
um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
sábado, maio 03, 2008
DIA DA MÃE

quinta-feira, maio 01, 2008
OPINIÃO

Senhor Presidente da República, os jovens têm razão e recomendam-se
O Presidente da Republica, nas comemorações do 25 de Abril e no Parlamento, fez um discurso sobre a cultura política dos jovens deduzida dum estudo da Universidade Católica que a Presidência encomendou. Pretendeu fazer passar um retrato negro da formação política dos jovens. Eu, que não tenho compromissos com os políticos, até considero que a cultura política dos jovens é boa. Antes de mais, o Presidente atribuiu as culpas aos deputados («os responsáveis sois vós») quando o Professor Cavaco Silva governou o País durante dez anos. E deu estes três exemplos de «ignorância política» dos jovens: a maioria 1) não sabe quem foi o primeiro presidente eleito depois do 25 de Abril; 2) desconhece o número exacto dos países que integram a União Europeia; 3) ignora que o P.S. tem maioria absoluta no Parlamento. E com isto fez figura, tendo sido repercutido por todos os média , como um alerta pela «nossa democracia». Pergunto eu: o que é que vale isso? Devia é ter citado outros dados do mesmo Estudo (segundo o Público) como, por exemplo: a) interessam-se mais pelas «petições e pelo boicote de produtos por razões políticas ou ambientais do que o resto da população»; b) não atribuem eficácia ao voto; c) têm dificuldade em se identificarem com «a oferta partidária»; c) acham pouco ou nada importante a separação entre esquerda e direita; d) só 20% «sentem simpatia» pelo voto eleitoral; e) entre eles há «concordância genérica» pela criação de novos mecanismos de participação dos cidadãos nas decisões políticas e de mudar o sistema eleitoral de forma a dar mais ênfase aos candidatos e menos aos partidos políticos», etc. Ora estes temas (não citados pelo Presidente) é que são importantes e retratam, isso sim, o falhanço da «nossa» democracia. (Quando os políticos dizem «nossa democracia», face a estes dados, entende-se que essa democraica é «a deles», «classe política»). Ora, com a maioria dos políticos que temos até é sinal de boa cultura ignorar os seus nomes, o seu número no Parlamento e, depois das manigâncias com o Tratado de Lisboa para o qual se prometeu um referendo, é natural que se ignore quantos países compõem a «nossa Europa» (a deles). Isso só interessará aos «jotas» dos partidos que são amestrados para reproduzir as manhas dos «velhos».
Note-se a alínea e) que referi : «Há concordância genérica em que se devia mudar o sistema eleitoral de modo a dar mais ênfase aos candidatos e menos aos partidos políticos». Ora, aqui é que está o busilis, quer dizer, a razão do desinteresse dos jovens (e dos adultos) pelos nomes e pelo número de políticos. Os jovens têm razão e recomendam-se.
Na Europa, Portugal é o único em que os candidatos a deputados têm de ser propostos pelos partidos e, por outro lado, em que se exige um número de inscritos para se constituir um partido. Na Europa, para uma eleição, os Estados só reconhecem os cidadãos. A «nossa» democracia (a deles) faz dos cidadãos simples votantes, ou claque; e só serve para caucionar a «classe política». É a razão por que a maioria da juventude se desinteressa da informação política.
A propósito: as comemorações do 25 de Abril não passaram duma rectórica sobre a «nossa» democracia de que se servem os profissionais da política. Quem é que se lembrou de recordar ou homenagear os milhares de portugueses (trabalhadores, intelectuais, estudantes, emigrantes...) que lutaram, anonimamente, clandestinamente, quotidianamente, civicamente, contra o fascismo e pelos Direitos Humanos, de 1928 até 1974? E que sofreram nas prisões ou na solidão da clandestinidade? E que perderam o trabalho e o conforto familiar? E que definharam no Tarrafal ou tiveram de fugir para o estrangeiro? Uma homenagem a esses anónimos, ou desnomeados, que agiram pela liberdade de todos e não com vistas a um emprego - dos melhores cidadãos que a Pátria engendrou - é que seria uma comemoração cívica do 25 de Abril, e não esta parada folclórica de auto-afirmação dos actuais políticos que vieram usufruir daquilo que os outros semearam.
quarta-feira, abril 30, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
25 de ABRIL... SEMPRE!


Ao ouvir a noticia lembrei-me do triste caso português da ditadura de Salazar e o assassino de Humberto Delgado e sua secretária. Espero que esta lufada de ar fresco, que representa a decisão do supremo tribunal inglês para a ordem jurídica internacional sobre quem pratique crimes contra a humanidade e os direitos humanos, como genocídio, terrorismo, assassinato, tortura e sequestro, seja pretexto para que a todos os oprimidos se lhes seja feita justiça e reconhecida a sua liberdade e o direito de expressarem a sua cidadania, sem temores de qualquer espécie, contra todo o tipo de ditadura religiosa, politica ou as duas em conluio.
Por outra parte que ela seja o caminho aberto para a extradição por parte de Espanha para Portugal do agente da P.I.D.E., e assassino, Rosa Casaco, onde goza de todos os direitos de liberdade. Este a pesar de não ser ditador era o responsável de uma estrutura que os apoiava por isso é igualmente imputado de praticar assassínio, sequestro, terrorismo, e crimes contra os direitos humanos, que cometeu em Portugal e fora, contra a esperança de milhões de portugueses e da sua liberdade. Este sujeito, é responsável pela desolação, dor e angustia, infligidas a um povo e cujas consequências ainda hoje são difíceis de aquilatar. Mas mais difíceis de esquecer para quem sobretudo as sofreu directamente. Faço votos para que a imprensa regional e sobretudo este jornal seja sempre arauto desta questão enquanto necessária, e de todas aquelas relacionadas com a justiça direitos e liberdades das gentes da região de Alcobaça, Nazaré, e de qualquer lugar onde tenham necessidade de expressão.
Faço igualmente votos para que os alcobacenses em colectivo dêem mostras cívicas a favor da extradição de Rosa Casaco, para ser devolvido ao país, e para apoiarem a justiça para que julgue um assassino que matou um sonho de Portugal e um dos filhos adoptivos mais queridos que Alcobaça se orgulha de ter.
Neste sentido dirijo-me também à câmara e seu presidente, que como representante máximo do povo alcobacenses, inicie este processo, para a defesa da memória deste filho adoptivo da terra, não só à luz do novo direito internacional que se perfila, mas também por ser uma questão que a história pede, a democracia exige, e os afectados imploram, especialmente os familiares, mas também todos aqueles que pertencem à família democrática como o povo da região de Alcobaça. Que os partidos locais se unam em força, nesta questão porque o assunto é supra partidário e diz respeito às liberdades de todos. Que o cidadão Arnaldo Rebelo que por coincidência é deputado leve o caso à Assembleia da Republica mas que não partidarize o assunto. Na minha qualidade de simples cidadão, fica desde já expresso publicamente o meu apoio a esta causa humana.

terça-feira, abril 15, 2008
DOIS ANOS DE ECOS E COMENTARIOS

Apesar de muitas contrariedades e algumas bem difíceis de superar, ultimamente tem sido difícil dar uma atenção permanente ao blog, como há meses atrás, dados os inúmeros afazeres e solicitações que a minha vida exige, tanto a nível profissional como particular. No entanto e dentro das minhas possibilidades tenho tentado equilibrar a gestão do tempo mantendo com regularidade as postagens nos Ecos e Comentários e prometo tudo voltará ao normal.
Por outro lado reconheço que este espaço de troca de ideias e que também é de critica tem provocado polémica entre as pessoas, sobretudo os políticos e os partidos políticos locais que são visados, porque em Alcobaça esta classe, tal como no resto do país passeia-se indemne. Não há massa critica como muitas pessoas “de alto gabarito” tem afirmado não existir em Alcobaça, dai os ecos serem visto à lupa. A falta de critica em Alcobaça tem permitido aos actuais políticos e partido que (des)governam a terra, fazer com que ela “esteja desligada e fora de cobertura” em relação aquilo que é urgente e premente para ela e aquilo que é importante sobre o ponto de vista social, económico e cultural para os seus cidadãos. Tudo por ser dirigida por quem pensa mais em si do que nas populações e que em justiça se diga também não tem ideias para ela o que a levou para um impasse no qual o seu futuro se vislumbra seriamente hipotecado.
Nisto a imprensa parece estar alheia da causa informativa e critica, ajudando a manter este status quo. Apesar das ameaças veladas com tribunais que tenho recebido, por parte de um partido político e seus eleitos, continuarei a manifestar a minha indignação de forma directa e corrosiva exercendo o meu elementar direito de cidadania; e essas ameaças em forma de cartas anónimas para a redacção do jornal, os emails e os telefonemas anónimos ou identificados continuaram a ser um enorme estímulo para que este espaço se mantenha bem vivo.
Para terminar agradeço a todos vós, leitores e comentadores, a vossa confiança e atenção dedicada a este simples espaço de debate, de troca de ideias e de critica que se tem centrado com maior acuidade na cultura e na cultura política que (des)governa Alcobaça, sem no entanto deixar de atender, embora de âmbito genérico, a questões da actualidade.
A todos um cordial e fraterno abraço e o meu sincero obrigado por mais um ano de troca de ideias. No próximo ano prometo que trarei champanhe!
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sábado, abril 12, 2008
13 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO BEIJO.

Muitas vezes tenho pensado na química do beijo na medida em que este acto pode considerar-se uma acção expressiva que manifesta uma união mútua. Sendo a boca o órgão de expulsão do hálito, que sempre se considerou uma manifestação do espírito, o beijo na boca vem a ser, por esta via, uma comunicação de um espírito ao outro. Dai o seu significado amoroso, que é antes de mais espiritual, sem no entanto deixar para trás as suas aplicações erógenas que expressam, noutro plano, a mesma noção para unir.
Naturalmente o beijo torna-se diferente nas suas significações segundo a zona beijada e a ocasião em que este se efectua. Na Bíblia o beijo pode expressar paz e caridade como se verifica em (Gen. 29,13; 45, 15; Ex. 4;27; Rom., 16,15). Mas um caso à parte é o "Beijo de Judas", que formalmente significava o mesmo, no entanto ao dissimular a traição como expressa (Mat. 26,49; Mc., 14,45; Luc., 22,47) ficou para a posteridade como exemplo de insídia, daqueles que acusamos quando nos atraiçoam. No período medieval, o beijo revestiu-se de consequências jurídicas; algumas já conhecidas na antiguidade. Por exemplo: um "beijo casto e mutuamente reverente" era símbolo e vinculo de compromisso matrimonial. Na sociedade feudal a relação de vassalagem contraia-se com cerimónias cheias de símbolos, cujo último acto era um beijo.
Nos inúmeros significados, o beijo pode ser uma prova de boa vontade; paz; pacto selado; boa-fé, companheirismo, reconciliação, afecto ou amor. Nas zonas do Médio Oriente e no próximo Oriente, bem como no cristianismo católico o beijo é uma forma de contacto com objectos sagrados tais como a Kaaba, os ícones, o crucifixo ou as sagradas escrituras, as estátuas e as roupas religiosas. Beijar uma mão ou um pé denota humildade ou pode ser uma forma de solicitar protecção. Apenas o Beijo de Judas simboliza traição.
Modernamente, o beijo só conservou as significações amorosas. Uma das interpretações plásticas mais significativas foi a de Augusto Rodin. A evolução dos costumes, no entanto, com a progressiva trivialização do erotismo ao qual não devemos de dissociar a influência do cinema, determinou uma relativa perca do seu valor: Hoje beija-se, na maioria das vezes somente pela efusão momentânea, já muito distante dos ricos significados originais deste acto. O beijo pode ser, a meu ver, a expressão de um sentimento muito egoísta: o amor... mas felizes aqueles que estejam egoisticamente apaixonados e em comunicação de um espírito ao outro!
quarta-feira, março 26, 2008
LISTAS PARTIDÁRIAS

Otto Von Bismarck e Churchill terão dito respectivamente que há duas coisas boas que o melhor é não saber como se fazem: as salsichas e as leis. Eu acrescento uma terceira: as listas eleitorais de um partido.
Todos aceitamos que os votantes elejam os seus representantes pensando, principalmente, nos candidatos que votam na sua circunscrição, assim como os líderes nacionais e os partidos que nos representam, até porque a lei portuguesa obriga os partidos políticos a apresentar listas às eleições autárquicas, à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.
Se a regra é esta, porque é que a constituição das listas de candidatos de qualquer partido é sempre um momento tenso e de confrontação interna?
Isso acontece porque a composição de listas é uma ocasião para medir forças entre as facções existentes. Há militantes que preferem arriscar "matar" o partido ou debilitar o seu espaço de acção a criarem consensos, no sentido de ser uma força política unida e ganhadora, mas sem a predominância deles próprios. Determinados candidatos são apenas a essência de guerras pessoais com fins obscuros e nunca os do apaziguamento do partido como espaço de inclusão, escola de tolerância e valores cívicos como deveria ser. Por isso muitas vezes os eleitores não estão a votar em candidatos mas a acentuar tricas internas. Não serão estas operações alheias ao serviço público ao qual se destina a democracia? Afinal que beneficio tem isto para a sociedade?
A imprensa distrital parece dar razão ao que acabo de expressar: nas últimas semanas assistimos a badalados e controversos casos, como no concelho da Nazaré onde há, ao que parece, várias listas para a concelhia do PS e, em Alcobaça, uma intransigência localizada em não se querer a unidade do partido, numa lista única, quando tudo o justificaria. Noutras concelhias do distrito, ao contrário, vemos atitudes bem nobres e dignas por parte de potenciais candidatos em que estes abdicam em favor de outros para que haja consenso e unidade numa só lista a fim de reforçar o partido como é desejável.
Noutros casos fazem-se desmentidos sobre rumores e afirmações; se determinada pessoa será ou não a mais idónea para ocupar ou candidatar-se a determinado lugar.
Mais do que política, isto parece ser unicamente extensões de conflitos entre vizinhança de aldeia, motivados por vaidades, invejas locais e pessoais, tudo ocasionado por “sindicatos” de votos. Aqueles que não integram estes conluios ficam debilitados para estarem em listas partidárias, mesmo que sejam pessoas dotadas dos maiores méritos. Grosso modo é este o tipo de militância que se vive nas concelhias partidárias. O "sindicato" do voto sobrepõe-se aos interesses locais e do partido, estimulando ainda o caciquismo e o nepotismo para exaltar o abandono dos melhores. Deste modo faz-se superar a falta de uma doutrina partidária ou de uma ideologia e quadros preparados. Se a nível nacional, um partido pode ter ideologia, a nível local, na maioria das vezes não a tem. Por isso as pessoas de bem, como os militantes mais doutrinados afastam-se da vida partidária por ser um mundo sem regras onde parecem primar os instintos mais irracionais.
Tirar ou pôr candidatos, na maioria das vezes sem mérito ou desconhecidos do grande público, parece ser uma maneira de exercitar a luta no interior dos partidos. E é aí que se podem ver em acção aqueles cujo objectivo principal, não é a unidade nem trazer votos a uma desejada vitória eleitoral com a melhor candidatura possível, mas sim debilitar o adversário interno e controlar o aparelho local do partido que é donde emana o seu poder, o seu estatuto e, inclusive, os seus favores económicos.
Triste? Não sei. É inevitavelmente em todo o caso, com o actual sistema eleitoral partidário. Talvez com listas abertas se poderia reduzir o poder do aparelho partidário e a prepotência de pessoas cujo valor pode ser simplesmente nulo mas está desgraçadamente justificada pelo "sindicato" de voto.
As listas abertas seriam a melhor forma de escolher objectivamente aqueles que queremos que nos representem; as únicas hipóteses que temos, a das listas fechadas, têm associada a armadilha de meter a gente inútil, incapaz e sem valor que vai protegida apenas pelos primeiros nomes da lista de candidatos porque são esses os que arrastam os votos. António Delgado in Jornal de Leiria 28/3/2008. artigo de opinião


quinta-feira, março 20, 2008
ELEIÇÕES

"As eleições autárquicas já começaram a agitar os partidos políticos, cujas principais figuras locais se estão a posicionar para o próximo combate eleitoral.
Arredado do poder há muitos anos em Alcobaça e Nazaré, O PS tem vindo a percorrer um estranho caminho na oposição.
Não foi capaz de aproveitar a erosão causada pelos anos de poder de Gonçalves Sapinho e Jorge Barroso na presidência das Câmaras dos dois concelhos e, pior, foi reduzindo a votação e perdendo lugares na vereação. Se os partidos fossem geridos como equipes de futebol, alguns dos responsáveis por tão maus resultados eleitorais já teriam sido, certamente, alvo da chamada “ chicotada psicológica”, abrindo caminho ao surgimento de novos protagonistas. O problema é que a lógica partidária não perfilha um caminho de responsabilização dos dirigentes. São vários os casos em que os derrotados acabam, depois, por ser recompensados, com nomeações para altos cargos de confiança politica, invertendo, em certa medida, a lógica do voto popular. A duas semanas das eleições para as concelhias socialistas, em Alcobaça e Nazaré as jogadas de bastidores são mais que muitas, com alguns “actores” repetidos, que teimam em transformar os partidos em extensões dos seus interesses. É por estas razões que, na hora de decidir, os munícipes escolhem quem lhes dá garantias e não embarcam em aventuras. Só não vê quem não quer". In região de Cister Editorial, pagina 2 20/3/2007

Mais do que politica, isto parece ser a extensão de conflitos entre vizinhança de aldeia, motivados por vaidades invejas locais e pessoais e interesses obscuros, tudo movido por “sindicatos” de votos; Aqueles que não integram estes conluios ficam debilitados para integrarem listas partidárias mesmo que sejam pessoas dotadas dos maiores méritos. Grosso modo é este o tipo de militância que se vive nas concelhias dos partidos. O sindicato do voto sobrepõe-se aos interesses locais e até partidários, estimulando ainda o caciquismo e o nepotismo evidentemente isto pode provocar o abandono dos melhores . Deste modo se pretende superar a falta de uma doutrina partidária ou de uma ideologia. Se a nível nacional, um partido pode ter ideologia, a nível local, maiormente, não a tem. Por isso as pessoas de bem, como os militantes mais doutrinados afastam-se da vida partidária.
Tirar ou pôr candidatos, na maioria das vezes desconhecidos do grande público e sem mérito, parece ser uma maneira de exercitar a luta interna nos partidos. E é aí que se podem ver em acção aqueles cujo objectivo principal não é tanto trazer votos a uma desejada vitória eleitoral com a melhor candidatura possível, mas, sim, debilitar o adversário interno e controlar o aparelho local do partido que é donde emana o seu poder, o seu estatuto e, inclusive, os seus favores económicos.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
AINDA SOBRE TELEVISÃO
Será que a violência, a guerra, as revoltas, os atentados, conflitos e outras formas de violência e destruição, são as novas formas de ensinar a geografia? Quem não sabe agora onde se situa o Iraque, o Ruanda, Mogadíscio ou a Tetchenia, Cabul e muitos outros lugares depois de ver os conflitos aí existentes pela televisão e de forma repetida . Deixo-vos com um mapa de conflitos no mundo e remeto-vos para uma postagem sobre “Guerra, Violência, Imagem” ... NO MEIO DE TUDO ISTO CONTINUO A PERGUNTAR: SERÁ ESTE O NOVO MÉTODO PARA ENSINAR A GEOGRAFIA?
terça-feira, fevereiro 26, 2008
CIDADANIA E DEMOCRACIA
SócratesConhecemos mais dos candidatos e a sua personalidade do que as suas ideias ou a forma como pretendem implementa-las. Talvez porque escutamos mais e falamos menos. Vivemos em aparência de forma mais colectiva mas curiosamente mais sós.
Por este caminho vemos que a política está cada vez mais distante do cidadão e mais próxima dos grupos de interesse que dela lucram e só conseguem governos arredados dos interesses colectivos. Em consequência a cidadania que assumimos é raquítica e a democracia que se lhe oferece é de baixa qualidade . Como reflexo temos maiores níveis de descontentamento em relação aos políticos e partidos políticos. A propaganda e o uso massivo dos meios para lançar slogans ou frases politicas - apenas para fazer a diferença verbal - tem esvaziado o conteúdo ideológico dos partidos e o debate necessário no interior dos meios de comunicação. Para a imprensa parece ser mais fácil seguir o caminho e o ritmo marcados pela propaganda do que analisar se por detrás dessas frases de ocasião se esconde ou não um projecto e um candidato fiáveis para a cidadania. Entendo que a imprensa serviria melhor o público alegando os efeitos desmobilizantes das publicidades negativas do que aderir à incerteza do conteúdo das mesmas.

Aristóteles e Platão: detalhe da pintura de Rafael, A escola de Atenas.
Neste ponto saliento a ligação da democracia a Liberdade e a Igualdade. Verdadeiramente, só se pode apostar na democracia e nos valores cívicos levando a sério estes princípios. Tratar-se-á de fazer com que a Igualdade e a Liberdade se reconheçam não apenas pelo modo formal mas numa prática efectiva. Porque é no âmbito da cidadania democrática que estes princípios são, em definitivo os únicos em que os seres humanos aparecem explicitamente como iguais.

Escola de Atenas: Pintura Mural de Rafael
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
BANCA LUCRA 5,5 MILHÕES POR DIA





quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A TELEVISÃO VISTA POR EL ROTO
A televisão é magnífica para emagrecer estive a vê-la uma série de horas e perdi três quilos de massa cerebral.
Doi-me a cabeça, mas foi vista por um técnico de televisão e disse-me que não tinha nada.
A propaganda cria a realidade.
Pois claro que o mundo se pode melhorar é tudo questão de adicionar-lhe pixels.
Se pulso o comando à distância, toca-me o telefone. Se uso o telemóvel acende-se a televisão, e se apago a televisão liga-se o rádio. E todos da mesma empresa! 
Que divertido vão voltar a dar a guerra do golfo!
Atenção para ver a realidade parta a televisão.
Carlitos o mundo não é um video jogo
Os homens clonamo-los pela televisão.

Por uns instantes pensei que a realidade podia não ser como cremos, afortunadamente logo recuperei a programação!
domingo, fevereiro 10, 2008
CRENÇAS


Este esboço de classificação de atitudes não pretende retratar o que pessoas ou grupos fazemos: pretende refletir sobre o frequente e perturbador que é na vida deixar-se levar da atitude razoável para a obstinada e ou obcecada. E, pretende reflectir como as obstinações e obsessões estão na origem dos fanatismos e da muita irracionalidade existente por influência do temperamental .


sexta-feira, fevereiro 08, 2008
DISTINÇÕES E NOMEAÇÕES


Para dar continuidade a esta cadeia será difícil fazer escolhas, assim proponho , estas mesmas distinções PARA TODOS os blogs por quem tenho o privilégio de ser visitado e comentado, o favor, se assim o entenderem, de levarem estes distintivos porque eles a vós os devo e merecem.
Informo ainda que o Ecos e Comentários está nomeado, para o mês de Fevereiro, com outros dois blogs, SIDADANIA e AFRICA MINHA; para o prémio "Cegueira Lusa", promovido pelo blog com o mesmo nome.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
SEM COMENTÁRIOS
Este vídeo passava há algum tempo na net, a amiga que o enviou (MQJMM) acompanhava-o com o seguinte comentário:
“...no me puedo creer que quepa tanta estupidez en un solo país. Ved este video”.
...as imagens falam por si!
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
MAIS OUTRO CARNAVAL

Há quem afirme que o Carnaval teve origem na cultura greco-romana por existirem coincidências entre esta festa e certas manifestações culturais semelhantes no mundo clássico. Alguns dizem ser falsa a ideia segundo a qual o Carnaval procede das Saturnais (festas em honra de Saturno). A nota principal destas festas era a inversão do papel das classes sociais. Os servos mandavam nos seus senhores e estes obedeciam alegremente aos seus criados. Outros remontam a origem do carnaval às celebrações Dionisíacas ou aos bacanais dionisíacos gregos, e outros ainda às romanas Lupercais e às calendas de Inverno. Alguns filólogos, também especularam sobre a origem da peculiar festa, mas partindo da etimologia da palavra Carnaval. Como fenómeno social devidamente codificado, o Carnaval, foi a partir da Idade Média uma festa que estruturava um dos eixos da cultura popular. Ao ser dotado de uma densidade simbólica sem outro modelo paralelo, é imprescindível entendê-lo, para quem queira “conhecer” a cosmo visão das classes populares de então. Porque o Carnaval, além de formar um conjunto de ritos e usos mais ou menos estandardizados, era então o expoente dos temores e aspirações do imaginário colectivo da sociedade medieval e era uma arma simbólica contra as injustiças, a desigualdade o terror e uma aposta por um ideal utópico. Até certo ponto o Carnaval era uma peça indispensável no equilíbrio social do jogo de tensões entre as classes dominantes e as dominadas e não era em vão que ambas as classes viam nesta festa uma saudável libertação das tensões sociais latentes e o antídoto às confrontações abertas, pela deslocação dos problemas para o plano do jogo e da representação simbólica.
Na actualidade a política, tornou-se numa contínua liturgia carnavalesca. Ao povo, como sempre, está destinado o papel de bobo. Os partidos e (alguns) governantes transformam-se em meras representações de carácter simbólico, de interesses obscuros que em nada servem os de quem afiguram.
Ao invés, na Idade Média a liturgia carnavalesca além de ter um calendário próprio supunha ainda alterar os aspectos básicos em que se fundamentava a vida, a ordem, a austeridade, a fome e a capa ideológico-religiosa. Tratava-se de uma exortação, nomeadamente naquelas áreas que eram mais objecto de gozo, como o corpo, as relações sociais, a ordem jurídica e eclesiástica, a decomposição, a morte e o nascimento, as hierarquias sociais, o pecado e o delito, tudo isto era submetido a esse escárnio grotesco como forma de fazer todo o confronto muito mais leve...O problema era o dia seguinte tal como na actualidade!
Ps. este texto já foi publicado o ano passado.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
DRAMAS DE UMA GRANDE MULHER.
Por vezes imagino os lugares cheio de espíritos que no silêncio dos caminhos e por detrás das árvores nos olham e espreitam para nos atemorizar. As suas vozes murmuram em cada brisa e conspiram nas sombras das árvores e da vegetação por quase todas as sendas ermas. São sons e vozes que não entendemos mas ensombram quem ousa entrar no seu domínio. Ai vivem invisíveis, como as cidades de Italo Calvino, abandonados pelos corpos cuja luz existe perdida no espaço igual à das estrelas extintas há milhões de anos e vista em noites de luar. Cada corpo de pessoa que desaparece é uma estrela nova que surge no firmamento diz um conto... Talvez, um dia possamos ver a luz que vaguei desses corpos, perdida algures, e recuperar a sua história quando a física o permitir. A Senhora que vos mostro neste vídeo, bem como as histórias que narra e vividas por ela podem representar a memória de muitas mulheres e de muitos lugares e os dramas que neles se viveram e vivem no corpo e alma das mulheres. Mas, as histórias aqui contadas podem ser também representativas do desempenho do papel da mulher nas sociedades rurais. Histórias por vezes dramáticas vividas no silêncio que tudo devora até a memória da nossa existência...algum dia. Depois, também nós transformados nesses mesmos espíritos e talvez, aqueles que nos substituam, ao passear pelos mesmos lugares poderão sentir ou ouvir, tal como Moisés na Montanha uma voz , trazida pela brisa, dizer: “tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa” (Ex. 3.5).
-Voltarei a visitá-la... tal como lhe prometi!
Ps. Esta história é uma das muitas que recolho nos passeios que faço pelas povoações da minha terra. São parte de um diálogo que mantenho com ela, a sua gente e sua história.
OS ECOS E COMENTÁRIOS HOJE EM DESTAQUE NO CLUBE DOS PENSADORES.
RÁDIO - PROGRAMA « CLUBE PENSADORES»
Programa na RCM irá para o ar -quarta-feira - dia 30 ,entre as 19h e as 20h.Joaquim Jorge desta vez não convida ninguém , estando em estúdio sozinho, com Susana Ferreira . Contudo haverá mais tempo para telefonemas no programa. É uma das formas de dar voz às pessoas e que têm coisas importantes a dizer e com muito interesse.Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :1 – Via telefone através do número 229381756 - Via net através do blogue http://clubedospensadores.blogspot.com/ , na hora as opiniões dos internautas serão lidas e tidas em conta para a discussão.Esta emissão estará disponível online a partir do site http://www.rcmatosinhos.com/ ou com a frequência 91.0 no seu rádio. Será conduzida por Susana Ferreira.O programa tem 2 rubricas:Ideias K : Maria Teresa GoulãoBlogues - convidado o blogue " Ecos e Comentários" do autor António DelgadoParticipe , opine , pratique cidadania.
Clube dos Pensadores
PS. Informação retirada do blog Clube dos Pensadores.
sábado, janeiro 26, 2008
MADRID
BOM FIM DE SEMANA







