um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
sexta-feira, maio 08, 2009
"COM RESPEITO PELOS OUTROS"
"Vale a pena ver o video em baixo.
Os comentários são os que vieram. Apenas me apetece fazer notar o seguinte:
Tempo de crise pode ser tempo de reflexão e de reaprendizagem. Os chavões e os preconceitos com que somos diariamente borbardeados (ou que nós próprios construimos) devem sem meditados, processados, purificados. Isso só será possível se reaprendermos a viver e a escolher em ambiente de relatividade, sem absolutismos. Com respeito pelos outros e por nós próprios. E com muita tolerância. E alguma paciência. Juntos chegaremos algures.
Foi um desabafo. Bom fim de semana para todos. Bjs e abs.
GF
"Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana!"
“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana”
Fidel Castro
O vídeo que vai ver foi filmado em Cuba pelo controverso Michael Moore.
É sobre o sistema nacional de saúde cubano.
Cuba, onde as crianças não têm acesso a Play Stations (pelo menos com facilidade).
Nem se sentem inferiorizadas por não vestirem roupas de marca.
Onde os supermercados não apresentam 60 marcas de manteiga diferentes.
E a TV não mente a publicitar que os Danoninhos ajudam as crianças a crescer.
Os carros de luxo não abundam.
Nem as malinhas Louis Vuitton.
Mas têm talvez o mais avançado sistema de saúde de todo o planeta.
E um sistema de ensino ímpar, em que os professores ensinam e os alunos aprendem, com rigor e disciplina, onde não há lugar para Escolas Novas, estatísticas aldrabadas, pseudo-universidades e Novas Oportunidades da treta.
E pleno emprego.
E as ruas seguras, livres de criminalidade e de drogados
Mas os Cubanos têm falta de liberdade.
Falta de liberdade... para assaltarem idosos e crianças.
Falta de liberdade... para agredirem professores dentro das escolas.
Falta de liberdade... para dispararem contra polícias.
Falta de liberdade... para desrespeitarem o seu semelhante.
Falta de liberdade... para políticos corruptos que enriquecem à sombra do erário público.
Cuba, onde tantas coisas faltam, principalmente as supérfluas, as inventadas pelo capital na sua necessidade de se reproduzir.
Mas onde abundam a solidariedade, a fraternidade e, principalmente, a humanidade.
PS. Alguns autarcas portugueses viram, em Cuba, a possibilidade de melhorar a saúde dos seus munícipes e não exitaram em levá-los lá!.
Idosos de Santarém vão a Cuba ser operados
Ministra não evita «moda» de operações em Cuba
sexta-feira, maio 01, 2009
O VOTO EM LOTE É UM PÉSSIMO HÁBITO DEMOCRÁTICO
António José Seguro, deputado do PS, e ministro no governo António Guterres foi o único a votar contra. Vera Jardim (PS), Matos Correia (PSD) e Telmo Correia (PSD) têm reservas, Matilde Sousa Franco (PS) absteve-se. Segundo o jornal Público há “criticas em surdina no parlamento a esta lei para dar mais dinheiro “vivo” aos partidos. António José Seguro justificou a sua divergência desta maneira: “ esta lei aumenta o financiamento privado, mas não diminui os dinheiros públicos, o que em tempo de crise deveria de concretizar-se”. A lei aprovada em 2003 que reduzia “ ao mínimo” “22 mil euros” a entrada de dinheiro vivo. A mudança ontem aprovada, alertou o deputado, “ inverte este princípio” e traduz-se “numa menor exigência” quanto à justificação do dinheiro entrado nos partidos. In PÚBLICO
Quanto a mim a atitude do deputado António José Seguro, prova que a integração das pessoas num partido político, seja ele qual for, não anula a sua identidade. É certo que os militantes obrigam-se à disciplina regulamentaria e à ideologia fundamental, especialmente aquela que se expressa nos programas de actuação, mas não vendem a sua alma. O costume do voto em lote é um péssimo hábito democrático. Há assuntos, especialmente os da natureza ética, que não cabe nem convém a unanimidade. É algo que pode afectar a mera formalidade democrática; mas convém insistir, que se podermos chegar a sanar a doença da partidocracia, que o poder reside nos cidadão e não nos partidos.
Ainda sobre a lei aprovada Saldanha Sanches é extremamente critico como ela e diz: “ tudo o que reduzir o controlo dos financiamentos é completamente errado e vai fomentar a corrupção nos partidos (…) voltamos às malas cheias de notas, das quais uma boa parte chega aos partidos e outra fica com as pessoas que as recebem (…) não há razões para estas alterações, numa altura em que todos organismos públicos estão em contenção de despesas (…) Isto vai aumentar ainda mais o descrédito dos partidos na opinião publica” . in PÚBLICO
domingo, abril 19, 2009
O SANTO PORTUGUÊS QUE MATOU 36 MIL ESPANHÓIS

Silva, ao integrar a comissão de honra da canonização, disse que «pode ser um exemplo para os portugueses». Eu diria que exemplos desses já temos de sobra: uma Justiça que condena os pobres e absolve os ricos; os trabalhadores pagam impostos enquanto os políticos e suas famílias acumulam milhões com a corrupção, os banqueiros a apropriarem-se dos dinheiros dos clientes...
Preferia ver o responsável máximo da Nação - que, hoje, é amiga de Espanha - a abster-se desses conluios patriotiqueiros e a apontar os espanhóis como exemplo de civismo, criatividade e empreendedorismo. Não foi pelas qualidades guerreiras do Condestável que o Vaticano o canonizou. Seria porque, já velho e impotente, se recolheu a um convento onde viveu 8 anos ? (Diz o ditado: «O diabo depois de velho fez-se ermitão»). Não consta que tivesse dado as suas riquezas aos pobres, como se diz agora. Que se dedicasse a tarefas conventuais, milhões de frades o fizeram.
No entanto, o mesmo historiador que citei diz: «Por baixo do hábito de frade, Nun’ Álvares trazia por vezes vestido o seu arnez de combatente». Estão a ver? Um belicoso disfarçado de frade. Foi pelo milagre do salpico de azeite quente que saltou para a vista duma mulher de Ourém e que não a cegou? Porque foi? E porque só agora? Política vaticana. A beatificação, em 1918, visou combater as Repúblicas portuguesa e espanhola, liberais. Depois o processo
foi p’ra gaveta, por cumplicidade com o fascismos ibéricos. Agora, como o Condestável foi anti-espanhol, saiu dos arquivos para a actual guerrilha entre a Espanha e o Vaticano (este já não tem mão duma nação que foi a mais católica do Globo). Primeiro foi a lei sobre o aborto. Depois, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo que levou os bispos espanhóis a saírem à rua em manifestação (coisa nunca vista - para combater uma lei democrática). Bento XVI até veio a Espanha apoiar os bispos num congresso em favor da «família tradicional». Hoje há o problema das aulas de Religião e Moral que o governo substituiu por Educação Cívica, e o programa da Memória Histórica sobre a guerra civil a que a Igreja - que foi co-responsável nessa guerra - se opõe («para não abrir feridas», diz ela). Se isto fosse em países como Inglaterra, Alemanha ou França, laicos ou protestantes de longa data, passons como dizem os franceses. Vindo de Espanha que foi a católica por excelência, no pasaran como diriam os bispos espanhóis. E passaram. Então... «Tomem lá com o Condestável português que vos derrotou!» (Sendo eles como são, faz-lhes tanta mossa como mostrar-lhes um espantalho).
Esta canonização é a reprodução da de Santa Joana d’Arc, rapariga francesa que derrotou os ingleses invasores da França, em Orléans (1429); mas foi entregue traiçoeiramente aos ingleses que a condenaram à fogueira por heresia (1431). Só foi beatificada em 1909 e canonizada em 1920, uma época de fundamentalismo católico... contra Inglaterra protestante.
E, com este costume medieval de inventar santos e dos pôr a fazer política, é a imagem do Vaticano que fica muito aquém das culturas da modernidade. ( artigo da autoria do Prof. Moisés Espírito Santo e publicado no Jornal de Leiria 16/4/2009)
quinta-feira, abril 16, 2009
ROSTOS NA PENUMBRA

Ela é por vezes, uma face oculta da sociedade que pode estar pintada de esperança ou ser a expressão dura do veneno que injecta desalento à esquerda e à direita. A cidadania é a principal fonte de mudança social que é necessário ser-se capaz de associar, juntar ou agregar. A possibilidade de mudança numa sociedade depende da forma como os cidadãos se relacionam com a política e o nível de participação que são capazes de sustentar. A existência de maiores ou menores probabilidades para desenvolver organizações partidárias de maior compromisso com a democracia e o bem-estar colectivo, depende do tipo de cidadania que cada um exerce. Vejamos quatro tipos.
1º “O imóvel apático”: não lhe interessa nenhuma espécie de participação, lembra-se da política para a maldizer e culpa-a dos males sociais e erros dos governos. Isto justifica a sua abstenção e a cómoda indiferença social. Os erros das instituições são pretexto para legitimar a preguiça, porque a inacção cívica é uma cómoda posição política.
2º “ O desiludido militante”: maneja as modernas tecnologias e tem razoável formação académica, mas deste conforto esparge vírus de desalento e fracasso. Um ou outro participa em organizações sociais, mas diz abominar a política e as virtudes na sociedade existem, segundo ele, nas organizações que controla e nas quais milita. Quem não está sujeito ao seu comando ou não se submeta aos seus desígnios é satanizado. Adopta uma visão autoritária da sociedade na mesma proporção que tem incapacidade para participar ou agregar-se em grupos. Crê que as suas ideias são a panaceia que salva o mundo. Há outros que não participam em nada, vivem da intriga e da mentira contra quem deseja actuar. São profissionais da desmoralização e especialistas em escamotear qualquer iniciativa ou sabotá-la. Para eles, todo obstáculo é a evidência objectiva de que qualquer esforço carece de sentido. São sumamente irresponsáveis, não lhes importa as consequências das suas palavras ao julgar as acções de outros. Recreiam-se na negatividade e jactam-se quando logram frustrar alguém. Regozijam com o fracasso das iniciativas dos outros porque justifica a sua passividade. Junto ao “ imóvel apático” contribuem para manter o clientelismo político e a corrupção.
3º “A cidadania activista”: move-se de forma clientelar e pelo benefício individual imediato. Representa o lema “venha a nós o vosso reino”. Estimula a desigualdade e a exclusão, e não considera a política uma actividade nobre ou que deva ser exercida por gente de bem. Os postos públicos são património exclusivo dos eleitos. Possuem o cartão do partido de maiores possibilidades eleitorais: cobiçar empregos e nomeações políticas é o objectivo. A política é fonte primogénita de privilégios e a melhor via para obter poder e compensações exclusivamente privadas.
4º. “A cidadania activa não clientelar”: Tenta estabelecer regras claras, precisas e iguais para todos. Une as pessoas de igual sentimento e (grupos) que defendem os mesmos interesses. Sabem que as regras do jogo quando são claras e aceites pela maioria e usadas como o principal critério para o tratamento equitativo são mais sustentáveis no tempo e serão de maior beneficio para si e sua descendência. É uma cidadania actuante, crítica, às vezes ácida, incómoda, insuportável. Reconhece a sociedade como um processo de construção colectivo e vê nos privilégios individuais uma selva perigosa. Nenhum destes tipos de cidadania existe em estado puro, por vezes, encontramos misturas estranhas e combinações inexplicáveis. O importante (creio) seria promover um modelo da “cidadania activa não clientelar”, por ser a que representa melhor a seiva criadora da sociedade e pode estimular mudanças e possibilitar a redefinição do pacto social que nos dá vida. É o tipo de cidadania que se necessita de forma maioritária e é a que deveria ganhar a aderência das nossas mentes almas e corações.
segunda-feira, março 16, 2009
ESTEREÓTIPOS

Uma professora de idiomas explicava que os substantivos em Francês têm género (o qual é muito difícil de compreender para os ingleses) e que, para eles, casa (maison) nesse idioma é feminino, e lápis (crayon) é masculino. Um aluno pergunta “de que género é o computador?”. A professora não soube responder porque não tinha estudado a palavra e não podia encontrar o género no seu dicionário Francês – Inglês. Para “divertir-se”, dividiu a turma em dois grupos (rapazes /raparigas), e pediu-lhes que decidissem se computador devia de ser masculino ou feminino. Ambos grupos eram obrigados a dar quatro razões para a sua escolha. O grupo de rapazes decidiu que computer tinha de ser do género feminino porque: 1º. Ninguém, senão o seu criador, compreende a sua lógica interna. 2º. a linguagem que usam para comunicar-se entre uma e outra computers é incompreensível para qualquer uma que não elas. 3º. Inclusive os mais pequenos erros são armazenados muito tempo para uma possível recordação posterior. 4º. Logo que te comprometas com uma, encontras-te gastando a metade do salário em acessórios para ela. Para as raparigas os computers são visto como masculinos porque: 1º. Para conseguir a sua atenção, primeiro têm de acendê-los (to turn them on) 2º. Têm muita informação (data), mas nenhuma pista (clueless). 3º. supostamente, eles devem ajudar-te a resolver os teus problemas, mas a maior parte do tempo são eles o problema. 4º. Assim que te comprometas com um, dás-te conta que se tivesses esperado um pouquinho mais, tinhas conseguido um modelo melhor e mais evoluído.
Isto ouvi-o numa tertúlia entre amigos e relatei-o a uma colega que ensina géneros, o que foi uma péssima ideia. Enquanto narrava a primeira parte, dando-lhe os argumentos dos rapazes, com alguma ira, disse-me que aquelas opiniões procediam de um machismo intolerável. Pensei que a faria sentir melhor com as respostas das raparigas, mas não, aborreceu-se ainda mais, e assegurou que ambos grupos inventariaram estereótipos que ferem e perpetuam uma noção errónea dos géneros... foi-se embora!
Que fazer no dia seguinte nestas circunstâncias? Enviar uma flor à colega? De modo nenhum, porque este tipo de conduta não é bem vista nos meios académicos e até pode ser classificada de machista. Desdizer a piada ouvida a terceiros ou tratar de explica-la sociologicamente? Limitei-me a escrever este artigo para dizer o seguinte: Coincido com a minha colega em desdenhar os estereótipos, que creio serem intenções patéticas de os enclausurar e fixar, que vão de um extremo ao outro, sobre o que é ser homem ou mulher porque lhes tira espaço, vida e liberdade que cada ser tem para se fazer e refazer. Várias décadas bastaram para que o movimento feminista produzira uma irreversível mudança no mundo e uma esplêndida reiteração da liberdade humana em todas as suas possibilidades. No entanto, as revoluções têm um defeito tiram o sentido de humor, uma rigidez que pode ser traumática, sobretudo para a juventude e em especial para os rapazes. Parece que nesta geração, eles não sabem como ser homens. Há dias, dizia-me uma brilhante académica que na América onde se urdem estas mudanças, a conduta masculina tradicional de enviar rosas, escrever cartas, suspirar e todas as formas de galanteio clássico estão quase proibidas e são consideradas como machismo. Os rapazes devem abster-se do idílio e propor directamente: “I want to have sex with you” e a rapariga para não parecer antiquada nem dominada pelos pais deve de aceitar a proposta.
Neste cenário o amor romântico está morto ou condenado a fantasia sexual de origem patriarcal. Nestas circunstância o sexo é uma actividade física sem mais dignidade e mistério que a natação, o golfe ou o basquetebol. Adiantando o sexo ao amor, o amor nunca chega.
Não creio que a “droga” tão generalizada, possa suplantar esse poço sem fundo porque é muito difícil levar a vida sem amor. Sobre a minha colega espero que não me considere patriarcal nem ultrapassado pelo que digo mas creio seriamente que, para agraciar a vida pela maravilha, deve-se deixar nela um espaço suficiente para o mistério e o romance e para a explicação poética do mundo! António Delgado in Jornal de Leiria, 12 Março de 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
PETIÇÃO
PETIÇÃO RECEBIDA POR MAIL.
Petição 'Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!'


Exmos. Senhores,
Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime GamaPrimeiro-Ministro, Eng. José SócratesPresidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa
O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.
O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.
O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.
Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;
Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização; Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);
Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;
Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);
Os abaixo-assinados requerem a Vossas Excelências uma intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.
Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva e Renato Grazina
S.F.F, Assine e DIVULGUE:
Petição 'Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!'
http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
domingo, janeiro 25, 2009
DOIS TIPOS DE ALCOBACENSES
Para esta criatura, Alcobaça está acima dos seus interesses, ambições ou glória, e se tem por vezes um estreito fanatismo por ela, com a mesma paixão a diviniza. Tudo o que tem oferece-lhe. Sacrifica tempo, vida, trabalho e força dando-lhe o melhor de si. Dá sobretudo aquilo que as terras mais necessitam e que as torna grandes: dá-lhe a verdade na história, na economia, na política, na arte e até desmonta as práticas manhosas dos políticos de ocasião. Não a adula nem a ilude: não diz que é grande “ porque tem o mosteiro ou que os frades ensinaram a agricultura”. Diz-lhe que é pequena e não tem agricultura e perdeu importância para os concelhos vizinhos. Vive num grande impasse e os munícipes em desassossego. Diz-lhe que o nível de vida das pessoas é baixo e a qualidade de vida também. Mostra que Alcobaça nem é chique nem está de moda e os munícipes não moram numa terra atractiva nem livre mas dominada pelo medo e a intimidação. Não a ludibria com cantatas mas grita-lhe a verdade rude e brutal. Diz-lhe que o seu atraso é culpa exclusiva dos seus governantes e da sua reiterada inépcia.
O outro tipo de alcobacense apesar de ser nosso contemporâneo é um antigo personagem do século XVIII. Tem mais de 200 anos de idade, é pintado, por fora, pela cor natural da vida moderna mas está ressequido e pulverulento por dentro. A mentalidade que o sustenta cruzou as revoluções (Liberal, Republicana, Estado Novo e 25 de Abril), mantendo-se milagrosamente intacta, e anda entre nós a representar maneiras de pensar características da época em que D. Maria I visitou Alcobaça. Para ele o concelho é um espaço mítico e a história não serve para lhe ensinar uma moral mas apenas um vago recordatório de curiosidades arqueológicas menores. Vive na Alcobaça da vassalagem onde não havia direitos mas deveres. Esta peculiar maneira de amar a terra leva-o a pegar na lira e tocar lânguidas serenatas e cantar hinos apatetados em que “ o concelho de Alcobaça é irmão e pai da pátria e da cultura nacional”. Para ele, Alcobaça são ideias bacocas, que repete em visões saloias até à exaustão. Na assembleia municipal, na vereação ou na presidência da câmara exclama sucedâneos deste espírito de olhos extasiados e lábios repletos de luxúria: “Os monges ensinaram-nos a agricultura! Aqui surgiram as primeiras escolas públicas!” Tudo isto repete como as orações sem sentimento que diz na missa dominical. Esta coisa tenebrosa, não ama Alcobaça, namora-a. Não lhe faz obras, impinge-lhe odes. Não fala verdade, conta fabulas. Não a motiva amputa-lhe o estimulo. E quando Alcobaça se aproxima de mãos vazias, pedindo-lhe que coloque nela os instrumentos para o seu renascimento põe lá o quê? Histórias de um estudante recalcado “não percebo porque não tive vinte valores”. Quando os munícipes clamam politicas concretas para o concelho (sobre a falência de empresas) e para os sérios problemas que enfrentam (desemprego assustador) ou para que não haja esbanjamento de dinheiros públicos (orçamentos fraudulentos) responde: “o município foi laureado com um prémio de publicidade”, (quando o laureado foi uma agência de publicidade).
É este o autêntico sentir desta criatura por Alcobaça! E quando alguém solta uma verdade de forma sensata ou crítica, acode possesso e virulento a gritar “energúmenos”, “mosquitos”, “traidores”. Querendo assim garantir a indolência própria, com uma grande inércia pública, para que nada se crie, nada se diga, nada se faça e tudo permaneça igual e se encaminhe para pior.
Bonda uma alma sincera chamar a atenção das consciências sobre a farsa de tudo isto, corre e torna o pesado sono de Alcobaça ainda mais profundo, cantando serenatas sobre duvidosos projectos imobiliários e requalificações. No entanto, a insensibilidade política e o escândalo social e cultural permitem-lhe que, no centro histórico um terço dos imóveis esteja em total abandono e outros próximos de derrocar, mas… a tudo isto dirá: “ Somos uma das Sete Maravilhas”. Antonio Delgado in semanário Região de Cister
terça-feira, janeiro 20, 2009
SOBRE GUERRA (continuação)

Na actualidade ganhou novos moldes com o neo-advento da imagem e o poder que lhe advém associados às últimas novidades técnicas em termos da sua captação e difusão, em conjunto com os meios informativos de massas recorrentes das mesmas novidades técnicas. Neste propósito, a imagem, como as referidas novidade técnicas, convergem para formar modelos e vivências sociais homogéneas em culturas, cidades e continentes díspares, para dar corpo à tal “Aldeia Global” vaticinada por McLuhane[1] em 1963.
Mesmo antes da arte na época da sua reprodutibilidade técnica[2], as obras de arte ocupavam o lugar da realidade. Na actualidade, a imagem digital veio substituir esse espaço da anterior imagem única e perene, como era caracterizada no passado antes da invenção da fotografia. A imagem reproduzida exerce até um maior efeito de persuasão, em que não é alheia a excessiva iconização e uniformização do mundo para se viver ou entender. Em termos históricos, a sucessão da corrente do tempo na soma das representações plásticas da guerra formam um tesouro documental sem igual sobre a evolução social e material das civilizações. E pode afirmar-se que a guerra tem acompanhado o desenvolvimento da arte e, em cada civilização e cultura ela tem o seu deus.
Dos baixos-relevos às estátuas, dos frescos murais aos quadros, ela está sempre presente sem cessar. A pé, a cavalo ou sobre barcos, com flechas, lanças, espadas, espingardas entre indivíduos ou grupos que se vão matar uns aos outros. Sejam quais forem as religiões[3] ou poderes em confrontação, a guerra é um tema constante das manifestações da vida julgado digno de dar perenidade.
[1] Understanding Media. Echeverria; Javier em Telópolis. Aborda igualmente este mesmo tema que McLhuan mas ultrapassando nas suas análises os âmbitos económicos como fizera o sociólogo canadiense.
[2] Foi Walter Benjamin que terá inventado o termo para designar uma arte que não era autêntica e única, como aquela que era feita antes da invenção da fotografia ou litografia.
[3] Na guerra e a sua relação com as religiões encontramos posturas extremas e irreconciliáveis, mesmo dentro de escolas e seitas de uma mesma religião (chiitas e sunistas). Por contraste, no Hinduísmo, Budismo e Janaismo, existe uma recusa total à guerra, ou ela aceita-se como sendo inevitável. Na maior parte das religiões a guerra é aceite, como facto religioso e sagrado. À volta de guerra santa ou religiosa fazemos a seguinte observação: Nas religiões antigas, Gregos, Romanos, Celtas, Germanos, Astecas e outras, os deuses são implicados nas guerras. Invocam-se antes que se parta para a contenda. Oferecem-se sacrifícios para implorar o seu favor. Neste sentido a guerra é entendida como uma atitude sagrada, iniciada com uma prática ritual, o que supõe uma aceitação divina da mesma. Nalgumas religiões monoteístas o deus é apresentado como um grande guerreiro que se presta a lutar à frente do povo. Tal sucede com o deus dos hebreus no antigo testamento. A causa de uma guerra é causa de Yavé que fará vingança aos seus inimigos. A guerra Santa é um conceito básico no Islão (Jihad). No cristianismo observamos numerosas guerras santas, as Cruzadas. Nesta mesma religião e em termos de arte existe uma enorme plêiade de figuras do Altar que são/foram adorados como “deuses de guerra”: Santiago Mata Mouros, Santiago, S. Jorge e, em Portugal, o nacional catolicismos de índole fascista como aquele que apoiou o regime de Salazar , fez de Nuno Alvares Pereira, igualmente um Santo de altar. Algumas igrejas tem-no como ídolo e, em Campolide, existe mesmo uma igreja designada de Igreja de S. Condestável. A igreja católica nunca reconheceu a este militar medieval a condição de santo.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
SOBRE GUERRA (continuação)

Como fenómeno, a guerra pontua, desde os primórdios a história da humanidade. A marca da nossa temporalidade e muitas das nossas datas costumam fazer referência a ela “antes da guerra”, “durante a guerra”, “depois da guerra”, “ no período entre guerras”. Também na linguagem corrente é muito comum a utilização do termo guerra para designar ideias de sentido metafórico, que tanta a linguagem publicitária, como a politica, entre outras, utilizam para definir ideias como : “guerra à sujidade” para publicitar detergentes ou, “guerra ao desemprego, à pobreza e guerra à corrupção ”, como discurso politico.
As aderências culturais ao fenómeno da guerra leva a procurar as suas bases em estruturas, processos e práticas sociais muito comuns ao nosso redor e aparentemente inofensivas. Desde o entretenimento à moda ou à publicidade podemos encontrar abundantes exemplos de como o tema bélico invade o território do civil. Está no cinema, nos videojogos, nos anúncios de recrutamento de trabalhadores, na roupa com padrões de camuflagem, mas igualmente debaixo de uniformes menos óbvios, como são os desportivos. As competições desportivas acabam por ser, como certas festas, meios para ritualizar confrontos de colectivos que deveriam ser inofensivos, mas que na verdade adquirem carácter violento. Roger Callois vinculou mesmo o sentido ébrio da guerra com a exaltação da festa (L’homme et le sacré).
As guerras têm muitas causas possíveis e é impossível enumerar todas. No entanto, cabe salientar as diferenças entre conflitos civis e militares e entre estados e, ter presente um facto comum qualquer que seja a natureza de uma guerra: sem inimigos elas não existem!
Esta ideia leva-nos a outra que é a construção do outro como inimigo. Muitas vezes é nos meios de comunicação que se vai tecendo a trama cultural que desloca a noção de necessidade e legitimidade da guerra para o meio social. As opções de conduta disponível incorporam dentro de si a imagem do inimigo como aquele que há que submeter e destruir.
Apesar do termo guerra ter uma ampla variedade de acepções, elas estão sempre unidos ao sentido ontológico da guerra. Fazer uma reflexão exaustiva desta realidade, não é fácil e muito menos no espaço de um blog. Procurarei alinhavar pontos iniciados com a postagem anterior e reflectir de como a imagem da guerra é servida e observada numa cultura predominantemente visual, como a que nos cabe viver e, como ela é configurada no espaço público. É nele onde muitas vezes se encenam e fabricam os inimigos mas, também são denunciados os seus horrores. Ou como é feita a sua sociabilização e memorização com monumentos em actos públicos e solenes e, nalguns casos, com paradas militares. É com estas cenografias que se ajuda a configurar a memória colectiva de um grupo ou de uma cultura em torno de um ideal comum no qual a simbolização e a sacralização do espaço e, neste caso concreto, o urbano se reveste de um papel importante.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
SOBRE GUERRA
"A guerra é uma massacre entre gente que não se conhnece para proveito de gente que sim se conhecem mas não se massacram”. Paul Valéry
Para o Ocidental, a guerra converteu-se num fenómeno ambivalente, como indicou Freud em 1920 na obra “Além do princípio do prazer”. Introduzindo o conceito de instinto de morte, por analise das matanças nas lutas de gladiadores no Coliseu de Roma (cimeira da cultura ocidental) até às mortes pela Inquisição. Entretenimentos que, na actualidade, se prolongam no cinema e em filmes como : “Apocalipse Now” , “Day After” , “Independece Day”, e jogos de guerra de consolas.Em qualquer destas realidades lúdicas a guerra, a destruição, a violência e, a morte, estão sempre presentes. Levando-me a pensar na forma como tudo isto se consome, ser indicador de uma espécie de regresso simbólico à antiga violência circense.Na humanidade há uma produtiva cultura de terror desde Caim, e uma das teorias comuns sobre a aderência espontânea à violência, e aos espectáculos que cria, sugere que permite descarregar, de modo imaginário, as pulsações agressivas do indivíduo, provocando descargas libertadoras de adrenalina sem consequências negativas directas em terceiros, oferecendo até virtudes terapêuticas a pessoas com marcadas tendências agressivas (Stanley Milgram).Obviamente que, nem toda a gente partilha desta ideia e, mentes subversivas ou corrosivas como a minha dirão que as imagens da guerra, na televisão, são a forma actual de ensinar a geografia. Quem não sabe agora onde se situa o Iraque, o Ruanda, Mogadíscio ou a Tetchenia?Como espectáculo, a guerra provoca desesperos, dores, angústias, medos e mortes mas umas são as mortes autênticas e outras as de ficção. E há diferenças em ambas e realidades psicológicas distintas. Um espectador não se impressiona do mesmo modo frente ao “Apocalyps Now” que perante um documentário sobre atrocidades na Somália. E foi a presença reiterada da morte na televisão a cores que permitiu distinguir o sangue do barro. Uma particularidade que provocou o desassossego colectivo nos EU obrigando a retirada das tropas americanas do Vietname.A guerra do golfo, a primeira guerra da história a ser televisionada, foi asséptica pela censura militar contrastando com a hiper inflação mediática, porque foi extirpada do seu cenário o dramatismo da morte.Veja-se como nas imagens acima, mostram a suposta precisão cirúrgica das bombas inteligentes realçada em planos gerais afastados, pontos de vista aéreos, sem nunca descer ao terreno das vítimas ou mostrando os bombardeamentos nocturnos como velas acesas numa árvore de natal . Deste modo, as bombas podiam ser destrutivas, mas nunca assassinas.Este tipo de censura converteu a guerra em mais um espectáculo televisivo de efeitos visuais ao gosto dos que deliram com pirotecnia e efeitos das novas realidades virtuais, como as crianças. Infelizmente uma coisa é a realidade, outra muito distinta, a sua representação mediática. E no caso da visão electrónica como na escrita, ambas são oriundas de um centro difusor de imagens obediente a uma estratégia racional e esteticamente elaborada, com um sentido subjectivamente pré - determinado, ao contrário da visão naturalista que é subsidiária do real empírico.Este ardil está a moldar a espécie humana em dóceis e amestrados telespectadores, obedientes a um poder concentrado em círculos informativos cada vez mais restritos e com capacidade de configurar o real à medida dos seus interesses comunicacionais . É por isso que humanidade está a converter-se em espectáculo de si mesma. E a sua auto - alienação está a alcançar um ponto que lhe permite viver a sua própria destruição como gozo estético…será essa a finalidade?
sexta-feira, janeiro 02, 2009
É ASSIM O SENHOR PRESIDENTE!

Carta aberta a Gonçalves Sapinho
Foi com verdadeira estupefacção que li o breve artigo, publicado no REGIÃO DE CISTER de 11 de Dezembro, sobre as palavras que Vossa Excelência proferiu em Cós, aquando da inauguração de uma nova sala no Centro de Bem Estar Social desta freguesia. Referia-se Vossa Excelência ao processo de
aquisição dos espaços envolventes do Mosteiro de Cós, quando afirmou que “ao longo dos anos a autarquia tem procurado adquirir casas e terrenos na zona envolvente ao monumento, mas até ao momento só ainda foi possível comprar um imóvel”. A minha família é uma das proprietárias dos espaços visados. Tanto quanto sei, a putativa compra dos referidos imóveis está em processo de intenção, por parte da Autarquia que Vossa Excelência agora dirige, desde o mandato do seu antecessor, Miguel Guerra. Desde essa altura que os proprietários têm vindo a esperar uma proposta da edilidade, no sentido de concretizar a referida intenção. A razão que me leva a dirigir-lhe esta carta aberta reside apenas na necessidade que sinto de defender o bom nome do meu recentemente falecido pai, Fernando Henriques Barreiro, que desde a primeira hora se mostrou completamente aberto à venda das suas duas propriedades à autarquia, por entender que assim daria mais um contributo para a valorização da sua freguesia e do seu concelho. Gostaria pois de deixar claro que:
1.Nunca houve qualquer negociação com a autarquia que Vossa Excelência dirige;
2.Apenas fomos informados da Vossa intenção de vir a adquirir;
3.Não me parece que vir para a praça pública fazer queixas de um processo de negociação que nunca existiu seja a maneira mais correcta e mais educada de iniciar um processo negocial;
4.Pela parte que nos toca, sobretudo no que se refere ao meu falecido pai, nunca se sonhou com nenhuma árvore das patacas, não gostamos é de ser tratados como bananas, acerca de quem se pode insinuar tudo! Isto é: como é que Vossa Excelência acusa todos os proprietários de tentarem “extorquir” a Câmara, se nunca sequer lhes propôs qualquer valor?
5.Se as prioridades que Vossa Excelência foi definindo, durante todos estes anos, não passaram pela aquisição dos espaços envolventes do Mosteiro de Cós, não nos venha agora responsabilizar pelas dificuldades nas pretensas negociações que nunca chegaram sequer a ter início.
6.Permanecerei disponível para dar início a qualquer processo negocial, desde que este comece por um pedido de desculpas à memória de quem, infelizmente, já não se pode defender das acusações que Vossa Excelência não teve pejo em lançar sobre todos os proprietários que pacientemente têm esperado que, mais uma vez, os políticos como Vossa Excelência, tenham palavra e cumpram o que vão prometendo cada vez que vêm à nossa
freguesia...
Carta enviada
por e-mail
Região de Cister 24/12/2008
Basta que uma alma sincera tente chamar a atenção das consciências, sobre a farsa que é tudo o que este senhor insinua e o sono profundo em que a terra se afunda por causa dele, logo corre e debruça-se para fazer ainda mais profundo e pesado o longo sono de Alcobaça, cantando embaladoras serenatas sobre projectos imobiliários com golfo ou uma Nova Alcobaça que irá atrair 4500 novos habitantes ”. Tudo em tempos de uma crise imobiliária e financeira global e com uma natalidade baixa e uma população envelhecida. No entanto a insensibilidade política permite haver em Alcobaça imóveis abandonados e próximo da derrocada, e sem reabilitar, quase um terço deles no centro histórico, o que é bem revelador de um enorme escândalo social e cultural em que o Sr. Presidente e todo o elenco PSD se movimentam e desejam para a terra. Isto é bem demonstrativo da insensibilidade política e social que praticam. No entanto, a tudo isto ele responderá seraficamente “ Somos uma das Sete Maravilhas de Portugal” .
quarta-feira, dezembro 31, 2008
EXCELENTE 2009
A TODOS OS COMENTADORES, LEITORES, AMIGOS E FREQUENTADORES DESTE ESPAÇO, DESEJO UM EXCELENTE ANO DE 2009.
Ao Blog Té la má Maria de Reus na Catalunha que inspirou esta postagem, desejo a continuação do excelente trabalho de divulgação cultural e intervenção cívica. Ao seu editor um ano de 2009 pleno de êxitos.
"É incrível que a natureza peça ajuda , mas o mais surpreendente é que ninguém ouve !festas felizes!
És increïble que la natura demani a crits ajuda, però més increïble és que ningú l'escolti !!bones festes!!
Es increíble que la naturaleza pida a gritos ayuda, pero más increíble es que nadie la escuche !!buenas fiestas!!
É incrible que a natureza pida a gritos axuda, pero máis incrible é que ninguén a escoite !!boas festas!!
Es incresible que la natura demande a crits ajuda, totun mai incresible es que degun l'escote !!bonas fèstas!!
Ei incresible qu'era natura demane a crits ajude, totun mès incresible ei qu'arrés l'escote !!bones hèstes!!
Sinestezina da naturak laguntza premia izan dezan, baina sinestezin gehiago da inor entzun ezan !!jai onak!!
It is incredible that the nature prompted cries for help, but more amazing is that nobody listens !good holiday!
Il est incroyable que la nature a incité appels à l'aide, mais plus étonnant, c'est que personne ne l'écoute !bonnes vacances!E incredibile che la natura ha indotto grida di aiuto, ma più sorprendente è che nessuno ascolta !buona vacanza!
これは、自然に助けを求め信じられないほどですが、より素晴らしい叫び、誰も聞いています!グッド休日!
Это невероятно, что характер побудили крики о помощи, но более удивительным является то, что никто не слушает !xороший праздник!
Sangat menakjubkan bahwa alam cries diminta untuk membantu, tetapi lebih menakjubkan adalah yang tak mendengarkan !baik liburan!On uskomatonta, että luonto kehotetaan itkee apua, mutta ihmeellistä on se, että kukaan ei kuuntele !hyvä loma!
ومن لا يصدق أن طبيعة دفعت صرخات للمساعدة ، لكن المدهش أكثر هو أن أحدا لا يستمع! جيد عطلة!
Es ist unglaublich, dass die art gefragt schreit um hilfe, aber umso erstaunlicher ist, dass niemand hört zu !gute urlaub!
令人難以置信的是,提示的性質呼救,但更加令人驚奇的是,沒有人聽 !良好的節日!그것은 자연을 묻는 메시지가 대단하다고 도움을하지만, 더 놀라운 울고 아무도 듣지도있다 !좋은 휴가!
To je nevjerovatno da je priroda glasno zatraži za pomoć, ali više zadivljujuća je da nitko ne sluša !dobar odmor!
Είναι απίστευτο ότι η φύση ζητηθεί κραυγές για βοήθεια, αλλά πιο εκπληκτικό είναι ότι κανείς δεν ακούει !
Καλές διακοπές!זה מדהים כי טבע הנחיה בוכה לעזרה, אך יותר מדהים הוא שאף אחד לא מאזין! טוב החג!
Het is ongelooflijk dat de aard kreten om hulp gevraagd, maar meer verbazingwekkend is dat niemand luistert !goede vakantie!
Це неймовірно, що характер спонукали крики про допомогу, але більш дивним є те, що ніхто не слухає !xороший свято!
Nó là sự mở rộng mà tính chất nhắc cries để được giúp đỡ, nhưng tuyệt vời hơn là không ai lắng nghe !tốt tốt nhất!Det er utroligt, at arten bedt råb om hjælp, men mere forbløffende er, at ingen lytter !god ferie! "
quarta-feira, novembro 12, 2008
HELCOBATIAE
“Caminhos diferentes, para um lugar de encontro”
Galeria Exposições, Ala Sul, Mosteiro de Alcobaça
Inauguração: Sábado, 16 Horas, 15 de Novembro 2008

Helcobatiae é o título da exposição de cinco artistas ibéricos que se inaugura no sábado, 15 de Novembro na Galeria de Exposições da Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça. Quatro pintores e uma escultora, portugueses e espanhóis, representando cinco vozes e expressões que na partilha de experiências, vivências, cultura e arte se encontram em Alcobaça.
A iniciativa é do Grupo Mensagem, criado em 2007 e que aposta na natureza ibérica dos seus componentes como elemento central de união. Partilhando conhecimentos dos dois lados da fronteira e apostando em levar essa experiência a públicos portugueses e espanhóis, o Grupo Mensagem quer desenvolver expressões e intercâmbios culturais de todos os tipos, retratando tanto os aspectos únicos como os pontos comuns entre as gentes ibéricas.
Este é um movimento que aposta na mensagem, no comunicar mais longínquo, mais célere e mais intenso de sentimentos, experiências, dúvidas. Que caminha para criar espaços e vivências, no âmbito das artes plásticas, assente num cenário onde o observar e o sentir têm continuidade, como bases do suporte artístico. Mais que só um espaço de acção colectivo, este é um movimento onde transparecem os pilares emocionais de cada um, o medo, a nostalgia, a alegria, o encanto, a esperança, o desejo. Sem limites.
Pretende promover exposições individuais e colectivas de Artes Plásticas que reúnam artistas portugueses e espanhóis com colecções que reflectem essa mensagem ibérica. Passos numa constante de intercâmbio sócio-cultural e artístico, tendo como ponto de partida a visão de uma cultura comum, de uma Península que se expande pela Europa e se projecta no Mundo.
Mais que dar a conhecer a obra de artistas dos dois países, em espaços de relevo cultural e artístico, este colectivo de artistas aposta tanto na divulgação dos traços individuais de cada um como na apresentação dos laços que os unem como vozes da cultura e da arte ibérica. A ligação ibérica dos artistas é um dos elementos centrais do projecto que aposta na apresentação tanto de artistas espanhóis em Portugal como de portugueses em Espanha, desenvolvendo um processo de intercâmbio que hoje é já patente em muitos dos aspectos do relacionamento entre as gentes de Espanha e de Portugal.
Em nenhum dos casos pretende este projecto assumir contornos políticos que vão além do que é a aposta na difusão artística e cultural e na partilha de experiências comuns. As gentes de Portugal e de Espanha há muito que mantêm laços sócio-culturais fortes, que se evidenciaram desde sempre ao longo da fronteira, mas que agora se alargam a outros espaços.
Nunca, como hoje, os laços entre Portugal e Espanha foram tão fortes, tão dinâmicos, tão amplos e tão profícuos. É um momento oportuno para cimentar essa proximidade, ajudando a que artistas de ambos os países trabalhem em projectos conjuntos que permitam difundir a sua obra e a sua voz.
Luís Flores – “Cielo, Água y Tierra”
Natural de Jaen (1952), cursou os estudos de Bellas Artes na Escola Superior de San Fernando em Madrid. Ao longo das últimas décadas realizou dezenas de exposições individuais e colectivas em vários pontos de Espanha e Portugal onde recebeu vários galardões pela sua obra.
Três partes importantes para um cenário de vida. Nele representamos sentimento, sensações, vivências compartidas. Com elas damos forma a uma obra criativa, plástica, literária, musical e todas as suas variantes, que no mundo da criação se fazem presentes, num apaixonado afã de comunicação entre os homens.
Perez Gabrielli – “Un Mundo Interior”
Nascida em Madrid, Espanha, em 1952.
Licenciada pela Academia de Bellas Artes de San Fernando da Universidade Complutense de Madrid em 1974. Professora de Pintura da Casa de Cultura de Majadahonda Carmen Conde em 1986.
Incluída no dicionário de Pintores e Escultores Espanhóis do Séc 20.
É na expressão do rosto, no raio fugaz de um olhar, na cadência das mãos… na penumbra dos interiores carregados, onde vive e late a alma de personagens, e de garrafas e de fruteiras, peras, limões… É todo esse conjunto, que faz de fio condutor para um mundo interior. Mundo de Alma, intemporal e vibrante.
Castro Viçoso – “Os Caminhos da Cor”
Natural de Lisboa (1957), tem o primeiro contacto com o mundo da arte com a ajuda do Professor Eduardo Zink que despertou a sua paixão pela cor, pela observação das formas e pelo desenvolvimento da criatividade. Os primeiros trabalhos foram executados com materiais da natureza: madeira, argila e pedra.
Quando me encontro entre as quatro paredes do meu atelier, o meu espírito evade-se e vagueia nos traços e na cor. Os "caminhos da cor " é mais uma experiência no meu acto de criar, em que não me lembro de ter utilizado o mesmo estado de espírito para duas telas.
I Tavares da Silva – “Diálogo Geométrico”
Natural do Funchal (1947) participa em exposições colectivas desde 1969. Licenciada em Belas Artes pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, completou cursos complementares de Pintura além de outra formação académica adicional. Professora de Artes Plásticas e Geometria descritiva, colaborou em vários projectos culturais, incluindo a criação do parque 25 de Abril em Queluz e em ateliers de artes decorativas.
Como no passado académico, a certeza geométrica, fria, continua na minha resposta de hoje, numa procura de 'calma lúdica'. E se este estado de espírito conseguir atrair, envolver os olhares expectantes e arrastá-los em cumplicidade, será certamente o mais valioso retorno, e a certeza de que não foi em vão.... dialogar convosco.
S Vieira – “In-ti-mismo”
Natural de Lubango, Angola (1967) S. Vieira completou licenciatura e mestrado em Antropologia Social e Desenvolvimento, tendo trabalhado em várias organizações não-governamentais e multilaterais. Tem o primeiro contacto com o mundo das artes, ainda jovem, através da dança e do ballet.
Esculturas que transpiram como mutações internas e exteriores, patentes no movimento que, ironicamente, se encerra na pedra, moldada em corpos, nem sempre evidentes. Momentos de contorção e de extensão, de esforço, mas também de leveza, onde se mistura o silêncio do movimento e o bailado das posturas, tudo menos naturais.
ESTÃO DISPONÍVEIS FOTOS DAS OBRAS. CATÁLOGO DISPONÍVEL NO DIA DA INAUGURAÇÃO.
segunda-feira, outubro 27, 2008
AUSÊNCIA E SÍNTESE DE NOTICÍAS LOCAIS
IMPRENSA REGIONAL
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O Jornal Tinta Fresca fez uma notícia sobre o jantar organizado em Alcobaça, pelo BE, em solidariedade sobre a censura e perseguição politica feita pela Câmara à minha pessoa, impossibilitando-me de participar num evento de rua, com um objecto artistico em forma de maçã e para o qual fui convidado pela Associação dos Produtores da Maçã de Alcobaça APMA, . Agradeço a todas e a todos quantos estiveram presentes neste jantar de FRATERNIDADE E SOLIEDARIEDADE POLITICA.
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Por último e por supor que passou despercebido à imprensa local, destaco , o excelente espectáculo realizado pelo grupo musical Alcobacense os LOTO, no CAFÉ ANTZOKIA, em Bilbao no último sábado (25/10/2008).
quinta-feira, outubro 16, 2008
40000 MIL VISTANTES: DIA DE BRINDE

ISP : PT PRIME –
Lat/long 39.75, -8.9333
Hora da Visita:
Hora de saída:
Tempo de visita:
Para o visitante assinalado um especial abraço que é extensível a TODOS os leitores e comentadores dos ECOS e brindo com um EXCELENTE e GENUINO produto da minha terra.

a todos um abraço bem fraterno.
quinta-feira, outubro 09, 2008
BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE
"O TRAPEZISTA" É UM DRAMA EM VÁRIOS ACTOS QUE TEM MAIS OU MENOS ESTAS CARACTERISTICAS: HÁ DOIS FIGURANTES (OU MELHOR TRÊS) QUE QUEREM SER OS ACTORES PRINCIPAIS DA TRÁGICO-COMÉDIA EM QUE O CONCELHO DE ALCOBAÇA SE TRANSFORMOU. E, NÃO TÊM A MENOR DÚVIDA EM TIRAR A CORDA AO " TRAPEZISTA" QUE POR MÉRITO PRÓPRIO ESTÁ NELA PARA TOMAREM O SEU LUGAR. O TRAPEZISTA TÊM EXCEPCIONAIS QUALIDADES PARA O RISO.... OS OUTROS, (OS FIGURANTES) QUE QUALIDADES TÊM? EM ALCOBAÇA E SEGUNDO ME PARECE, NINGUÉM AS CONHECE!
VERSÃO LOCAL DO FILME "UM VIOLINO NO TELHADO". O COMEDIANTE INVESTIDO NO PAPEL PRINCIPAL NÃO É MUITO BEM VISTO NA TERRA E ENTRE OS SEUS PARES, PELOS INESPERADOS PINOTES QUE DÁ E DEIXA TODOS BOQUIABERTOS. SEGUNDO SE CONSTA, PARECE QUE SOFRE DE " PALUDISMO EMOCIONAL" OU "PAROLISMO SOCIAL" DAI ESTAR SÓ! NO ENTANTO SONHA EM SER O GRANDE ARTISTA DE ALCOBAÇA... O NÚMERO 1! COMO SOLIDÁRIO QUE SOU, APOIO A SUA PRETENSÃO LEGITIMA PORQUE SINTO UMA SIMPATIA ESPECIAL PELA CRIATURA E POR SER UM VERDADEIRO DOTADO. ACHO QUE OS MEIOS ARTISTICOS LOCAIS, NÃO SÃO, INFELIZMENTE, DADOS A RECONHECER VALORES E TALENTOS COMO ELE. ALCOBAÇA É, POR VEZES ,EXTREMAMENTE INGRATA COM AS PESSOAS QUE SÃO VERDADEIRAS "MAIS VALIAS" E PODIAM PROJECTAR A TERRA E IMPULSIONAREM O TURISMO. NÃO TENHO DÚVIDAS QUE UM DIA OS DOTES DESTE "ARTISTÃO" SERÃO RECONHECIDOS E ALCOBAÇA PAGARÁ POR NÃO O TER VALORIZADO.
A SUA VERSÃO DA CANÇÃO PRINCIPAL DO FILME "UM VIOLINO DO TELHADO":
... AI S'EU FOSSE RICO... TINHA UM BURRO E UM BURRICO... E TERIA UM BMW NA GARAGEM OU EM QUALQUER SITIO... LALALALALALALALA. .
JÁ É UM "ELEMENTO ESTRUTURANTE" E "GERADOR DE NOVAS CENTRALIDADES" QUE A TODOS ENCANTA E TRANSFORMA AINDA, ESTE ARTISTA , NUM MELÓMANO DE FINO QUILATE
.
terça-feira, setembro 23, 2008
GENERAL RAMALHO EANES
Recentemente numa exposição do pintor Nadir Afonso com a sua esposa, Drª. Manuela Eanes.

A maioria dos que me lêem, sabem da minha relação de proximidade com o General Ramalho Eanes que foi o primeiro Presidente da Republica eleito democraticamente depois do 25 de Abril. Conheço-o de antes disso, em virtude de ter sido, também, oficial do Exército, ensinado na mesma Escola de Ensino Superior Militar em que ele foi.
A primeira a vez que ouvi falar do seu nome foi numa circunstância que nada tem a ver, ou terá, com o seu envolvimento nos acontecimentos relacionados com o 25 de Abril de 74 ou, com a contenção político-militar do 25 de Novembro do ano seguinte. Havia, já no final da década de 60, uma relação difícil entre os mais jovens oficiais, como eu, e os capitães que davam instrução na Academia Militar (AM), que nos levou a assumir o risco de só cumprimentar (fazer continência) os capitães identificados com qualidades excepcionais, tanto no relacionamento humano como nas questões de natureza disciplinar. Um dia, quando me aproximada de um deles, que não conhecia, perguntei a um cadete, que estava por ali, quem era e como era o capitão que caminhava na minha direcção. Foi-me respondido que era o melhor instrutor da Academia. Alguns passos antes de me cruzar ele, iniciei o cumprimento da praxe a que ele respondeu com aprumo e cortesia. Fiquei a saber que era o Capitão Eanes.
Depois vieram outros episódios uns mais conhecidos da opinião pública, outros menos. De entre os que menos se conhecerão, estará a posição que tornou em 1973 redigindo e assinando, um onde contestava a submissão das, forças armadas à politica de então, por não representar nessa época, a vontade da expressão popular.
Esta semana foi noticiado pelos jornais que Eanes tinha recusado o recebimento de retroactivos da reforma a que teria direito e que só agora passa a receber, por ter sido corrigida uma anomalia criada por uma lei de 1984. E em mais de um milhão de euros!
No mundo em que vivemos e em que quase todas as coisas se fazem em função do dinheiro, num país onde há reformas públicas escandalosas e obscenas, a atitude de Eanes é um exemplo cívico e ético que deve constituir incentivo para que o governo continue a corrigir as deformações sociais com que o país ainda vive. Outra das recusas foi a promoção a marechal, posição a que ascenderam os anteriores generais que foram Presidentes da República, como Spínola e Costa Gomes. Por estas e outras razoes; Ramalho Eanes continua a ser a minha referencia ética e politica, para além do reconhecimento que tenho pelos que desempenham funções públicas e o fazem, principalmente, em nome do país e do povo que os elegeu. As recusas de Eanes exemplos virtuosos para todos. Especialmente para os que dizem servir, primeiro, o país. José Ribeiro Vieira. In Jornal de Leiria . 18 Setembro de 2008
sábado, setembro 13, 2008
sábado, agosto 30, 2008
TIRADAS DO DR. SAPINHO

“Fomos fazendo o trabalho de casa e ADIVINHANDO como iríamos agir em termos de projectos”
Vejamos sobretudo estas promessas para embasbacar pacóvios: “O golfe, em Pataias e S. Martinho do Porto, vão ser viáveis. Num e noutro caso, as consequências são a CRIAÇÃO DE CENTENAS DE POSTOS DE TRABALHO DIRECTOS e a criação de actividades indirectas PARA QUEM ESTEJA ATENTO” (Suplemento do semanário “Região de Cister” 27 de Agosto de 2008). Já no último Boletim Municipal (Agosto de 2008) também lemos isto: “Investimento, criação directa de postos de trabalho, aparecimento de oportunidades para criar outras empresas em torno do essencial”. Para não aborrecer os leitores com a reprodução dos discursos palavrosos, sem nexo, incoerentes e sem lógica racional do Senhor Presidente, proponho, quanto às promessas dos golfes e para que o Senhor Presidente não seja acusado de lançar a poeira aos olhos dos munícipes com «centenas de postos de trabalho directos e a criação de actividades indirectas», que publique uma lista das «previsíveis centenas de lugares de trabalho directos» e outra lista de «actividades indirectas». Se não as apresentar, podemos tomar o Senhor Presidente como um ludibriador, ou um demagogo à antiga que prometia a lua a quem votasse nele, ou como um vulgar vendedor de banha de cobra como já não se vêem nas feiras desde há muito tempo.

