sábado, outubro 10, 2009

CHULA DOS PARTIDOS




Ontem acabaram as campanhas políticas finalmente…ufff. A QUADRIANAL FEIRA DO BARRETE, como é para alguns, acabará por certo. Iremos estar livres durante algum tempo…assim espero!

Um amigo fez-me chegar este êxito da música portuguesa dos anos 70. Uma musica que é um apanhado da visão popular sobre os partidos . Concebida nos tempos eufóricos do 25 de Abril e as eleições livres que eram uma grande novidade. A musica enquadra-se no género, pimba contestatário (
ouvir original todo aqui).
Recomendo ouvirem atentamente a estética da letra, salpicada que está com a visão popularucha de então sobre os partidos. Um verdadeiro documento antropológico. Antológica! Riam a bom rir como eu fiz …caso tenham vontade obviamente.
Amanhã não deixem de votar.

sexta-feira, outubro 09, 2009

PREMIO NOBEL DA PAZ ATRIBUÍDO A BARACK OBAMA

A minha singela homenagem a um líder que muito admiro
Ver repostagem no El Pais ( clic aqui)
Uma visita à Casa Branca na era Obama (clic aqui)
WGN 720 Radio: anúncio do prémio em Oslo (clic aqui)

quarta-feira, outubro 07, 2009

ALCOBAÇA: POLITICO PROCURA-SE


Procura-se político socialista (no sentido amplo do termo), com experiência, curtido na vida política mas não corrompido. Procura-se um político predestinado, cuja ambição política esteja no dia-a-dia e não no posto que aspira ardentemente para amanhã ou em quimeras irrealizáveis, que usa e abusa unicamente para se afirmar. Procura-se político que não esteja interessado em benefícios económicos, e vaidades pessoais, mas apenas em servir os seus concidadãos. Procura-se homem com as costas largas, que saiba receber tanto um mandatário estrangeiro como fascinar-se pelas gentes mais humildes e carenciadas do concelho e pelas vendedoras na praça de Alcobaça.
Seria tranquilizador, mas não indispensável, que tivesse preparação e formação académica de nível superior (porque nunca é demais para o caso de o quererem humilhar nalguma entrevista), e que fosse sobretudo humano. Apreciar-se-á ainda o talento para rodear-se de uma equipa de técnicos competentes e honestos que possam superar as suas eventuais carências.
Procura-se político de raça, que faça do posto que lhe seja proposto o objectivo absoluto da sua vida. Procura-se político educado, que não despreze a ironia nem a experiência para polemizar com o adversário. Procura-se político honrado, pouco dado a reciclagens. Alguém apaixonado por esta terra.
Não é imprescindível que tenha nascido aqui, de facto há muita gente que não nasceu cá. O votante não lhe vai exigir credenciais de tipo localista, nem requerimentos de tradicionalista, como comer todos os dias “Maçã de Alcobaça”, “Frango na Púcara” ou beber a “Ginja de Alcobaça”. Muito menos a obrigação de usar algum tipo de roupa feita com “Chita de Alcobaça” ou vestir-se de monge para receber dignitários.
Também não se exige que saiba se o “Senhor fulano tal”, estava ou não na “Tal Reunião ” ou no “Tal Jantar ”, nem se exige que esteja vestido com um fato elegante na 1ª fila da inauguração da “Feira de S. Bernardo” ou na das “Tasquinhas de S. Simão”. Tão pouco se exige que vá ao “Cine Teatro”, que esteja em todos os Jantares dos “Rotários”, que vá à feira dos “Doces Conventuais” ou que assista às palestras - sempre do mesmo - nas esplanadas do Rossio. E muito menos se exige que saiba trautear “Quem passa por Alcobaça”, ou recite de memória a letra desta cantiga, todas manhã em frente ao espelho. Detalhes como estes devem ser substituídos e compensados com uma verdadeira vocação de serviço à população do concelho e com igual orientação para resolver os problemas desta castigada terra.
Excluindo os oportunistas que surgem apenas em tempo de eleições, ou aqueles que politicamente não são peixe nem carne mas descaradas incubadoras de desígnios obscuros e albergues de um ou outro marombista da pior espécie, que para a ocasião se travestem de moralistas e supostos executores de projectos que ninguém conhece ou pode provar. Não consigo entender que entre os políticos que medram e outros que aspiram a qualquer coisa, não haja um cujo sonho seja o de ser verdadeiramente candidato à Presidência da Câmara de Alcobaça com vocação de missionário.

O lugar que os eleitores lhe oferecem é uma pechincha!
Necessita-se de um candidato livre, não manipulável nem subserviente a qualquer tipo de poder, interesses, grupos e esoterismos ou que tenha de demonstrar que é mais da terra que ninguém. E sobretudo que não pretenda engordar o orgulho localista do eleitor com mentiras e promessas que não cumpre, mas que se dedique a praticar uma política progressista e sem adjectivos, unicamente à medida das necessidades do concelho e das suas populações que tanto merecem e almejam.
Haverá mesmo algum ?

segunda-feira, outubro 05, 2009

FREY PIROLITO DE CISTER

Em 1994 foi criada a figura do “Frey Pirolito de Cister”, que teve muito sucesso num dos jornais locais sem tutoria eclesiástica.

Após o Estado Novo, segundo creio , no concelho de Alcobaça apenas houve jornais tutelados pela igreja. A história da imprensa de Alcobaça ainda continua por fazer. A aludida criatura “emergia”da história de Alcobaça, que como se sabe é terra de monges, sendo que certos personagens do folclore local até se vestem de frades para receber dignitários do estado.….Enfim!
O autor do Frey Pirolito de Cister cedo começou a receber cartas de admiradores e de alguns detractores. Havia telefonemas para a redacção do jornal, porque o seu criador tinha a virtude, tanto através de imagens como de escritos, de provocar amargos de boca a certo tipo de mentalidades e àqueles que sempre têm feito de Alcobaça um espaço por vezes irrespirável e absurdo, onde a liberdade individual não se respeita, e onde medram alguns personagens esquizofrénicos, ocultos em aparente anonimato, comportando-se como os bufos delactores dos tempos mais obscuros e tristes da nossa história passada e recente, como no período da inquisição e no da “Outra Senhora”.
Aquilo que em 1994 era criticado ainda está em voga nos nossos dias: o tabu sobre o sexo no interior da Igreja católica e a moralidade que esta instituição apregoa neste campo. Qualquer pessoa minimamente atenta à natureza humana se indigna com os escândalos de índole sexual dos clérigos católicos, à excepção dos transgressores do voto de castidade. Este é a causa de alguns dos males desnecessários existentes no interior da Igreja católica. Basta recordar, por exemplo, a história da religiosa Marta O´Donohue, coordenadora do programa sobre a Sida da Caritas Internacional e do Fundo Católico à Ajuda e Desenvolvimento, que denunciou em 1995, violações sexuais feitas por padres sobre noviças, em 23 países e que o Vaticano reconheceu existirem; as histórias de pedofilia relatadas frequentemente em jornais e televisões; os escândalos financeiros e as incursões da igreja católica na política do estado.

Valha-me Deus….. Santíssima!

Quem me conhece, sabe que tive educação católica e que não abdico dos seus princípios, mas também sabe como sou intransigente com valores. Preocupa-me ver, na minha terra, cidadãos com veleidades políticas invocarem persistentemente a Igreja Católica para almejar os seus intentos. Fazem-no possivelmente para encobrir sandices, já que a ética pessoal, por muito que se esgravate, não se encontra . Que dizer de quem acoita semelhantes marombistas ou de quem os tutela?
Recordando o desenho, que é o que interessa neste caso, tanto no presente como no passado ele continua actual.

segunda-feira, setembro 28, 2009

VOTEM NA CORTIÇA



O Museu Guggenheim de Nova Iorque está a proceder a um concurso internacional de Design a que chama COMPETIÇÃO DE ABRIGOS ("Shelter Competition"). Os concorrentes têm de enviar o projecto 3D de um abrigo de acordo com as regras do concurso. Foram admitidos cerca de 600 projectos de 68 países.
Dos 600 projectos foram seleccionados 10 finalistas, entre os quais está o projecto do arquitecto português David Mares. É neste projecto que entra a cortiça, aliás a cortiça é mesmo o elemento do qual é feito o abrigo.O "CBS - CORK BLOCK SHELTER " é um abrigo construído na versátil cortiça. Mas como se não bastasse a já honrosa posição de pertencer ao TOP 10 deste concurso neste momento o abrigo de cortiça está em 3º lugar na votação do público. Pf acedam ao site do concurso e votem na cortiça -https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.guggenheim.org/new-york/education/sackler-center/design-it-shelter/vote-for-shelters! Além do prémio do público, este concurso contempla também um prémio atribuído por um Júri, que será divulgado na Guggenheim Museum’s 50th Anniversary Celebration, no dia 21 de Outubro.


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quarta-feira, setembro 16, 2009

A DRª. MANUELA FERREIRA LEITE


Para quem conhece um pouco Portugal e o seu espírito cultural, o cenário das eleições é sempre uma das maiores manifestações de folclore pátrio e um retrato fidedigno do país e daquilo que não deve de ser a política nem os políticos. Especialmente estes, já que o país e as populações vivem dos seus caprichos de “governar” durante quatro anos, mas que na prática se reduzem aos dois meses que precedem qualquer acto eleitoral, pois é nesse período que o “desenvolvimento” e a construção das estruturas que o país, os concelhos e as terras precisam, são feitos. Triste do país que vive segundo este critério de ideias. Portugal é assim. A sua cultura de desenvolvimento é padronizada segundo os anos bissextos, num período de dois meses. Mas o mais interessante é verificar muita da argumentação utilizada.
Sou defensor da ligação Lisboa Madrid em TGV, não só pelo que representa este tipo de ligação (pouco mais de duas horas) com a capital Espanhola, mas pela possibilidade que dá na circulação rápida de pessoas e bens a preços muito aliciantes, tanto para ibéricos (portugueses e espanhóis) como para os estrangeiros visitantes de um e outro país. Há falta de argumentação e de ideias realmente válidas, a Dr.ª. Manuela F. Leite afirma que “iria suspender este projecto”, considerado unanimemente como estruturante para o nosso País e a Península Ibérica, mas a dita Sr.ª. disse ainda qualquer coisa como “Portugal não é nenhuma província espanhola e a Espanha não deve de interferir na política portuguesa”. Bem, se o ridículo fosse um desses vírus com que nos atemorizam a cada momento, não tenho duvidas que Portugal seria um caso muito sério de saúde pública. Mesmo assim desconfio da água que bebe boa parte dos nossos políticos. A Dr.ª Ferreira Leite, há falta de argumentação e ideias para Portugal, por muito utópicas que fossem, usa em campanha, o nome de um país, como o qual temos as melhores relações. Portugal é um região periférica, com uma população maioritariamente conservadora, carente e pouco ilustrada, onde a propaganda barata e atávica em tempo de eleições arrebata os mais crédulos e continua a fazer os estragos que há muito padecemos, no País do "LEVANTAI HOJE DE NOVO". É estranho e sinistro que em pleno século XXI, em Portugal possa haver líderes que apenas para caçarem votos utilizem o medo de fantasmas salazarentos, há muito supostamente afastados, de um povo que quer modernizar-se e viver de forma mais culta e ser verdadeiramente Europeu, como merece.

Ver destaques no EL PAIS:

16/9/2009



sábado, setembro 05, 2009

SOLIDARIEDADE SOCIAL, SEMPRE!

Desenho de EL ROTO
A solidariedade não se deve confundir com a prestação de favores interesseiros que impliquem uma sujeição dos necessitados aos benfeitores, como acontece com certos grupos políticos ou religiosos e outros.
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SOLIDARIEDADE SOCIAL, SEMPRE!
A solidariedade social é o único valor perene. Podemos ter a família, a paz, a religião, a liberdade, a competição económica... mas estes são valores relativos e susceptíveis de serem suspensos. Aliás, são as rupturas familiares, a guerra e a competição económica que engendram mais necessidade da solidariedade. É neste sentido que, no séc. XXI, devemos entender o célebre dito evangélico «Pobres sempre os tereis convosco» (Mateus 26:11), muito posto em causa nos anos ’60 por ser visto como justificador das desigualdades provocadas pelo Capitalismo.. O dito evangélico é a repetição dum outro bíblico, mais antigo, que diz: «Nunca deixará de haver pobres na terra; é por isso que eu te ordeno que abras a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do teu pobre em tua terra» (Deuteronómio, 15:11)..
No passado, pobres eram os sem-terra, os mendigos, os órfãos, os estropiados ou leprosos abandonados; «abria-se-lhes a mão» para um prato de sopa. Hoje, esses ditos aplicam-se às vítimas das injustiças sociais e aos marginalizados, que sempre haverá sejam as sociedades as mais tendencialmente justas e politicamente igualitárias. Embora continue haver esfomeados a quem se deve «abrir a mão», é sobretudo necessário «dar a mão» aos sem-trabalho, aos solitários, aos idosos, aos toxicodependentes, aos imigrantes e aos marginalizados. O lema «Pobres sempre os tereis convosco» torna-se «Marginalizados tê-los-eis cada vez mais».
Até um passado recente, a solidariedade só era obrigatória relativamente aos «nossos», aos «de cá» («do teu pobre em tua terra»). E competia à vizinhança. Hoje há o Estado que assume a resolução dos problemas macro-sociológicos. A partir daqui, a sociedade com, à frente, os políticos, remete a questão para o Estado burocrático. Ora, a solidariedade é um movimento centrífugo, parte do indivíduo para o seu próximo, duma família ou duma rua para a outra, do centro para a periferia. Portanto, esperar que as propostas de solidariedade venham do Estado burocrático é uma maneira de perpetuar as situações de privilégio.
Isto vem a propósito do actual período político e da crise económica em que entrámos. A solidariedade social devia ser uma preocupação prioritária dos municípios. Durão Barroso disse em 17.2.2002: «Comigo, não heverá um novo europorto internacional enquanto houver crianças à espera, três anos, para serem operadas». Os candidatos às autarquias - donde deviam partir os movimentos de solidariedade social - deviam ter como regra: «Conosco, não haverá uma nova estrada ou rotunda, um novo centro cultural, mercado, biblioteca ou edifício da Câmara, campo de futebol, renovação dum jardim ou instalação de um qualquer efeito estético-urbano, enquanto houver no nosso concelho um desempregado sem meios de subsistência, uma família sem luz, gaz ou água, uma criança sem creche, um idoso sem lar, um doente sem assistência, um toxicodependente sem apoio...». E cumprir.
Também alguém devia propor às Igrejas que se reclamam de Jesus Cristo, grandes e pequenas, que mandassem às urtigas o seu curriqueiro palavreado esotérico-moralista, sexista, discriminatório (que não é de origem mas criado pela História) e apontassem para o fundamento do Cristianismo, o seu sinal distintivo - «a religião do amor» - e que podia fazer dele a religião do futuro: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo»; por «próximo» entende-se um necessitado qualquer, que pode ser um estrangeiro ou de outra religião (Lucas 10:25-37). Querem melhor? Alguém disse: «Se a Igreja católica tivesse orientado para a luta contra a pobreza os esforços que tem feito na repressão da sexualidade [família e casamento tradicionais, moral conjugal, celibato dos clérigos...] já não havia pobres no mundo cristão». Imagine-se o mesmo direccionamento dos dinheiros gastos em obras materiais (novas igrejas de luxo, pompas religiosas...). O mundo seria muito menos pobre.
Constatamos mudanças na linguagem da Igreja católica; a expressão «solidariedade social» começa a ressaltar; um bom indicador. Nas políticas municipais, por enquanto, o que vemos sobretudo é desperdício dos dinheiros públicos em obras públicas de luxo... num país de miséria.
Artigo de: Moisés Espírito Santo (Sociólogo, professor do Ensino Superior) In IMPRESSÕES, Jornal de Leiria 3 /9/2008

segunda-feira, agosto 31, 2009

TURISMO DE SOL E PRAIA

( imagem publicada no Jornal de Leiria de 27/8/2009)

Para qualquer pessoa, do séc. XXI, ser turista é um atributo possível dos novos modos de viver. Um turista é uma personagem que imaginamos relativamente disfarçada, com roupas multicolores, sapatilhas para andar e uma câmara de fotos ao pescoço. O clássico turista, chega aos lugares em pequenos grupos ou em grupos massivos que descem dos autocarros. Há quem os compare às aves de rapina, querem ver tudo, tocar tudo, comprar tudo…e desaparecem de imediato. A palavra turista é um neologismo atribuível a Stendhal, para designar os viajantes “românticos”, que após as guerras napoleónicas se lançaram a percorrer o mundo, deixando alguns deles, belas reportagens dos lugares que visitavam. Antes de mais nada, os turistas são, seres humanos que dedicam uma parte das suas vidas a deslocarem-se para um lugar, com a esperança de que essa viagem e essa visita seja uma experiência gratificante. A maior parte, para não dizer todos, investiram dinheiro e tempo para decidir a onde queriam ir, para realizar o que em muitos casos era um sonho dourado.
Na actualidade, as modernas maneiras de entender o turismo têm igualmente outras tantas maneiras para concebê-lo. A partir dos anos 50, o turismo relacionado com o descanso, gerou um laser de Sol e Praia, que não pretendia mais do que romper com a rotina laboral. Do mesmo modo que a televisão significa o inicio de uma forma de viver, o automóvel representa uma nova maneira de nos relacionar, uma mudança radical na forma de perceber o espaço e o tempo. O acesso massivo ao automóvel e o desenvolvimento dos meios de transporte tornou possível uma percentagem elevada de pessoas em viajar a diário a cidades e a sair de férias. O turismo, nos seus múltiplos sentidos, e, mais concretamente o turismo de férias, é outra das características da nova cidadania que a cultura pós moderna universalizou através das práticas do ócio. Simbolicamente falando, a televisão é o grande turismo gozado na tranquilidade de um lugar. O “turismo” é a televisão em movimento e a proliferação do consumo ocular que se manifesta no Zapping, no circular no shopping da cidade, nos fins-de-semana no carro…, é a necessidade de ver, sobretudo, aquilo que é conhecido pela vista em fotos, filmes, programas de televisão e internet.
Nos nossos dias bastam cinco minutos e pouco mais de 600 euros na conta bancário, para planear umas férias em Punta Cana ( Republica Dominicana) ou no México, pela internet. Qualquer “um” pode gozar uma semana em ilhas ou praias paradisíacas da Republica Dominicana às Seychelles ou Antilhas. O preço inclui oito noites em hotel, voo, deslocações e seguros de viagem… O resto paga-se à parte!
Um estrangeiro, com dúvidas para onde ir no verão, pode escolher um pacote com estas características a um preço nada superior àquele que gasta para vir a Portugal. A comparação pode mostrar de forma clara o problema que enfrenta o turismo Português.

A perda de competitividade a um modelo ultrapassado, pela existência de destinos com preços exequíveis em ofertas mais tentadoras e seguras, é evidente sobretudo quando ainda pode ser ensombrado, por eventuais acidentes como o ocorrido recentemente numa praia do Algarve.
O tempo das vacas gordas, quando o número de estrangeiros aumentava sem parar, não foi aproveitado para sentar as bases de um modelo sustentável a médio e longo prazo.
Em vez disso, deu-se a devastação sistemática ou sustentada do nosso litoral com tropelias urbanística num grave e enorme saque, para o património natural e paisagístico, e permitiu a uma só geração consumir recursos que deveriam de durar séculos. Apenas o optimismo antropológico dos nossos governantes, para não designar outra coisa, tem sido insensível.
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Videos e apresentação em slideshow de alguns dos 15 pontos de alerta que podem originar catastrófes no Distrito de Leiria. As imagens são dos concelhos da Nazaré e Alcobaça (Vale Furado e Agua de Medeiros).


Nazaré: Sítio local perigoso I from António Delgado on Vimeo.







ALCOBAÇA: AGUA DE MEDEIROS from António Delgado on Vimeo.

quarta-feira, agosto 26, 2009

GENERAL SIR HEW WHITEFORD DALlRYMPLE

SIR HEW WHITEFORD DALlRYMPLE (1750-1830)
Informo que o texto que irão ler à continuação, foi publicado no Jornal Semana Cisterciense em 1999: há precisamente 10 anos.

Muitos estrangeiros visitaram Portugal e alguns deles deixaram belos registos do que viram. Os relatos de viagens são um género literário tão antigo e que se pode encontrar desde o tempo dos Sumérios com o poema de Gilgamesh, ou da cultura grega com os livros dos Argonautas, a Eliada e a Odisseia de Homero, os Nove Livros de Historia de Herodoto e mais recentemente no período romano com a geografia de Estrabão ou na Idade Média as Maravilhas do Mundo do italiano Marco Polo...

Nos séculos XVII, XVIII, com a secularização do ensino, sobretudo nos países protestantes, os livros de viagens surgem como um género literário muito apreciado, por registarem os costumes exóticos e pitorescos de paragens longínquas; um fenómeno informativo que nos nossos dias pode ser entendido como um princípio da era da globalização. Estes livros foram determinantes para iniciar áreas do conhecimento tão importantes como a antropologia, a sociologia, a etnografia e até mesmo a arqueologia, recordemos apenas Joachim Winckelmann. Estavam reunidas as condições para as teorias sobre a cultura e a sua história despontarem com Jacob Burckhardt.
Escritos por aventureiros ricos, espiões comerciais, militares, escritores, artistas, embaixadores, políticos, negociantes... a lista é enorme. Muitos deles deixaram as suas impressões sobre Portugal, um país que achavam exótico. Alguns destes relatos são belos monumentos sobre o carácter da nossa cultura e reflectem analises desapaixonadas de quem viu um pais com um olhar distante e desapegado. Num ou noutro autor encontram-se referencias à região de Alcobaça. Pareceres documentais que nos ajudam igualmente a conhecer e a reconstruir ideias da nossa terra. Dos que temos para divulgar começamos com as impressões deixadas num diário publicado por Sir Hew Whiteford Dalrymple (1750 - 1830) , em forma de cartas que escrevia ao fim de cada jornada. Este cavalheiro era um general inglês e foi o principal negociador da Convenção de Sintra em 1808. Vejamos as suas impressões sobre Alcobaça e arredores.

Hoje ao meio dia, o termómetro marcava dezasseis graus. Deixamos a Batalha e, depois de ter atravessado duas léguas com muitas oliveiras, encontramos à nossa esquerda alguns montes incultos, e depois trigos da Turquia e vinhas até Alcobaça; são três léguas feitas em três horas. Encontramos nessa jornada muito pouca gente e visto poucas casas e povoações. Afonso Henriques, passando por este sitio a meados do século XII, para ir sitiar Santarém, fez voto, se vencia na sua empresa, de construir neste lugar um convento de frades; por conseguinte tendo conquistado o sitio, escalando-o, empregou o espólio que havia obtido nessa guerra contra os mouros para fundar este mosteiro, que dotou ricamente. O nome de Alcobaça vem de que esta cidade está na confluência dos rios Alcoa e Baça. O convento é uma grande massa de edifícios góticos; as adições modernas que lhe têm feito desfiguram-no singularmente; a sacristia da igreja é muito rica. A comunidade está composta de cento e trinta monges bernardinos que gozam, como me disseram, de 250.000 libras de renda e vivem magnificamente. Comi com o prior, de quem recebi toda a classe de atenções; mas... ! que vergonha que estes guias celestiais possuam tantas riquezas na terra e não as utilizem noutra coisa senão para vegetar na preguiça e na ociosidade, em prejuízo da sociedade. Existe aqui uma manufactura de batistas dirigida por alguns fabricantes de Escócia e da Irlanda; mas este estabelecimento está na sua infância. Vê-se também uma torre velha, construída pelos mouros, que não tem importância nenhuma. Daqui até Lisboa o pais está fechado entre o Tejo e o mar e todo ele é guarnecido por antigos postos dos mouros.O dia 7, de Alcobaça a Caldas existem quatro léguas, que fizemos em cinco horas, através de um país quase sem cultivo Carta nº. XIII (tradução do original António Delgado)



Talvez fruto de leituras e conversas com o abade , o general inglês conhecia alguns aspectos lendários da terra porque invoca a origem do nome de Alcobaça e sabe que Afonso Henriques prometeu construir o mosteiro se conquistasse Santarém.

Sobre este aspecto sempre me chamou a atenção o facto de Alcobaça não ter uma relação cultural forte com aquela terra além destes aspecto literário e mitológicos, já que, segundo a lenda, foi graças à conquista de Santarém que o mosteiro se construiu.

Sobre tudo o que poderia dizer a este respeito, limito-me apenas a afirmar que Alcobaça devia procurar mais aproximação com aquela terra, não só por existir um forte capital simbólico por explorar, mas também porque Santarém pretende ser reconhecida património da UNESCO. Assim que por diplomacia local, Alcobaça pode começar uma aproximação manifestando o seu apoio aquela pretensão. Os benefícios podem ser muitos, desde políticas turística , a aspectos universitários e agrícolas; cabe ao engenho local definir estratégias e tirar partido. O património histórico, artístico e outras variantes culturais das duas regiões podem ser um capital político e económico de recursos infindáveis para as duas terras. Além destes aspectos e das questões simbólicas as duas regiões estão ainda unidas por um parque natural que é outro capital turístico por explorar.

Quanto à descrição é interessante de ver como Dalrymple nos deixa uma visão da paisagem com oliveiras, vinhas e searas de trigo, transformada nos nossos dias em campos abandonados e por cultivar, só possível graças ao empenho dos sucessivos governos para institucionalizar o viver de expediente, imposto pela política de subsídios agrícolas de contornos muito duvidosos.

Ainda não há trinta anos viam-se na região muitos olivais. Reflexo disso era a quantidade de lagares de azeite existentes no concelho. O meu avó "Tjaquim D’Assenha", tinha um na freguesia de Turquel que trabalhava dia e noite de Outubro a Janeiro, como muitos outros. Quantos lagares existem hoje no concelho e inventariados numa rota turistica? Tem a câmara estudos estatísticos sobre estas matérias ou outras relacionadas com a agricultura do concelho? E a Estação Vieira Natividade? Que publicações edita ou que investigação faz a este respeito e de interesse para o esclarecimento geral dos agricultores, da história da agricultura na região e do seu desenvolvimento em geral?

Quando era criança lembro-me de existirem muitas vinhas e searas por toda a região e dos espantalhos que as assinalavam. Um marco na paisagem de uma forma de vida que o imaginário colectivo está em vias de esquecer. Os meus avós punham-me a guardar os seus trigais tocando “chanfalhos” velhos para afugentar a passarada. Um trabalho de que me orgulhava de fazer e contribuía para a minha integração na comunidade... e não me queixava de exploração infantil!

Hoje em dia é mais bonito, e um valor social assente, intoxicar a juventude com ideologias e todo o tipo de produtos para que os consumam e vivam à custa de pais com salários baixos, e nalguns casos em atraso, infectando-se deste modo a convivência familiar e social. Em vez de se sociabilizar a juventude por meios úteis ao seu bem e ao bem comum, intoxicam-na com o consumo fácil, a dependência, e o viver de expediente. Apesar de reconhecer que existe exploração infantil, não consigo ver onde começa e onde acaba, o que é discurso ideológico e de moda, ou quem parasita e manobra este tipo de questões.

quinta-feira, agosto 13, 2009

O QUE É QUE A IGREJA CATÓLICA TEM A VER COM O CASAMENTO CIVIL?


ARTIGO DE OPINIÃO DO PROF. MOISÉS ESPIRÍTO SANTO, PUBLICADO NO JORNAL DE LEIRIA, EM 30 DE JULHO E QUE RECOMENDO VIVAMENTE.

O Prof. César das Neves, (DN,13.7), sob o título «A nova questão religiosa», prevê uma guerra religiosa se o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo for instituído: «Pela primeira vez desde 1974, um dos grandes partidos nacionais apresenta no seu programa uma medida claramente oposta à doutrina da Igreja Católica. A moção aprovada no XVI Congresso Nacional do PS de 1 de Março propõe ‘a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo’». O texto é explícito: «casamento civil». E continua: «O que não há dúvida é que, depois de toda a campanha do aborto, das várias leis antifamília e múltiplas beliscadelas administrativas, se pode dizer que a Igreja Católica, pela primeira vez desde o 25 de Abril, enfrenta uma oposição séria e profunda do poder político». E depois: «Começa haver uma questão religiosa em Portugal»... para aconselhar os partidos a redigir os seus programas eleitorais de acordo com a doutrina da Igreja.
Pergunta-se: O que é que a Igreja tem a ver com o casamento civil? Uma questão tão pertinente como estoutras: O que é que a Igreja tem a ver com o emparcelamento das propriedades? Ou com o Código da Estrada? Ou com o Direito Contratual? César das Neves é um conhecido pregoeiro das posições fundamentalistas de alguns católicos (que são as de Bento XVI), mas quanto conheço da hierarquia da Igreja portuguesa, esta não alinha assim tanto, concebendo como mais vantajosa a Separação, a doutrina do Evangelho que diz: «A César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mateus, 22,21), quer dizer, «ao Estado o que é do Estado, à Igreja o que é da Igreja».
O casamento «civil» não é um acto religioso, nem obriga os católicos. Se, por causa desta questão, houvesse uma guerra religiosa, ela seria provocada pela Igreja por se intrometer no que não lhe diz respeito. A guerra religiosa seria legítima se o Estado interferisse no sacramento católico do Matrimónio.
E até podíamos perguntar: «O que é que a Igreja tem a ver com o casamento, simplesmente»? Os povos sempre se casaram como as leis civis regulamentavam (ou não). A Igreja procura confundir «casamento (civil)» com o sacramento católico do Matrimónio. Mesmo aqui, os católicos tementes a Deus que queiram casar-se só pelo civil, estejam à vontade: não foi Jesus quem instituiu o sacramento do Matrimónio Este só data de 1215 (IVº Concílio de Latrão) e só foi incluído na lista dos Sete Sacramentos, «condições da Salvação», no Concílio de Trento (1570). Até 1215 não havia Matrimónio, mas só uma união civil. Jesus nunca falou de casamento, embora tivesse participado em bodas de casamento. Aliás, também nunca se referiu à sexualidade, hetero, homo, bis, trans ou seja qual fôr. O casamento bíblico, antes e durante a vida de Jesus Cristo e dos Apóstolos, era unicamente um contrato civil. Até era legitimamente polígamo, e com possibilidades de ruptura ora com o repúdio da esposa pelo marido ora com um divórcio igualitário. Jesus condenou o repúdio, mas não o divórcio igualitário. Excepto o repúdio, Jesus e os Apóstolos não tocaram neste regime bíblico, nem condenaram a poligamia. No entanto, a Bíblia, Jesus e os Apóstolos condenaram - e veementemente - o adultério que equivalia a um crime contra um contrato de exclusividade e contra a propriedade privada.
Numa época como a nossa, de egoísmo e de solidão individual, e no sentido de expurgar todas as formas de descriminação (que também é um ideal do nosso tempo), o melhor para a Igreja seria dedicar-se à defesa da fraternidade, do amor, da igualdade, da harmonia e solidariedade entre os humanos, independemente do género e das instituições civis: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» (João 13,14). O casamento entre pessoas do mesmo sexo conjuga-se melhor com estas palavras luminosas do que o segregacionismo católico. Se este prevalecer e se, por acaso, os gays, lésbicas e transexuais descobrem o que São Pedro disse ao centurião Cornélio, a saber, «Deus não faz descriminação de pessoas» (Actos 10,34), os descriminados podem sentir-se obrigados a sair para a rua e gritar «Com Jesus Cristo, contra a Igreja!».

domingo, agosto 02, 2009

CAMPANHAS E TENDÊNCIAS


Em todas as campanhas eleitorais gasta-se muito dinheiro e muita saliva. Como os oradores não costumam ter muitas luzes, é necessário pagar a iluminação. Do lugar alugado para o evento, une-se o gasto das cadeiras, o dos cartazes ou plasmas, onde se põe à prova a fotogenia dos candidatos. Podia dizer-se que nas campanhas eleitorais a única coisa em que se poupa é nos neurónios, o que não é o mais grave. O pior é que só se convence os que já estão previamente convencidos.
Aqueles que pertencem ou simpatizam com um partido e crêem que têm ideias, porque se inclinaram por uma ideologia, não acodem mais do que aos comícios desse partido. Dai que as ovações sejam enganosas. Se fosse possível mudar esse público para o sítio onde actuasse um político rival, este seria insultado, por muito eloquente que fosse o seu discurso e as suas ideias.
Os discursos políticos procuram sempre o aval do auditório e por isso terá que dizer-se só aquilo que ele gosta de ouvir, com algumas repetições obrigadas, no caso de não terem percebido à primeira nem à segunda.
Estudos credenciados revelam que a maioria do eleitorado decide a candidatura ou partido no qual vota muito antes de se celebrarem os comícios, inclusive com uma apreciável antecedência do início da campanha eleitoral. Deduz-se que os gastos milionários dos distintos partidos resultam bastantes inúteis e no melhor dos casos somente captam uma pequena percentagem de indecisos. Está claro que quando uma ideia se mete na cabeça de alguém é dificílimo mudá-la. Uma convicção converte-se em fixação. Rectificar algum aspecto ou apreciar a possibilidade de uma situação nova parece uma deslealdade. Estas pessoas são como alguns membros de júris de concursos de literatura, pintura ou até de professores. Antes de analisarem os processos, currículos ou o trabalho dos concorrentes, já estão de capa e espada a defender um dos elementos a concurso, e se os membros do júri lhes perguntam porque não ponderam ou lêem os currículos, têm a resposta pronta e expressam-na de forma bem clara: “é para não me deixar influenciar”.
Há tempos, nas eleições municipais francesas, metade das pessoas eram mulheres. Era a consequência das cotas derivadas da lei de paridades, que supõe um progresso considerável a anteriores percentagens. Preferiria que os eleitos o fossem pelas suas capacidades. É possível que o número de mulheres fosse maior que o dos homens; ou não, mas seria aproximadamente justo (a justiça só se consegue por aproximação). Nada se opõe a que coincidam os méritos com a maioria feminina ou vice-versa. Não gosto das descriminações positivas, porque sempre são negativas para outros. A realidade é que ainda são positivas para os homens, admitindo (como é muito possível) que as suas carreiras, as suas designações, as decisões dos seus partidos, obedecem à regra do macho. Sem contar com os países nos quais as mulheres estão atadas às suas próprias roupas. Apesar das cotas, as mulheres poderão exercer os seus postos tão mal como os homens. Se nas eleições autárquicas as pessoas conhecem melhor em quem votam, nas legislativas as listas dos partidos são fechados e sem modificações, cheias de desconhecidos, de suspeitas de medo pelo que irão fazer e se algum é corrupto. É enfadonho verificar como os grandes partidos vão perdendo a confiança dos cidadãos. As últimas eleições europeias já o demonstraram. Parece-me verificar que em Portugal há uma tendência muito centrípeta de esquartejamento, como nas gravuras antigas de história onde se via um regicida atado pelas extremidades e pela cabeça a cinco cavalos que galopariam em direcções distintas. Devo dizer que sou partidário da igualdade, da fraternidade e da liberdade, porque me parece ser esse o espírito da época em que vivo. Atemoriza-me que a sociedade se fragmente entre homens e mulheres, lisboetas e portuenses, idosos e jovens, portugueses de cor e portugueses brancos, emigrantes e autóctones e por aí fora.

quinta-feira, julho 23, 2009

PORQUE NÃO?


Nos últimos 10/11 anos, Alcobaça desceu em termos de emprego, empresas activas, rendimento per capita, população, natalidade, investimento público, descontentamento e desmotivação dos munícipes em relação à sua terra, para níveis percentuais a que nunca esteve habituada. Em paralelo vemos concelhos vizinhos caminharem com mérito em sentido inverso e com os seus munícipes motivados, provando que o problema não é da crise global, nem do governo mas sobretudo de quem (não) lidera o nosso concelho. Alcobaça tem-se afastado, em termos económicos, da norma distrital de forma assustadora sem preocupar minimamente quem governa. Há um forte desemprego que aumenta dia a dia, perde habitantes a olhos vistos e as empresas; umas fecham e outras emigraram para os concelhos vizinhos mais competitivos.
Este cenário desolador está a provocar uma desertificação sem precedentes e não são medidas voluntaristas nem semânticas de pífaro como “Novas Centralidades”, “Novas Alcobaças”, “Campos de Golfe”, anglicismos do tipo “Resorts”, nem anúncios de Instituições muito estranhas e ambíguas aos interesses de Alcobaça” que irão inverter a situação vivida no nosso concelho.
Com tantas iniciativas neste tempo de eleições, será que o PSD anda a tratar da vida dos seus munícipes ou da vidinha de alguns dos seus conhecidos militantes? Com tanta ideia genuína saída do cérebro dalgum dos militantes deste partido e orientadas pela plêiade de "sábios" que costumam convocar, porque não propõem trazer o CENTRO DE OPERAÇÕES AEROESPACIAIS DA NASA, para o mosteiro ou mesmo um aeroporto para aviões low cost, COM PISTA NO TERREIRO EM FRENTE AO MONUMENTO?

FÉRIAS DOS PORTUGUESES 2009


A CRISE É UMA COISA BOA. FAZ DESENVOLVER A IMAGINAÇÃO. ATÉ PARECE UMA FRASE DAQUELES FILÓSOFOS ORIENTAIS DA ANTIGUIDADE.
P.S. Recebido por mail de um amigo de Cabo Verde

quarta-feira, julho 22, 2009

FALECEU O PADRE SIOPA



Faleceu o Pe. Alexandre Siopa ,
um amigo pessoal e da família. Um sacerdote empenhado na defesa dos humildes e incansável denunciador das assimetrias sociais existentes na nossa terra e do seu património. A minha singela homenagem bem como de toda a minha família.
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terça-feira, junho 30, 2009

ALCOBAÇA EM VIDEO





EXCELENTES IMAGENS DE ALCOBAÇA , NUM VIDEO REALIZADO PELO MEU QUERIDO AMIGO RUI ALMEIDA, EDITOR DO BLOG DEIXANDAROBARCO
A MINHA TERRA MERECE SER DIVULGADA EM DETALHE E IMAGEM VIVA. SÃO TAMBÉM PROPÓSITOS DESTE BLOG CONCEBER ESTA IDEIA. HÁ MUITOS ALCOBACENSES ESPALHADOS PELOS CINCO CANTOS DO MUNDO QUE SEGUEM OS ECOS E COMENTÁRIOS PARA ESTAREM MAIS PRÓXIMOS DO ESPAÇO QUE UM DIA OS VIU NASCER E QUE NO SEU CORAÇÃO TANTO GUARDAM E ESTIMAM. ESTAS IMAGENS SÃO PARA ELES E TAMBÉM PARA TODOS OS AMIGOS QUE HABITUALMENTE OU FORTUITAMENTE VISITAM ESTE ESPAÇO E DEIXAM O SEU INESTIMÁVEL COMENTÁRIO, MAS QUE POUCO OU NADA CONHECEM DE ALCOBAÇA CIDADE CAPITAL DO CONCELHO. A TODOS, AS MINHAS MAIORES SAUDAÇÕES. IREI MANTER O MEU DIÁLOGO SINCERO E COMO HOMEM DA IMAGEM, AGORA TAMBÉM, NOUTROS FORMATOS.

PS. Ampliar o vídeo para desfrutar melhor das imagens. O vídeo está a ser exibido em simultâneo no blog do Rui Almeida.