
um espaço aberto para comentar a Arte, a Cultura e o Património da Região de Alcobaça: tanto no passado como no presente e actualidades .
sexta-feira, outubro 16, 2009
MAPA MUNDIAL DA SAÚDE

segunda-feira, outubro 12, 2009
OUÇAM COM ATENÇÃO (SOBRE A GRIPE A)
CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.
Faço a sugestão para ouvirem atentamente este vídeo com um abordagem sobre a gripe A. Um discurso de uma religiosa da Catalunha, doutora em Saúde Publica. Recomendo vivamente.
O texto que se segue a azul é a tradução daquele que se encontra em espanhol na pagina onde se aloja o vídeo.
TERESA FORCADES, doutora em Saúde Pública, faz um reflexão sobre a história da GRIPE A, apresentando dados científicos e inúmera as irregularidades relacionadas com o tema. Explica as consequências da declaração de PANDEMIA, as implicações políticas que derivam dela e faz uma proposta para manter a calma e um apelo urgente para activar mecanismos legais e de participação cidadã em relação a este tema.
Estamos a traduzir e a legendar CAMPANAS em inglês e provavelmente a outros idiomas depois ao ( francês, português, alemão, italiano, russo...). Se alguém quiser ajudar a fazer a legendagem que se ponha em contacto e nós coordenamos! Muito obrigado aos que já se puseram em contacto comigo e me ofereceram a sua ajuda!
sábado, outubro 10, 2009
CHULA DOS PARTIDOS
Ontem acabaram as campanhas políticas finalmente…ufff. A QUADRIANAL FEIRA DO BARRETE, como é para alguns, acabará por certo. Iremos estar livres durante algum tempo…assim espero!
Um amigo fez-me chegar este êxito da música portuguesa dos anos 70. Uma musica que é um apanhado da visão popular sobre os partidos . Concebida nos tempos eufóricos do 25 de Abril e as eleições livres que eram uma grande novidade. A musica enquadra-se no género, pimba contestatário (ouvir original todo aqui).
Recomendo ouvirem atentamente a estética da letra, salpicada que está com a visão popularucha de então sobre os partidos. Um verdadeiro documento antropológico. Antológica! Riam a bom rir como eu fiz …caso tenham vontade obviamente.
Amanhã não deixem de votar.
sexta-feira, outubro 09, 2009
PREMIO NOBEL DA PAZ ATRIBUÍDO A BARACK OBAMA
quarta-feira, outubro 07, 2009
ALCOBAÇA: POLITICO PROCURA-SE

Procura-se político de raça, que faça do posto que lhe seja proposto o objectivo absoluto da sua vida. Procura-se político educado, que não despreze a ironia nem a experiência para polemizar com o adversário. Procura-se político honrado, pouco dado a reciclagens. Alguém apaixonado por esta terra.
O lugar que os eleitores lhe oferecem é uma pechincha!
segunda-feira, outubro 05, 2009
FREY PIROLITO DE CISTER
Em 1994 foi criada a figura do “Frey Pirolito de Cister”, que teve muito sucesso num dos jornais locais sem tutoria eclesiástica.Após o Estado Novo, segundo creio , no concelho de Alcobaça apenas houve jornais tutelados pela igreja. A história da imprensa de Alcobaça ainda continua por fazer. A aludida criatura “emergia”da história de Alcobaça, que como se sabe é terra de monges, sendo que certos personagens do folclore local até se vestem de frades para receber dignitários do estado.….Enfim!
O autor do Frey Pirolito de Cister cedo começou a receber cartas de admiradores e de alguns detractores. Havia telefonemas para a redacção do jornal, porque o seu criador tinha a virtude, tanto através de imagens como de escritos, de provocar amargos de boca a certo tipo de mentalidades e àqueles que sempre têm feito de Alcobaça um espaço por vezes irrespirável e absurdo, onde a liberdade individual não se respeita, e onde medram alguns personagens esquizofrénicos, ocultos em aparente anonimato, comportando-se como os bufos delactores dos tempos mais obscuros e tristes da nossa história passada e recente, como no período da inquisição e no da “Outra Senhora”.
Quem me conhece, sabe que tive educação católica e que não abdico dos seus princípios, mas também sabe como sou intransigente com valores. Preocupa-me ver, na minha terra, cidadãos com veleidades políticas invocarem persistentemente a Igreja Católica para almejar os seus intentos. Fazem-no possivelmente para encobrir sandices, já que a ética pessoal, por muito que se esgravate, não se encontra . Que dizer de quem acoita semelhantes marombistas ou de quem os tutela?
segunda-feira, setembro 28, 2009
VOTEM NA CORTIÇA
Dos 600 projectos foram seleccionados 10 finalistas, entre os quais está o projecto do arquitecto português David Mares. É neste projecto que entra a cortiça, aliás a cortiça é mesmo o elemento do qual é feito o abrigo.O "CBS - CORK BLOCK SHELTER " é um abrigo construído na versátil cortiça. Mas como se não bastasse a já honrosa posição de pertencer ao TOP 10 deste concurso neste momento o abrigo de cortiça está em 3º lugar na votação do público. Pf acedam ao site do concurso e votem na cortiça -https://webmail.netcabo.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.guggenheim.org/new-york/education/sackler-center/design-it-shelter/vote-for-shelters! Além do prémio do público, este concurso contempla também um prémio atribuído por um Júri, que será divulgado na Guggenheim Museum’s 50th Anniversary Celebration, no dia 21 de Outubro.
quinta-feira, setembro 17, 2009
MUNDO AO REVÉS
Gráfico do diário ABC
Deviamos ter vergonha por o mundo não ter governantes capazes e honestos.
quarta-feira, setembro 16, 2009
A DRª. MANUELA FERREIRA LEITE

Sou defensor da ligação Lisboa Madrid em TGV, não só pelo que representa este tipo de ligação (pouco mais de duas horas) com a capital Espanhola, mas pela possibilidade que dá na circulação rápida de pessoas e bens a preços muito aliciantes, tanto para ibéricos (portugueses e espanhóis) como para os estrangeiros visitantes de um e outro país. Há falta de argumentação e de ideias realmente válidas, a Dr.ª. Manuela F. Leite afirma que “iria suspender este projecto”, considerado unanimemente como estruturante para o nosso País e a Península Ibérica, mas a dita Sr.ª. disse ainda qualquer coisa como “Portugal não é nenhuma província espanhola e a Espanha não deve de interferir na política portuguesa”. Bem, se o ridículo fosse um desses vírus com que nos atemorizam a cada momento, não tenho duvidas que Portugal seria um caso muito sério de saúde pública. Mesmo assim desconfio da água que bebe boa parte dos nossos políticos. A Dr.ª Ferreira Leite, há falta de argumentação e ideias para Portugal, por muito utópicas que fossem, usa em campanha, o nome de um país, como o qual temos as melhores relações. Portugal é um região periférica, com uma população maioritariamente conservadora, carente e pouco ilustrada, onde a propaganda barata e atávica em tempo de eleições arrebata os mais crédulos e continua a fazer os estragos que há muito padecemos, no País do "LEVANTAI HOJE DE NOVO". É estranho e sinistro que em pleno século XXI, em Portugal possa haver líderes que apenas para caçarem votos utilizem o medo de fantasmas salazarentos, há muito supostamente afastados, de um povo que quer modernizar-se e viver de forma mais culta e ser verdadeiramente Europeu, como merece.
quinta-feira, setembro 10, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
terça-feira, setembro 08, 2009
sábado, setembro 05, 2009
SOLIDARIEDADE SOCIAL, SEMPRE!
No passado, pobres eram os sem-terra, os mendigos, os órfãos, os estropiados ou leprosos abandonados; «abria-se-lhes a mão» para um prato de sopa. Hoje, esses ditos aplicam-se às vítimas das injustiças sociais e aos marginalizados, que sempre haverá sejam as sociedades as mais tendencialmente justas e politicamente igualitárias. Embora continue haver esfomeados a quem se deve «abrir a mão», é sobretudo necessário «dar a mão» aos sem-trabalho, aos solitários, aos idosos, aos toxicodependentes, aos imigrantes e aos marginalizados. O lema «Pobres sempre os tereis convosco» torna-se «Marginalizados tê-los-eis cada vez mais».
Até um passado recente, a solidariedade só era obrigatória relativamente aos «nossos», aos «de cá» («do teu pobre em tua terra»). E competia à vizinhança. Hoje há o Estado que assume a resolução dos problemas macro-sociológicos. A partir daqui, a sociedade com, à frente, os políticos, remete a questão para o Estado burocrático. Ora, a solidariedade é um movimento centrífugo, parte do indivíduo para o seu próximo, duma família ou duma rua para a outra, do centro para a periferia. Portanto, esperar que as propostas de solidariedade venham do Estado burocrático é uma maneira de perpetuar as situações de privilégio.
Isto vem a propósito do actual período político e da crise económica em que entrámos. A solidariedade social devia ser uma preocupação prioritária dos municípios. Durão Barroso disse em 17.2.2002: «Comigo, não heverá um novo europorto internacional enquanto houver crianças à espera, três anos, para serem operadas». Os candidatos às autarquias - donde deviam partir os movimentos de solidariedade social - deviam ter como regra: «Conosco, não haverá uma nova estrada ou rotunda, um novo centro cultural, mercado, biblioteca ou edifício da Câmara, campo de futebol, renovação dum jardim ou instalação de um qualquer efeito estético-urbano, enquanto houver no nosso concelho um desempregado sem meios de subsistência, uma família sem luz, gaz ou água, uma criança sem creche, um idoso sem lar, um doente sem assistência, um toxicodependente sem apoio...». E cumprir.
Também alguém devia propor às Igrejas que se reclamam de Jesus Cristo, grandes e pequenas, que mandassem às urtigas o seu curriqueiro palavreado esotérico-moralista, sexista, discriminatório (que não é de origem mas criado pela História) e apontassem para o fundamento do Cristianismo, o seu sinal distintivo - «a religião do amor» - e que podia fazer dele a religião do futuro: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo»; por «próximo» entende-se um necessitado qualquer, que pode ser um estrangeiro ou de outra religião (Lucas 10:25-37). Querem melhor? Alguém disse: «Se a Igreja católica tivesse orientado para a luta contra a pobreza os esforços que tem feito na repressão da sexualidade [família e casamento tradicionais, moral conjugal, celibato dos clérigos...] já não havia pobres no mundo cristão». Imagine-se o mesmo direccionamento dos dinheiros gastos em obras materiais (novas igrejas de luxo, pompas religiosas...). O mundo seria muito menos pobre.
Constatamos mudanças na linguagem da Igreja católica; a expressão «solidariedade social» começa a ressaltar; um bom indicador. Nas políticas municipais, por enquanto, o que vemos sobretudo é desperdício dos dinheiros públicos em obras públicas de luxo... num país de miséria.
segunda-feira, agosto 31, 2009
TURISMO DE SOL E PRAIA
( imagem publicada no Jornal de Leiria de 27/8/2009)Na actualidade, as modernas maneiras de entender o turismo têm igualmente outras tantas maneiras para concebê-lo. A partir dos anos 50, o turismo relacionado com o descanso, gerou um laser de Sol e Praia, que não pretendia mais do que romper com a rotina laboral. Do mesmo modo que a televisão significa o inicio de uma forma de viver, o automóvel representa uma nova maneira de nos relacionar, uma mudança radical na forma de perceber o espaço e o tempo. O acesso massivo ao automóvel e o desenvolvimento dos meios de transporte tornou possível uma percentagem elevada de pessoas em viajar a diário a cidades e a sair de férias. O turismo, nos seus múltiplos sentidos, e, mais concretamente o turismo de férias, é outra das características da nova cidadania que a cultura pós moderna universalizou através das práticas do ócio. Simbolicamente falando, a televisão é o grande turismo gozado na tranquilidade de um lugar. O “turismo” é a televisão em movimento e a proliferação do consumo ocular que se manifesta no Zapping, no circular no shopping da cidade, nos fins-de-semana no carro…, é a necessidade de ver, sobretudo, aquilo que é conhecido pela vista em fotos, filmes, programas de televisão e internet.
Nos nossos dias bastam cinco minutos e pouco mais de 600 euros na conta bancário, para planear umas férias em Punta Cana ( Republica Dominicana) ou no México, pela internet. Qualquer “um” pode gozar uma semana em ilhas ou praias paradisíacas da Republica Dominicana às Seychelles ou Antilhas. O preço inclui oito noites em hotel, voo, deslocações e seguros de viagem… O resto paga-se à parte!
Um estrangeiro, com dúvidas para onde ir no verão, pode escolher um pacote com estas características a um preço nada superior àquele que gasta para vir a Portugal. A comparação pode mostrar de forma clara o problema que enfrenta o turismo Português.
O tempo das vacas gordas, quando o número de estrangeiros aumentava sem parar, não foi aproveitado para sentar as bases de um modelo sustentável a médio e longo prazo.
Em vez disso, deu-se a devastação sistemática ou sustentada do nosso litoral com tropelias urbanística num grave e enorme saque, para o património natural e paisagístico, e permitiu a uma só geração consumir recursos que deveriam de durar séculos. Apenas o optimismo antropológico dos nossos governantes, para não designar outra coisa, tem sido insensível.
Nazaré: Sítio local perigoso I from António Delgado on Vimeo.
quarta-feira, agosto 26, 2009
GENERAL SIR HEW WHITEFORD DALlRYMPLE

Nos séculos XVII, XVIII, com a secularização do ensino, sobretudo nos países protestantes, os livros de viagens surgem como um género literário muito apreciado, por registarem os costumes exóticos e pitorescos de paragens longínquas; um fenómeno informativo que nos nossos dias pode ser entendido como um princípio da era da globalização. Estes livros foram determinantes para iniciar áreas do conhecimento tão importantes como a antropologia, a sociologia, a etnografia e até mesmo a arqueologia, recordemos apenas Joachim Winckelmann. Estavam reunidas as condições para as teorias sobre a cultura e a sua história despontarem com Jacob Burckhardt.
“Hoje ao meio dia, o termómetro marcava dezasseis graus. Deixamos a Batalha e, depois de ter atravessado duas léguas com muitas oliveiras, encontramos à nossa esquerda alguns montes incultos, e depois trigos da Turquia e vinhas até Alcobaça; são três léguas feitas em três horas. Encontramos nessa jornada muito pouca gente e visto poucas casas e povoações. Afonso Henriques, passando por este sitio a meados do século XII, para ir sitiar Santarém, fez voto, se vencia na sua empresa, de construir neste lugar um convento de frades; por conseguinte tendo conquistado o sitio, escalando-o, empregou o espólio que havia obtido nessa guerra contra os mouros para fundar este mosteiro, que dotou ricamente. O nome de Alcobaça vem de que esta cidade está na confluência dos rios Alcoa e Baça. O convento é uma grande massa de edifícios góticos; as adições modernas que lhe têm feito desfiguram-no singularmente; a sacristia da igreja é muito rica. A comunidade está composta de cento e trinta monges bernardinos que gozam, como me disseram, de 250.000 libras de renda e vivem magnificamente. Comi com o prior, de quem recebi toda a classe de atenções; mas... ! que vergonha que estes guias celestiais possuam tantas riquezas na terra e não as utilizem noutra coisa senão para vegetar na preguiça e na ociosidade, em prejuízo da sociedade. Existe aqui uma manufactura de batistas dirigida por alguns fabricantes de Escócia e da Irlanda; mas este estabelecimento está na sua infância. Vê-se também uma torre velha, construída pelos mouros, que não tem importância nenhuma. Daqui até Lisboa o pais está fechado entre o Tejo e o mar e todo ele é guarnecido por antigos postos dos mouros.O dia 7, de Alcobaça a Caldas existem quatro léguas, que fizemos em cinco horas, através de um país quase sem cultivo” Carta nº. XIII (tradução do original António Delgado)
Sobre este aspecto sempre me chamou a atenção o facto de Alcobaça não ter uma relação cultural forte com aquela terra além destes aspecto literário e mitológicos, já que, segundo a lenda, foi graças à conquista de Santarém que o mosteiro se construiu.
Sobre tudo o que poderia dizer a este respeito, limito-me apenas a afirmar que Alcobaça devia procurar mais aproximação com aquela terra, não só por existir um forte capital simbólico por explorar, mas também porque Santarém pretende ser reconhecida património da UNESCO. Assim que por diplomacia local, Alcobaça pode começar uma aproximação manifestando o seu apoio aquela pretensão. Os benefícios podem ser muitos, desde políticas turística , a aspectos universitários e agrícolas; cabe ao engenho local definir estratégias e tirar partido. O património histórico, artístico e outras variantes culturais das duas regiões podem ser um capital político e económico de recursos infindáveis para as duas terras. Além destes aspectos e das questões simbólicas as duas regiões estão ainda unidas por um parque natural que é outro capital turístico por explorar.
Quanto à descrição é interessante de ver como Dalrymple nos deixa uma visão da paisagem com oliveiras, vinhas e searas de trigo, transformada nos nossos dias em campos abandonados e por cultivar, só possível graças ao empenho dos sucessivos governos para institucionalizar o viver de expediente, imposto pela política de subsídios agrícolas de contornos muito duvidosos.
Ainda não há trinta anos viam-se na região muitos olivais. Reflexo disso era a quantidade de lagares de azeite existentes no concelho. O meu avó "Tjaquim D’Assenha", tinha um na freguesia de Turquel que trabalhava dia e noite de Outubro a Janeiro, como muitos outros. Quantos lagares existem hoje no concelho e inventariados numa rota turistica? Tem a câmara estudos estatísticos sobre estas matérias ou outras relacionadas com a agricultura do concelho? E a Estação Vieira Natividade? Que publicações edita ou que investigação faz a este respeito e de interesse para o esclarecimento geral dos agricultores, da história da agricultura na região e do seu desenvolvimento em geral?
Quando era criança lembro-me de existirem muitas vinhas e searas por toda a região e dos espantalhos que as assinalavam. Um marco na paisagem de uma forma de vida que o imaginário colectivo está em vias de esquecer. Os meus avós punham-me a guardar os seus trigais tocando “chanfalhos” velhos para afugentar a passarada. Um trabalho de que me orgulhava de fazer e contribuía para a minha integração na comunidade... e não me queixava de exploração infantil!
Hoje em dia é mais bonito, e um valor social assente, intoxicar a juventude com ideologias e todo o tipo de produtos para que os consumam e vivam à custa de pais com salários baixos, e nalguns casos em atraso, infectando-se deste modo a convivência familiar e social. Em vez de se sociabilizar a juventude por meios úteis ao seu bem e ao bem comum, intoxicam-na com o consumo fácil, a dependência, e o viver de expediente. Apesar de reconhecer que existe exploração infantil, não consigo ver onde começa e onde acaba, o que é discurso ideológico e de moda, ou quem parasita e manobra este tipo de questões.
quinta-feira, agosto 13, 2009
O QUE É QUE A IGREJA CATÓLICA TEM A VER COM O CASAMENTO CIVIL?

ARTIGO DE OPINIÃO DO PROF. MOISÉS ESPIRÍTO SANTO, PUBLICADO NO JORNAL DE LEIRIA, EM 30 DE JULHO E QUE RECOMENDO VIVAMENTE.
Pergunta-se: O que é que a Igreja tem a ver com o casamento civil? Uma questão tão pertinente como estoutras: O que é que a Igreja tem a ver com o emparcelamento das propriedades? Ou com o Código da Estrada? Ou com o Direito Contratual? César das Neves é um conhecido pregoeiro das posições fundamentalistas de alguns católicos (que são as de Bento XVI), mas quanto conheço da hierarquia da Igreja portuguesa, esta não alinha assim tanto, concebendo como mais vantajosa a Separação, a doutrina do Evangelho que diz: «A César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mateus, 22,21), quer dizer, «ao Estado o que é do Estado, à Igreja o que é da Igreja».
O casamento «civil» não é um acto religioso, nem obriga os católicos. Se, por causa desta questão, houvesse uma guerra religiosa, ela seria provocada pela Igreja por se intrometer no que não lhe diz respeito. A guerra religiosa seria legítima se o Estado interferisse no sacramento católico do Matrimónio.
E até podíamos perguntar: «O que é que a Igreja tem a ver com o casamento, simplesmente»? Os povos sempre se casaram como as leis civis regulamentavam (ou não). A Igreja procura confundir «casamento (civil)» com o sacramento católico do Matrimónio. Mesmo aqui, os católicos tementes a Deus que queiram casar-se só pelo civil, estejam à vontade: não foi Jesus quem instituiu o sacramento do Matrimónio Este só data de 1215 (IVº Concílio de Latrão) e só foi incluído na lista dos Sete Sacramentos, «condições da Salvação», no Concílio de Trento (1570). Até 1215 não havia Matrimónio, mas só uma união civil. Jesus nunca falou de casamento, embora tivesse participado em bodas de casamento. Aliás, também nunca se referiu à sexualidade, hetero, homo, bis, trans ou seja qual fôr. O casamento bíblico, antes e durante a vida de Jesus Cristo e dos Apóstolos, era unicamente um contrato civil. Até era legitimamente polígamo, e com possibilidades de ruptura ora com o repúdio da esposa pelo marido ora com um divórcio igualitário. Jesus condenou o repúdio, mas não o divórcio igualitário. Excepto o repúdio, Jesus e os Apóstolos não tocaram neste regime bíblico, nem condenaram a poligamia. No entanto, a Bíblia, Jesus e os Apóstolos condenaram - e veementemente - o adultério que equivalia a um crime contra um contrato de exclusividade e contra a propriedade privada.
Numa época como a nossa, de egoísmo e de solidão individual, e no sentido de expurgar todas as formas de descriminação (que também é um ideal do nosso tempo), o melhor para a Igreja seria dedicar-se à defesa da fraternidade, do amor, da igualdade, da harmonia e solidariedade entre os humanos, independemente do género e das instituições civis: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» (João 13,14). O casamento entre pessoas do mesmo sexo conjuga-se melhor com estas palavras luminosas do que o segregacionismo católico. Se este prevalecer e se, por acaso, os gays, lésbicas e transexuais descobrem o que São Pedro disse ao centurião Cornélio, a saber, «Deus não faz descriminação de pessoas» (Actos 10,34), os descriminados podem sentir-se obrigados a sair para a rua e gritar «Com Jesus Cristo, contra a Igreja!».
domingo, agosto 02, 2009
CAMPANHAS E TENDÊNCIAS

Aqueles que pertencem ou simpatizam com um partido e crêem que têm ideias, porque se inclinaram por uma ideologia, não acodem mais do que aos comícios desse partido. Dai que as ovações sejam enganosas. Se fosse possível mudar esse público para o sítio onde actuasse um político rival, este seria insultado, por muito eloquente que fosse o seu discurso e as suas ideias.
Os discursos políticos procuram sempre o aval do auditório e por isso terá que dizer-se só aquilo que ele gosta de ouvir, com algumas repetições obrigadas, no caso de não terem percebido à primeira nem à segunda.
Estudos credenciados revelam que a maioria do eleitorado decide a candidatura ou partido no qual vota muito antes de se celebrarem os comícios, inclusive com uma apreciável antecedência do início da campanha eleitoral. Deduz-se que os gastos milionários dos distintos partidos resultam bastantes inúteis e no melhor dos casos somente captam uma pequena percentagem de indecisos. Está claro que quando uma ideia se mete na cabeça de alguém é dificílimo mudá-la. Uma convicção converte-se em fixação. Rectificar algum aspecto ou apreciar a possibilidade de uma situação nova parece uma deslealdade. Estas pessoas são como alguns membros de júris de concursos de literatura, pintura ou até de professores. Antes de analisarem os processos, currículos ou o trabalho dos concorrentes, já estão de capa e espada a defender um dos elementos a concurso, e se os membros do júri lhes perguntam porque não ponderam ou lêem os currículos, têm a resposta pronta e expressam-na de forma bem clara: “é para não me deixar influenciar”.
Há tempos, nas eleições municipais francesas, metade das pessoas eram mulheres. Era a consequência das cotas derivadas da lei de paridades, que supõe um progresso considerável a anteriores percentagens. Preferiria que os eleitos o fossem pelas suas capacidades. É possível que o número de mulheres fosse maior que o dos homens; ou não, mas seria aproximadamente justo (a justiça só se consegue por aproximação). Nada se opõe a que coincidam os méritos com a maioria feminina ou vice-versa. Não gosto das descriminações positivas, porque sempre são negativas para outros. A realidade é que ainda são positivas para os homens, admitindo (como é muito possível) que as suas carreiras, as suas designações, as decisões dos seus partidos, obedecem à regra do macho. Sem contar com os países nos quais as mulheres estão atadas às suas próprias roupas. Apesar das cotas, as mulheres poderão exercer os seus postos tão mal como os homens. Se nas eleições autárquicas as pessoas conhecem melhor em quem votam, nas legislativas as listas dos partidos são fechados e sem modificações, cheias de desconhecidos, de suspeitas de medo pelo que irão fazer e se algum é corrupto. É enfadonho verificar como os grandes partidos vão perdendo a confiança dos cidadãos. As últimas eleições europeias já o demonstraram. Parece-me verificar que em Portugal há uma tendência muito centrípeta de esquartejamento, como nas gravuras antigas de história onde se via um regicida atado pelas extremidades e pela cabeça a cinco cavalos que galopariam em direcções distintas. Devo dizer que sou partidário da igualdade, da fraternidade e da liberdade, porque me parece ser esse o espírito da época em que vivo. Atemoriza-me que a sociedade se fragmente entre homens e mulheres, lisboetas e portuenses, idosos e jovens, portugueses de cor e portugueses brancos, emigrantes e autóctones e por aí fora.
quinta-feira, julho 23, 2009
PORQUE NÃO?

Este cenário desolador está a provocar uma desertificação sem precedentes e não são medidas voluntaristas nem semânticas de pífaro como “Novas Centralidades”, “Novas Alcobaças”, “Campos de Golfe”, anglicismos do tipo “Resorts”, nem anúncios de “Instituições muito estranhas e ambíguas aos interesses de Alcobaça” que irão inverter a situação vivida no nosso concelho.
Com tantas iniciativas neste tempo de eleições, será que o PSD anda a tratar da vida dos seus munícipes ou da vidinha de alguns dos seus conhecidos militantes? Com tanta ideia genuína saída do cérebro dalgum dos militantes deste partido e orientadas pela plêiade de "sábios" que costumam convocar, porque não propõem trazer o CENTRO DE OPERAÇÕES AEROESPACIAIS DA NASA, para o mosteiro ou mesmo um aeroporto para aviões low cost, COM PISTA NO TERREIRO EM FRENTE AO MONUMENTO?
FÉRIAS DOS PORTUGUESES 2009




