
um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
sábado, setembro 13, 2008
sábado, agosto 30, 2008
TIRADAS DO DR. SAPINHO

“Fomos fazendo o trabalho de casa e ADIVINHANDO como iríamos agir em termos de projectos”
Vejamos sobretudo estas promessas para embasbacar pacóvios: “O golfe, em Pataias e S. Martinho do Porto, vão ser viáveis. Num e noutro caso, as consequências são a CRIAÇÃO DE CENTENAS DE POSTOS DE TRABALHO DIRECTOS e a criação de actividades indirectas PARA QUEM ESTEJA ATENTO” (Suplemento do semanário “Região de Cister” 27 de Agosto de 2008). Já no último Boletim Municipal (Agosto de 2008) também lemos isto: “Investimento, criação directa de postos de trabalho, aparecimento de oportunidades para criar outras empresas em torno do essencial”. Para não aborrecer os leitores com a reprodução dos discursos palavrosos, sem nexo, incoerentes e sem lógica racional do Senhor Presidente, proponho, quanto às promessas dos golfes e para que o Senhor Presidente não seja acusado de lançar a poeira aos olhos dos munícipes com «centenas de postos de trabalho directos e a criação de actividades indirectas», que publique uma lista das «previsíveis centenas de lugares de trabalho directos» e outra lista de «actividades indirectas». Se não as apresentar, podemos tomar o Senhor Presidente como um ludibriador, ou um demagogo à antiga que prometia a lua a quem votasse nele, ou como um vulgar vendedor de banha de cobra como já não se vêem nas feiras desde há muito tempo.
sexta-feira, agosto 29, 2008
FEIRA DE S. BERNARDO DE ALTO GABARITO

A vida humana tece-se na sucessão do tempo: tempo: dias e noites, semanas, meses, estações, equinócios e solstícios, anos. E, na sucessão de etapas vitais, nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. Estes momentos e fases estão pontificados por celebrações e ritos festivos. Por meio destas cerimónias cíclicas a colectividade transforma o percurso da vida em celebração de tudo o que afirma, singulariza e quebra a rotina. As festas, com os ritos e cerimónias que lhes dão carácter, convertem-se assim na expressão da criatividade popular, e são elementos muito importantes da cultura que o povo vai elaborando ao longo do tempo e naquele em que vive.
É neste contexto que se deve enquadrar o dia festivo para o concelho em memoria do fundador da ordem de Cister (São Bernardo). O dia proporciona, ainda, e durante uma semana, uma feira designada de S. Bernardo na sede do concelho, evento que acaba por ser uma mostra de produtos oriundos das actividades económicas do concelho (e não só) e ponto de encontro entre alcobacenses e forasteiros. O evento é muito criticado por alguns quanto ao modelo em que se concebe e defendida por outros (os que não sabem fazer melhor e vivem enquistados no tempo). Mas a verdade é que o modelo pelo qual se regula a feira de São Bernardo está ultrapassado.
Propomos aos leitores uma pequena volta pela feira.



quinta-feira, agosto 21, 2008
RECORTES (IMPRENSA REGIONAL)

Jornal de Leiria: Com a limitação do número, há muitos presidentes de câmara que vão cumprir o último mandato, caso sejam reeleitos. Isso pode ser oportunidade para o PS vencer mais autarquias no Distrito?
Carlos André: A oportunidade não resulta do limite de mandatos, mas da capacidade que o PS tenha para escolher bons candidatos. No PS, como noutros partidos, fazem-se guerras internas, porque o grande objectivo das pessoas é terem o poder dentro dos partidos. E esquecem-se que isso não conduz necessariamente ao poder na sociedade. O número de militantes é ínfimo em relação ao número de eleitores. Enquanto os partidos, se não convencerem - particularmente o PS - que têm de escolher pessoas não em função do universo partidário, mas do universo social, não conseguem ganhar eleições. Há muitos militantes de partidos que são cidadãos prestigiadíssimos e que são excluídos. Os partidos políticos são máquinas de triturar pessoas. Escolhem quem consegue triunfar melhor nas lutas internas. Triunfar é ser capaz de usar a navalha no momento certo.
Jornal de Leiria: Impera a lei do mais forte?
Carlos André: Ou do mais velhaco. Os partidos esgotam muitas vezes as suas energias nas lutas internas , esquecem-se de que o grande objectivo nao é esse. Temos o hábito de endeusar pessoas, colocá-las no sitio certo, para depois poder-mos disparar mais à vontade.
Apenas um reparo na entrevista: não entendi muito bem a respostas dada por este distinto ex governador civil sobre o Sr. Presidente da Batalha, António Lucas e o seu homólogo de Óbidos ... será que Óbidos não é Óbidos e apenas a Batalha é a Batalha? Sinceramente não entendi a ideia ou a metafora!
Do mesmo jornal destaco ainda uma carta publicada na Rubrica dos Leitores, pág. 20, relacionada com Alcobaça sendo o seu teor sobre a praia de Pedra d’Ouro. Em Maio/Junho deste ano fiz uma postagem sobre esta praia e os problemas que representam os resorts.
Praia segregada!
Na costa litoral oeste, ao longo da Estrada atlântica, onde o mar sussurra por entre rochas e falésias no percurso de S. Pedro de Muel para Paredes da Vitória, surge uma outra praia, a Pedra d’Ouro!
Esta pequena pérola do Atlântico, já no concelho de Alcobaça, tem vindo a ser desprezada pela autarquia com evidentes prejuízos para os seus frequentadores e para o turismo sazonal, principalmente na época balnear.
As poucas infra-estruturas urbanas, nomeadamente as viárias, o sistema de recolha de lixos os esgotos e a iluminação pública deixam muito a desejar. A Câmara de Alcobaça parece que se tem “esquecido” desta praia, em contraste com a atenção que dedica a outras do seu concelho, como os casos de Paredes e S. Martinho do Porto.
Pedra d’Ouro tem as poucas ruas esburacadas e com o principal acesso à praia de banhos, para além da acentuada inclinação com o pavimento em mau estado e sem qualquer passeio para os peões sentirem alguma segurança.
A iluminação pública é fraca, com falta de candeeiros nalguns troços da povoação.
Quanto aos lixos, apenas existem dois conjuntos de ecopontos no mesmo local e os restantes contentores estão mal distribuídos.
Outro grave problema que prejudica a população e os veraneantes é o atraso na construção da rede pública de saneamento, adiada ano após ano. As fossas existentes estão saturadas e há períodos em que os cheiros exalados dos esgotos são insuportáveis.
O município de Alcobaça não tem feito qualquer investimento na Pedra d’Ouro, nem sequer a necessária manutenção das ruas e passeios.
A verdade é que a autarquia arrecada anualmente uma elevada verba do IMI, proveniente das habitações existentes...
Talvez que a mega urbanização “Atlântico Village”, com campos de golfe em construção à entrada da Pedra d’Ouro seja no futuro uma mais valia para aquela praia, mas a verdade actual é bem diferente.
Hoje a Pedra d’Ouro é uma praia onde a qualidade de vida se vai degradando apesar de ser um local aprazível, junto ao pinhal de Leiria com condições para poder ser uma estanciado veraneio e lazer das melhores do concelho de Alcobaça.
Edgar de Carvalho
segunda-feira, agosto 11, 2008
LIMPIAS CANTABRIA . CONCURSO DE PINTURA
O mês de Agosto tem-me tirado a vontade de estar diante do computador devido a cansaços acumulados. Não sei se é o sintoma de blogger, se é necessidade de fazer absolutamente nada. A reportagem fotográfica com que ânimo esta postagem faz parte de um concurso de pintura no qual mais um ano fiz parte como membro do júri que distingue as obras que concorrem. Nesta missão fui acompanhado pela presidenta da câmara de Limpias, Maria del Mar Iglésias que presidia e por Andrés Hoyo Aparício, Director Geral de Universidades e Investigação do Governo de Cantábria e professor na Universidade de Cantábria e Candelas Duran Fernandez, pintora e directora do " Estudio Técnico Candelas" em Santander .
A reportagem fotográfica começa com a minha visita a alguns artistas que trabalhavam nos pontos por eles escolhidos para perpetuarem e terminará com a entrega dos prémios. Desde 1999 que sou membro neste júri de pintura e nessa qualidade tenho algumas responsabilidades, assim como outros membros que tem composto este júri, pela excelente colecção de pintura naturalista que a câmara de Limpias possui, derivado dos anteriores concursos. O evento anima muito a vila, e são muitos os forasteiros que a visitam neste dia que é, acima de tudo, um encontro de artistas plásticos que se dedicam à pintura naturalista cujo expoente máxima desta corrente é em Espanha António López.
domingo, julho 13, 2008
OUTRA METAMORFOSE

"ENGOLIR SAPOS" no 1º. aniversário de Alcobaça como uma das SETE MARAVILHAS.
Depois do fracasso conhecido pela "Maior Metamorfose de Todos os Tempos" , a câmara municipal reuniu e fez sair um comunicado em que o sr. presidente Gonçalves Sapinho retirou a responsabilidade à câmara assumindo-a ele próprio. Vejamos o que diz o comunicado da câmara com respeito à posição do vereador do Partido Comunista (CDU) Rogério Raimundo.
"O VEREADOR DA CDU NÃO RATIFICA ESTE DOCUMENTO, MAS, EMBORA TIVESSE ESTADO CONTRA HÁ UM ANO COM A FORMA COMO SE DESENVOLVEU O CONCURSO DAS SETE MARAVILHAS E RECENTEMENTE CONTRA O VALOR DO CONTRATO COM O LUIS DE MATOS, RECONHECE E ESTÁ SOLIDÁRIO COM A CAMARA, NOS MOMENTOS BONS E NOS MOMENTOS MAUS. POR OUTRO LADO NÃO VÊ CULPA DA CAMARA NO INSUCESSO DO EVENTO E ATÉ ACREDITA QUE O GRANDE ARTISTA LUIS DE MATOS TAMBÉM NÃO QUIS O FRACASSO QUE OBTEVE NESTA NOITE DE ALCOBAÇA". ( Publicado no Região de Cister, 10/7/2008.
POR FAVOR:JÁ BASTA AOS DEZASSEIS MIL ESPECTADORES TEREM ENGOLIDO O FRACASSO DA GRANDE METAMORFOSE. NÃO OBRIGUEM OS ALCOBACENSES A ENGOLIR MAIS SAPOS.
quinta-feira, julho 10, 2008
ALCOBAÇA E A " GRANDE METAMORFOSE" DA FRAUDE
Victor Hugo presumia de nomear as coisas pelos seus nomes, sem rodeios como faziam os seus colegas e contemporâneos. "J’ai nommé le cochon par son nom". Chamar porco ao porco é admirável e, apesar de serem muitas as grandes plumas que se perderam por histórias difíceis, sem saída ou sentido, nos nossos dias é imprescindível que o pão seja pão e o vinho, vinho. A excepção à norma é um privilégio para quem governa. Certos governantes são grandes mestres do eufemismo e da dissimulação, assim como as suas alegres e insolventes companhias, algumas formando mesmo uma trupe sem precedentes no mundo do espectáculo, artistas singulares capazes de rir quando as circunstâncias requerem choros e incapazes de parar as lágrimas quando a dor a reclama e justifica.
Só a propaganda e o fatalismo mantêm alguns governantes na crista da onda e conservam uma incompreensível bula acrítica. Ninguém, nem o mesmo Goebbels, manejou com tanto garbo e mestria as artes da propaganda no não fazer nada como estes especialistas nas artes da ilusão. Iludem pelas barbas e pelas orelhas, e fazem-no com tanto aprumo e segurança, em atitude que parece de pessoas que nunca partiram um prato, ainda por cima com a maçadora insistência de parecerem capazes, para os incautos, de converter mentiras em verdades que resultam verosímeis para quem, na inércia do respeito, prima pelo poder estabelecido independentemente da sua cor e maneiras, como canon da incondicionalidade. Tudo isto a propósito de quem governa o município de Alcobaça.
A fatalidade é óbvia, cada terra tem o governo que merece e está claro que nós, consentidores e complacentes, devotos do mal menor e irresponsavelmente acríticos, temos caldeado um monstro que, rodeado de outros de condição parecida, integra um conjunto governativo que não brilha pelas ideias e objectivos concretos para o povo do concelho de Alcobaça. Um grupo, além de enganoso, anda distante da realidade, e é incumpridor de quase tudo quanto promete. No entanto dispõe-se a aceitar os lances do jogo que lhe são apresentados pelo imprevisto e as circunstâncias. Ideias próprias, zero. Conhecedores que são de que a merenda a pagamos todos nós, só se ocupam de seguir no poder, com base e sobre a sua creditada e reiterada incapacidade. Sabem que a magia de não nomear as coisas pelo seu nome e com conhecimento de causa lhes basta para saltarem da Primavera ao Outono e do Outono à Primavera e assim sucessivamente.
Dizia-me o meu primo Padre Tiago da Benedita, algum tempo antes de falecer, que o Dr. Sapinho poderia ser uma doença crónica para Alcobaça e para todo o concelho. Agora que os problemas começam a surgir verdadeiramente, a crise não é uma crise para ele, e a desertificação do concelho não é desertificação. A desindustrialização e a elevada taxa de desemprego no concelho são invenções dos jornais, como são invenções a perca do poder de compra real dos Alcobacenses, comparado com o dos outros concelhos do distrito, e já ouvi comentar que se passa fome no concelho e é verdade não haver saneamento básico em muitos lugares dele. As estradas são péssimas e o concelho perde população. Os impostos municipais são os mais caros do distrito. Perante isto, o preclaro presidente de Alcobaça e seu elenco presenteou 16 mil espectadores que fizeram deslocar à cidade no dia 6 de Julho para ver a "maior metamorfose" - uma fraude que custou 180 000 mil euros do bolso do contribuinte – tratando-se apenas de um cavalheiro pendurado pelas pernas durante três ou quatro minutos a 45 metros de altura. O espectáculo bem pode ser o retrato fiel da forma como o PSD em Alcobaça governa o concelho [despesista] sem orientação, e sem nenhum respeito pelo bom-nome da terra e muito menos pelos cidadãos que nele vivem. Sou levado a crer que não há mal que dure cem anos, noventa e nove anos já são muitos mas para todos aqueles que os têm de viver nestas circunstâncias doze já são uma eternidade. António Delgado in Jornal de Leiria. 10/7/2008

terça-feira, julho 08, 2008
METAMORFOSE ESPECTACULAR!

Fraude espectacular. Foi uma espécie de «Ó patego olha o balão!» mas em grande escala (ou de alto gabarito, como diz o Dr Sapinho) e não foi no Carnaval nem no 1º de Abril. Há um ano que vinha sendo anunciado.
A Câmara havia contratado o mágico ou ilusionista Luis de Matos para patrocinar o concurso Alcobaça Maravilha de Portugal, por 90.000 euros. Este prometeu regressar para fazer a «maior metamorfose de todos os tempos» se Alcobaça ganhasse o título... em troca de 180.000 euros. Alcobaça ganhou e, no dia 6 de Julho, Luis de Matos veio cumprir... a maior fraude dos mandatos do Dr. Gonçalves Sapinho e dos seus elencos PSD. Para os que não estiveram vamos dizer como foi.
Uma multidão de 16.000 pessoas, segundo o Correio da Manhã - quase metade da população do concelho – enchia o adro do Mosteiro onde tinham instalado gruas, torres de holofotes, aparelhagens de som e video, ecrãs gigantes, enfim, toda a tralha e parafernália dos grandes espectáculos. Música «cósmica», suspense... Uau! Vai ser em grande!
Aparece Luis de Matos. Fala da sua promessa. Mostra nos ecrãs como é que uma larva se transforma em borboleta. Assim vai ele fazer. Os seus ajudantes atam-lhe ao peito uma faixa de pano (uma espécie de colete a que chamou camisa de forças), prendem-lhe os pés a um cabo de aço suspenso da grua (disse ser uma corda), besuntam o cabo com um produto combustível (do género resina de pinheiro...) e fazem subir a grua. A umas dezenas de metros de altura, enquanto o produto arde no cabo de aço, Luis de Matos suspenso de cabeça para baixo desata o colete e larga-o. É a tão esperada «maior metamorfose de todos os tempos». E, accionando um outro cabo, vira-se de cabeça para cima e a grua trá-lo de novo ao chão com o unguento sempre a arder. Três minutos durou a espectacular fraude. Depois dumas vénias da praxe, pisgou-se o artista pela porta do cavalo - neste caso pelo mosteiro adentro - fechou a porta e nunca mais foi visto. Estava consumada a metamorfose dos 180.000 euros numa aldrabice de primeira apanha. 180.000 euros para o galheiro, quer dizer, para o homem atado ao cabo da grua durante três minutos como qualquer pessoa pode fazer. A multidão ainda esperou meia hora para ver «se havia qualquer coisa». Nicles. Patavina. Niet. 16.000 pessoas lorpadas à grande e à Sapinho. Tomem e embrulhem. Assobiaram e vaiaram o artista (que se metera no mosteiro) e os autarcas presentes na primeira fila, enquanto os operadores de som aumentavam os decibéis para abafar os protextos. E, resignadas, foram regressando a penates, raivosas. Muitas até deviam ter tido insónias por terem esperado um ano para cairem nesta grosseira intrujice.
Andam os munícipes a pagar os impostos IMI, IRS, IRC, IVA, Imposto automóvel, Imposto industrial, água caríssima, saneamento, licenças camarárias, multas, créditos bancários, para a Câmara gastar os dinheiros públicos nestas espectaculares fraudes. 180.000 euros davam para instalar uma creche ou um lar de idosos, para não falar de apoios a desempregados, doentes ou a ameaçados de perder a casa por impossibilidade de pagar o crédito. Para isso não há. Desenrasquem-se... Façam magia como o outro!
Cumprida a promessa da grande metamorfose, o Sr presidente Dr Sapinho partiu de férias para o Brasil. Deverá regressar com outros coelhos na sua cartola das metamorfoses mágicas. Ou com um curso acelerado de magia. Cá ficamos à sua espera, para outros números «estruturantes», «de alto gabarito» e, «pertanto», espectaculares.

Na segunda-feira a seguir a esta vigarice espectacular, reunida a Câmara, o Sr Presidente assumiu toda a responsabilidade deste caso e parece ter ficado arrependido. Mas qual é a novidade desse assumir de responsabilidades? Se foi ele quem assinou ou autorizou o cheque de 180.000 euros para encomendar este embuste, jurídica, financeira e politicamente foi ele o responsável, quer o declare quer não. Quanto ao arrependimento, isso jurídica e financeiramente não tem relevância. Pergunta-se: como é que uma Câmara encomenda um espectáculo por esse preço sem que ninguém o tenha visto ou visionado antes, e sem ter lido uma crítica sobre o seu conteúdo? Irresponsabilidade absoluta. Passa-se assim dinheiro a charlatães? Se vivêssemos num município verdadeiramente europeu (de Espanha até aos Urais) e num Estado de direito, o responsável que assinasse um cheque com essa verba para uma charlatanice, seria obrigado a repor o dinheiro do seu bolso. Não sendo assim, estando nós condenados a ser o que somos pela inércia deste estado de coisas, outros poderão continuar impunemente a fazer como o Sr Dr Sapinho, desde que, a posteriori, «assumam a responsabilidade» e se declarem arrependidos.
sexta-feira, julho 04, 2008
"A MAIOR METAMORFOSE"
O TURISMO É UM TEMA QUE MUITO PREOCUPA O ACTUAL ELENCO CAMARÁRIO E DO QUAL FAZ BANDEIRA ATÉ PORQUE TEMOS UMA GRANDE EXTENSÃO DE PRAIAS NO CONCELHO. POR ISSO A CAMARA ESTÁ A FAZER UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA INÉDITA PARA ATRAIR MAIS ESTRANGEIROS À NOSSA COSTA. A LIDERANÇA MUNICIPAL DE MAIORIA PSD CONTRATOU PARA O EFEITO UM GRUPO HAWAIANO ESPECIALISTA EM ABRILHANTAMENTO DE PRAIAS, RESORTS E CAMPOS DE GOLF COMO OS QUE O PRESIDENTE PROJECTA E QUE OCUPARÃO OS PINHAIS.VER VIDEO DA CAMPANHA.
AO NÍVEL DE HOTÉIS QUE ESTÃO PREVISTOS, MAS ESPECIALMENTE PARA O HOTEL DE LUXO DE CINCO ESTRELAS COM OITO PISOS - COMO ANUNCIOU O NOSSO PRECLARO PRESIDENTE, EMBORA O PDM AUTORIZE APENAS METADE DA ALTURA- ELE JÁ CONTRATOU UMA COMPANHIA DE SAPATEADO QUE FICARÁ RESIDENTE E POSSIVELMENTE ACTUARÁ NO OITAVO PISO PARA ENALTECER O GABARITO DAS SUAS ALTAS POLÍTICAS NO CONCELHO...E A SUA (MIRABOLANTE) VISÃO ESTRATÉGICA!
O DR. SAPINHO PRESIDENTE DA TERRA DE PAIXÃO ESPERA POR SI.
terça-feira, junho 24, 2008
ESTAR-SE-Á REALMENTE A CRIAR RIQUEZA II?
Na continuação de uma POSTAGEM ANTERIOR reproduzo na integra outro avisado artigo de Vitor Cóias publicado na revista Pedra e Cal , nº. 34 maio/Junho de 2007. Esta postagem vem na sequencia das noticas surgidas na imprensa local (Alcobaça) sobre o urbanismo que se está a fazer em Pedra de Oura e que os grupos ecologistas, segundo parece, já avançaram com uma providencia cautelar. Mas voltaremos a falar do tema e dos campos de golf oportunamente
Um caso de atracção fatal
“Habitação de férias... um imóvel pouco usado, com despesas de manutenção relativamente elevadas e cujo rendimento é limitado as épocas de férias... Acresce que os equipamentos colectivos necessários a um empreendimento de laser são maiores do que os destinados aos empreendimentos urbanos... (nota 1) André Jordan
O NOVO TURISMO
E AS BOAS INTENÇÕES
Segundo um estudo sobre a motivação do turismo, referido no boletim do ICCROM (nota 2) cerca de 80 por cento das pessoas interrogadas consideram a integridade do ambiente natural um factor essencial na escolha de um destino e atribuem, igualmente, grande importância ao ambiente cultural e social. Neste mesmo estudo dá-se a conhecer a evolução do perfil do turista médio ao longo dos últimos vinte e cinco anos. O estudo revela que o turista de hoje é menos materialista que antes, e já não está exclusivamente fixado sobre a busca do prazer pessoal. O novo turista deseja compreender o país que vai visitar antes de partir, e prepara-se nesse sentido. Ele quer experiências mais enriquecedoras e está disposto a prescindir de algum conforto na condição de descobrir locais relativamente pouco degradados. Por outro lado, segundo Manuel Castells (nota 3) o “turismo de sol e lua” — praia e divertimentos nocturnos — é insustentável em países como o nosso, porque e mais fácil procura-lo em destinos no Terceiro Mundo, mais baratos e menos deteriorados ambientalmente.
Sendo Portugal um país pequeno, a opção deverá ser, logicamente, pela qualidade e não pela quantidade, gerindo sabiamente o seu património natural e cultural. A Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (ENDS) estabelece orientações muito positivas nesse sentido. No seu 2.° Objectivo — Crescimento sustentado e competitividade à escala global, apontam-se “exigências estruturais” como “Utilizar de forma sustentável os recursos naturais, aproveitando o potencial endógeno nacional (...) e promovendo a dissociação do crescimento económico do consumo de recursos naturais e da degradação ambiental”. No seu 3.° Objectivo — Melhor ambiente e valorização do património natural, apontam-se domínios essenciais para o desenvolvimento sustentável, em particular na sua dimensão ambiental, como a promoção de uma politica de protecção dos solos, designadamente no que se refere a perda de biodiversidade, contaminação, compactação e impermeabilização. O património é considerado um dos quatro principais recursos endógenos nos com vista à aceleração do crescimento económico do país. “Transformar Portugal num destino turístico de grande qualidade, corn uma oferta diversificada de produtos, tirando partido da qualidade e diversidade das paisagens e do património cultural” é uma das linhas de orientação dominantes.
Estas orientações encontram-se, há vários anos, consignadas em instrumentos como o Programa Nacional de Turismo da Natureza ou a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Nesta linha, refiram-se, também, os regimes do Turismo no Espaço Rural e das Casas de Natureza. No terreno, programas como o Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR), visam apoiar projectos de investimento em modalidades de turismo sustentável.
No recentemente divulgado Quadro de Referência Estratégico Nacional, QREN 2007-2013, afirma-se que “A salvaguarda e valorização do património natural e dos recursos naturais constituirão uma área privilegiada de intervenção — a concretizar de forma articulada com o Programa Operacional de Desenvolvimento Rural co-financiado pelo FEADER, destacando-se neste contexto as intervenções dirigidas à gestão e utilização sustentável de recursos naturais, a gestão de espécies e habitats, bem como a promoção da eco-eficiência e a valorização do litoral.”
Em contradição flagrante com estas boas intenções, assiste-se a uma rápida deterioração do património natural do País. Dos vinte e seis indicadores do Relatório de Estado do Ambiente (REA) de 2005, apenas oito apresentam evolução positiva. O “território artificializado”, isto é, o solo virgem que foi irreversivelmente ocupado com novas urbanizações , industria, vias de comunicação e outras infra-estruturas, aumentou cerca de 700 km entre 1985 e 2000 em Portugal, ou seja, uma área equivalente a nove vezes a do concelho de Lisboa (nota 4).
Fig 1 Portimao
Entre 1990 e 2000, as áreas artificializadas nas zonas costeiras registaram, em Portugal, o crescimento mais rápido da Europa (com um aumento de 34 por cento em dez anos), que ultrapassou a Irlanda (27 por cento), e a Espanha (18 por cento) (nota 5) (Fig 1).
Torna-se, portanto, imperioso que as boas intenções ao nível da estratégia sejam postas em pratica no terreno. Não é isso, infelizmente, o que está a acontecer.
A EUFORIA DO TURISMO
RESIDENCIAL E DOS RESORTS
Fig 2 Novo resort suspende PDM
Estas novas modalidades de urbanização têm vindo a suscitar o apetite de um certo empreendorismo predador, excitado pela permissividade com que muitas autarquias suspendem os planos directores e pela facilidade com que o Estado abre mão das mais-valias associadas a essas operações (nota 7) (fig. 2). A oferta estimada de ‘resorts” turísticos com componente imobiliária no futuro prOximo envolve 447 km de urbanização e mais de 26 milhões de m2 de construção (nota 8) e continua a ser estimulada através de expedientes como a classificação PIN (Potencial Interesse Nacional). Se não for controlada a tempo, esta deriva pode vir a revelar-se desastrosa: um promotor imobiliário estrangeiro afirmava recentemente que Portugal tem ainda capacidade para 300 000 novas casas, que correspondem a vendas de 45000 M€ (nota 9).
Fig 3 Os espanhóis querem um desenvolvimento sustentado
O que realmente assusta, portanto, é o que ainda pode estar para vir, com a actual euforia do turismo residencial e dos resorts. Os números acima referidos quanto a área prevista em novas urbanizações correspondem a mais de cinco vezes a área do concelho de Lisboa E isto a expensas dos melhores terrenos da orla costeira e da reserva ecológica nacional.
A GRANDE ILUSÃO
Desengane-se, portanto, quem pensa que a venda de terrenos e de casas aos estrangeiros a panaceia para os problemas da economia do País. Veja-se o caso da vizinha Espanha, tantas vezes apontada como exemplo: depois de anos e anos de aplicação deste modelo de “desenvolvimento”, a divida externa espanhola (mais de 86 mil milhões de euros) e a segunda major do mundo em termos absolutos, ultrapassada apenas pela dos Estados Unidos, e, em termos do PIB, a divida externa dos nossos vizinhos atinge 8,8 por cento, ultrapassando largamente a dos Estados Unidos (nota 12). Se a venda de terrenos e de habitações a estrangeiros trouxesse dinheiro para o país, a Espanha não precisaria de se endividar tanto para pagar o que compra no exterior.
Além de serem actividades de elevado impacto ambiental, o turismo de residência e os resorts geram apenas, quer durante a construção, quer ao longo da exploração, em pregos de reduzida qualificação, logo, de baixos salários. A produtividade do sector da construção e da ordem dos 17 mil euros por activo, bastante inferior a media do País.
Fig 4. Nao haverá ocupaçao mais produtiva para estes homens?
Em suma, as políticas oficiais estão correctas, mas não estão a ser seguidas no terreno. A exploração do recurso endógeno que constitui o património natural devera ser feita não através do turismo de residência ou dos resorts, mas através do ecoturismo ou das suas múltiplas cambiantes, como o turismo em espaço rural ou as casas da natureza (nota 13). Para isso, as zonas protegidas deverão continuar a ser isso mesmo: zonas protegidas. Já há casas de férias a mais em Portugal: segundo o censo de 2001, são perto de um milhão. As urbanizações já em curso e aquelas que poderão vir a ser ainda autorizadas em solos virgens e zonas protegidas representam uma ameaça séria para o património natural, constituem uma ma aplicação de recursos humanos e financeiros e aumentam drasticamente a pegada ecológica do País, como reconhece o próprio Andre Jordan, o guru dos promotores imobiliários (ver citação no principio deste texto). Dado que a maior parte dos benefícios da valorização dos terrenos e da exploração dos empreendimentos é exportada, Portugal está a fazer um mau negócio. "
NOTA5
(1) André Jordan, “Posto do observação” Vida Imobiliária/Vida Económica, Nov. 2005.
(2) ICCROM - International Organization for Conservation of Cultural Heritage. “Tour-operateura: de nouveaux partenaires pour la protection du pa trirnoine”, ICCROM Chronique, n.° 32, juin 2006.
(3) Um dos peritos que ajudaram a preparar a “Agenda de Lisboa”. Autor de estudos sobre a sociedade de Informaçao, professor de Berkeley, Universidade da California e da Universidade Aberta de Barcelona.
4) Relatório do Estado do Ambiente de 2005. http://www.iarnbiente.pt/.
(5) Litoral europeu aproxima se de “ponto de não retorno” ambiental. Relatório da Agencia Europeia do Ambiente (AEA), Copenhaga, 2006. http://org.eoa.eu ropa.eu/docurnents/newsreleases/coastal20
(6) “Pegada ecológica”: pretende representar a quantidade de superfície de terra e agua que uma população humana hipoteticamente precisaria para suprir os recursos necessários para se suportar e para absorver os resíduos, usando a tecnologia corrente. Termo usado pela primeira vez por Williarn Rees, da Univ. British Columbia, Canada (Fonte:Wikipedia).
(7) Por exemplo , a recente suspensão do PDM de Loulé para permitir a instalação do resort Hilton, traduz-se numa valorização estimada em mais de 30 milhões de Euros (Público, 2007-04-04).
(8) Revista “Imobiliária”, n.° 168, Jul/Ago do 2006.
(9) Andrew Coutts, da ILM Portugal (Revista “Imobiliária”, n.° 168, Jul/Ago do 2006). 300 000 casas corresponde , ao ritmo actual do construção, ao que só constrói em seis anos em todo o País.
(10) Revista “Imobiiaria”, n.° 175, Abril do 2007.
(11) O sector imobiliário português encontra-se já, em grande parte, nas mãos de empresas estrangeiras ou de capital estrangeiro: Starwood Hotels & Resorts Worldwido, Inc. (Colornbo’s Resort, Porto Santo), Frasa (Vilamoura XXI)O(I), Hercesa (Casal do Monte, Oeiras), Ferrovial Imobiliaria (GaiaMar, Forto; Quinta de S. Martinho, Alcabideche), Six Senses (Corte Velho, Castro Marim), Fadesa (Quinta Fonte da Prata, Moita; Allegro Design Hornos, Porto), Camin Global Real Estate (Golden Eaglo, Rio Maior), Pelicano Investimento Imobiliário, S.A. (Herdade do Pinheirinho), Oceânico Developments (Lagos, Silves), para citar só algumas.
(12) O Jornal Económico, 2007-03-19.
(13) Urna outra modalidade do turismo inteligente é o programa de troca do casas entre familias de diversos paises ou ate dentro do mesmo pais (ver, por exemplo , o sitio Internet da “Home Exchange”).
domingo, junho 22, 2008
ESTAR-SE-Á REALMENTE A CRIAR RIQUEZA?
Muito se tem falado em campos de golf para o concelho de Alcobaça, sobretudo nas zonas litorais perto do mar, sem nunca se ter definido uma ambição estratégica para a região, quer local ou translocal, e saber afinal que papel representam eles nessa mesma estragégia. Alguém já referiu e bem que “identificar o que é ambição adequada é critico no caso de Alcobaça. A sua configuração actual - o tipo de actividades, o tipo de população, o nível de rendimento é o resultado de condições que correm o risco de existir”. Se há um par de décadas esta visão era real na actualidade mantém-se, e é previsível que continue, com as mesmas vicissitudes de outrora , mas agora mais agravadas: continua a não haver sentido e procura de modernização para o concelho para que se torne competitivo e atractivo para os de fora e mesmo para os de dentro. Conceitos como previsão, modernidade e ambição formam parte de um amplo leque de realidades que continuam desconhecidas . Digo mesmo que não se vislumbra fazerem parte do léxico de quem orienta os destinos do concelho. Cada dia que passa as actividades agrícolas e empresariais definham como dão conta os jornais e não é difícil associar entre outras coisas, os altos impostos municipais praticados no concelho que quase obrigam empresas e pessoas a emigrarem para os concelhos limítrofes onde possivelmente será mais animadora a ideia de prosperarem.
Recentemente uma onda de histeria parece ter tocado grande parte dos autarcas portugueses com as designadas Resorts, PIN e Campos de Golf. Destes, o último é, sem exagero, aquele em que é rara qualquer autarquia, não querer dois ou três. Será com Campos de Golf e Resorts que se cria riqueza, postos de trabalho, bem-estar para as populações em concelhos carenciados? ou estas ideias são aliciantes apenas para autarcas sem imaginação; visão estratégica para as suas terras e que alinham nas modas de circunstância até porque o ordenamento do território bem como os PDM são o que são: muito plásticos.
Minuciosamente analisados na grande parte dos denominados “ Campos de Golfo”, o que sobressai são apenas projectos de urbanização no " meio do campo", introduzindo-se na valorização que se podia fazer de um projecto, um elemento mais, que dá muito que pensar. Porque ao fim de contas, o campo de golfo acaba por converter-se num projecto que explora e destrói recursos de todos para gerar benefícios privados.
Além disso, esta fórmula importada tem sido descartada noutros países devido a problemas que geraram, tais como os de carácter ambiental, recursos hídricos, empregos de baixa qualificação e poucas escpectativas, e o mais grave: a corrupção urbanística. Falta de respeito por PDM's e zonas REN. Comissões de vendas , luvas, informação privilegiada, onde funcionários autárquicos, edis, em associação com empresas familiares ou de amigos tiram benefícios. Obscuras proveniencias de capitais de off shores sediadas em paraísos fiscais onde o rasto e a origem dos dinheiros são dificéis de seguir.
http://www.youtube.com/watch?v=S4-TM_l1tuk
http://www.lavozdelanzarote.com/spip.php?article12738
A ESSÊNCIA da postagem de hoje é um editorial da Revista PEDRA E CAL assinado por Vítor Cóias cuja pertinência considero devida.
"Os “ Resorts”: Um mau negócio (para o País)
Aliviada a febre construtora dos anos 90, tudo indicava que a estratégia passaria a ser gerir, o melhor possível, um parque habitacional sobredimensionado e remediar, aqui e além, os excessos de um crescimento urbano desordenado. O programa Polis inscrevia-se nessa linha. Surgiram, assim, os arranjos nos centros históricos, os embelezamentos de frentes de rua, as novas rotundas e vias rápidas, mais as pracetas ajardinadas e os respectivos fontanários. Gastaram-se mais uns tantos milhões de euros comunitários que poderiam ter tido aplicação mais nobre e rentável, mas, “do mal o menos’: tínhamos as nossas cidades a cara mais ou menos lavada’ e poderíamos, agora, começar de novo, com os planos directores municipais revistos e com novos planos de ordenamento do território.
Infelizmente, não e assim. Eis que surge a ideia dos projectos PIN (Potencial Interesse Nacional e que alguém no ministério da economia acha que tal inclui ocupar as melhores zonas da reserva ecológica, da reserva agrícola, dos parques naturais e da orla costeira, com os chamados “resorts” e as urbanizações de turismo residencial”.
Estamos novamente perante um exemplo de uma boa ideia que é aproveitada de modo perverso: no sistema PIN fala-se na produção de bens e serviços transaccionáveis de carácter inovador, na interacção e cooperação com entidades do sistema cientifico e tecnológico, na criação de emprego qualificado, na eficiência energética, no favorecimento de fontes de energia renováveis e na defesa do ambiente, mas depois atribui-se a chancela PIN a projectos imobiliários que nada têm a ver com isto.
Estamos, agora, a assistir a um desastre bem mais grave do que a expansão urbana em mancha de óleo. A betonização do solo -já não estende só as suas metástases a partir dos núcleos urbanos- ataca agora de forma generalizada, insidiosa, salpicando aqui e ali as zonas protegidas, progredindo ao longo da orla costeira, derrubando montados e urbanizando dunas. Já não se constroem só apartamentos, mas sim moradias unifamiliares de grande área, com elevados consumos de água e energia, integradas em vastas infra-estruturas com pesados custos ambientais de manutenção. Trata-se de uma forma de habitar com substancial acréscimo da ‘”pegada ecológica”[1] que usa e abusa da principal riqueza do país - o seu património natural - e gera empregos de baixa qualificação, logo pouco remunerados e sem possibilidade de corresponder as expectativas dos nossos jovens.
Como a maior parte dos empreendimentos está em mãos estrangeiras, os lucros das operações imobiliárias serão inexoravelmente exportados.
Se o nosso clima é convidativo e o nosso país hospitaleiro, em lugar de “resorts”, incentivem-se os parques empresariais; em vez de reformados ricos e ociosos, atraiam-se empresas avançadas e os seus quadros jovens e activos."
[1] “Pegada ecológica”: metáfora usada para representar a quantidade de superfície de terra e água que uma população humana hipoteticamente precisaria para suprir os recursos necessários para suportar e absorver os resíduos, usando a tecnologia corrente.
sábado, junho 07, 2008
CORRUPÇÃO AUTÁRQUICA
segunda-feira, junho 02, 2008
DIÁRIO DE NOTICIAS. 2.6.2008
SERÁ ESTE O PENSAMENTO DO GRANDE INTELECTUAL QUE VEMOS NA FOTO EM ACIMA COM AQUELE AR DE INTROSPECÇÃO ? OU TERÁ IDO AO MOSTEIRO ROMARIA PARA FAZER UMA PRECE, JUNTO AOS TUMULOS DOS CELEBRES AMANTES, PARA VER SE CONSEGUE RECUPERAR O AMOR E A PAIXÃO DAS OPOSIÇÕES?
sexta-feira, maio 30, 2008
ARTIGO DE MÁRIO CRESPO. DN 26/5/2008

Mário Crespo, JornalistaSe o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas. Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia. Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos - Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses. Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.

sábado, maio 24, 2008
RANKING

Um texto enviado por mail pelo meu querido amigo D.M.C. e que tenho o prazer de publicar.
A grande cabeça pensante deste Governo, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos, desde Agosto de 2007 que nos andou a impingir a ideia de que os efeitos do “subprime” dos EUA não chegariam a Portugal devido às sábias políticas por ele adoptadas e pelo Governo democrático e maioritário do PS, no que foi acompanhado pelo inefável e infalível Constâncio, que aguarda paciente, patriótica e sacrificadamente pela reforma de cerca de 25.000€ do Banco de Portugal para finalmente “basar”.
Recentemente, com lata e desfaçatez, disse que quer a UE quer o FMI estavam enganados em prever para Portugal reduções do crescimento do PIB para 2008, porque não sabiam do que falavam. Ele um “expert” do assunto é que tudo sabia e nunca falhara. Passados poucos dias, com um ar sério, anunciou ao País, que a previsão do crescimento do PIB para 2008 passava de 2,2 para 1,5%, o que significa para já mais um substancial rombo nas reformas e nos aumentos dos funcionários públicos em 2009...
A “holding” «Movimento O Que Tu Pias» cujo único sócio é um economista de “meia-tijela” e não-praticante esclarece o ainda Ministro das Finanças que a crise do “subprime” prevê-se venha a ter quatro fases até 2010, a primeira das quais vivemos e será a de menores consequências nas economias de mercado. O pior está para vir. A crise do “subprime” tem como origem a actividade da “banca de casino” que explorou os americanos pobres com taxas de juro especulativas.
Portugal, seguindo as boas práticas ultraliberais, com a atenta supervisão do Banco de Portugal, também cá já tem esses tipos de bancos a actuar livremente, cedendo créditos ao consumo aos aflitos dos portugueses a Taxas de Juro Anuais de mais de 30% (GE Money, BBVA, Cetelem, Santander, Cofidis, é uma carrada delas). Um escândalo financeiro brutal autorizado pelo poder político e obviamente pelo Banco de Portugal.
Estas crises do “subprime” são a consequência natural da actuação ultraliberal da “banca de casino”, cujos efeitos nefastos na vida das famílias até os dois últimos Papas denunciaram, num mundo em “globalização”, em que o poder político é uma marionete da alta finança e dos especuladores bolsistas, promove agora a especulação energética e dos produtos alimentares, consequência do desenvolvimento acelerado de economias orientais que conceberam, desviando para esses países a produção e a exploração dos povos e das condições ambientais. Tal política origina nesses países o aumento brutal do consumo de bens energéticos e alimentares. É a chamada “pescadinha de rabo na boca” que visa a destruição da classe média dos países ocidentais e o fim do Estado Social…
Devido à reconhecida competência do «Bloco Central de Interesses» a Comissão Europeia divulgou no relatório de 2007 (mas com dados de 2005) que Portugal foi o pior país da EU na distribuição da riqueza, mesmo piores que os EUA, os campeões da batota e da “banca de casino”….
Agora parece que devido à sábia actuação deste Ministro das Finanças e deste Governo do PS já somos penúltimos, uma autêntica glória, dizem como sempre que melhorámos a enormidade de 0,1%, e já estamos à frente da Letónia, corrigiu o Sapientíssimo Ministro de Estado o Mestre Pedro da Silva Pereira, um crente em tudo, mesmo nele.
A safa dos pobres é que a fome não tem aumento de preço, daí que, quantos mais portugueses tiverem fome mais imunes estarão à inflação e às políticas ultraliberais do «Bloco Central de Interesses».
Assim temos: os ricos são cada vez menos mas cada vez mais ricos; os pobres são sempre mais e mais pobres; a classe média é coisa para desaparecer.
Este é o objectivo final e o resultado da prossecução das políticas ultraliberais do «Bloco Central de Interesses» e da ideologia subjacente lançada pelo “Compromisso Portugal” com o grande patriota de “sacola laranja” Diogo Vaz Guedes à cabeça.
É por isso que em Portugal e em toda a Europa, é que eles, os políticos profissionais, quando “basam” da política vão servir quem já serviram...
Há quem preveja que não demorará muito, um protesto de rua espontâneo e generalizado aos subúrbios das grandes cidades, por essa Europa fora, que fará com que os profissionais da política arrepiem caminho, mudem de vida e de carris, porque a política está completamente subjugada ao poder económico a da alta finança e os políticos profissionais obviamente também.
Dizem que o povo deixou de poder contar com os Partidos (alternantes) do Poder, que também estão manietados pelo poder económico e da alta finança, aqui e por toda a Europa. A democracia política tem que se reinstalar e reassumir o poder económico e financeiro, e a soberania terá que voltar a residir no povo.
O inevitável protesto popular, fruto da escandalosa precaridade do trabalho, do desemprego e da desmantelação em curso do Estado Social, será espontâneo e muito provavelmente incontrolável e violento, com possível envolvimento das próprias forças da ordem. Quando começar alastrará como fogo posto em floresta virgem.
DMC
M3C’s – Movimento Cuidado Cas Carteiras
MESGA - Movimento Estamos a Ser Gamados
sábado, maio 17, 2008
ZEITGEIST
ZEITGEIST é um termo que aparece na cultura ocidental pela via alemã no seu período romântico. Momento em que a noção da história e a consciência histórica associadas ao espírito do lugar dominam o pensamento ocidental por influência germânica. Este conceito irá enaltecer a identidade e o próprio “espírito do lugar”, factos que mais tarde quando assimilados pela cultura trarão a trágica ideia, que mergulhou certos povos no desespero e na angústia e que se designa por NACIONALISMO. Os factos históricos e culturais passam então a ter explicação social quando são confrontados com outros análogos mas de outras culturas. Jacob Burckhardt será o grande mentor desta corrente e o grande guru da Historia da Cultura. Apesar da formula de Burckarart ser antiquada ela continua a ter os seus seguidores em Portugal, passados 150 anos, como se aquela fórmula fosse o grande instrumento de analise da nossa vida social, económica e cultural como atestam muitas das crónicas de comentadores e “opinion-makers” de serviço.
Bom fim de semana e bom filme nas quase duas horas de emissão numa viagem a muitos dos grandes mitos e factos da cultura ocidental.
PS. AO ROGÉRIO OBRIGADO PELO ENVIO DA DIRECÇÃO DO VIDEO.
terça-feira, maio 13, 2008
" QUE RAIO DE PAÍS É ESTE?!"

Nota introdutória sobre Ricardo Sá Fernandes.
“ Não cala a mentira nacional que foi Camarate e o conluio que impediu que a verdade vencesse e se fizesse justiça. Sabendo que a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa foi um crime, não desistiu de repor a verdade da História, Mesmo depois do julgamento público não ter sido permitido e o caso ter prescrito. Para este advogado, a justiça portuguesa vive à volta da prescrição e da nulidade, e muito pouco à volta da reposição da verdade. Isto numa sociedade pouca habituada ao contraditório, à honestidade intelectual e onde a irracionalidade e a ignorância passeiam-se ganhadoras.”
Sobre a sociedade portuguesa e o país
“ Esta é uma sociedade em que todos somos primos e conhecidos, onde não há tradição de rigor e livre critica. Alias, a ignorância é talvez o nosso maior mal, e ainda por cima não o combatemos, e isso leva a que quando as situações são mais complicadas, por uma maneira ou outra, tudo fica anestesiado e esquecido” .
“ (...) Estamos a reformar a saúde, a justiça, o ensino, entre outros sectores, e ainda não fizemos a reflexão sobre que pais é que nós queremos. (...) Em todas as politicas sectoriais parece-me que o governo revela que não tem uma politica para o país. Teve boa capacidade de combater o deficit e equilibrar a parte orçamental, mas não tem visão estratégica para Portugal. (...) como não temos uma visão estratégica para o país, não soubemos aproveitar os fundos e as oportunidades. Um país que entra para o espaço europeu e tem, passados todos estes anos, a sua agricultura e as suas pescas liquidadas, a sua industria com as dificuldades notórias que conhecemos. (...) Faço um balanço negativo da fase de transição. (...) temos de reconhecer que estes vinte e tal anos não foram os melhores.
Sobre desresponsabilização
“ (...) Desde o rei D. Carlos a Sá Carneiro ! em Portugal não se responsabilizam as pessoas que falham. Não que devam de ser diabolizadas porque falhar é humano. Mas nunca assumem que falharam, nem são responsabilizadas por isso. (...) Portugal tem um problema terrível de ignorância, no qual a razão tem muita dificuldade em se impor à ignorância. Costumo dizer que o país tem dois problemas terríveis – Um a ignorância, o outro a corrupção.
Sobre tribunais e justiça
“ Os tribunais adoram matar o os processos pela prescrição. Adoram matar os processos porque há uma nulidade. Portanto os tribunais portugueses passam a vida a decidir questões processuais (...) Para mim a razão porque isto acontece é a preguiça. (...) é preciso perceber que os cidadãos também são culpados por este problema. As pessoas devem exercer efectivamente o direito de criticar e denunciar. Se todos fizermos isso de certeza que as coisas mudam. (...) As pessoas tem de denunciar, criticar, expor o erro, o vicio e a incorrecção. Isso ajuda e é fundamental para ajudar a mudar a justiça e a sociedade portuguesa: os vícios da justiça são os vícios da sociedade Portuguesa. (...) . Em Portugal existe muita incerteza na justiça, e isso é um problema grave. Eu quero que uma pessoa se sente à minha frente e que eu lhe possa dizer com tranquilidade que o seu caso terá este desfecho ou aquele, ou que é com segurança que poderemos ir para esta acção. Mas o que acontece é um grau de incerteza muito grande e um desprestigio para o sistema . “
Sobre Camarate e a morte de Sá Carneiro
“ (...) Houve situações deliberadas de ocultação de provas. E isso aconteceu porque na sociedade portuguesa, na altura dessas mortes, o poder politico percebeu que a descoberta de que não teria sido acidente, mas antes assassinato, podia ter repercussões politicas muito complicadas, numa altura em que o país e a democracia ainda não estavam estabilizados. Portanto, houve um grande desejo de que Camarate fosse acidente e não um crime. Era conveniente à paz politica”
Pode ver parte da entrevista em: http://www.magazine.com.pt/new/modules/articles/article.php?id=143
Ver: PROCURADOR ARRASA MAPA JUDICIÁRIO
terça-feira, maio 06, 2008
UMA ENTREVISTA DE " ALTO GABARITO"

Prémio
Jornalista. O Mosteiro de Cós tem estado abandonado?
JGS. Sim. E está aberto ao público, porque há um vizinho que abre e fecha a porta. Mas aquilo é uma obra bonita, Barroco do século XI, do mais bonito que existe. A câmara decidiu comprar as casas em volta do mosteiro, para manter a igreja que ainda resta.
Prémio
Jornalista: Qual o objectivo dessas aquisições?
JGS – Fazer com que o edifício fique mais saudável. Concretizar uma requalificação à volta do mosteiro. E, instalar, naquele edifício, uma estalagem em espaço rural.
Prémio
Jornalista: Quando avançam esses projectos?
JGS – Rapidamente.
Prémio
Jornalista. Tem Conhecimento de alguma confirmação ao traçado do TGV?
JGS – Eu penso ter ideias claras sobre as coisas, mas a maneira como o TGV esta apresentado não serve de maneira nenhuma o município.
Jornalista: O traçado proposto é definitivo?
JGS- O governo tem legitimidade e se quiser passar o TGV passa, isso tem de ser dito com clareza, mas quando passar tem que saber que é ou não com a nossa oposição. Ao ser com oposição, tem que ser com oposição clara. Mas ainda estamos a conversar sobre o assunto.
Prémio
Jornalista: Como está o serviço de saúde em Alcobaça?
JGS- Tudo fazemos para que esteja bem. Há três extensões de saúde em curso. A de Alfeizerão. Deverá de começar a funcionar entretanto. É um projecto em que a câmara pagou o terreno e as instalações. Gastamos ali mais de 250 mil euros, sem contar o terreno e faço questão de inaugurar.
Prémio
Jornalista: Como está o panorama escolar de Alcobaça?
JGS. Vamos construir centros escolares em Alcobaça, Benedita Turquel, Alfeizerão e Cela, com ginásio, cozinha, refeitório, biblioteca e sala de jogos. E há obras de manutenção para fazer noutras instalações escolares.
Prémio
Jornalista: E o processo de despoluição da Bacia de S. Martinho?
JGS- é um projecto eterno e um problema muito grave. S. Martinho do Porto é dos primeiros lugares onde foram instalados esgotos apenas na marginal, antes tudo desaguava na baía. Os primeiros quadros comunitários de apoio não resolveram o problema e eu transformei-o em prioridade para o terceiro.
Prémio
Jornalista: O que foi feito?
JGS – Criei a empresa Águas do Oeste, com o objectivo de proceder à despoluição da bacia de S. Martinho do Porto e da lagoa de Óbidos. Foi construída uma nova ETAR ( Estação de tratamento de Aguas Residuais) em S. Martinho do Porto que está a funcionar muito bem. Sobra o problema dos afluentes das suiniculturas.
Prémio
Jornalista: Para Quando a conclusão desse projecto?
JGS- Tem a ver com os calendários da União Europeia para utilizar as verbas. Eu estive sempre na linha da frente, para reunir com os suinicultores, no sentido de os convencer, porque a actividade económica deles deve de incorporar este custo.
Prémio
Jornalista: Por isso a construção de campos de golfe?
JGS- É um projecto privado bastante ambicioso. Uma das exigências da câmara é que seja instalado um campo de golfo em S. Martinho do Porto, que terá 200 hectares e outro no norte em Pataias, a norte da Nazaré com cerca de 500 hectares.
Prémio
Jornalista: Projecto para avançar quando?
JGS – Está tudo preparado para avançar. O problema é o PDM de Alcobaça. O que é prejudicial para o concelho, porque além do golfe haveria hotéis e ia verificar-se um grande movimento de pessoas.
Prémio
Jornalista: Um investimento Avultado?
JGS- É muito dinheiro, sobretudo a norte falamos de milhões de euros, são dois hotéis e dois campos de 18 buracos cada um. Em são Martinho, um de 19 e outro de nove, associado a um projecto imobiliário.
domingo, maio 04, 2008
SER PORTUGUÊS ...É SER O MAIOR!!!



Guardar aquelas cuecas velhas, para polir o carro.
Criticar o governo local, mas jamais se queixar oficialmente.
Ladie's night à quinta.
Ter tido a última grande vitória militar em "1385".
Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.
Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
Ninguém saber nada do nosso país, excepto os Brasileiros e os Espanhóis, que gozam dele.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Dar os máximos durante 10 km, para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
Exigir que lhe chamem "Doutor", mesmo sendo um Zé-ninguém.Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro, mas não tratar ninguém com outras profissões por Sr. Pintor, Sr. Economista, Sr. Contabilista, Sra. Secretária, Sr. Canalizador, Sra. Cabeleireira, Sr. Primeiro-ministro, etc.
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou os avós.
Gravar os "donos da bola".

Ter diariamente, pelo menos 8 telenovelas brasileiras e 2 imitações rascas da TVI na televisão.
Já ter "ido à bruxa".
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e, pelo menos, a 500 metros de casa.
Lavar o carro na fonte, ao domingo.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos e dos pretos.
Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito "porque não se quer aborrecer".
Dizer mal dos militares, mas adorar o cravo na G3 e o feriado do 25 de Abril.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos.
Na terceira idade, pendurar o guarda-chuva nas costas.
Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar, sem quaisquer preocupações.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).


No restaurante, largar o puto de 4 anos aos berros e a correr como um louco, a incomodar os restantes Tugas.
Ter bigode e ser baixinho(a).
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Ter o colete reflector no banco do passageiro.
Pendurar o CD no retrovisor, para "enganar o radar".
Ter três telemóveis.
Jurar não comprar azeite Espanhol, nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
Organizar jogos de futebol de solteiros contra casados.
Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!








