ do Bodega Cultural . O Blog Bodega Cultural criou o selo “Blog Activista“, que deverá ser livremente oferecido aos blogueiros que lutam por um mundo melhor. Para fazer parte do “Blog Activista” o blogueiro deverá promover e defender:
A paz, A liberdade; O Socialismo; O meio ambiente; A Igualdade de gênero; Os direitos Humanos; Os movimentos sociais.

Cada blogueiro nomeado deverá nomear os blogs que tenham essas características, via e-mail ou nos comentários, não sendo necessário postar as nomeações. Cada blog nomeado deverá citar abaixo do banner, o nome do blogueiro ou do blog que o nomeou.

NOMEAÇÃO SETE MARAVILHAS DA BLOGOESFERA



O blog ECOS E COMENTARIOS foi destinguido com quatro nomeações para as 7 maravilhas da blogoesfera. Duas pelo blog BAOBAB uma pelo blog QUERUBIM PEREGRINO e outra pelo FREYJA.

segunda-feira, junho 25, 2007

VERGONHA PARA O MUNICIPIO E SEU PRESIDENTE




GASTAM-SE MILHARES DE EUROS EM FUTILIDADES COMO MAGIAS MAS AS RUAS PRINCIPAIS de todas as FREGUESIAS do concelho são como a que se vê no vídeo desta postagem. Não oferecem SEGURANÇA para ninguém e são um perigo para IDOSOS, crianças e todo o tipo de PESSOAS COM HANDICAPS. ONDE ESTÁ o sentido comum deste PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA. ONDE ESTÁ A SUA CULTURA DE SOLIDARIEDADE e o seu espírito cristão, como afirma ser. Parece-me que a prioridade da sua bendita cabeça é gastar 150 mil euros em publicidade para eventualmente comprar uns efémeros segundos de passagem na televisão, caso de Alcobaça fique entre as 7 maravilhas de Portugal... SÓ ISSO E NADA MAIS a VACUIDADE e a palermice andam à solta em Alcobaça...Alcobaça parece estar doente SE FOSSE POLÍTICO DA OPOSIÇÃO exigia ver as facturas descriminadas de todos os telefones da Câmara, INCLUINDO OS TELEMÓVEIS e fazia essa mesma exigência ao IPPAR para ver as do mosteiro, desde que abriu o concurso, até que este termine. Para que se tenha noção dos custos desses eventuais segundos de eternidade mediática que terá o Presidente de Alcobaça, pagos com o dinheiro público. NO ENTANTO, dinheiro para terminar as casas de banho públicas em frente ao mosteiro não há. Dinheiro para fazer as casas de banho no mosteiro também não... Será que estamos numa terra orientada por malucos?

sexta-feira, junho 22, 2007

"HÁ MINÚSCULAS OPINIÕES"



Afirmações de "ALTO GABARITO" em relação à concepção do terreiro em frente ao mosteiro de Alcobaça. (foto)

“Não deixa também de ser preocupante a promoção de intervenções relevantes desinseridas de uma estratégia global, como por exemplo a requalificação da zona envolvente do Mosteiro de Alcobaça, e que podem, (...), não só ver comprometida a sua eficácia (por falta de coordenação temporal com intervenções complementares essenciais) como também criar padrões financeiramente incomportáveis e bloqueadores de acções subsequentes (não existindo argumentos que justifiquem grandes discriminações qualitativas, ou se mantêm o mesmo nível de investimento, ou não se faz, como já aconteceu com o parque de estacionamento de apoio ao Mosteiro.” Avaliação Estratégica das condições de Desenvolvimento do Concelho de Alcobaça Pag. 401,402 SaeR, Lda. CMA 2004. Estudo dirigido pelo ex- Ministro da Economia Prof. Ernani Lopes.

“0 Projecto de requalificação da área envolvente do Mosteiro de Alcobaça, abrangendo uma área de intervenção da ordem dos 30.000 m2 de áreas exteriores, foi posto a concurso recentemente com o preço base de 7 milhões de Euros, e está em vias de adjudicação por cerca de 5 milhões de Euros acrescidos de IVA, valor considerado excepcionalmente elevado (cerca de 175€ por m2, o que significa um desvio da ordem dos 50% face aos valores padrão para intervenções de elevada qualidade, e que não parece estar justificado por dificuldades adicionais, tais como o desvio de infra estruturas).” Op.cit. pag. 439
PROFESSIAS DE UM ILUMINADO.
“Sensatamente QUERO e tudo farei para que os Munícipes de Alcobaça saibam que há minúsculas opiniões sobre aquilo que foi julgado adequado por todos os autarcas da Câmara Municipal (PSD, PS, e CDU), pelos responsáveis da CCDRLVT e pelos Governos socialistas e Social- Democrata. Tudo farei para que os munícipes de Alcobaça saibam que o MOSTEIRO e a zona Envolvente poderão constituir e irão constituir a ANCORA DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADE E DO CONCELHO”. Gonçalves Sapinho in Editorial da Revista Municipal Abril 2004.
BOM FIM DE SEMANA

quinta-feira, junho 21, 2007

MITOS MODERNOS para MENTIRAS ANTIGAS













A primeira imagem de cima é uma montagem com o pequeno templo da Igreja da Conceição em Alcobaça. E foi feita a partir de um quadro do período romântico de um pintor inglês. O quadro representa aquilo que era muito normal até ao sec. XIX em toda a Europa cristã e católica: inumar nos adros e em torno das igrejas. Umas vezes devido à falta de espaço no interior das igrejas e noutros casos pelos fracos recursos do falecido e familiares como se pode ler num destes textos que exponho. Em Portugal só uma proibição em 1836 retirou esta pratica da vida urbana e o monopólio da morte à Igreja católica, motivando uma contestação popular designada por revolta da Maria da Fonte.

Na Baixa e Alta Idade Media a aristocracia e burguesia rica, pagavam fortunas à igreja, para ficarem neste ou naquele templo fundando capelas no interior. Os grandes monumentos nacionais fizeram-se por imperativos de morte (inumação) e para perpetuar dinastias, ao contrario do que se afirma que foram para agradecer a Deus vitórias em guerra. Ficava bem ao rei e na actualidade à historiografia de matriz cristã dizer semelhantes coisas perpetuando um tipo de ideias proprias de espíritos nacionalista radicais. Mas numa era do global ou da fraternidade global cimentado também pelo espírito europeísta estas ideias são no mínimo atávicas. Todos ouvimos na escola e fora dela que o mosteiro da Batalha edificou-se para comemorar a vitória de Aljubarrota mas em verdade o que se vê é apenas o mausoléu da família de Avis. O mesmo se passou com Alcobaça com a antiga galilé, onde se perpetuava a disnatia de Borgonha. Resta disso algumas monumentos funerarios, num pavilhão do sec. XVIII, mal concebido e inacabado além de descontextualizado do edifico do mosteiro .
Perpetuam ou não as pretensas mitologias modernas mentiras antigas?
A questão que ponho é contrastar pelo registo do obitos (sec. XVIII e XIX) a noticia saida nos jornais Alcoa e Região de Cister em 1995 que se reproduz .
Algumas ossadas dos primeiros monges sepultados em Alcobaça e encontradas, quase a descoberto nas traseiras da nova residência paroquial, foram ontem, dia 4, trasladadas para junto do Altar Mor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. As ossadas foram encontradas por Gérard Leroux e pelo pároco de Alcobaça, Padre Siopa, que entenderam por bem dar conhecimento do facto à comunidade cristã, e proceder à trasladação, aproveitando para isso o dia 4 de Julho, dia da Rainha Santa Isabel de Portugal.
A trasladação ocorreu por volta das 19 h com a celebração da missa homilia alusiva ao facto. Durante a missa foi apresentado o pequeno sarcófago, procedeu-se à bênção tumular e à colocação das ossadas no local apropriado, ficando assinalados por uma lápide com inscrição alusiva ao facto
" in Região de Cister 5 de Julho de 1995. Ler jornal Alcoa. 6/7/1995.
Ps. Pedi ao sr. prior , em carta registada, para me que esclarecera como sabia que as ossadas eram dos primeiros monges de Císter(sec. XIII). Espero resposta há doze anos.


segunda-feira, junho 18, 2007

DESERTIFICAÇÃO



Fez dois dias que foi comemorado o DIA MUNDIAL DA DESERTIFICAÇÃO E SECA e responsáveis do projecto DesertWatch da AEE, informaram que o nível de desertificação em Portugal, Itália e Turquia - é dos mais elevados da Europa”. Portugal está mesmo na terceira posição desta lista.

Foi o Sr. Ministro Mário Lino quem nos alertou, na sua infeliz estirada ,que a margem sul era um deserto. A norte do rio Tejo o presidente da Câmara de Alcobaça, autorizou que se construíra, em pleno centro da capital do concelho, junto ao mosteiro, um imenso areal, transformando aquela zona num deserto como é conhecido pelos locais e como designam, estupefactos, os forasteiros que nos visitam. Sem projectos que una as pessoas Alcobaça é governado de forma autista além de que o concelho está vetado ao abandono! Passar o olhar sobre o concelho é ver sinais alarmantes de desertificação; Povoações velhas e cheias de casas abandonadas e em ruínas, população velha, instrução muito baixa. Campos incultos e agricultura inexistente. Desemprego elevado. Investimento nulo ou quase. A capital do concelho é aquilo que já mostramos: um verdadeiro travesti urbanístico! “Bonito” pela frente mas com excesso de casas degradadas por detrás e em pleno centro histórico. UMA VERDADEIRA CULTURA DE RUINA ASSOLA O CONCELHO E É O RETRATO MORAL DE QUEM O GOVERNA. Há pouco tempo em mais uma das suas estiradas lapidares, o presidente da CM de Alcobaça, na sua futurologia pueril, dizia que Alcobaça poderia ser uma capital do comércio. O deserto implantado no coração da povoação bem o contraria e é o símbolo eloquente da secura e aridez das suas ideias e as casas em ruínas , abandonadas em venda e a cair, bem como dos campos do concelho outrora férteis, mas abandonados demonstram a mentalidade decrépita, velha, atávico e sorumbática como o concelho está a ser governado .
A praxis do sr. ministro Mário Lino e do presidente da Câmara de Alcobaça são ilustrativos exemplos do alarmante relatório do projecto DeserWatch.

sexta-feira, junho 15, 2007

ÀS MÁS LINGUAS

Para que não digam que não apoio o senhor presidente da câmara a combater a “prostituição”, sobre a votação no mosteiro. O Ecos e Comentários está ao serviço desta tão nobre causa que é votar no Mosteiro de Alcobaça para as Sete Maravilhas. Para começar aconselho-vos esta belíssima peça videográfica. Um documento que marcará a CÁTEDRA DA HISTÓRIA DAS IDEIAS. E depois chamo a vossa particular atenção para a eloquência discursiva e “glamorosa” da douta personagem. Baseando-se numa argumentação rica e cheia de adjectivações apenas ao alcance de pessoas verdadeiramente letradas, cultas e fluentes em oratória. Observem com atenção a linguagem gestual das mãos e por separado as próprias mãos. Tudo é elegante e fino como o voo sereno de uma gaivota, contra o azul celeste do céu. Reparem também na musicalidade e convicção do discurso reforçado pelo olhar. A musicalidade soa ao cantar de uma cigarra no pino do estio!

... além do SSSSS.... SSSSS.... SSSSS... SSSSS... SSSSS...SSSSS...SSSSS!

o discurso é um raro momento para aprender história da "fundacionalidade" de Portugal. Desde D. Afonso Henriques a S. Bernardo, passando pelos amores de Pedro a Inês, as primeiras escolas Públicas de Ensino Regular em Portugal e o Ensino Superior fundado pelos monges, sem esquecer à culinária cistercience. Tudo é analisado num particular momento de alta cultura e expresso por uma mente PREDESTINADA.

Ps. Peça do"realizador" Raúl Duarte (PSD da AM) e do blog "nova opinião"

BOM FIM DE SEMANA A TODAS E TODOS.

quarta-feira, junho 13, 2007

Stº. ANTÓNIO E O MENINO




Saíra Santo António do convento

A dar o seu passeio acostumado

E a decorar num tom rezado e lento

Um cândido sermão sobre o pecado.



E andando...andando sempre

Repetia o seu divino sermão suave e brando

E nem notou que a tarde esmorecia

E vinha a noite plácida baixando



Andando... andando, viu-se num outeiro

Com árvores e casas espalhadas

Que ficava distante do mosteiro

Uma légua, das fartas, das puxadas.



Surpreendido por se ver tão longe

E cansado por haver andado tanto

Sentou-se a descansar o bom do monge

Com a resignação de quem é um santo.



O luar, um luar claríssimo nasceu

Num raio dessa linda claridade

O Menino Jesus baixou do céu

E pôs-se a brincar com o capuz do frade.



Perto, uma bica de água murmurante

Juntava os seus murmúrios ao dos pinhais

Os rouxinóis ouviam-se distantes

O luar, mais alto, iluminava mais



De braço dado para a fonte vinha

Um par de noivos todo satisfeito

Ela trazia no ombro a cantarinha

E ele trazia o coração no peito.



Sem suspeitar que alguém os visse

Trocaram beijos ao luar tranquilo

O Menino porém ouviu e disse:-

Oh, frei António, o que foi aquilo?



O frei erguendo a manga do burel

Para tapar o noivo e a namorada

Mentiu numa voz doce como o mel-

Não sei que fosse, eu cá não ouvi nada.



Uma risada límpida, sonora, cristalina

Ecoou como notas de ouro sobre o caminho.-

Ouviste frei António, ouviste agora?

- Ouvi Senhor, ouvi, é um passarinho.



- Tu não tens com a cabeça boa.

Um passarinho? E a cantar assim?

E o pobre Santo António de Lisboa,

calou-se embaraçado.



Mas por fim, corado como as vestes dos cardeais

Teve esta saída redentora-

Se o Menino Jesus pergunta mais

Queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora


E voltando-lhe a carinha contra o vento

E contra aquele amor, sem casamento

Pegou-lhe ao colo e disse:Jesus, são horas!

E abalaram para o convento

Augusto Gil

segunda-feira, junho 11, 2007

ESCÂNDALO E IRRACIONALIDADE.


O jornal Publico (11/6/2007) refere que a Câmara de Alcobaça gastou 150 000 euros para publicitar o Mosteiro no concurso dos monumentos/maravilhas, COM A SOMA MAIS ELEVADA DE TODOS OS QUE SE APRESENTARAM A CONCURSO. 150.000 Mil euros ou seja trinta mil contos em dinheiro antigo. Possivelmente a esta quantia deve-se juntar as chamadas DE TELEMÓVEL que o presidente da câmara faz todo o caminho entre Alcobaça a Lisboa...bem o presidente e possivelmente a rapaziada que está sobre a sua alçada. Esta verba é a mais elevada de todas quantas vêm referidas para publicitar os monumentos. Só posso dizer que é uma vergonha, uma falta de respeito para com os Alcobacenses, tendo em conta não só a postagem anterior mas as graves carências na povoação e no concelho: saneamentos básicos, estradas despoluição dos rios Alcoa e Baça, o caso de saúde publica que os plátanos deixaram a descoberto uma vez mais e as casas em ruina no interior da povoação. Até quando vai imperar o desnorteamento e o desgoverno natural de quem dirige os destino da câmara de Alcobaça? E até quando os partidos da oposição vão colaborar com estas sistematicas IRRACIONALIDADES?

Ps. Esta postagem irá sendo melhorada com as informações que iremos obter.
Destaco a frase de A.João Soares deixada, nesta postagem, como comentario: "Será que a política está a ser uma alternativa aos manicómios? Será uma estratégia da saúde?"