sexta-feira, novembro 27, 2009

"CRIATIVIDADE TOCA A TODOS"



Hoje no meu espaço do Facebook , fiz um link a um artigo sobre CRIATIVIDADE editado no portal CIÊNCIA HOJE. O referido artigo trata dos benefícios que a criatividade tem sobre a saúde mental das pessoas. Na sequência da postagem recebi um email de uma amiga francesa, versando sobre as dimensões da criatividade. Ela juntou no seu comentário a mensagem que publico de seguida, já traduzida, acompanhada de um vídeo.
“O filme regista uma acção que se passou em 23 de Março de 2009 na estação de comboios de “Antwerp”, em Amberes, Bélgica.
Eram 8 da manhã , e de repente, pelos altifalantes ouve-se Julie Andrews a cantar “ The Sound of Music”, e de todos saem, uns 200 bailarinos!
Reparem no que se conseguiu. Observem a cara e as reacções das pessoas. Foi um momento mágico. Oxalá que este tipo de actos se possa multiplicar mais vezes, em qualquer parte do mundo. Espero que possam desfrutar tanto como eu desfrutei. Comovi-me.
Penso que o mundo necessita de momentos como estes, inesperados e maravilhosos, para trocar a tristeza, a apatia, a rotina e a falta de esperança, por um pouco de alegria contagiosa.”

video

Em Portugal este tipo de criatividade deveria de começar na Assembleia da República, e seguir para as redacções de muitos jornais e televisões. Talvez o ânimo geral se alterasse para melhor.

terça-feira, novembro 17, 2009

PIRATAS ???


Segundo o jornal El País, os trinta e seis tripulantes do atuneiro Vasco, capturados pelos piratas da Somália, foram finalmente libertados. No entanto há vozes que se ouvem sobre a realidade/legalidade desta pirataria e o eterno jogo de Estados pobres e Estados ricos.
O video abaixo dá que pensar.


IDEIA SOBRE TRANSPARÊNCIA


Nunca ouvi ou li que as pessoas sejam escutadas de forma clandestina indistintamente, como parece que se faz crer. Há é autorização de juízes para suspeitos de crimes terem o telefone sob escuta e qualquer cidadão amigo ou não de quem está sob escuta terá a sua conversa gravada se lhe telefonar.

segunda-feira, novembro 16, 2009

APONTAMENTO SOBRE CORRUPÇÃO


As notícias sobre corrupção têm dado um vendaval de contradições, onde nem escapa a quinta-essência da República: a sua Justiça. Servir o bem público é um empenho virtuoso para alguns, mas fortuna e virtude são irreconciliáveis, afirmou Sade.
Aqueles que com mais ardor denunciam casos podem estar a contribuir para uma operação de desmontagem da democracia, mas por muito que se empenhem, um partido não se pode medir pelo número de corruptos com que conta, como uma religião não se mede pelo número de padres pederastas, ou os médicos por quem cometeu negligencias e os jornalistas perante colegas que apresentam informações não contrastadas nem verazes.
A crítica baixa, o populismo e ausência de controlo além da predisposição para permitir o autoritarismo configuram, no povo português, portas de entrada para personagens demagogas e autoritárias, que podem ainda combinar carisma com a falta de escrúpulos: um perigo para a democracia progredir. Tanto um partido político como qualquer político, enquanto zeladores da causa pública, deverão ser medidos também pelas decisões que tomem relativas às tramas corruptas uma vez descobertas.
Os meios de comunicação deveriam trabalhar na veracidade e contundência que merecem os corruptos que tanto nos indignam. Como? Sinceramente não sei, mas a “corrupção nossa de cada dia, que nos dá hoje” nunca deveria seguir a ideia proposta por El ROTO no seu desenho.

segunda-feira, novembro 09, 2009

PARTIDOCRACIA



Há muito que as águas da política portuguesa escorrem conturbadas. A cidadania, como se não estivesse já suficientemente em crise, é agora surpreendida com mais casos de corrupção: branqueamento de capitais, tráfico de influências, empresas falsas, concursos e operações fraudulentas, offshores, luvas a banqueiros, e muitos mais etceteras. Como se não chegasse esta cadeia de despropósitos, o acto está ainda protagonizado e associado a alguns políticos, ou melhor, a antigos políticos: pessoas afectas a partidos responsáveis. Homens que deveriam ter comportamentos irrepreensíveis e ser uma referência ética e moral para o resto dos mortais.

A corrupção, seguramente inevitável na vida pública, parece ter no nosso país, proporções, particulares. É consequência da partidocracia e da má qualidade da democracia que se vai gerando. Os maiores partidos políticos não se livram dela: desde o uso indevido e privado de um veículo oficial, até ao desaparecimento de milhões de euros, tudo é possível.

A originalidade lusa, neste campo, demonstra que os corruptos não actuam em comandita, mas por si. E quando surge um escândalo normalmente só afecta um partido. No entanto, raro é o caso onde não exista, para com os supostos corruptos, uma onda de solidariedade entre militantes do partido afectado, militantes interpartidários e até entre partidos. Talvez seja esta a razão que leva representantes partidários, com responsabilidades políticas e institucionais, a afirmarem que “a política não se deve desacreditar”, em vez de irem ao fundo do problema.

A realidade também demonstra que a nenhum dirigente político interessa fórmulas para combater a corrupção, melhorar a eficácia nos mecanismos de controle, as condições de acesso aos cargos públicos, a vigência das regras éticas e a importância da moral pública. Nada disto é objecto de debate e não está na agenda de nenhum. Normalmente, nas suas prioridades encontramos ideias genéricas, posições fugidias e palavras vazias. Não se ouve uma reflexão que vá além da presunção de inocência, da humilhação da família, das peculiaridades dum caso e no período em que sai na imprensa, e da inconveniência de generalizar. Até aqui chegam, porque do que se trata em questões partidárias é de absorver o impacto do assunto e passar a página, para voltar quanto antes ao de sempre.

Em cada novo escândalo, o “colunista mor ” exige que se ponha limite à corrupção política. Limite à corrupção política? Nada mais simples: alterar a forma como são escolhidos os deputados distritais; Instituir eleições directas nas secções concelhias dos partidos, nas federações e para a presidência. E, sobretudo, fazer a separação entre poder judicial e político. Deste modo talvez pudéssemos aspirar a uma democracia e não a esta partidocracia, cuja essência é a impudência, onde uma linha ténue e impercebível, entre o bárbaro e o votante, separa o abjecto do refinamento.

Admito que a corrupção e os oportunistas existiram sempre. A diferença é que em democracia estas coisas acabam por sair à luz e nas ditaduras e regimes autoritários, ou nunca se sabem, ou olha-se para o outro lado esperando que nunca mais se fale quando alguma coisa suja emerge.

Se existissem em Portugal organizações políticas transparentes e revitalizadas, instituições ágeis e eficientes, resguardadas por uma cidadania comprometida nas questões colectivas, o país certamente sairia do lodaçal onde alguns tentam amarrá-lo.

Apesar de não podermos pensar num golpe qualquer, como forma de acabar com a nossa democracia, reconheço, no entanto, que os escândalos de corrupção, geram cepticismo e muito desafecto com a coisa pública. Eles são capazes de promover o populismo e a demagogia que já andam por aí à solta e são muito próprios de regimes opacos e fechados.