
um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
domingo, dezembro 23, 2007
FESTAS FELIZES
segunda-feira, dezembro 17, 2007
OS IMIGRANTES REGRESSAM A ALCOBAÇA

sábado, dezembro 15, 2007
TRATADO DE LISBOA

Assim dava a noticia o Jornal espanhol El Pais , com esta imagem e titulo sobre o Tratado de Lisboa . A notica suscitou-me a seguinte pergunta:
Ps. Sobre o tratado ver ainda o EL PAÍS de ontem.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
"HÁ MOSQUITOS QUE TÊM DE SER AFASTADOS DA VIDA PÚBLICA"

Ao contrário do habitual, farei um desvio nos temas das minhas crónicas para comentar uma frase do presidente da câmara de Alcobaça (Dr. Gonçalves Sapinho) merecedora de observação, porque, como crítico que sou em relação às políticas daquele elenco camarário, sinto-me atingido por ela, em virtude de me sentir incluído no grupo a quem ele se referia. O presidente da Câmara de Alcobaça não se destaca pelo seu temperamento democrático para com quem discorde dele, não admite outra voz que não seja a sua, tem horror ao silêncio e, se não se ouve falar a si mesmo, deixa de existir. Um caso muito comum e típico na politica de certas pessoas “construídas” na tirania, nomeadamente na América Latina.
Em Alcobaça impera o medo das pessoas se expressarem livremente, facto que é compreensível se tivermos em linha de conta que a terra padece daquilo que em gíria sociológica, ou mesmo antropológica se designa por “espírito de freguesia” ou “conspiração do adro”. Uma realidade bem enquadra nas características físicas e culturais de certas pessoas de Alcobaça.
As ciências sociais e humanas, tal como a investigação, têm como objectivo tornar mais compreensível o meio em que se vive, e cabe ao investigador ajudar a descobri-lo. O investigador que vive nesse meio ou conhecendo-o, toma uma moderada distância e dá um passo atrás para poder examinar melhor as atitudes, os discursos e as suas práticas, e mede as forças que se encontram na sua estrutura social. Um trabalho que é meticuloso e paciente e, quando é generoso, ajuda a entender as categorias, aspectos e raízes que impulsionam as acção de uma comunidade. Como estudo ou opinião, dão a mediação critica que apoia a compreensão do quotidiano mais imediato, no sentido de poder melhorá-lo ou corrigi-lo.
No entanto a acção quotidiana e o discurso político ou institucional que a conduzem são habitualmente hostis à atitude reflexiva. Aquelas impõem-se pela demagogia, o espectáculo ou o efeito, para criar suposições, sem olhar a custos ou sem investigar causas e efeitos, como é norma em sociedades pouco evoluídas que sobrevivem de subsídios ou fundos, quase como caridade externa. Nestes casos a acção quotidiana e o discurso normativo assentam no protagonismo de um patriarca que, por norma é, nos meios pequenos, um inculto e um “saloio deslumbrado”, como dá a entender ser o presidente da câmara de Alcobaça, pelas atitudes que o têm caracterizado. Mente sistematicamente, como foi acusado por um presidente de junta e afirmado em jornais locais. Não declarou os impostos durante sete anos e desculpou-se dizendo que foi para umas termas. Chama “talibans” aos turistas que visitam Alcobaça. Gasta o dobro dos dinheiros e compromete o futuro do concelho numa “reconfiguração urbanística”. Gabou-se que dorme nas viagens de trabalho. Não se preocupou com a população, no sentido de a defender na eventual passagem do TGV por terras do concelho e, ainda é grosseiro no trato para com aqueles que o contrapõem, como expressa o título deste texto decalcado de uma sua afirmação publicada no Região de Cister 2/11/2007.
Neste aspecto, os jornais de Alcobaça são verdadeiras fontes para entender o espírito tacanho que governa o Concelho, pois parece que, quanto mais ignorantes são alguns dos políticos locais (em Alcobaça estas palavras são sinónimas), mais eles gostam de sair nas páginas da imprensa local dando corpo àquilo que em gíria se define pelo “jet set provinciano”...
Talvez seja por isso que o discurso sossegado e paciente, ou a informação elaborada, se convertem numa necessidade que tem, no entanto, o inconveniente de causar amargos de boca a este fenómeno social que são os políticos do calibre do Dr. Sapinho e quem o sustenta. Os propósitos do Dr. Sapinho são apenas poder, sem base ideológica ou politica, sem escala de valores ou ética que lhe dê sentido, conteúdo e transcendência. Como no ditado popular que refere “entra mosca ou sai asneira”, com este político, cada vez que abre a boca, “sai asneira e saem mosquitos”. Artigo publicado no Jornal de Leiria em 6.12.2007

Lamenta-se que o presidente da Câmara de Alcobaça chame nomes aqueles que discordam das suas ideias e praticas politicas e afirme que os críticos têm de ser AFASTADOS DA VIDA PUBLICA. Creio que nem Hugo Chaves ou Putin, só para dar estes exemplos, ousariam ser tão primários ou terem a veleidade de afirmações semelhantes. Uma vez mais se demonstra o tipo de pessoa a quem o concelho esta entregue bem como o seu genuíno nível INTELECTUAL, CULTURAL E MORAL... O nível deste politico do PSD e também das figurinhas de papel do mesmo partido que o “coadjuvam” no governo do concelho e no sustento destas afirmações.
segunda-feira, novembro 19, 2007
EM VIAGEM
Por imperativos académicos o meu destino foi Bilbau, cidade peninsular posta de moda nos últimos tempos. Esta postagem pretenderá ser uma espécie de crónica de viagem, mantendo deste modo vivo os Ecos nos dias de ausência. A diário colocarei novas imagens e textos nesta mesma postagem.
Gijón dias 19/20
Fui a Gijón pelos mesmos motivos que vim a Bilbau (questões académicas). Esta cidade asturiana esta a 300 km de Bilbau e é também uma cidade de características marítima. Da Janela do hotel onde fiquei: Hotel Astúrias, um clássico da cidade situado na praça Mayor. Desfruta-se uma magnífica vista sobre o mar e a praia mas essas vistas são muito mais aprazíveis pelo passeio construído ao longo da orla marítima. É com algumas imagens da Baia e arquitecturas da cidade que vos deixo por agora. Num apontamento simples.
PAUSA!
Retemperar forças com um Rioja reserva acompanhado por um "pincho" por acaso muito gostoso. Num bar muito curioso chamado O Convento, decorado apenas com iconografias de santos e paramentos de igreja.
Detalhe do bar.
Roupas de padres para cerimónias religiosas.
Há, por estes dias, o festival Internacional de Cine de Gijón. Como em anteriores mostras tem um programa muito interessante com a vinda de actores e realizadores de renome.
Edificio do Banco de Gijón
Um edificio carateristico da cidade, junto a um espaço de aluguer de bicicletas para visitar a cidade. (COPIEM A IDEIA)
Gosto de visitar os mercados e ver montras, tanto uns como as outras, dizem-me muito de aspectos muito concretos de uma cultura tais como a higiene e os seus graus de saúde publica, pela forma como mostram os alimentos e pela limpeza dos espaços onde eles se exibem . As montras uma pouco dos hábitos e estética dos seus habitantes e a cultura em geral. Esta é uma imagem de um dos mercados da cidade designado por "Mercado del Sur".
LIMPIAS (Cantabria) 21.10.2007
Depois do regresso de Gijón, acordei pela manha e, após tomar o pequeno almoço nao resisti em dar um passeio pelo "muelle" e ver o ambiente natural que tanto me tem inspirado para alguns dos texto que já publiquei neste blog e algumas das imagens que os têm ilustrado. O lugar é de protecçao ecologica onde muita gente vem aos fins de semana mostrar às crianças as aves e especies protegidas que por aqui habitam ou estao de passagem. Foi assim que encontrei Limpias faz quinze anos, quando vivia permanentemente em Espanha tendo-me mudado de Bilbau para este lugar que considero um paraíso.
Vistas da janela do quarto
Passeio junto à ria
Passeio junto à ria
Barcos de recreio
Paisagem
Barcos de recreio
Barcos de recreio
Pequeno afluente no rio Assón
Ao fim de uma hora, depois de desfrutar destas paisagem natural e ímpar longe de qualquer reboliço, voltei para casa a fim de continuar a trabalhar nos meus afazeres.
sábado, novembro 17, 2007
ESTADOS TRADICIONAIS OU PRÉ-MODERNOS
terça-feira, novembro 13, 2007
FRADES NO GERAL E OS DE ALCOBAÇA EM PARTICULAR


domingo, novembro 11, 2007
OS MONGES DE CÍSTER E A PROTECÇÃO DE CRIMES (SEC. XVIII)
Lisboa em 1755 sofre um enorme tremor de terra que a destruiu em grande parte. Era então ministro de Portugal o Marquês de Pombal e caiu sobre os seus ombros a tarefa de restabelecer a normalidade da capital Também teve a responsabilidade de reconstruí-la. Imaginem o que seria aqueles dias seguintes à tragédia em que havia muitas emoções descontroladas: umas para gerir e outras para consolar. Gente sem casa, sem comer, as actividades económicas estavam estranguladas. Havia sinistrados de todo o tipo para socorrer, milhares de mortos para enterrar. O perigo de epidemia era eminente. Tinham de tomar-se medidas urgentes no sentido de racionalizar e distribuir os viveres e todo o tipo de recursos essenciais. Evitar os roubos e açambarcamentos e o contrabando para que a situação não se torna-se insustentável. Em jeito de síntese estas foram parte das medidas tomadas pelo marquês que mesmo assim teve de fazer valer a mão de ferro para castigar exemplarmente as veleidade de alguns oportunistas da situação.
Muita da impopularidade deste estadista, sobretudo em certos meios, surge pela via do ressentimento dalgumas camadas sociais, já que para estabelecer a ordem social num momento de particular transcendência no reino, teve de actuar contra os seus privilégios.
Como pessoa carismática e de convicções não pensava duas vezes, ao contrário dos políticos dos nossos dias, já que não estava limitado por estratégias de partido nem por alianças, nem utilizava discursos circulares adornados com sorrisos pepsodente repletos de interjeições com sins ... talvezes... acho que ...vamos ver .... ou frases tipo: “ a Planificação central sistemática... A Flexibilidade, dimensional equilibrada... ou a Estratégia, funcional combinada..., que além de não dizerem rigorosamente nada, são ainda sistemas de linguagem complicados que facilitam o distanciamento e o respeito dos ignorantes a quem as profere e conferem fama de doutos a quem assim se expressa. Mas o seu alcance ou conteúdo é absolutamente nulo.
Para os exegetas da cultura fica a dúvida se foi o terramoto que fez sobressair o papel do marquês ou se esta catástrofe bloqueou a sua acção, no sentido de fazer reformas muito mais profunda que alterariam por completo as estruturas culturais do pais. A questão surge sempre porque a cultura política social, económica e cultural iniciada por ele, não criou escola e após a sua destituição assistiu-se ao fenómeno que em linguagem freudiana se designa pelo regresso dos recalcados.
Das muitas medidas que tomou, algumas pretendiam acabar com determinados aspectos de imunidade que a igreja católica possuía, sobretudo em relação aos delinquentes, dado os espaços dos templos serem também zonas francas para albergue de certo tipo de criminosos, onde a lei secular não se atrevia a entrar. Aí gozavam de plena imunidade! Imaginem o que seriam aqueles lugares frequentados por este tipo de gente, como as constituições sinodais nos revelam e os negócios negros que ai se faziam à conta de roubos e tráficos de determinadas mercadorias. Os espaços deviam de ser comparáveis aos Casais Ventosos da actualidade onde até se permitiam construir barracas para viverem. A sociologia do crime tem muito que estudar em Portugal, e em Alcobaça nunca se ouviu falar sobre a história da sua criminologia.
A nota que hoje publicamos é o original de uma carta enviada pelo Marquês de Pombal ao abade do mosteiro e expressa medidas que o governo de Sebastião Carvalho e Melo tomou a seguir ao terramoto, para limitar a acção criminal dos que nele se acoutavam. Penso que a carta seria uma norma para todos os espaços religiosos do pais.
Na sociedade do antigo regime as cumplicidades entre a igreja e determinado tipo de crimes são muitas. Além dos aspectos daqueles espaços religiosos serem de protecção para homiziados. O delito de contrabando foi praticado por algumas ordens religiosas devido ao monopólio que tinham de certo tipo de comércios, provenientes de colónias na América latina, África, Índia como por exemplo a companhia de Jesus. Em Espanha, França, Inglaterra e Itália, este tipo de investigações há muito que não são nenhuma novidade e são um meio mais de se conhecer as estruturas e o dia da sociedade do antigo regime. A ordem de Cister segundo creio tinha domínio sobre os portos da Nazaré e S. Martinho. No século XVII e XVIII a grande mercadoria de contrabando era o tabaco.
Cópia de uma carta que em nome de sua majestade mandou ao N.Rmo. o secretário de Estado Sebastião e José de Carvalho
“Sua majestade com o urgente motivo da devassidão , e que contra as suas leis, e ordens e contra antigos forais e estabelecimentos das alfândegas destes reinos se tem escandalosamente repetido o delito de contrabando; buscando-se asilo para ele até em alguns conventos e casas religiosas: para mais eficazmente obviar um crime tão e prejudicial ao seu real serviço, e a o bem público dos seus vassalos: foi servido acrescentar as suas providencias que antes havia dado sobre esta matéria, proibindo e ordenando ao mesmo tempo ; não é por via de jurisdição; e mas sim de direcção e de necessária defesa dos seus vassalos, e de conservação e do bem comum dos seus reino: que nem ainda nos conventos e casas religiosas se recolhão e os ditos contrabandos e os contrabandistas, que os fazem: e quem nos casos de contravenção e possam os ditos conventos e casas religiosas, onde se recolherem os mesmos contrabandos e contrabandistas ser buscados não só pelo juiz conservador geral da junta de comercio; mas também pelos outros ministros criminais, perante quem se denunciarem os contrabandos, para fazerem as oportunas apreensão nas mercadorias descaminhadas, e nas pessoas dos descaminhadores: casos nos quais os eclesiásticos que houverem dado favor aos ditos contrabandos; serão pela primeira vez exterminados quarenta léguas fora dos lugares em que os tais casos sucederem; pela segunda vez removidos para a distancia de oitenta léguas dos mesmos lugares e pela terceira vez serão lançados fora destes reinos, como incorrigivelmente prejudiciais ao bem comum deles, e ao sossego publico, que resulta observância das leis , a que os mesmos eclesiásticos costumes e devem de dar os mais louváveis exemplos. e tudo o referido manda S. Majestade participar a V. Pe. Rma. esperando da religiosidade e do zelo de V.Pe. Rma. que assim o fará observar inviolavelmente a todos os seus súbditos e muito especialmente aos prelados locais; declarando-lhes expressamente que serão eles os responsáveis nos casos de recolherem nas casas e conventos da sua administração os referidos , ou quais quer outros criminosos com o escandalo que resultaria da contravenção não só deste aviso; mas de todos os outros que ao governo ao governo da religião de V. Pe. Rma. se tem feito sobre esta matéria em repetidos actos desde o reinado do senhor dom Pedro segundo até agora os quais avisos V.Pe. Rma. mandará renovar com este nos livros dos registos modernos de todas as casas da sua filiação para se excitar assim melhor observância do conteúdo neles”.
A carta vem de Belém com datado de 25 de Novembro de 1757. e é assinada por Sebastião José de Carvalho e Melo. e dirigida ao D. abade da congregação de S. Bernardo” B.N.L. Cod. Nº. 720. Folha 19 (reservados)
quarta-feira, novembro 07, 2007
MOSTEIRO E FRADES; VIVENCIAS NO SEU DIA A DIA!
domingo, novembro 04, 2007
MORDIDO PELOS MOSQUITOS (JOGO)
"HÁ MOSQUITOS QUE TEM DE SER AFASTADOS DA VIDA PUBLICA"
Gonçalves Sapinho, presidente da Camara municipal de Alcobaça, em conferencia de imprensa; 29/1/2007. In Região de Cister 2/11/2007
Este jogo parece inspirado no estado em que terá ficado o preclaro presidente da camara municipal de Alcobaça, ao tentar afastar alguns dos mosquitos da vida pública local. Pelas imagens e pelas palavras e segundo se vislumbra, a esteticista não terá, proximamente, mãos a medir ...olhe o lifting senhor presidente, olhe o lifting que breve lhe será feito!
PS. uma leitora identificada pediu para deixar esta observação nesta postage:
"O que eu ri. O nosso "inimigo" é o nosso maior mestre. É ele que activa a nossa agilidade mental, e não só. Se não existir agilidade mental, a população deste concelho adormece, não posso dizer que adormece á sombra de bananeiras,pois estas árvores,são raras por cá. São mais as bananas que estão à espera que outras gentes não bananas lutem por eles no "despejo do TGV" por estas bandas. Nmita"
N.E. Não é a primeira vez nem será a última que este tipo de colaboração é aceite. De novo recordo os leitores/as que desejarem ver um texto seu publicado no ECOS E COMENTARIOS de o enviarem para a direcção mail. a_delgado@netcabo.pt
A MÚMIA DE ALCOBAÇA (JOGO)
Sobre o Jogo:
Muitos dizem que é macabro e foi inspirado no cadáver do Abade João de Ornelas, aquele a quem o povo de Turquel, Évora e Aljubarrota terão forçado D. João I a demiti-lo, POR SER UM ABADE TIRANO, NADA FAZER PELOS POVOS E ENCHER-LHE A VIDA PRESENTE E FUTURA, DE PENAS, COMO FAZIAM OS DITADORES FACHISTAS E OS LADROES DE SONHOS. Em crónicas recentes diz-se que o espírito desse tirano João de Ornelas, foi exorcizado por bruxos locais e que ao penar por aí, encarnou o corpo dum triste e pobre diabo atarantado como as pessoas que nunca tiveram rumo, E O INTERIOR DA CABEÇA É VAZIO E ESCURO. Por isso o possesso sofre do complexo de perseguição e como NÃO OUVE ou OUVE MAL é muito desconfiado ... Mas há quem diga que tudo isto é pela a acomulação de Janeiros...já não PERDA.
BOA SEMANA










