quarta-feira, dezembro 31, 2008

EXCELENTE 2009

A TODOS OS COMENTADORES, LEITORES, AMIGOS E FREQUENTADORES DESTE ESPAÇO, DESEJO UM EXCELENTE ANO DE 2009.

Ao Blog Té la má Maria de Reus na Catalunha que inspirou esta postagem, desejo a continuação do excelente trabalho de divulgação cultural e intervenção cívica. Ao seu editor um ano de 2009 pleno de êxitos.

"É incrível que a natureza peça ajuda , mas o mais surpreendente é que ninguém ouve !festas felizes!

És increïble que la natura demani a crits ajuda, però més increïble és que ningú l'escolti !!bones festes!!

Es increíble que la naturaleza pida a gritos ayuda, pero más increíble es que nadie la escuche !!buenas fiestas!!

É incrible que a natureza pida a gritos axuda, pero máis incrible é que ninguén a escoite !!boas festas!!

Es incresible que la natura demande a crits ajuda, totun mai incresible es que degun l'escote !!bonas fèstas!!

Ei incresible qu'era natura demane a crits ajude, totun mès incresible ei qu'arrés l'escote !!bones hèstes!!

Sinestezina da naturak laguntza premia izan dezan, baina sinestezin gehiago da inor entzun ezan !!jai onak!!

It is incredible that the nature prompted cries for help, but more amazing is that nobody listens !good holiday!

Il est incroyable que la nature a incité appels à l'aide, mais plus étonnant, c'est que personne ne l'écoute !bonnes vacances!E incredibile che la natura ha indotto grida di aiuto, ma più sorprendente è che nessuno ascolta !buona vacanza!

これは、自然に助けを求め信じられないほどですが、より素晴らしい叫び、誰も聞いています!グッド休日!

Это невероятно, что характер побудили крики о помощи, но более удивительным является то, что никто не слушает !xороший праздник!

Sangat menakjubkan bahwa alam cries diminta untuk membantu, tetapi lebih menakjubkan adalah yang tak mendengarkan !baik liburan!On uskomatonta, että luonto kehotetaan itkee apua, mutta ihmeellistä on se, että kukaan ei kuuntele !hyvä loma!

ومن لا يصدق أن طبيعة دفعت صرخات للمساعدة ، لكن المدهش أكثر هو أن أحدا لا يستمع! جيد عطلة!

Es ist unglaublich, dass die art gefragt schreit um hilfe, aber umso erstaunlicher ist, dass niemand hört zu !gute urlaub!

令人難以置信的是,提示的性質呼救,但更加令人驚奇的是,沒有人聽 !良好的節日!그것은 자연을 묻는 메시지가 대단하다고 도움을하지만, 더 놀라운 울고 아무도 듣지도있다 !좋은 휴가!

To je nevjerovatno da je priroda glasno zatraži za pomoć, ali više zadivljujuća je da nitko ne sluša !dobar odmor!

Είναι απίστευτο ότι η φύση ζητηθεί κραυγές για βοήθεια, αλλά πιο εκπληκτικό είναι ότι κανείς δεν ακούει !

Καλές διακοπές!זה מדהים כי טבע הנחיה בוכה לעזרה, אך יותר מדהים הוא שאף אחד לא מאזין! טוב החג!

Het is ongelooflijk dat de aard kreten om hulp gevraagd, maar meer verbazingwekkend is dat niemand luistert !goede vakantie!

Це неймовірно, що характер спонукали крики про допомогу, але більш дивним є те, що ніхто не слухає !xороший свято!

Nó là sự mở rộng mà tính chất nhắc cries để được giúp đỡ, nhưng tuyệt vời hơn là không ai lắng nghe !tốt tốt nhất!Det er utroligt, at arten bedt råb om hjælp, men mere forbløffende er, at ingen lytter !god ferie! "

quarta-feira, novembro 12, 2008

HELCOBATIAE

HELCOBATIAE
“Caminhos diferentes, para um lugar de encontro”
Galeria Exposições, Ala Sul, Mosteiro de Alcobaça
Inauguração: Sábado, 16 Horas, 15 de Novembro 2008

GRUPO MENSAGEM



Helcobatiae é o título da exposição de cinco artistas ibéricos que se inaugura no sábado, 15 de Novembro na Galeria de Exposições da Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça. Quatro pintores e uma escultora, portugueses e espanhóis, representando cinco vozes e expressões que na partilha de experiências, vivências, cultura e arte se encontram em Alcobaça.
A iniciativa é do Grupo Mensagem, criado em 2007 e que aposta na natureza ibérica dos seus componentes como elemento central de união. Partilhando conhecimentos dos dois lados da fronteira e apostando em levar essa experiência a públicos portugueses e espanhóis, o Grupo Mensagem quer desenvolver expressões e intercâmbios culturais de todos os tipos, retratando tanto os aspectos únicos como os pontos comuns entre as gentes ibéricas.
Este é um movimento que aposta na mensagem, no comunicar mais longínquo, mais célere e mais intenso de sentimentos, experiências, dúvidas. Que caminha para criar espaços e vivências, no âmbito das artes plásticas, assente num cenário onde o observar e o sentir têm continuidade, como bases do suporte artístico. Mais que só um espaço de acção colectivo, este é um movimento onde transparecem os pilares emocionais de cada um, o medo, a nostalgia, a alegria, o encanto, a esperança, o desejo. Sem limites.
Pretende promover exposições individuais e colectivas de Artes Plásticas que reúnam artistas portugueses e espanhóis com colecções que reflectem essa mensagem ibérica. Passos numa constante de intercâmbio sócio-cultural e artístico, tendo como ponto de partida a visão de uma cultura comum, de uma Península que se expande pela Europa e se projecta no Mundo.
Mais que dar a conhecer a obra de artistas dos dois países, em espaços de relevo cultural e artístico, este colectivo de artistas aposta tanto na divulgação dos traços individuais de cada um como na apresentação dos laços que os unem como vozes da cultura e da arte ibérica. A ligação ibérica dos artistas é um dos elementos centrais do projecto que aposta na apresentação tanto de artistas espanhóis em Portugal como de portugueses em Espanha, desenvolvendo um processo de intercâmbio que hoje é já patente em muitos dos aspectos do relacionamento entre as gentes de Espanha e de Portugal.
Em nenhum dos casos pretende este projecto assumir contornos políticos que vão além do que é a aposta na difusão artística e cultural e na partilha de experiências comuns. As gentes de Portugal e de Espanha há muito que mantêm laços sócio-culturais fortes, que se evidenciaram desde sempre ao longo da fronteira, mas que agora se alargam a outros espaços.
Nunca, como hoje, os laços entre Portugal e Espanha foram tão fortes, tão dinâmicos, tão amplos e tão profícuos. É um momento oportuno para cimentar essa proximidade, ajudando a que artistas de ambos os países trabalhem em projectos conjuntos que permitam difundir a sua obra e a sua voz.



As cinco vozes da exposição Helcobatiae:



Luís Flores – “Cielo, Água y Tierra”
Natural de Jaen (1952), cursou os estudos de Bellas Artes na Escola Superior de San Fernando em Madrid. Ao longo das últimas décadas realizou dezenas de exposições individuais e colectivas em vários pontos de Espanha e Portugal onde recebeu vários galardões pela sua obra.
Três partes importantes para um cenário de vida. Nele representamos sentimento, sensações, vivências compartidas. Com elas damos forma a uma obra criativa, plástica, literária, musical e todas as suas variantes, que no mundo da criação se fazem presentes, num apaixonado afã de comunicação entre os homens.
Perez Gabrielli – “Un Mundo Interior”
Nascida em Madrid, Espanha, em 1952.
Licenciada pela Academia de Bellas Artes de San Fernando da Universidade Complutense de Madrid em 1974. Professora de Pintura da Casa de Cultura de Majadahonda Carmen Conde em 1986.
Incluída no dicionário de Pintores e Escultores Espanhóis do Séc 20.
É na expressão do rosto, no raio fugaz de um olhar, na cadência das mãos… na penumbra dos interiores carregados, onde vive e late a alma de personagens, e de garrafas e de fruteiras, peras, limões… É todo esse conjunto, que faz de fio condutor para um mundo interior. Mundo de Alma, intemporal e vibrante.
Castro Viçoso – “Os Caminhos da Cor”
Natural de Lisboa (1957), tem o primeiro contacto com o mundo da arte com a ajuda do Professor Eduardo Zink que despertou a sua paixão pela cor, pela observação das formas e pelo desenvolvimento da criatividade. Os primeiros trabalhos foram executados com materiais da natureza: madeira, argila e pedra.
Quando me encontro entre as quatro paredes do meu atelier, o meu espírito evade-se e vagueia nos traços e na cor. Os "caminhos da cor " é mais uma experiência no meu acto de criar, em que não me lembro de ter utilizado o mesmo estado de espírito para duas telas.
I Tavares da Silva – “Diálogo Geométrico”
Natural do Funchal (1947) participa em exposições colectivas desde 1969. Licenciada em Belas Artes pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, completou cursos complementares de Pintura além de outra formação académica adicional. Professora de Artes Plásticas e Geometria descritiva, colaborou em vários projectos culturais, incluindo a criação do parque 25 de Abril em Queluz e em ateliers de artes decorativas.
Como no passado académico, a certeza geométrica, fria, continua na minha resposta de hoje, numa procura de 'calma lúdica'. E se este estado de espírito conseguir atrair, envolver os olhares expectantes e arrastá-los em cumplicidade, será certamente o mais valioso retorno, e a certeza de que não foi em vão.... dialogar convosco.
S Vieira – “In-ti-mismo”
Natural de Lubango, Angola (1967) S. Vieira completou licenciatura e mestrado em Antropologia Social e Desenvolvimento, tendo trabalhado em várias organizações não-governamentais e multilaterais. Tem o primeiro contacto com o mundo das artes, ainda jovem, através da dança e do ballet.
Esculturas que transpiram como mutações internas e exteriores, patentes no movimento que, ironicamente, se encerra na pedra, moldada em corpos, nem sempre evidentes. Momentos de contorção e de extensão, de esforço, mas também de leveza, onde se mistura o silêncio do movimento e o bailado das posturas, tudo menos naturais.
ESTÃO DISPONÍVEIS FOTOS DAS OBRAS. CATÁLOGO DISPONÍVEL NO DIA DA INAUGURAÇÃO.

segunda-feira, outubro 27, 2008

AUSÊNCIA E SÍNTESE DE NOTICÍAS LOCAIS

Razões profissionais levaram-me , uma vez mais, a estar ausente da blogosfera. Retomo esta particular actividade de Bloggar" começando por expôr algumas fotos dos Picos de Europa, da parte de Cantábria e depois uma síntese de notícias (com respectivos linkes) saídas na imprensa da região de Alcobaça, durante esta minha ausência.











IMPRENSA REGIONAL

Destaco o artigo do prof. Moises Espírito Santo, no Jornal de Leiria, com a sua acutilante visão de como vivem alguns politicos certos fenómenos no nosso "Jardim à Beira Mar Plantado".


Na mesma linha e quase sobre o mesmo tema, abordado pelo prof. Moisés Espírito Santo, saliento um artigo de Hélio Pires, no Região de Císter , intitulado "Se fosse militante entregava o cartão". Como o semanário RC ainda não está on-line não posso fazer o respectivo link.

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O Jornal Tinta Fresca fez uma notícia sobre o jantar organizado em Alcobaça, pelo BE, em solidariedade sobre a censura e perseguição politica feita pela Câmara à minha pessoa, impossibilitando-me de participar num evento de rua, com um objecto artistico em forma de maçã e para o qual fui convidado pela Associação dos Produtores da Maçã de Alcobaça APMA, . Agradeço a todas e a todos quantos estiveram presentes neste jantar de FRATERNIDADE E SOLIEDARIEDADE POLITICA.


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Do jornal " A Voz de Alcobaça" recolho da coluna CHAPELADAS o seguinte extracto:



"FEZ BEM O SR DOUTOR GONÇALVES SAPINHO, ACTUAL presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, em ter decidido ir às consultas médicas. Parar a sua actividade para tratar da saúde. Para bem dele, em primeiro lugar, para sossego da familia, que merece. Por último, merecem os municipes do burgo cisterciense, que esperam em breve o seu principal representante colocar-se ao seu lado de forma afável, atenta, com sentido de humor e poder de encaixe de outras opiniões, sobretudo aberto ao diálogo e ao contraditório. Faço votos de que tudo lhe corra bem e aproveite este interregno de funções para pensar e agir melhor no futuro proximo". Jorge Barros.(edição 30 de Setembro de 2008)


O meu comentário ao anterior texto

Um pequeno reparo ao Jorge de Barros: Só quem fez um doutoramento pode ser designado por extenso de doutor. Quanto julgo saber o suposto PhD como é designado o sr. Sapinho não é senão a sua licenciatura. Parece que há muita promiscuidade nas designações de titulos académicos.
Das palavras do Jorge depreendo que o sr. presidente está ou esteve doente. Quanto julgo saber a Câmara nada disse e eu interrogo-me porquê? No caso de ser verdade, o presidente ter estado ou estar doente, não se compreende que o elenco que governa a Câmara se comporta também desta maneira: a de não informar os municipes sobre a situação referida. Será também que a escola democrática deste o elenco camarário PSD, com respeito à informação série é a das ditaduras de países como a Coreia e afins ?
Parece-me muito salutar que CHAPELADAS, recomende ao sr. presidente que deva de "PENSAR E AGIR MELHOR" porque realmente parece que há, cada vez há mais gente, em Alcobaça, a reconhecer e a notar que o sr. presidente da Câmara de Alcobaça não faz bom uso dos seus recursos mentais isto é : NEM PENSA NEM AGE BEM, como eloquentemente Jorge de Barros referiu.

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Gonçalves Sapinho
" É UM DOS PIORES POLITICOS DESTE PAÍS".
Deputado Adelino Granja do BE.
Jornal Região de Císter pag. 9 ed. 23/10/2008"
Parece-me até que, chamar politico ao Dr. Sapinho seja um abuso semântico. É por estes abusos semânticos que boa parte dos alcobacenses parece que gostam de ser manipulados por ele e que a sua (minha e nossa) terra seja motivo de chacota, em determinados círculos, devido aos frequentes despautérios do sr. Presidente e " sus muchachos". E gostam também que Alcobaça seja ostracizada em relação aos outros meios urbanos vizinhos e tenham de pagar IMI's e outros impostos municipais além da água, dos mais caros do distrito e talvez do país. Adoram que o presidente os ludibrie sistematicamente e também que mande ou autorize mandar fazer censuras ou perseguições politicas a quem não esteja de acordo com ele e as orientações que dá ao município. O sr. Presidente como há muito que anda em campanha agora veio a público anunciar obras desnecessárias e em tempos de crise. Quem lucrará com elas? Não há concurso de ideias e as obras são de milhões e parece que vão ser adjudicadas de forma directa ao arq. Byrne e sem pestanejar. Será que os impostos municipais muito elevados têm de dar para isto tudo ou são sequência de decisões como esta, de carácter oco, de fachada, sem nexo e nefastas? Será mesmo que o Dr. Sapinho quer à custa da distracção de boa parte dos munícipes fazer de Alcobaça o seu Mausoléu?
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Por último e por supor que passou despercebido à imprensa local, destaco , o excelente espectáculo realizado pelo grupo musical Alcobacense os LOTO, no CAFÉ ANTZOKIA, em Bilbao no último sábado (25/10/2008).







Neste ambiente que as imagens documentam, fui reencontrar alguns dos meus velhos amigos vascos e recordar um espaço onde passei muitos e bom momentos desde 1987, quando passei a viver naquela zona de Espanha . Foi neste ambiente do café Antzokia que descubri o grupo vasco OSKORRI e KEPA JUNKERA ,entre outros excelentes músicos. Para os LOTO um enorme abraço por levarem o nome de ALCOBAÇA para lá das nossas fronteiras e por serem excelentes embaixadores da nossa música, porque como me dizia a minha amiga Arantxa " ES QUE SON MUY BUENOS"!

quinta-feira, outubro 16, 2008

40000 MIL VISTANTES: DIA DE BRINDE


O visitante que ficou com este belo número tem entre outras características as seguintes:


IP adress:

62.48.227.# (município da Marinha Grande)


ISP : PT PRIME

Soluções Empresariais de Telecomunicação

Lat/long 39.75, -8.9333

( não mostro o mapa da localização precisa)

Hora da Visita:

Oct.16 2008 11.29.45 am.


Hora de saída:

Oct. 16 2008 11:35: 04 am

Tempo de visita:

5 minutos e 19 segundos



Para o visitante assinalado um especial abraço que é extensível a TODOS os leitores e comentadores dos ECOS e brindo com um EXCELENTE e GENUINO produto da minha terra.




a todos um abraço bem fraterno.

quinta-feira, outubro 09, 2008

BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE

APROVEITEM PARA IR ATÉ ALCOBAÇA, CAPITAL DO CONCELHO COM O MESMO NOME E ASSISTAM AO ESPECTÁCULO DAS MARIONETAS . LEVEM TAMBÉM AS CRIANÇAS PARA ASSISTIREM A ESTE MUNDO DA FANTASIA E DO SONHO QUE ANDA TÃO AFASTADO DE NÓS...BOM FIM DE SEMANA A TODOS E TODAS.




"O TRAPEZISTA" É UM DRAMA EM VÁRIOS ACTOS QUE TEM MAIS OU MENOS ESTAS CARACTERISTICAS: HÁ DOIS FIGURANTES (OU MELHOR TRÊS) QUE QUEREM SER OS ACTORES PRINCIPAIS DA TRÁGICO-COMÉDIA EM QUE O CONCELHO DE ALCOBAÇA SE TRANSFORMOU. E, NÃO TÊM A MENOR DÚVIDA EM TIRAR A CORDA AO " TRAPEZISTA" QUE POR MÉRITO PRÓPRIO ESTÁ NELA PARA TOMAREM O SEU LUGAR. O TRAPEZISTA TÊM EXCEPCIONAIS QUALIDADES PARA O RISO.... OS OUTROS, (OS FIGURANTES) QUE QUALIDADES TÊM? EM ALCOBAÇA E SEGUNDO ME PARECE, NINGUÉM AS CONHECE!






VERSÃO LOCAL DO FILME "UM VIOLINO NO TELHADO". O COMEDIANTE INVESTIDO NO PAPEL PRINCIPAL NÃO É MUITO BEM VISTO NA TERRA E ENTRE OS SEUS PARES, PELOS INESPERADOS PINOTES QUE DÁ E DEIXA TODOS BOQUIABERTOS. SEGUNDO SE CONSTA, PARECE QUE SOFRE DE " PALUDISMO EMOCIONAL" OU "PAROLISMO SOCIAL" DAI ESTAR SÓ! NO ENTANTO SONHA EM SER O GRANDE ARTISTA DE ALCOBAÇA... O NÚMERO 1! COMO SOLIDÁRIO QUE SOU, APOIO A SUA PRETENSÃO LEGITIMA PORQUE SINTO UMA SIMPATIA ESPECIAL PELA CRIATURA E POR SER UM VERDADEIRO DOTADO. ACHO QUE OS MEIOS ARTISTICOS LOCAIS, NÃO SÃO, INFELIZMENTE, DADOS A RECONHECER VALORES E TALENTOS COMO ELE. ALCOBAÇA É, POR VEZES ,EXTREMAMENTE INGRATA COM AS PESSOAS QUE SÃO VERDADEIRAS "MAIS VALIAS" E PODIAM PROJECTAR A TERRA E IMPULSIONAREM O TURISMO. NÃO TENHO DÚVIDAS QUE UM DIA OS DOTES DESTE "ARTISTÃO" SERÃO RECONHECIDOS E ALCOBAÇA PAGARÁ POR NÃO O TER VALORIZADO.

A SUA VERSÃO DA CANÇÃO PRINCIPAL DO FILME "UM VIOLINO DO TELHADO":

... AI S'EU FOSSE RICO... TINHA UM BURRO E UM BURRICO... E TERIA UM BMW NA GARAGEM OU EM QUALQUER SITIO... LALALALALALALALA. .

JÁ É UM "ELEMENTO ESTRUTURANTE" E "GERADOR DE NOVAS CENTRALIDADES" QUE A TODOS ENCANTA E TRANSFORMA AINDA, ESTE ARTISTA , NUM MELÓMANO DE FINO QUILATE
.

terça-feira, setembro 23, 2008

GENERAL RAMALHO EANES

Recentemente numa exposição do pintor Nadir Afonso com a sua esposa, Drª. Manuela Eanes.


Dois texto sobre uma figura ímpar da nossa democracia. Não deixo de me congratular com a actitude do nosso ex- presidente da Républica sr. General Ramalho Eanes e muito bem expressa nos dois artigos de opinião que publico. O primeiro é de autoria de Batista Bastos, foi publicado no DN . O segundo assinado pelo engº. José Ribeiro Vieira e foi publicado no Jornal de Leiria . Exemplos como os do sr. General Ramalho Eanes são verdadeiros confortos para quem acredita, como eu acredito, no ARGUMENTO DA HONRA. Ramalho Eanes abandonou a politica pela porta grande e é nessa dimensão que vive e será recordado na história do nosso país, como uma vez mais o seu comportamento atestou. Não é comum verem-se homens da sua dimensão, sobretudo nos dias de hoje quando a norma é, entre os politicos, práticas opostas à postura do Sr. General.



O ARGUMENTO DE HONRA

A ética republicana iluminava as virtudes do carácter e a grandeza dos princípios. As revoluções, idealmente, não são, apenas, alterações económicas e substituições de regimes. Transportam a ideia feliz de modificar as mentalidades. Essa mistura de sonho e ingenuidade nunca se resolveu. A esperança no nascimento do "homem novo" não é exclusiva dos bolcheviques. O homem das revoluções jamais abandonou o ideal de alterar o curso da História e de modelar os seus semelhantes à imagem estremecida das suas aspirações.É uma ambição desmedida? Melhor do que ninguém, respondeu Sebastião da Gama: "Pelo sonho é que vamos/comovidos e mudos./Chegamos? Não chegamos?/Partimos. Vamos. Somos." A ética republicana combatia a sociedade do dinheiro, da superstição religiosa, da submissão, e pedia aos cidadãos que fossem instrumentos de liberdade. As "raízes vivas", de que falou Basílio Teles.Fomos perdendo, sem sobressalto nem indignação, a matriz ética da República. De vez em quando, releio as páginas que narram os desassossegados dezasseis anos que durou o novo regime, obstinadamente defendido por muitos a quem se impunha a consciência do compromisso. Esses, entre o aplauso e o assobio, percorreram o caminho que vai do silêncio à perseguição, do exílio ao assassínio político. Morreram pobres. São os heróis de uma história que se dissipou, porque o fascismo impediu nos fosse contada, nas exactas dimensões das suas luzes e das suas sombras.Relembrei estes episódios ao tomar conhecimento, pelo semanário Sol, de que Ramalho Eanes prescindira dos retroactivos a que tinha direito, relativos à reforma como general, nunca por ele recebidos. A importância ascende a um milhão e trezentos mil euros. É um assunto cujos contornos conformam uma pequena vindicta política. Em 1984, foi criada uma lei "impedindo que o vencimento de um presidente da República fosse acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência que aufiram do Estado." O chefe do Governo era Soares; o chefe do Estado, Ramalho Eanes, que, naturalmente, promulgou a lei. O absurdo era escandaloso. Qualquer outro funcionário poderia somar reformas. Menos Eanes. Catorze anos depois, a discrepância foi corrigida. Propuseram ao ex- -presidente o recebimento dos retroactivos. Recusou. Eu não esperaria outra coisa deste homem, cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum. Ele reabilita a tradição de integridade de que, geralmente, a I República foi exemplo. Num país onde certas pensões de reforma são pornográficas, e os vencimentos de gestores" atingem o grau da afronta; onde súbitos enriquecimentos configuram uma afronta e a ganância criou o seu próprio vocabulário - a recusa de Eanes orgulha aqueles que ainda acreditam no argumento da honra. Pode consultar igualmente este artigo de Batista Bastos no blog do MIRADOURO




AS RECUSAS DE EANES

A maioria dos que me lêem, sabem da minha relação de proximidade com o General Ramalho Eanes que foi o primeiro Presidente da Republica eleito democraticamente depois do 25 de Abril. Conheço-o de antes disso, em virtude de ter sido, também, oficial do Exército, ensinado na mesma Escola de Ensino Superior Militar em que ele foi.
A primeira a vez que ouvi falar do seu nome foi numa circunstância que nada tem a ver, ou terá, com o seu envolvimento nos acontecimentos relacionados com o 25 de Abril de 74 ou, com a contenção político-militar do 25 de Novembro do ano seguinte. Havia, já no final da década de 60, uma relação difícil entre os mais jovens oficiais, como eu, e os capitães que davam instrução na Academia Militar (AM), que nos levou a assumir o risco de só cumprimentar (fazer continência) os capitães identificados com qualidades excepcionais, tanto no relacionamento humano como nas questões de natureza disciplinar. Um dia, quando me aproximada de um deles, que não conhecia, perguntei a um cadete, que estava por ali, quem era e como era o capitão que caminhava na minha direcção. Foi-me respondido que era o melhor instrutor da Academia. Alguns passos antes de me cruzar ele, iniciei o cumprimento da praxe a que ele respondeu com aprumo e cortesia. Fiquei a saber que era o Capitão Eanes.
Depois vieram outros episódios uns mais conhecidos da opinião pública, outros menos. De entre os que menos se conhecerão, estará a posição que tornou em 1973 redigindo e assinando, um onde contestava a submissão das, forças armadas à politica de então, por não representar nessa época, a vontade da expressão popular.
Esta semana foi noticiado pelos jornais que Eanes tinha recusado o recebimento de retroactivos da reforma a que teria direito e que só agora passa a receber, por ter sido corrigida uma anomalia criada por uma lei de 1984. E em mais de um milhão de euros!
No mundo em que vivemos e em que quase todas as coisas se fazem em função do dinheiro, num país onde há reformas públicas escandalosas e obscenas, a atitude de Eanes é um exemplo cívico e ético que deve constituir incentivo para que o governo continue a corrigir as deformações sociais com que o país ainda vive. Outra das recusas foi a promoção a marechal, posição a que ascenderam os anteriores generais que foram Presidentes da República, como Spínola e Costa Gomes. Por estas e outras razoes; Ramalho Eanes continua a ser a minha referencia ética e politica, para além do reconhecimento que tenho pelos que desempenham funções públicas e o fazem, principalmente, em nome do país e do povo que os elegeu. As recusas de Eanes exemplos virtuosos para todos. Especialmente para os que dizem servir, primeiro, o país. José Ribeiro Vieira. In Jornal de Leiria . 18 Setembro de 2008

sábado, agosto 30, 2008

TIRADAS DO DR. SAPINHO




“Fomos fazendo o trabalho de casa e ADIVINHANDO como iríamos agir em termos de projectos”

palavras do presidente da Câmara de Alcobaça (in Suplemento do semanário Região de Cister 27/8/2008)


Será que o Presidente Sapinho rege a Câmara por meio de adivinhações ou sortilégios? Consultará ele o Professor Karamba?


Vejamos sobretudo estas promessas para embasbacar pacóvios: O golfe, em Pataias e S. Martinho do Porto, vão ser viáveis. Num e noutro caso, as consequências são a CRIAÇÃO DE CENTENAS DE POSTOS DE TRABALHO DIRECTOS e a criação de actividades indirectas PARA QUEM ESTEJA ATENTO (Suplemento do semanário “Região de Cister” 27 de Agosto de 2008). Já no último Boletim Municipal (Agosto de 2008) também lemos isto: Investimento, criação directa de postos de trabalho, aparecimento de oportunidades para criar outras empresas em torno do essencial. Para não aborrecer os leitores com a reprodução dos discursos palavrosos, sem nexo, incoerentes e sem lógica racional do Senhor Presidente, proponho, quanto às promessas dos golfes e para que o Senhor Presidente não seja acusado de lançar a poeira aos olhos dos munícipes com «centenas de postos de trabalho directos e a criação de actividades indirectas», que publique uma lista das «previsíveis centenas de lugares de trabalho directos» e outra lista de «actividades indirectas». Se não as apresentar, podemos tomar o Senhor Presidente como um ludibriador, ou um demagogo à antiga que prometia a lua a quem votasse nele, ou como um vulgar vendedor de banha de cobra como já não se vêem nas feiras desde há muito tempo.

sexta-feira, agosto 29, 2008

FEIRA DE S. BERNARDO DE ALTO GABARITO



A vida humana tece-se na sucessão do tempo: tempo: dias e noites, semanas, meses, estações, equinócios e solstícios, anos. E, na sucessão de etapas vitais, nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. Estes momentos e fases estão pontificados por celebrações e ritos festivos. Por meio destas cerimónias cíclicas a colectividade transforma o percurso da vida em celebração de tudo o que afirma, singulariza e quebra a rotina. As festas, com os ritos e cerimónias que lhes dão carácter, convertem-se assim na expressão da criatividade popular, e são elementos muito importantes da cultura que o povo vai elaborando ao longo do tempo e naquele em que vive.

É neste contexto que se deve enquadrar o dia festivo para o concelho em memoria do fundador da ordem de Cister (São Bernardo). O dia proporciona, ainda, e durante uma semana, uma feira designada de S. Bernardo na sede do concelho, evento que acaba por ser uma mostra de produtos oriundos das actividades económicas do concelho (e não só) e ponto de encontro entre alcobacenses e forasteiros. O evento é muito criticado por alguns quanto ao modelo em que se concebe e defendida por outros (os que não sabem fazer melhor e vivem enquistados no tempo). Mas a verdade é que o modelo pelo qual se regula a feira de São Bernardo está ultrapassado.


Propomos aos leitores uma pequena volta pela feira.
















quinta-feira, agosto 21, 2008

RECORTES (IMPRENSA REGIONAL)

Continuo sem vontade para estar diante do computador e fazer postagens mais pessoais. O Verão atira-me para um merecido relaxe e uma prolongada “preguiça” depois de um longo e extenuante ano de trabalho. Tempo e vontade apenas para ler alguns livros a imprensa regional, nacional e alguma internacional. Além de deambular por aí sem rumo, por cidades e lugares como um verdadeiro "Flâneur" da vida moderna para recordar Baudelaire.
Neste âmbito destaco a entrevista dada ao Jornal de Leiria (imprensa regional), pelo Professor Carlos André, antigo governador civil de Leiria pelo Partido Socialista e que muitos afirmam ter sido um dos melhores. Ressalvo especialmente as respostas relacionadas com a futura limitação de mandatos dos autarcas.



Jornal de Leiria: Com a limitação do número, há muitos presidentes de câmara que vão cumprir o último mandato, caso sejam reeleitos. Isso pode ser oportunidade para o PS vencer mais autarquias no Distrito?

Carlos André: A oportunidade não resulta do limite de mandatos, mas da capacidade que o PS tenha para escolher bons candidatos. No PS, como noutros partidos, fazem-se guerras internas, porque o grande objectivo das pessoas é terem o poder dentro dos partidos. E esquecem-se que isso não conduz necessariamente ao poder na sociedade. O número de militantes é ínfimo em relação ao número de eleitores. Enquanto os partidos, se não convencerem - particularmente o PS - que têm de escolher pessoas não em função do universo partidário, mas do universo social, não conseguem ganhar eleições. Há muitos militantes de partidos que são cidadãos prestigiadíssimos e que são excluídos. Os partidos políticos são máquinas de triturar pessoas. Escolhem quem consegue triunfar melhor nas lutas internas. Triunfar é ser capaz de usar a navalha no momento certo.

Jornal de Leiria: Impera a lei do mais forte?

Carlos André: Ou do mais velhaco. Os partidos esgotam muitas vezes as suas energias nas lutas internas , esquecem-se de que o grande objectivo nao é esse. Temos o hábito de endeusar pessoas, colocá-las no sitio certo, para depois poder-mos disparar mais à vontade.


Apenas um reparo na entrevista: não entendi muito bem a respostas dada por este distinto ex governador civil sobre o Sr. Presidente da Batalha, António Lucas e o seu homólogo de Óbidos ... será que Óbidos não é Óbidos e apenas a Batalha é a Batalha? Sinceramente não entendi a ideia ou a metafora!


Do mesmo jornal destaco ainda uma carta publicada na Rubrica dos Leitores, pág. 20, relacionada com Alcobaça sendo o seu teor sobre a praia de Pedra d’Ouro. Em Maio/Junho deste ano fiz uma postagem sobre esta praia e os problemas que representam os resorts.



Pedra d’Ouro
Praia segregada!



Na costa litoral oeste, ao longo da Estrada atlântica, onde o mar sussurra por entre rochas e falésias no percurso de S. Pedro de Muel para Paredes da Vitória, surge uma outra praia, a Pedra d’Ouro!
Esta pequena pérola do Atlântico, já no concelho de Alcobaça, tem vindo a ser desprezada pela autarquia com evidentes prejuízos para os seus frequentadores e para o turismo sazonal, principalmente na época balnear.
As poucas infra-estruturas urbanas, nomeadamente as viárias, o sistema de recolha de lixos os esgotos e a iluminação pública deixam muito a desejar. A Câmara de Alcobaça parece que se tem “esquecido” desta praia, em contraste com a atenção que dedica a outras do seu concelho, como os casos de Paredes e S. Martinho do Porto.
Pedra d’Ouro tem as poucas ruas esburacadas e com o principal acesso à praia de banhos, para além da acentuada inclinação com o pavimento em mau estado e sem qualquer passeio para os peões sentirem alguma segurança.
A iluminação pública é fraca, com falta de candeeiros nalguns troços da povoação.
Quanto aos lixos, apenas existem dois conjuntos de ecopontos no mesmo local e os restantes contentores estão mal distribuídos.
Outro grave problema que prejudica a população e os veraneantes é o atraso na construção da rede pública de saneamento, adiada ano após ano. As fossas existentes estão saturadas e há períodos em que os cheiros exalados dos esgotos são insuportáveis.
O município de Alcobaça não tem feito qualquer investimento na Pedra d’Ouro, nem sequer a necessária manutenção das ruas e passeios.
A verdade é que a autarquia arrecada anualmente uma elevada verba do IMI, proveniente das habitações existentes...
Talvez que a mega urbanização “Atlântico Village”, com campos de golfe em construção à entrada da Pedra d’Ouro seja no futuro uma mais valia para aquela praia, mas a verdade actual é bem diferente.
Hoje a Pedra d’Ouro é uma praia onde a qualidade de vida se vai degradando apesar de ser um local aprazível, junto ao pinhal de Leiria com condições para poder ser uma estanciado veraneio e lazer das melhores do concelho de Alcobaça.
Edgar de Carvalho

segunda-feira, agosto 11, 2008

LIMPIAS CANTABRIA . CONCURSO DE PINTURA



O mês de Agosto tem-me tirado a vontade de estar diante do computador devido a cansaços acumulados. Não sei se é o sintoma de blogger, se é necessidade de fazer absolutamente nada. A reportagem fotográfica com que ânimo esta postagem faz parte de um concurso de pintura no qual mais um ano fiz parte como membro do júri que distingue as obras que concorrem. Nesta missão fui acompanhado pela presidenta da câmara de Limpias, Maria del Mar Iglésias que presidia e por Andrés Hoyo Aparício, Director Geral de Universidades e Investigação do Governo de Cantábria e professor na Universidade de Cantábria e Candelas Duran Fernandez, pintora e directora do " Estudio Técnico Candelas" em Santander .

A reportagem fotográfica começa com a minha visita a alguns artistas que trabalhavam nos pontos por eles escolhidos para perpetuarem e terminará com a entrega dos prémios. Desde 1999 que sou membro neste júri de pintura e nessa qualidade tenho algumas responsabilidades, assim como outros membros que tem composto este júri, pela excelente colecção de pintura naturalista que a câmara de Limpias possui, derivado dos anteriores concursos. O evento anima muito a vila, e são muitos os forasteiros que a visitam neste dia que é, acima de tudo, um encontro de artistas plásticos que se dedicam à pintura naturalista cujo expoente máxima desta corrente é em Espanha António López.

domingo, julho 13, 2008

OUTRA METAMORFOSE



"ENGOLIR SAPOS" no 1º. aniversário de Alcobaça como uma das SETE MARAVILHAS.

Depois do fracasso conhecido pela "Maior Metamorfose de Todos os Tempos" , a câmara municipal reuniu e fez sair um comunicado em que o sr. presidente Gonçalves Sapinho retirou a responsabilidade à câmara assumindo-a ele próprio. Vejamos o que diz o comunicado da câmara com respeito à posição do vereador do Partido Comunista (CDU) Rogério Raimundo.

"O VEREADOR DA CDU NÃO RATIFICA ESTE DOCUMENTO, MAS, EMBORA TIVESSE ESTADO CONTRA HÁ UM ANO COM A FORMA COMO SE DESENVOLVEU O CONCURSO DAS SETE MARAVILHAS E RECENTEMENTE CONTRA O VALOR DO CONTRATO COM O LUIS DE MATOS, RECONHECE E ESTÁ SOLIDÁRIO COM A CAMARA, NOS MOMENTOS BONS E NOS MOMENTOS MAUS. POR OUTRO LADO NÃO VÊ CULPA DA CAMARA NO INSUCESSO DO EVENTO E ATÉ ACREDITA QUE O GRANDE ARTISTA LUIS DE MATOS TAMBÉM NÃO QUIS O FRACASSO QUE OBTEVE NESTA NOITE DE ALCOBAÇA". ( Publicado no Região de Cister, 10/7/2008.

POR FAVOR:JÁ BASTA AOS DEZASSEIS MIL ESPECTADORES TEREM ENGOLIDO O FRACASSO DA GRANDE METAMORFOSE. NÃO OBRIGUEM OS ALCOBACENSES A ENGOLIR MAIS SAPOS.



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quinta-feira, julho 10, 2008

ALCOBAÇA E A " GRANDE METAMORFOSE" DA FRAUDE


Victor Hugo presumia de nomear as coisas pelos seus nomes, sem rodeios como faziam os seus colegas e contemporâneos. "J’ai nommé le cochon par son nom". Chamar porco ao porco é admirável e, apesar de serem muitas as grandes plumas que se perderam por histórias difíceis, sem saída ou sentido, nos nossos dias é imprescindível que o pão seja pão e o vinho, vinho. A excepção à norma é um privilégio para quem governa. Certos governantes são grandes mestres do eufemismo e da dissimulação, assim como as suas alegres e insolventes companhias, algumas formando mesmo uma trupe sem precedentes no mundo do espectáculo, artistas singulares capazes de rir quando as circunstâncias requerem choros e incapazes de parar as lágrimas quando a dor a reclama e justifica.
Só a propaganda e o fatalismo mantêm alguns governantes na crista da onda e conservam uma incompreensível bula acrítica. Ninguém, nem o mesmo Goebbels, manejou com tanto garbo e mestria as artes da propaganda no não fazer nada como estes especialistas nas artes da ilusão. Iludem pelas barbas e pelas orelhas, e fazem-no com tanto aprumo e segurança, em atitude que parece de pessoas que nunca partiram um prato, ainda por cima com a maçadora insistência de parecerem capazes, para os incautos, de converter mentiras em verdades que resultam verosímeis para quem, na inércia do respeito, prima pelo poder estabelecido independentemente da sua cor e maneiras, como canon da incondicionalidade. Tudo isto a propósito de quem governa o município de Alcobaça.
A fatalidade é óbvia, cada terra tem o governo que merece e está claro que nós, consentidores e complacentes, devotos do mal menor e irresponsavelmente acríticos, temos caldeado um monstro que, rodeado de outros de condição parecida, integra um conjunto governativo que não brilha pelas ideias e objectivos concretos para o povo do concelho de Alcobaça. Um grupo, além de enganoso, anda distante da realidade, e é incumpridor de quase tudo quanto promete. No entanto dispõe-se a aceitar os lances do jogo que lhe são apresentados pelo imprevisto e as circunstâncias. Ideias próprias, zero. Conhecedores que são de que a merenda a pagamos todos nós, só se ocupam de seguir no poder, com base e sobre a sua creditada e reiterada incapacidade. Sabem que a magia de não nomear as coisas pelo seu nome e com conhecimento de causa lhes basta para saltarem da Primavera ao Outono e do Outono à Primavera e assim sucessivamente.
Dizia-me o meu primo Padre Tiago da Benedita, algum tempo antes de falecer, que o Dr. Sapinho poderia ser uma doença crónica para Alcobaça e para todo o concelho. Agora que os problemas começam a surgir verdadeiramente, a crise não é uma crise para ele, e a desertificação do concelho não é desertificação. A desindustrialização e a elevada taxa de desemprego no concelho são invenções dos jornais, como são invenções a perca do poder de compra real dos Alcobacenses, comparado com o dos outros concelhos do distrito, e já ouvi comentar que se passa fome no concelho e é verdade não haver saneamento básico em muitos lugares dele. As estradas são péssimas e o concelho perde população. Os impostos municipais são os mais caros do distrito. Perante isto, o preclaro presidente de Alcobaça e seu elenco presenteou 16 mil espectadores que fizeram deslocar à cidade no dia 6 de Julho para ver a "maior metamorfose" - uma fraude que custou 180 000 mil euros do bolso do contribuinte – tratando-se apenas de um cavalheiro pendurado pelas pernas durante três ou quatro minutos a 45 metros de altura. O espectáculo bem pode ser o retrato fiel da forma como o PSD em Alcobaça governa o concelho [despesista] sem orientação, e sem nenhum respeito pelo bom-nome da terra e muito menos pelos cidadãos que nele vivem. Sou levado a crer que não há mal que dure cem anos, noventa e nove anos já são muitos mas para todos aqueles que os têm de viver nestas circunstâncias doze já são uma eternidade. António Delgado in Jornal de Leiria. 10/7/2008
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O ILUSIONISTA
em exibição no cine- teatro TERRA DE PAIXÃO
O Ilusionista é a história de um personagem que cativa e hipnotisa o público com os seus espectáculos de magia e Ilusionismo: um verdadeiro encantador de serpentes! Os seus poderes , sobrenaturais chegam aos ouvidos de todos: de "GENTE IMPERTANTE" e "protante" " CHIQUE". A história é o retrato actual e real de um Grande Drama vivido no interior de uma Terra e pelas suas Populações . Ao nivel técnico o filme arrasa pelos recursos técnicos e os efeitos visuais . O casting é simplesmente notável... de "ALTO GABARITO"!

terça-feira, julho 08, 2008

METAMORFOSE ESPECTACULAR!



Fraude espectacular. Foi uma espécie de «Ó patego olha o balão!» mas em grande escala (ou de alto gabarito, como diz o Dr Sapinho) e não foi no Carnaval nem no 1º de Abril. Há um ano que vinha sendo anunciado.
A Câmara havia contratado o mágico ou ilusionista Luis de Matos para patrocinar o concurso Alcobaça Maravilha de Portugal, por 90.000 euros. Este prometeu regressar para fazer a «maior metamorfose de todos os tempos» se Alcobaça ganhasse o título... em troca de 180.000 euros. Alcobaça ganhou e, no dia 6 de Julho, Luis de Matos veio cumprir... a maior fraude dos mandatos do Dr. Gonçalves Sapinho e dos seus elencos PSD. Para os que não estiveram vamos dizer como foi.
Uma multidão de 16.000 pessoas, segundo o Correio da Manhã - quase metade da população do concelho – enchia o adro do Mosteiro onde tinham instalado gruas, torres de holofotes, aparelhagens de som e video, ecrãs gigantes, enfim, toda a tralha e parafernália dos grandes espectáculos. Música «cósmica», suspense... Uau! Vai ser em grande!
Aparece Luis de Matos. Fala da sua promessa. Mostra nos ecrãs como é que uma larva se transforma em borboleta. Assim vai ele fazer. Os seus ajudantes atam-lhe ao peito uma faixa de pano (uma espécie de colete a que chamou camisa de forças), prendem-lhe os pés a um cabo de aço suspenso da grua (disse ser uma corda), besuntam o cabo com um produto combustível (do género resina de pinheiro...) e fazem subir a grua. A umas dezenas de metros de altura, enquanto o produto arde no cabo de aço, Luis de Matos suspenso de cabeça para baixo desata o colete e larga-o. É a tão esperada «maior metamorfose de todos os tempos». E, accionando um outro cabo, vira-se de cabeça para cima e a grua trá-lo de novo ao chão com o unguento sempre a arder. Três minutos durou a espectacular fraude. Depois dumas vénias da praxe, pisgou-se o artista pela porta do cavalo - neste caso pelo mosteiro adentro - fechou a porta e nunca mais foi visto. Estava consumada a metamorfose dos 180.000 euros numa aldrabice de primeira apanha. 180.000 euros para o galheiro, quer dizer, para o homem atado ao cabo da grua durante três minutos como qualquer pessoa pode fazer. A multidão ainda esperou meia hora para ver «se havia qualquer coisa». Nicles. Patavina. Niet. 16.000 pessoas lorpadas à grande e à Sapinho. Tomem e embrulhem. Assobiaram e vaiaram o artista (que se metera no mosteiro) e os autarcas presentes na primeira fila, enquanto os operadores de som aumentavam os decibéis para abafar os protextos. E, resignadas, foram regressando a penates, raivosas. Muitas até deviam ter tido insónias por terem esperado um ano para cairem nesta grosseira intrujice.
Isto é que é «coltura», senhor Presidente e Senhora Vereadora!
Andam os munícipes a pagar os impostos IMI, IRS, IRC, IVA, Imposto automóvel, Imposto industrial, água caríssima, saneamento, licenças camarárias, multas, créditos bancários, para a Câmara gastar os dinheiros públicos nestas espectaculares fraudes. 180.000 euros davam para instalar uma creche ou um lar de idosos, para não falar de apoios a desempregados, doentes ou a ameaçados de perder a casa por impossibilidade de pagar o crédito. Para isso não há. Desenrasquem-se... Façam magia como o outro!
Cumprida a promessa da grande metamorfose, o Sr presidente Dr Sapinho partiu de férias para o Brasil. Deverá regressar com outros coelhos na sua cartola das metamorfoses mágicas. Ou com um curso acelerado de magia. Cá ficamos à sua espera, para outros números «estruturantes», «de alto gabarito» e, «pertanto», espectaculares.




Post scriptum

Na segunda-feira a seguir a esta vigarice espectacular, reunida a Câmara, o Sr Presidente assumiu toda a responsabilidade deste caso e parece ter ficado arrependido. Mas qual é a novidade desse assumir de responsabilidades? Se foi ele quem assinou ou autorizou o cheque de 180.000 euros para encomendar este embuste, jurídica, financeira e politicamente foi ele o responsável, quer o declare quer não. Quanto ao arrependimento, isso jurídica e financeiramente não tem relevância. Pergunta-se: como é que uma Câmara encomenda um espectáculo por esse preço sem que ninguém o tenha visto ou visionado antes, e sem ter lido uma crítica sobre o seu conteúdo? Irresponsabilidade absoluta. Passa-se assim dinheiro a charlatães? Se vivêssemos num município verdadeiramente europeu (de Espanha até aos Urais) e num Estado de direito, o responsável que assinasse um cheque com essa verba para uma charlatanice, seria obrigado a repor o dinheiro do seu bolso. Não sendo assim, estando nós condenados a ser o que somos pela inércia deste estado de coisas, outros poderão continuar impunemente a fazer como o Sr Dr Sapinho, desde que, a posteriori, «assumam a responsabilidade» e se declarem arrependidos.

sexta-feira, julho 04, 2008

"A MAIOR METAMORFOSE"

COMO O SR.PRESIDENTE DA CM DE ALCOBAÇA PENSA EM GRANDE, MANDOU VIR UMA COMPANHIA DE BAILADO, DO "MOULIN ROUGE", DE PARIS, ESPECIALISTA DO CANCAN. TUDO ISTO É UM GRANDE INCENTIVO DE MAIS-VALIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO, DA CULTURA E DO PATRIMÓNIO LOCAL. FARÁ GERAR NOVOS EMPREGOS E EMPREENDIMENTOS ALÉM DE "NOVAS CENTRALIDADES", PARA UTILIZAR A LINGUAGEM DOS SRS. PRESIDENTE E VICE- PRESIDENTE, E QUE TRANSFORMARÁ, MUITO EM BREVE,O CONCELHO DE ALCOBAÇA NUMA VERDADEIRA CAPITAL DO LAZER. ALIÁS O SR. PRESIDENTE DA CAMARA QUER DAR TANTO BAILE AOS ALCOBACENSES QUE JÁ FORMULOU O CONVITE PARA A INSTALAÇÃO DE UMA UNIVERSIDADE EM ALCOBAÇA ( SERÁ ONDE SE ENSINARÃO AS ARTES DO BAILADO COMO VIA ESTRUTURANTE DAS NOVAS CENTRALIDADES?).


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O TURISMO É UM TEMA QUE MUITO PREOCUPA O ACTUAL ELENCO CAMARÁRIO E DO QUAL FAZ BANDEIRA ATÉ PORQUE TEMOS UMA GRANDE EXTENSÃO DE PRAIAS NO CONCELHO. POR ISSO A CAMARA ESTÁ A FAZER UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA INÉDITA PARA ATRAIR MAIS ESTRANGEIROS À NOSSA COSTA. A LIDERANÇA MUNICIPAL DE MAIORIA PSD CONTRATOU PARA O EFEITO UM GRUPO HAWAIANO ESPECIALISTA EM ABRILHANTAMENTO DE PRAIAS, RESORTS E CAMPOS DE GOLF COMO OS QUE O PRESIDENTE PROJECTA E QUE OCUPARÃO OS PINHAIS.VER VIDEO DA CAMPANHA.



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AO NÍVEL DE HOTÉIS QUE ESTÃO PREVISTOS, MAS ESPECIALMENTE PARA O HOTEL DE LUXO DE CINCO ESTRELAS COM OITO PISOS - COMO ANUNCIOU O NOSSO PRECLARO PRESIDENTE, EMBORA O PDM AUTORIZE APENAS METADE DA ALTURA- ELE JÁ CONTRATOU UMA COMPANHIA DE SAPATEADO QUE FICARÁ RESIDENTE E POSSIVELMENTE ACTUARÁ NO OITAVO PISO PARA ENALTECER O GABARITO DAS SUAS ALTAS POLÍTICAS NO CONCELHO...E A SUA (MIRABOLANTE) VISÃO ESTRATÉGICA!


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O DR. SAPINHO PRESIDENTE DA TERRA DE PAIXÃO ESPERA POR SI.

terça-feira, junho 24, 2008

ESTAR-SE-Á REALMENTE A CRIAR RIQUEZA II?

Pedra do Ouro Alcobaça
Gasto de recursos hidrícos ( Pedra do Ouro Alcobaça)

Na continuação de uma POSTAGEM ANTERIOR reproduzo na integra outro avisado artigo de Vitor Cóias publicado na revista Pedra e Cal , nº. 34 maio/Junho de 2007. Esta postagem vem na sequencia das noticas surgidas na imprensa local (Alcobaça) sobre o urbanismo que se está a fazer em Pedra de Oura e que os grupos ecologistas, segundo parece, já avançaram com uma providencia cautelar. Mas voltaremos a falar do tema e dos campos de golf oportunamente

(Pedra do Ouro Alcobaça)


"Projectos “PIN” e Zonas Protegidas
Um caso de atracção fatal
“Habitação de férias... um imóvel pouco usado, com despesas de manutenção relativamente elevadas e cujo rendimento é limitado as épocas de férias... Acresce que os equipamentos colectivos necessários a um empreendimento de laser são maiores do que os destinados aos empreendimentos urbanos... (nota 1) André Jordan

O NOVO TURISMO
E AS BOAS INTENÇÕES

Segundo um estudo sobre a motivação do turismo, referido no boletim do ICCROM (nota 2) cerca de 80 por cento das pessoas interrogadas consideram a integridade do ambiente natural um factor essencial na escolha de um destino e atribuem, igualmente, grande importância ao ambiente cultural e social. Neste mesmo estudo dá-se a conhecer a evolução do perfil do turista médio ao longo dos últimos vinte e cinco anos. O estudo revela que o turista de hoje é menos materialista que antes, e já não está exclusivamente fixado sobre a busca do prazer pessoal. O novo turista deseja compreender o país que vai visitar antes de partir, e prepara-se nesse sentido. Ele quer experiências mais enriquecedoras e está disposto a prescindir de algum conforto na condição de descobrir locais relativamente pouco degradados. Por outro lado, segundo Manuel Castells (nota 3) o “turismo de sol e lua” — praia e divertimentos nocturnos — é insustentável em países como o nosso, porque e mais fácil procura-lo em destinos no Terceiro Mundo, mais baratos e menos deteriorados ambientalmente.
Sendo Portugal um país pequeno, a opção deverá ser, logicamente, pela qualidade e não pela quantidade, gerindo sabiamente o seu património natural e cultural. A Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (ENDS) estabelece orientações muito positivas nesse sentido. No seu 2.° Objectivo — Crescimento sustentado e competitividade à escala global, apontam-se “exigências estruturais” como “Utilizar de forma sustentável os recursos naturais, aproveitando o potencial endógeno nacional (...) e promovendo a dissociação do crescimento económico do consumo de recursos naturais e da degradação ambiental”. No seu 3.° Objectivo — Melhor ambiente e valorização do património natural, apontam-se domínios essenciais para o desenvolvimento sustentável, em particular na sua dimensão ambiental, como a promoção de uma politica de protecção dos solos, designadamente no que se refere a perda de biodiversidade, contaminação, compactação e impermeabilização. O património é considerado um dos quatro principais recursos endógenos nos com vista à aceleração do crescimento económico do país. “Transformar Portugal num destino turístico de grande qualidade, corn uma oferta diversificada de produtos, tirando partido da qualidade e diversidade das paisagens e do património cultural” é uma das linhas de orientação dominantes.
Estas orientações encontram-se, há vários anos, consignadas em instrumentos como o Programa Nacional de Turismo da Natureza ou a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Nesta linha, refiram-se, também, os regimes do Turismo no Espaço Rural e das Casas de Natureza. No terreno, programas como o Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR), visam apoiar projectos de investimento em modalidades de turismo sustentável.
No recentemente divulgado Quadro de Referência Estratégico Nacional, QREN 2007-2013, afirma-se que “A salvaguarda e valorização do património natural e dos recursos naturais constituirão uma área privilegiada de intervenção — a concretizar de forma articulada com o Programa Operacional de Desenvolvimento Rural co-financiado pelo FEADER, destacando-se neste contexto as intervenções dirigidas à gestão e utilização sustentável de recursos naturais, a gestão de espécies e habitats, bem como a promoção da eco-eficiência e a valorização do litoral.”
Em contradição flagrante com estas boas intenções, assiste-se a uma rápida deterioração do património natural do País. Dos vinte e seis indicadores do Relatório de Estado do Ambiente (REA) de 2005, apenas oito apresentam evolução positiva. O “território artificializado”, isto é, o solo virgem que foi irreversivelmente ocupado com novas urbanizações , industria, vias de comunicação e outras infra-estruturas, aumentou cerca de 700 km entre 1985 e 2000 em Portugal, ou seja, uma área equivalente a nove vezes a do concelho de Lisboa (nota 4).


Fig 1 Portimao



Entre 1990 e 2000, as áreas artificializadas nas zonas costeiras registaram, em Portugal, o crescimento mais rápido da Europa (com um aumento de 34 por cento em dez anos), que ultrapassou a Irlanda (27 por cento), e a Espanha (18 por cento) (nota 5) (Fig 1).
Torna-se, portanto, imperioso que as boas intenções ao nível da estratégia sejam postas em pratica no terreno. Não é isso, infelizmente, o que está a acontecer.



A EUFORIA DO TURISMO
RESIDENCIAL E DOS RESORTS


A ocupação galopante de solos virgens vê-se, de há uns anos para cá, reforçada com uma nova onda de projectos de duvidosa sustentabilidade: o turismo das segundas residências e dos “resorts”. De facto, sendo este tipo de projecto imobiliário baseado na construção muito dispersa de habitações de elevado impacto ambiental, com infra-estruturas proporcionalmente mais pesadas e profusão de equipamentos de lazer, implica um substancial acréscimo da “pegada ecológica” (nota 6).

Fig 2 Novo resort suspende PDM

Estas novas modalidades de urbanização têm vindo a suscitar o apetite de um certo empreendorismo predador, excitado pela permissividade com que muitas autarquias suspendem os planos directores e pela facilidade com que o Estado abre mão das mais-valias associadas a essas operações (nota 7) (fig. 2). A oferta estimada de ‘resorts” turísticos com componente imobiliária no futuro prOximo envolve 447 km de urbanização e mais de 26 milhões de m2 de construção (nota 8) e continua a ser estimulada através de expedientes como a classificação PIN (Potencial Interesse Nacional). Se não for controlada a tempo, esta deriva pode vir a revelar-se desastrosa: um promotor imobiliário estrangeiro afirmava recentemente que Portugal tem ainda capacidade para 300 000 novas casas, que correspondem a vendas de 45000 M€ (nota 9).

Fig 3 Os espanhóis querem um desenvolvimento sustentado

Perante a estagnação do mercado espanhol e o esvaziamento da “Burbuja inmobiliaria” Fig 3 os promotores voltaram-se para a costa portuguesa, em particular para a costa alentejana. Isto mesmo é reconhecido pelos responsáveis dos grandes interesses imobiliários. Numa recente entrevista, um deles refere-se à saturação da costa algarvia, onde os projectos imobiliários se começam agora a desenvolver “em Segunda linha” uma vez que a primeira (junto a costa) se encontra esgotada. Na mesma entrevista referenciam-se perto de meia centena de empreendimentos em construção ou em projecto, grande parte dos quais na costa alentejana, a qual, segundo ele, “ainda se encontra totalmente virgem”(Nota 10)...
O que realmente assusta, portanto, é o que ainda pode estar para vir, com a actual euforia do turismo residencial e dos resorts. Os números acima referidos quanto a área prevista em novas urbanizações correspondem a mais de cinco vezes a área do concelho de Lisboa E isto a expensas dos melhores terrenos da orla costeira e da reserva ecológica nacional.


A GRANDE ILUSÃO
O facto de uma boa parte dos promotores imobiliários por trás dos grandes projectos de urbanização de solo virgem actualmente em curso serem estrangeiros conduzirá a que os benefícios retirados da valorização dos terrenos, quando passam de rurais a urbanos, e da ulterior exploração dos empreendimentos neles implantados serão sistematicamente exportados, sob a forma de dividendos para os accionistas e prémios para os administradores (nota 11). De igual modo, a maior parte do benefício da valorização das propriedades, quando forem mudando ao longo do tempo, ficará no estrangeiro.

Desengane-se, portanto, quem pensa que a venda de terrenos e de casas aos estrangeiros a panaceia para os problemas da economia do País. Veja-se o caso da vizinha Espanha, tantas vezes apontada como exemplo: depois de anos e anos de aplicação deste modelo de “desenvolvimento”, a divida externa espanhola (mais de 86 mil milhões de euros) e a segunda major do mundo em termos absolutos, ultrapassada apenas pela dos Estados Unidos, e, em termos do PIB, a divida externa dos nossos vizinhos atinge 8,8 por cento, ultrapassando largamente a dos Estados Unidos (nota 12). Se a venda de terrenos e de habitações a estrangeiros trouxesse dinheiro para o país, a Espanha não precisaria de se endividar tanto para pagar o que compra no exterior.


Além de serem actividades de elevado impacto ambiental, o turismo de residência e os resorts geram apenas, quer durante a construção, quer ao longo da exploração, em pregos de reduzida qualificação, logo, de baixos salários. A produtividade do sector da construção e da ordem dos 17 mil euros por activo, bastante inferior a media do País.

Fig 4. Nao haverá ocupaçao mais produtiva para estes homens?

A produtividade do turismo tem-se reduzido, desde 2001, segundo um estudo da Universidade do Algarve, tornando-se, também, inferior a media do País (fig. 4). Logo, não tem interesse empatar recursos humanos nestas actividades. Não é a fazer casas para os estrangeiros e a tratar-lhes dos jardins e dos campos de golfe que se melhora o nível de vida dos portugueses.
Em suma, as políticas oficiais estão correctas, mas não estão a ser seguidas no terreno. A exploração do recurso endógeno que constitui o património natural devera ser feita não através do turismo de residência ou dos resorts, mas através do ecoturismo ou das suas múltiplas cambiantes, como o turismo em espaço rural ou as casas da natureza (nota 13). Para isso, as zonas protegidas deverão continuar a ser isso mesmo: zonas protegidas. Já há casas de férias a mais em Portugal: segundo o censo de 2001, são perto de um milhão. As urbanizações já em curso e aquelas que poderão vir a ser ainda autorizadas em solos virgens e zonas protegidas representam uma ameaça séria para o património natural, constituem uma ma aplicação de recursos humanos e financeiros e aumentam drasticamente a pegada ecológica do País, como reconhece o próprio Andre Jordan, o guru dos promotores imobiliários (ver citação no principio deste texto). Dado que a maior parte dos benefícios da valorização dos terrenos e da exploração dos empreendimentos é exportada, Portugal está a fazer um mau negócio. "

NOTA5
(1) André Jordan, “Posto do observação” Vida Imobiliária/Vida Económica, Nov. 2005.
(2) ICCROM - International Organization for Conservation of Cultural Heritage. “Tour-operateura: de nouveaux partenaires pour la protection du pa trirnoine”, ICCROM Chronique, n.° 32, juin 2006.
(3) Um dos peritos que ajudaram a preparar a “Agenda de Lisboa”. Autor de estudos sobre a sociedade de Informaçao, professor de Berkeley, Universidade da California e da Universidade Aberta de Barcelona.
4) Relatório do Estado do Ambiente de 2005. http://www.iarnbiente.pt/.
(5) Litoral europeu aproxima se de “ponto de não retorno” ambiental. Relatório da Agencia Europeia do Ambiente (AEA), Copenhaga, 2006. http://org.eoa.eu ropa.eu/docurnents/newsreleases/coastal20
(6) “Pegada ecológica”: pretende representar a quantidade de superfície de terra e agua que uma população humana hipoteticamente precisaria para suprir os recursos necessários para se suportar e para absorver os resíduos, usando a tecnologia corrente. Termo usado pela primeira vez por Williarn Rees, da Univ. British Columbia, Canada (Fonte:Wikipedia).
(7) Por exemplo , a recente suspensão do PDM de Loulé para permitir a instalação do resort Hilton, traduz-se numa valorização estimada em mais de 30 milhões de Euros (Público, 2007-04-04).
(8) Revista “Imobiliária”, n.° 168, Jul/Ago do 2006.
(9) Andrew Coutts, da ILM Portugal (Revista “Imobiliária”, n.° 168, Jul/Ago do 2006). 300 000 casas corresponde , ao ritmo actual do construção, ao que só constrói em seis anos em todo o País.
(10) Revista “Imobiiaria”, n.° 175, Abril do 2007.
(11) O sector imobiliário português encontra-se já, em grande parte, nas mãos de empresas estrangeiras ou de capital estrangeiro: Starwood Hotels & Resorts Worldwido, Inc. (Colornbo’s Resort, Porto Santo), Frasa (Vilamoura XXI)O(I), Hercesa (Casal do Monte, Oeiras), Ferrovial Imobiliaria (GaiaMar, Forto; Quinta de S. Martinho, Alcabideche), Six Senses (Corte Velho, Castro Marim), Fadesa (Quinta Fonte da Prata, Moita; Allegro Design Hornos, Porto), Camin Global Real Estate (Golden Eaglo, Rio Maior), Pelicano Investimento Imobiliário, S.A. (Herdade do Pinheirinho), Oceânico Developments (Lagos, Silves), para citar só algumas.
(12) O Jornal Económico, 2007-03-19.
(13) Urna outra modalidade do turismo inteligente é o programa de troca do casas entre familias de diversos paises ou ate dentro do mesmo pais (ver, por exemplo , o sitio Internet da “Home Exchange”).

domingo, junho 22, 2008

ESTAR-SE-Á REALMENTE A CRIAR RIQUEZA?

(Pedra do Ouro concelho de Alcobaça )

Muito se tem falado em campos de golf para o concelho de Alcobaça, sobretudo nas zonas litorais perto do mar, sem nunca se ter definido uma ambição estratégica para a região, quer local ou translocal, e saber afinal que papel representam eles nessa mesma estragégia. Alguém já referiu e bem que “identificar o que é ambição adequada é critico no caso de Alcobaça. A sua configuração actual - o tipo de actividades, o tipo de população, o nível de rendimento é o resultado de condições que correm o risco de existir”. Se há um par de décadas esta visão era real na actualidade mantém-se, e é previsível que continue, com as mesmas vicissitudes de outrora , mas agora mais agravadas: continua a não haver sentido e procura de modernização para o concelho para que se torne competitivo e atractivo para os de fora e mesmo para os de dentro. Conceitos como previsão, modernidade e ambição formam parte de um amplo leque de realidades que continuam desconhecidas . Digo mesmo que não se vislumbra fazerem parte do léxico de quem orienta os destinos do concelho. Cada dia que passa as actividades agrícolas e empresariais definham como dão conta os jornais e não é difícil associar entre outras coisas, os altos impostos municipais praticados no concelho que quase obrigam empresas e pessoas a emigrarem para os concelhos limítrofes onde possivelmente será mais animadora a ideia de prosperarem.

(Pedra do Our0 concelho de Alcobaça)

Recentemente uma onda de histeria parece ter tocado grande parte dos autarcas portugueses com as designadas Resorts, PIN e Campos de Golf. Destes, o último é, sem exagero, aquele em que é rara qualquer autarquia, não querer dois ou três. Será com Campos de Golf e Resorts que se cria riqueza, postos de trabalho, bem-estar para as populações em concelhos carenciados? ou estas ideias são aliciantes apenas para autarcas sem imaginação; visão estratégica para as suas terras e que alinham nas modas de circunstância até porque o ordenamento do território bem como os PDM são o que são: muito plásticos.

Minuciosamente analisados na grande parte dos denominados “ Campos de Golfo”, o que sobressai são apenas projectos de urbanização no " meio do campo", introduzindo-se na valorização que se podia fazer de um projecto, um elemento mais, que dá muito que pensar. Porque ao fim de contas, o campo de golfo acaba por converter-se num projecto que explora e destrói recursos de todos para gerar benefícios privados.

Além disso, esta fórmula importada tem sido descartada noutros países devido a problemas que geraram, tais como os de carácter ambiental, recursos hídricos, empregos de baixa qualificação e poucas escpectativas, e o mais grave: a corrupção urbanística. Falta de respeito por PDM's e zonas REN. Comissões de vendas , luvas, informação privilegiada, onde funcionários autárquicos, edis, em associação com empresas familiares ou de amigos tiram benefícios. Obscuras proveniencias de capitais de off shores sediadas em paraísos fiscais onde o rasto e a origem dos dinheiros são dificéis de seguir.

http://www.youtube.com/watch?v=S4-TM_l1tuk

http://www.eleconomista.es/mercados-cotizaciones/noticias/235948/06/07/RSC-Mas-de-tres-millones-de-viviendas-y-300-campos-de-golf-se-construiran-en-la-costa-espanola-segun-Greenpeace.html

http://www.lavozdelanzarote.com/spip.php?article12738

http://ecoboletin.blogia.com/2006/070401-greenpeace-denuncia-la-amenaza-de-la-corrupcion-urbanistica-en-canarias.php


A ESSÊNCIA da postagem de hoje é um editorial da Revista PEDRA E CAL assinado por Vítor Cóias cuja pertinência considero devida.

"Os “ Resorts”: Um mau negócio (para o País)

Aliviada a febre construtora dos anos 90, tudo indicava que a estratégia passaria a ser gerir, o melhor possível, um parque habitacional sobredimensionado e remediar, aqui e além, os excessos de um crescimento urbano desordenado. O programa Polis inscrevia-se nessa linha. Surgiram, assim, os arranjos nos centros históricos, os embelezamentos de frentes de rua, as novas rotundas e vias rápidas, mais as pracetas ajardinadas e os respectivos fontanários. Gastaram-se mais uns tantos milhões de euros comunitários que poderiam ter tido aplicação mais nobre e rentável, mas, “do mal o menos’: tínhamos as nossas cidades a cara mais ou menos lavada’ e poderíamos, agora, começar de novo, com os planos directores municipais revistos e com novos planos de ordenamento do território.
Infelizmente, não e assim. Eis que surge a ideia dos projectos PIN (Potencial Interesse Nacional e que alguém no ministério da economia acha que tal inclui ocupar as melhores zonas da reserva ecológica, da reserva agrícola, dos parques naturais e da orla costeira, com os chamados “resorts” e as urbanizações de turismo residencial”.
Estamos novamente perante um exemplo de uma boa ideia que é aproveitada de modo perverso: no sistema PIN fala-se na produção de bens e serviços transaccionáveis de carácter inovador, na interacção e cooperação com entidades do sistema cientifico e tecnológico, na criação de emprego qualificado, na eficiência energética, no favorecimento de fontes de energia renováveis e na defesa do ambiente, mas depois atribui-se a chancela PIN a projectos imobiliários que nada têm a ver com isto.
Estamos, agora, a assistir a um desastre bem mais grave do que a expansão urbana em mancha de óleo. A betonização do solo -já não estende só as suas metástases a partir dos núcleos urbanos- ataca agora de forma generalizada, insidiosa, salpicando aqui e ali as zonas protegidas, progredindo ao longo da orla costeira, derrubando montados e urbanizando dunas. Já não se constroem só apartamentos, mas sim moradias unifamiliares de grande área, com elevados consumos de água e energia, integradas em vastas infra-estruturas com pesados custos ambientais de manutenção. Trata-se de uma forma de habitar com substancial acréscimo da ‘”pegada ecológica”[1] que usa e abusa da principal riqueza do país - o seu património natural - e gera empregos de baixa qualificação, logo pouco remunerados e sem possibilidade de corresponder as expectativas dos nossos jovens.
Como a maior parte dos empreendimentos está em mãos estrangeiras, os lucros das operações imobiliárias serão inexoravelmente exportados.
Se o nosso clima é convidativo e o nosso país hospitaleiro, em lugar de “resorts”, incentivem-se os parques empresariais; em vez de reformados ricos e ociosos, atraiam-se empresas avançadas e os seus quadros jovens e activos."

[1] “Pegada ecológica”: metáfora usada para representar a quantidade de superfície de terra e água que uma população humana hipoteticamente precisaria para suprir os recursos necessários para suportar e absorver os resíduos, usando a tecnologia corrente.