segunda-feira, outubro 15, 2007

CURIOSIDADE DE SÁBADO


Este fim-de-semana, os jornais portugueses continuaram a dar atenção à eleição de Luís Filipe Meneses, para secretário geral do PSD. Retive o artigo de Vasco Pulido Valente, no Público, de sábado e dele reproduzo um excerto:

Ninguém sabe, ou se atreve a prever (...) o que vai sair do congresso (...) um ponto parece mais do que adquirido: PSD de Menezes não irá chamar ou depender das “luminárias” da academia ou dos “negócios”, sem experiência ou convicções (excepto a do seu direito de governar) e sem sombra de currículo partidário. Para bem ou para mal ( há quem ache que para muito mal), O PSD ficará nas mãos de uma personagem do “pós-cavaquismo”: o operador politico profissional, criado no aparelho, educado nas guerras labirínticas do poder local e pouco inclinado ao sentimento de reverencia. Nem Sócrates nem Cavaco irão ter uma vida tranquila.”

Passeando pelo semanário o Sol, vi , na página 4 o titulo “ Menezes ao ataque” e no canto inferior direito, uma caixa de cor “amarelada”, com uma noticia, cujo o titulo era “ PS e Governo Preocupados”. Transcrevo também um excerto mas com incidência nas afirmações de Manuel Alegre:

“ Elogiando a vitória de Luís Filipe Menezes como “saudável do ponto de vista democrático”, Manuel Alegre considera que é “um sinal” e “ exprime uma vontade de mudança no país a que o governo deve de estar atento”. Em declarações ao Sol, o ex- candidato presidencial vê na reviravolta interna do PSD “ uma vontade de mudança que vem de fora para dentro”. “ O PS devia de perceber que aquela mudança um estado de espírito que não é só interno, não é só do PSD”, avisa. Alegre deixa um conselho a José Sócrates. “ Eu não subestimaria o dr. Menezes. O dr. Mário Soares subestimou Cavaco Silva, em 1985, quando ganhou na Figueira da Foz, e depois enganou-se”. No governo, as preocupações de Alegre são partilhadas por quase todos”.

Estas observações oriundas de duas pessoas tão diferentes e ao que parece, desavindas uma com a outra, estranharam-me pela semelhança nas conclusões e fiquei a pensar...

... depois de tanta gente denegrir Luis Filipe Menezes, dar-se-á o caso de ele vir mesmo animar a vida politica ?

Boa Semana

25 comentários:

mi despertar disse...

me encanta tu blog, te sigo desde Miami

ANTONIO DELGADO disse...

Gracias por tu visita Mucha,
y me encanta que te encante. Yo te acompanharé aqui.
bjs.
António

A. João Soares disse...

Caro António,
Diz o povo: quem desdenha quer comprar. Por outro lado, ninguém, normal, bate num morto e os políticos não são assim tão anormais e, por isso, se batem nele, é porque vêm nele um adversário a temer, a demolir, fazer em pó.
É preciso mudar a forma de fazer política cá no burgo. A ideia de fazer nova Constituição é boa, e espero que seja menos restritiva e garanta uma vida mais feliz aos cidadãos, que seja focada neles.
Abraço

ANTONIO DELGADO disse...

Caro A. João Soares,
Tem toda a razão quando diz: " quem desdenha quer comprar" e, esta eleição despertou-me a atenção precisamente por causa disso. Reparei no fenómeno do desdém gratuito ao actual líder do PSD, feito por muitos comentadores, por colegas de partidos e dirigentes. E a biografia publicada na revista do Sol, deste fim-de-semana, contribuiu para ver o porquê desta suposta animosidade e, ver o comportamento de muitos que já se ofereceram depois de andarem a dizer mal. Manifestando o típico LAMBE BOTISMO de quem não tem existência senão pela vida partidário e naquilo que considero uma “estranha forma de vida” como cantava a Amália. Sinceramente que tenho curiosidade sobre o que se vai passar.

O Guardião disse...

Não sei o que é que Meneses vai fazer de agora em diante, contudo as ideias que já revelou, de mais liberalismo, não são de molde a deixar-me descansado ou sequer esperançado em melhorias.
Cumps

Freyja disse...

la politica y los politicos siempre dan que hablar
a veces falta mas que actuen y hagan bien su trabajo
como estas querido amigo?, deseo que estes muy bien y que sigas haciendo un lindo trabajo como lo haces
gracias por tus lindos saludos y tu compañia
te dejo muchos cariños y que estes muy bien amigo
que la semana siga linda
besitos

besos y sueños

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Guardião,

O senhor Meneses não me motiva particular interesse. O que me motiva atenção são as observações de dois personagens da vida pública, politica e cultural portuguesa que por sinal parece que se odeiam. E essas opiniões para cumulo serem coincidentes num mesmo ponto de vista. E o facto só me chamou a atenção depois de ver as criticas feitas a LFM pelos vários "master opinion" da cultura indígena coincidirem em mal trata-lo. A mim e não só e apenas na qualidade de observador o facto chamou-me a atenção tal era a incidência das observações. Pareciam os ataques a Sócrates antes das eleições e quando começou a campanha. Desde a suposta condição homossexual e outras igualmente calibre de ordinárias e isto goste-se ou não do personagem. Parece como foi dito pelo amigo A João Soares que desdenha quer comprar e se calhar este tipo de critica vem devido a alguma qualidade que possa talvez ter. Alias em relação ao actual 1º ministro Marcelo rebelo de Sousa advertiu que seria um tremendo erro subestimar Sócrates... pelos vistos tinha algum fundamento a sua observação! Será o que se pode passar com LFM!? Sinceramente não sei , mas comparto absolutamente a sua observação quando afirma as "ideias que já revelou, de mais liberalismo, não são de molde a deixar-me descansado ou sequer esperançado em melhorias". E talvez fosse isso mesmo que estes dois personagens também quisessem dizer.

Um abraço
António

ANTONIO DELGADO disse...

Hola Freyja! amiga linda.

Pues sin de los politico siempre se dice algo y efectivamente, por veces muy mal porque tienen mas poder sobre nosotros que nosostros sobre ellos mismos.
Sobre mi:
Ando desbordado de trabajo y tiengo que desplazarme a menudo porque teingo igualmente mas responsabilidades. Hay momentos en que se junta todo y es lo que pasa...pero hay que dar cuenta de ello y dar la vulto por encima.

Gracias por tus visita de tan lejos y tiene una semana muy linda y feliz. Llena de alegria y felicidad y con mucho sol en el alma.

Bezos azules y amigos
Antonio

Siry disse...

Hola amigo Antonio, me encanta su espacio, tengo un cariño muy especial a Portugal y a Alcobaça.
Vine a traerle unos cuantos besos azules desde la Mérida venezolana.

ANTONIO DELGADO disse...

Hola Siry,

gracias por su amabilidad y por el gusto que tiene a mi pais y paricularmente a Alcobaça mi tierra. Algun dia visitaré su país donse se hay portugueses inmigrantes.

bezos azules deste este lado del atlantico.

António

Jorge Casal disse...

A eleição de Luis Filipe Menezes pode trazer alguns benefícios à actualidade política que já estava estagnada e a precisar de umas abanadelas.
Não me identifico com o PSD; mas... com o PS cada vez menos, com este mentiroso de primeiro ministro a mandar. Há umas coisas que me preocupavam: sobremaneira: a liberdade de expressão e de manifestação. Não é que o governo dimitiu um funcionário (professor Charrua) só porque ele disse umas piadas a dois colegas no gabinete? Não é que mandou a polícia tirar as bandeirolas aos manifestantes de Montemor-O-Velho ACUSANDO-OS DE COMUNISTAS? Não é que mandou outros polícias ao sindicado da Covilhã para saber quais as palavras de ordem que os sindicalistas preparavam? Não é que Sócrates em pessoa processou o bloguista de Santarém que levantou o legítimo problema da sua licenciatura? Não é que a televisão do Estado não pára de levantar processos aos criticos que lhe apontam a falta de imparcialidade? Onde é que já se viu isto se não na Coreia do Norte, no Sudão, na Arábia Saudita e tutti quanti? O medo estava a instalar-se.
Deus nos livre destes governos (socialistas ou súcias?). Começam assim e acabam com as liberdades fundamentais. Felizmente que o PSD e o CDS se levantaram contra esse tiranete, colocando-se do lado dos comunistas e da CGTP que começam a ser vítimas desta gentalha sùcialista.
Nesta área da liberdade de expressão prefiro a direita liberal, instruída, urbana, civilizada e respeitadora das leis, a esta pseudo-esquerda socialista (ou súcia?), arrivista, novo-riquista e estúpida.
Entre nós, as maiorias absolutas são um problema. Habituados aos fascismos e à veneração do chefe, a massa dos portugueses condescende facilmente com os que reprimem as minorias (é por isso que se diz que a massa é bruta?). É como se dissessem: «Se eles ganharam, têm o direito de fazer o que quiserem». A prepotência está-lhes na massa do sangue.
Haja liberdade! Parabéns e Bem-vindo Luis Filipe Menezes!

Beezzblogger disse...

Meu caro António Delgado, a mim também me chamou a atenção esse facto, e por si só, ver Manuel Alegre a falar desta maneira, coincidindo com um rival...

Bom, mas para mim, a do Manuel Alegre, é também um pouco de ira, pois não se esquece do que lhe fizeram aquando das eleições para secretário-geral do PS.

De qualquer forma, o LFM, a mim não me diz nada, para mim PS e PSD são a mesma coisa, provem-me o contrário.

Abraços do beezz

A. João Soares disse...

Embora já não me apaixone por qualquer político, porque nada muda por eles trocarem de cadeira, mas mudaria com a reformulação do sistema, Luís Filipe Meneses disse uma coisa que gostei de saber. Quer mudar a Constituição. Esse poderá ser o primeiro grande passo. Depois haver+a a«que acabar com nomeações políticas, fazendo a selecção por concurso público dos mais competentes de acordo com cadernos de encargos bem elaborados para evitar falcatruas. E esses assinariam um contrato onde constassem todas as tarefas a que ficariam obrigados e pelas quais seriam avaliados e, se não cumprissem, despedidos por justa causa.
Se o regime se mantiver com todas as suas mazelas de nada adianta mudar pessoas e assessores.
A estes refiro-me em Do Miradouro
Abraço

ANTONIO DELGADO disse...

CARO JORGE,
conhecendo-te como te conheço sei quanto te custa dizeres estas palavras. Sendo um homem educado nos valores da liberdade e da tradição republicana e, teve de imigrar ou melhor, refugiar-se em França nos s inicios dos anos 60, é triste o que assistes...o que todos nós assistimos. Recordo-me de há quinzes anos quando passeavamos por Leiria dizeres " andou um tipo a sofrer todo o tipo de privações e perseguições e estes tipos parecem ser piores que os do tempo da outra senhora". Fazias um comentario sobre o governador civil de então, por estar, segundo os jornais locais e nacionais, metido em negocios pouco dignos. Um governador nomeado pelo governo de Cavaco. O mesmo que há quinze anos queria Portugal no pelotão da frente e afinal, como presidente da republica, tem-no no ultimo junto aos piores.

do teu comentario retenho uma ideia a de Portugal não estar ainda preparado democraticamente para ser dirigido por maiorias absolutas. Só vem provar como determinados tiques do passado ainda não estão completamente ultrapassados e emergem facilmente à superficie quando tem possibilidade. É o caso do autoritarismo e a não admissão de opinião em contrário.

Um abraço freterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

AMIGO BEEZZBLOGGER,

A curiosidade foi mesmo essa: os contrarios estarem em sintonia. É possivel que o amigo Beezz tenha alguma razão no que diz sobre o Manuel Alegre, mas também devemos recordar que este político tem um passado de luta antifascista irrepreensivel para falar com alguma autoridade. Para mim representa um dos baluartes de determinados valores republicanos e de esquerda pelos quais tenho simpatia. Quanto ao LFM apenas tenho curiosidade depois do que muitos disseram, para ver se ele animará ou não a vida politica nacional. De facto parece que o PS e PSD se tornaram siameses.

um abraço
António

Jorge Casal disse...

Retomando o que diz João Soares, quanto à mudança de Constituição só conheço a ideia de LFMenezes de suprimir o Tribunal Constitucional.. De facto este tribunal é uma fraude. Juizes nomeados pelos partidos e decidir o que o governo lhes sujeita... Qual é a sua isenção? Manobras conjunturais. Política e Justiça são incompatíveis.

Parece haver no ar uma nova ideologia que é a do mérito. Este governo é um perito em nomear funcionários para os lugares que exigiriam independência e isenção. A reforma da Administração vai nesse sentido (funcionários obedientes). Mas o PSD não foi melhor enquantio lá esteve. No entanto, é por oposições sistemáticas e dialéticas, e por mudanças sucessivas que as coisas melhoram. Talvez que a supressão do Trib. Const. seja apenas uma ideia de corrigir este estado de coisas em favor da ideologia do mérito e da isenção política dentro dos tribunais. Diferentemente de João Soares, eu penso que as coisas podem mudar com a mudança de pessoas, por oposições dialecticas. O problema, a meu ver, são as maiorias absolutas que a massa (bruta) portuguesa tem tendência para eleger como se a política fosse apenas a preto-ou-branco

Freyja disse...

querido amigo
gracias por tus lindos saludos y tu compañia
yo tambien te deseo lo mejor para ti y que estes muy bien
te dejo muchos cariños y cuidate
besitos


besos y sueños

Mentiroso disse...

O Menezes ou outros, podem bradar o que quiserem contra o governo actual, que serão berros abafados de de falsidade, já que não teriam feito melhor; sabemos muito bem o que já tinham preparado e só não fizeram por terem sido corridos. Os do governo são a outra parte da mesma corja.

Há muito que se pressente o desejo de alguns para uma nova constituição. Esse desejo é justificado por lhes dar a oportunidade de fazerem uma nova moldada aos seus interesses e que lhes dê mais margem de manobra do que as leis que fazem para defenderem e apoiarem a corrupção e para se desresponsabilizarem dos crimes que praticam consciente e impunemente. A sua substituição não resolve o problema da existência e liberdade da máfia política. Uma constituição conveniente para o país não pode ser elaborada pela mentalidade gananciosa de políticos corruptos. O que resolveria seria democratizar o sistema eleitoral, que os eleitos ocupassem os cargos e não os nomeados. Proibir por lei toda e qualquer nomeação a nível universal. Afinal, a organização política, tal como está não define democracia. Votar, por si só, nunca garantiu democracia e palavra oca é uma desculpa para as nomeações que se seguem. Eleições existiram durante a maior parte do tempo do Estado Novo. Governos maioritários não garantem nada senão a estabilidade dos tachos, abuso e arrogância. Governos multipartidários, como nalguns países, também evitariam deitar cerca de 60% dos votos para o lixo e os governos serem na realidade eleitos por uma ínfima minoria.

Quanto às lágrimas de crocodilo do Cavaco, parece que todos já se esqueceram o que os seus governos fizeram dos fundos de coesão e de que o estado económico em que o país se encontra se deve quase exclusivamente a isso e à inflação que o senhor economista deixou ao partir.

C Valente disse...

Só mudam as moscas a....
Saudações amigas

C Valente disse...

Pssei para cumprimentar, deixar as boas noites
saudações amigas

Beezzblogger disse...

Meu caro amigo A Delgado, eu também acho o Manuel Alegre um homem de esquerda, próximo da que eu defendo, mas de facto, a sua situação destro do PS, é incómoda. Veja-se o que fizeram a Paulo Pedroso, a Ferro Rodrigues, e a outros verdadeiros socialistas.

Esta corja que se apoderou do PS, é a mesma que está no PSD, com nomes diferentes, pois a máfia política não tem cor, tem isso sim aproveitadores dos partidos para tachos e cunhas a seu bel prazer.

Por último, acho que temos de começar a mexer, ontem já era tarde...

Abraços do Beezz

ANTONIO DELGADO disse...

Hola Freyja,

Gracias por tu visita y por el cariño que pones en tus comentarios. Beso muy grande.
António

ANTONIO DELGADO disse...

Caro C. Valente,

Nem mais...

ANTONIO DELGADO disse...

CAro Beezzblogger,

O Manuel estas completamente encostado mas representa um socialismo com o qual até poderei identidficar-me .
Os dois partidos PS e PSD, parece que são siameses e os aproveitadores infelizmente são muitos.

ANTONIO DELGADO disse...

Caro Mentiroso,
Também tenho dos politicos as mesmas ideias.

Quanto a Felipe Menezes assola-me uma curiosidade a de ver, com ele, se não assitimos à "AUTARQUIZAÇÃO" do Pais. Isto é: a ver o país governado ao estilo de como são governadas as autarquias.