domingo, dezembro 31, 2006

DO CORAÇÃO.


“ A minha aldeia era um pequeno lugar muito acolhedor que tinha como característica um idioma que se falava com o coração, apesar de ter muitas palavras e serem diferentes entre si todas eram sinónimas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não é que fosse limitado o seu léxico ou o seu sistema de convivência social. A razão era que todos estavam unidos entre si como que por uma corda e o que acontecesse a um, invariavelmente influía nos outros. Socialmente organizavam-se deste modo: Todas as mulheres da minha aldeia eram minhas mães e mães das outras crianças e todos os homens eram meus pais e pais de todas as outras crianças. Todas as crianças eram minhas irmãs e filhos de meu pai e da minha mãe e de todos os homens e mulheres da minha aldeia. Como os nossos pais e os nossos avós já tinham tido esta cultura fraterna eram os depositários da sua transmissão, por isso todos estávamos irmanados como numa família e se algum faltasse todos sentíamos a sua ausência ou esperávamos com alegria a sua chegada. Era assim a razão de existir naquele pequeno lugar, que era a minha aldeia. Por contraste só na cidade compreendi os seus ensinamentos , e como era diferente aquele idioma que se falava com o coração, onde as palavras coincidiam com o seu significado tal como vêm nos dicionários”.
A TODOS OS LEITORES E POSTADORES DE ECOS E COMENTÁRIOS UM EXCELENTE ANO DE 2007.

55 comentários:

Anónimo disse...

obrigado antónio,
o meu grande desejo era viver num mundo mais equilibrado e mais fraterno.
há valores morais que, devido à ganância e á ansia de poder, se vão perdendo, até nas terras pequeninas.
cabe, a cada um de nós, tentar educar as crianças noutro sentido: mostrando que ainda vale a pena acreditar no ser humano.
espero que 2007 comece com todos a contribuir para que, no nosso mundinho, as coisas comecem a ser diferentes.
um bom ano para si e para todos os que dedicam um bocadinho do seu tempo a lerem os nossos blogs.

José Alberto Vasco disse...

É sempre bom podermos sonhar que a nossa aldeia será sempre o melhor lugar do Mundo... E que os segredos da nossa infância nunca se perderão... Pena é que muitos continuem a tentar destruir tudo isso... O que, contudo, nunca nos fará desistir!

Antonio Delgado disse...

Estimada Lúcia

Concordo consigo no que diz e acredito, igualmente, no ser humano mas alguns desiludem mesmo muito!
Tudo do melhor para si em 2007.
Cordialmente
Antonio delgado

Antonio Delgado disse...

Pois sim José Alberto e quanto mais falam em amor ou paixões pior são...
...apesar de tudo o sonho sobreviverá!
Cordialmente
Antonio Delgado

david santos disse...

Ó António!
Eu sou um velho. Como tal, sem querer mostrar que sei mais que alguém, nada disso, mas meramente dizer que a minha vida já vai longa e que, por isso, já passei por muitas experiências, já escrevi e li milhões de frases, vou-lhe dizer uma coisa: o seu texto é brilhante.
Parbéns.

Ludovicus Rex disse...

Um Boa Anod de 2007 cheio de Paz, Harmonia e muitos sucessos.
Um abraço

Antonio Delgado disse...

não li tanto como o David, disso sei, mas pode crer que o texto não é nada daquilo que diz. As minhas palavras são apenas a voz do meu pobre e oprimido coração a falar para o mundo e a manifestar que quer viver como lhe ensinaram quando menino.

Fraternalmente

Antonio Delgado

Anónimo disse...

quando eu era pequenino a minha mãe prometia-me um simples yogurte como prémio para me portar bem...
quando eu era pequenino todos os dias me sentava á mesa com a familia para jantar, mas sempre e só depois de meu pai chegar...
quando eu era pequenino sonhava com o pai natal e as prendas só eram abertas na manhã seguinte á noite de natal...
quando eu era pequenino a aldeia onde a minha mãe nasceu, perto de Viana do Castelo, era a terra mais linda do mundo e demoráva-mos quatro dias para lá chegar...
quando eu era pequenino passava as minhas férias com a minha avó paterna numa aldeia encantada perto de Rio Maior e os serões eram passados á volta da lareira a ouvir as histórias do meu avô que nunca mais acabavam...
quando eu era pequenino, morava em Lisboa, e aos fins de semana iamos para fora, para a mata da Encarnação, fazer piquenic...
quando eu era pequenino... era mesmo pequenino e os meus sonhos de menino iam mais longe que a internet e os meus companheiros de brincadeira comungavam dos mesmos sonhos que eu...
quando eu era pequenino desejava tanto ser grande, sem saber que hoje, grande que sou o que mais teria gostado era de não ter deixado de ser pequenino...

caro Antonio li o seu artigo que tal como diz, deixa transparecer o que lhe vai no coração amargurado...
não tenho a elequência que o meu amigo tem, nem da maior parte dos que neste blog deixam as suas palavras, mas depois de o ler, acho que sou capaz de aqui deixar o que me vai na alma quando a nossa infância e os valores que outrora nos guiavam são chamados á lembrança...
o coração? esse nem quero ouvi-lo que quando o faço não evito nesses momentos uma lágrimazita ao canto do olho...não de tristeza, de saudade...

ainda tenho uma réstia de esperança que os homens acreditem que são capazes de recuperar esses valores e fazer das coisas simples como ser feliz, um modo de vida bem diferente daquele que nos impõem nos dias de hoje...

BOM ANO DE 2007

Antonio Delgado disse...

Amigo anônimo,

Todos temos elequência, cada um à sua maneira! De facto, ontem e hoje não foram dias muito agradáveis para mim assim como não foi o dia anterior. Ontem fui despedir-me, de um grande amigo, ao cemitério de Turquel. Um HOMEM a quem a MINHA TERRA (TURQUEL) muito deve, como deve o concelho de Alcobaça, o distrito de Leiria e até o País. À Noite fui para Lisboa e andei a mostrar, ao meu pai, as ruas de Lisboa decoradas como ele fazia comigo em pequeno. Só que meu pai agora parece ser o menino. No caminho para Lisboa, remeteu-se a um silencio perturbador, pela morte do amigo que falei...preocupa-me a solidão que lhe vai na alma porque tem uma idade avançada e recentemente perdeu a esposa e minha mãe! e tal como eu é uma pessoa sensivel!

Estou plenamente de acordo com aquilo que diz no ultimo paragrafo da sua postagem...esse sonho nunca o devemos deixar morrer.

Cordialmente

António Delgado

Anónimo disse...

Amigo Antonio Delgado
propositadamente nem toquei na noticia de Turquel por saber quão dolorosa é a perda de um amigo
apenas me veieram á lembrança os tempos de gaiato meio atrevidote e apeteceu-me comentar... e recordar.
quando li a sua resposta, que agradeço, arrepiei-me porque tambem passei por algo semelhante.
a minha relação com meu pai foi um tanto ou quanto conflituosa durante práticamente toda a sua vida porque sempre foi um homem rigoroso, austéro e timoneiro, nunca permitindo sequer qualquer invasão minima que fosse da sua autoridade que era naturalmente sagrada no nosso seio familiar
na sua fase terminal em que a doença que o veio a vitimar influenciou a sua maneira de ser, o nosso relacionamento estreitou-se e os papeis trocaram-se, como tambem relata o Antonio no seu cometário.
o meu pai passou a ser meu filho e a maneira dócil e carinhosa como se passou a relacionar comigo marcou-me para sempre
hoje, nem pai nem mãe nem avós se contam entre os vivos
vivos estão nos corações de todos nós que os amámos
estão seguramente muito atentos lá do alto, contemplando de mãos dadas as obras que na Terra deixaram
espero saber mercer esse olhar
grande abraço e desculpe estes desabafos.... que são coisas de velhotes...

Antonio Delgado disse...

Caro anónimo,

Obrigado pela sua sensível postagem . Ela é prova que este blog é aberto ao coração. Ou melhor à voz do coração... aquilo que nunca devíamos abafar!
Peter Handeck num livro com um titulo muito curioso “ A angustia do guarda redes antes do penalty” sugere que o mundo já teria mudado e seria mais solidário se os adultos tal como as crianças, tivessem o poder de chorar alto.

Quando expressei a ideia da aldeia, na postagem DO CORAÇÃO , estava MAGOADO porque num momento como este que todos os anos e de festa., assistimos igualmente às maiores desumanidades repetindo-as sem mudar, ano após ano.

No sábado, pela manhã, antes de ir para Alcobaça, deparei-me com um senhor a pedir esmola à porta do centro comercial onde faço compras. Era um senhor de tez ressequida, aparentava ter sessenta anos. Era magro com o corpo dobrado sobre si e tinha também um olhar tímido e envergonhado que se escondido detrás de uma densa pestanagem. Talvez, o pouco que ainda lhe restava onde se podia esconder deste mundo de incongruências. A imagem sensibilizou-me e fui todo o caminho, até Alcobaça, a pensar naquele homem e as histórias que ocultaria a sua alma presa àquela condição. Lembrei-me de todas as mães e pais e particularmente da mãe dele e do seu pai, com os olhares alegres e radiantes de quem ama filhos desejados quando ele era criança. Dando-lho o amor e o carinho para que pudesse um dia ser felizes. Aquele filho, ali estava agora, vergado e humilhado perante a vida, numa felicidade que possivelmente não escolheu e que o obrigava a viver de mão estendida. Ali numa manhã de sol, implorando um pouco de humanidade que hipocrisia dos transeuntes lhe negava . Aquele senhor, talvez nunca quisesse que o dia acabara, para não ver a sonsice de muitos (as) em fazerem viagens para irem baterem pratos e panelas a festejar uma passagem de uma noite para a outra . E encherem o ar de gargalhadas postiças e sorrisos forçados a fita gomada quando se calhar queriam era chorar como sugerira Peter Handeck. Para logo, no dia seguinte trocarem angustias não sentidas com os primeiros (as) que encontram. Possivelmente aquele senhor, naquela noite só gostaria de dormir descansado e sem barulho mas ver o sol no dia seguinte a brilhar e com ele aquecer o frio da alma que este glaciar de pessoas provoca...

ACREDITO QUE SE NOS UNIR-MOS E DERMOS AS MÃOS O MUNDO SERÁ MAIS JUSTO !

Cordialmente

António Delgado

Bárbara disse...

Estimado António,

É, de facto, apaixonante a realidade de que fala esta postagem. E, digo apaixonante, sobretudo para aqueles, que como eu, viveu, cresceu e se conheceu por gente nesses mundos. Mundos em que a pureza do "coração", a verdade de sentimentos e a fraternidade humana eram verdadeiramente valores genuínos, quase que inatos...
A verdade é que o Homem aldeão que é descrito na peça superava, em muito, o Homem citadino dos dias de hoje, em valores humanos e societários.
Torna-se óbvio que a peça que apresenta, pela familiaridade da abordagem que é feita, foi escrita por quem viveu ( e, infelizmente já não vive) essa realidade. Parece ser uma pessoa sensível ao mundo dos afectos como polos orientadores de percurso de vida.
Felizmente que ainda há pessoas destas...
Falo assim porque, infelizmente, nos dias que correm, muita gente nasceu e cresceu em mundo desprovido de afectos ou deixou para trás esses mesmos afectos correndo em busca da fama, da notoriedade ou de quaisquer outros títulos, todos eles muito mais pobres que os nobres e genuínos afectos, os quais se expressam por gestos, acções ou símbolos e muito menos por palavras, na maioria das vezes esvaziadas de significado e sentido também por gestos, acções ou símbolos contraditórios.
Ainda hoje, sempre que posso, procuro a reunião com aqueles que me acompanharam nesses tempos de felicidade genuína e, por isso, este final de ano passei-o com essas pessoas. Todos vivemos e crescemos no mundo em que o "Soba" era rei sem coroa, sem território e riquezas materias, mas de coração largo e rico em amor, fraternidade, humildade e solidariedade e em que as mães eram mães de todos nós, os meninos desse tempo, hoje Homens inconformados com o egocentrismo, a mentira, o materialismo e a surdez de coração reinante.

Zé Lérias disse...

Que felizes foram as crianças que da sua aldeia colheram memórias tão idílicas!
Pena é que nem todas as possam ter.

Um Bom ano para si e os seus.
Gostei de ter passado aqui.

Isabel disse...

Tocou-me bem cá no fundo a tua escrita.
Tive vontade de ser novamente pequenina e viver nessa tua aldeia.
Tive vontade dessa alegria, desses irmãos e irmãs, dessas mães, pais e avós.
Eu sofri falta de familia e o teu texto tocou-me nesse espacinho do meu coração ocupado pela sensação de desproteção e solidão.

E tambem do ponto de vista literário um texto muito bom.

Parabéns.

Foi bom encontrar este teu espaço onde certamente voltarei.

Até breve.

Isabel

Anónimo disse...

Me ha gustado mucho " el
sistema de convivência social de tuha aldea" ¡Ojala aprendiéramos de él y las relaciones humanas fueran así..

Gracias por tu visita y por lo bien que escribes en castellano ¿sabes? he creido que eras español. Porque además tu nombre y apellido... De todos modos da igual, ser personas nos iguala a todos...

Un abraço para tí.

Anónimo disse...

Se me olvidaba!

¡¡Bom 2007!!

Anónimo disse...

os portugueses têm alma, coração e sentimentos
só precisam ser abanados um bocadinho
depois é só encontrar o sitio e o espaço certo.... e pronto
é bom que isto aconteça
já pensava que nos tinhamos petrificado todos...

Ortogal disse...

Meu caro António Delgado,

Sinto, por sua causa, orgulho em ser alcobacense! Quem dera que todos pudessem compreender a grandeza que Alcobaça representa...

Muito obrigado.

Valdemar Rodrigues

david santos disse...

Olá!
António, ainda que pareça mentira, hoje não fui capaz de ir dormir sem voltar a ler o texto. Embora ele não seja uma experiência, seja um sentir, é um grande texto.
Agora que o voltei a ler, vou descansar.
Parabéns.

Antonio Delgado disse...

As palavras do David tocam-me muito e mais vindas de um grande poeta!
Digo-lhe que leio bastas vezes este meu conto donde o extracto foi subtraido e dá-me força para o meu dia a dia.

Um enorme abraço

Antonio Delgado

sara disse...

Obrigada pela mensagem que transmite, e muito obrigada por a ter deixado no meu blog.
Faço votos de um óptimo 2007 para si e para os seus... assim como para a nossa terra.
Quem dera que vivessemos num mundo assim...

José Alberto Vasco disse...

Caro António Delgado: soube há pouco, pelo blogue do Bazar das Monjas, que o António Delgado se doutorou em Espanha com uma tese que eu muito gostaria de ver publicada em livro no nosso unamunístico Portugal, Povo de Suicidas... Muitos parabéns pela concretização desta sua aventura do conhecimento!

Ernesto Feliciano disse...

Caro António Delgado,
Que bela que era essa sua aldeia...
Que pena não termos todos essa aldeia na nossa terra...
Um grande abraço e um excelente 2007 para si.
Ernesto Feliciano

Anónimo disse...

He leido tu artículo sobre la muerte, en El Pais.
Me ha gustado especialmente lo que dices de que en los monumentos egipcios, no hay presencia de sufrimiento ni de tortura. Sino la muerte como algo muy humano..

Me he reído con " Ya no tiene sentido, tener una segunda vivienda post mortem" jeje.. ¡muy bueno!

Estoy de acuerdo con todo lo que dices. En Portugal y España, hemos pasado, de ver a la muerte, con los ojos de la fe católica, es decir como un paso, a verla simplemente como el final de todo. De ahí que la muerte, haya pasado a ser algo tabú.

De todos modos,( sin las ideas de la iglesia) para mí la muerte, es otro paso más de la vida.

Gracias ANTONIO, por tu visita, por tus palabras en mi blog.. y por esta música tan hermosa con que nos recibes.

Besos

EstrelaAfricana disse...

António,
Obrigado pela música que colocou no blog.Tem uma sintonia com o meu estado de alma assombrosa... Quanto à postagem que apresenta apenas posso dizer que está linda! Eu conheço e vivo dentro de mim a realidade de que fala. Mas, hoje, só vive em sonho...
Resta-me a esperança do Poeta de que " O sonho comanda a vida...".
Quem dera que a nossa pequena aldeia chamada Alcobaça albergasse no seu seio muita mais gente unida por sentimentos de fraternidade, partilha e justiça social, com sentido ético e não economicista ou individualista.

Anónimo disse...

olá estrela
já tinha estranhado a sua ausencia tão prolongada.
nesta "aldeia" onde predomina a sede de poder e de notariedade, onde quem se tenta safar o faz pisando os outros, onde se desvia o olhar perante a miseria e onde se cala perante as injustiças... só mesmo uma visão poetica para ter um desejo desses.
é por isso que alguns nos chamam visionários, decerto!

tormenta del mar disse...

Antonio: Bienvenido al lugar dónde sueñan y bailan las hadas, eso sí...a veces lloran también.

Besos de hada!!!!!

Antonio Delgado disse...

Caro José o trabalho está publicado em Espanha e eu também espero vê-lo publicado em Portugal... Como faz alusão, conhece os textos de Unamuno em que diz Portugal "ser um um país de suicidas"... e conhece uma pequena descrição que deixou de Alcobaça e do Mosteiro?

Antonio Delgado disse...

Caro Ernesto Feliciano,

Eu também desejo um excelente 2007 ao ERNESTO, bem como à população de S. Martinho. Espero que a excelente equipe que lidera na oposição, continue a ser uma escola de elevação moral ao serviço da causa publica, como tem sido. E um exemplo para TODOS OS partidos e candidatos a politicos em Alcobaça. Vamos ver se as virtudes que o povo espera de quem nos governa não tenham de ser encontradas em INDEPENDENTES.

um EXCELENTE 2007

Antonio Delgado disse...

hola LLuvia

Que ilusión tu comentario y que hayas leído le entrevista del País.

De verdad que el tema de muerte es muy interesante por es en el que nosotros expresamos lo que la vida tiene de mas esencial. Cuando se habla de muerte al final es a la vida que hacemos referencia.

Esta semana estaré por Madrid

Cordialmente

Antonio

EstrelaAfricana disse...

Olá Lúcia,

De facto tenho andado bastante ocupada mas, de vez em quando, lá sobra um tempinho para vir até aqui.
Desejo a todos, não um Ano de 2007 feliz mas uma longa, saudável e produtiva caminhada pela estrada da vida, em clima de Paz, Amor e Fraternidade.

Antonio Delgado disse...

Bem Aparecida ESTRELAFRICANA, tal como a LÚCIA fazia muito que estranhava a sua ausencia. Por outro lado imaginava que estivesse ocupada, como chegou a comentar noutras postagens. Mas todos nós sentimos a SUA AUSENCIA, como bem notou a LÚCIA... bom regresso e excelente 2007.

Também gosto da musica ela é fruto das minhas digressões pelo mundo e lugares exóticos...espero que continue a gostar em futuras postagens.

Antonio Delgado disse...

Hola tormenta del mar

Gracias por tu visita desde Argentina... desde ese lugar de hadas

un beso

Antonio

Alcobacense genético disse...

Caro António
Que bom ter-me feito recordar a pequena e cosmopolita vila onde cresci - Alcobaça.
Alcobaça era então, em meados do século passado, uma simpática terra conhecida em todo o país. O Rossio e os seus jardins constituiam o seu ex-libris. Todos os que circulavam pela estrada N-1 recordavam para sempre a sua passagem por Alcobaça pois a fachada pricipal do mosteiro precedida pelos canteiros sempre extremamente bem cuidados era "imagem que não passa" .
Os jardins foram sendo renovados, a N-1 foi desviada mas o espírito do lugar continuou intocado.
-O urbanicídio encomendado pelo Sapinho ao Birne foi bem sucedido.
Mataram o coração de Alcobaça contra a vontade dos quase dois milhares de cidadãos que se oposeram publicamente ao crime anunciado, através da entrega de um abaixo assinado na CMA que não surtiu qualquer efeito.
Numa 2ª fase chegaram a recorrer ao tribunal administrativo de Leiria, interpondo uma providencia cautelar, alegando que não existia um parecer definitivo do IPPAR pelo que a obra não poderia avançar.
Este parecer vinculativo não existia de facto aquando do começo do julgamento. O IPPAR emitiu um parecer favorável no dia do começo do julgamento onde se lê que recebido o projecto definitivo, este estava de acordo com todas as condicinantes previamente transmitidas à CMA.
- Na véspera do início do julgamento o presidente da CMA enviou um fax para o IPPAR pedindo o envio urgente deste parecer
"conforme combinado telefonicamente"... .O fax encontra-se, no IPPAR, apenso ao dossier da obra.
Tudo o que de mais errado e criminoso aconteceu na envolvente do mosteiro tinha sido sucessivamente interdito pelo IPPAR.
O fax do Sapinho ocasionou a assinatura do arq. Flavio Lopes (do IPPAR) num parecer "dito" definitivo.
O mais aberrante desta questão consiste em o IPPAR não ter recebido qualquer projecto definitivo da obra. No único projecto ali existente ainda
constava o parque subterrâneo!!!
Veja, por exemplo, uma das condições de aprovação, impostas pelo IPPAR à CMA, em TODOS os pareceres anteriores: NO CASO DE A CMA INSISTIR NO SAIBRO TERÁ DE HAVER UMA ZONA ENTRE ESTE E A ESCADARIA DA IGREJA PARA OBSTAR AO DESGASTE QUE O SAIBRO AGARRADO Á SOLA DOS SAPATOS CAUSA. Temos o saibro encostado á escadaria deixando rastos até à porta da igreja!!! Que esperar de um país no qual tanto o poder local como o poder central cometem impunemente crimes desta dimensão, na praça pública??!!
Mas voltando ao meu Rossio - era tão bom ir até lá. Era tão bom encontrar os amigos, ver os conhecidos, sentar-me no meio do verde a olhar o mosteiro... Era ali no coração da URBE que tomavamos contacto com a CIVITAS.
Obrigado por estas recordações de cheiros, cores, sons e afectos que me proporcionou através do seu texto.
Um grande abraço

Anónimo disse...

gostei imenso deste comentário do alcobacense genético.
a palavra "urbanicidio" está mesmo de acordo com o que foi feito.
também estou satisfeita por cada vez mais pessoas juntarem a sua indignação à nossa e começar a haver coragem para falar sobre isso.
este nosso colega de comentários mostra a mesma saudade da beleza que todos nós (e nem estamos a falar daqueles que ainda se calam por medo de represálias).
mas soube agora que terão havido coisas pouco ou nada esclarecidas sobre esta obra.
se como este nosso amigo diz, o parecer do ippar se baseava num projecto final e este não deu entrada neste organismo, então porque não se tentou uma impugnação da decisão?
o fax e a combinação via telefone se comprovadas junto das autoridades competentes podem gerar investigações a outro tipo de crime.
agora, há é que ter estes documentos na mão para se poderem tomar medidas.
por outro lado o BE pediu um referendo regional sobre a actual situação do mosteiro, mas como isso não interessa à nossa autarquia, pouco se tem falado sobre este facto.

Alcobacense genético disse...

Lucia
Como saberá a providencia cautelar foi defendida por José Sá Fernandes por este ter considerado tratar-se de uma acção popular. A verba conseguida por subscrição da população era de 80 contos, o honorário do advogado por 3 dias de julgamento. É de Homem !!!
O Dr. Sá Fernandes deslocou-se, após o julgamento, ao IPPAR para consultar o processo da obra de Alcobaça, o que lhe foi negado apesar de estes processos serem públicos. Recorreu então a uma ordem judicial e acompanhado de um funcionário do tribunal apresentou no IPPAR a ordem do juiz tendo finalmente a possibilidade de consultar o dossier onde se encontra o tal fax.
Sá Fernandes meteu um processo por tráfico de influencias tendo o juiz decidido que não havia matéria para acusar o Sapinho e o Flávio Lopes por tal crime...
É lamentável que todos os factos relacionados com este nebulosíssimo e irregular processo não sejam do conhecimento público.
A CREPMA bem poderia publica-los!!!
Haverá certamente alguns cidadãos sem medo das represálias sapinhistas que colaborariam de bom grado nesta publicação.
A providencia cautelar não foi ganha, o que obrigaria a repensar todo o projecto, porque o juiz no momento da decisão tinha na sua posse o parecer definitivo do IPPAR, embora este como se veio depois a verificar ter sido emitido a pedido do pres. da CMA Mas águas passadas não movem moinhos...e crimes de colarinho não dão condenação.
Deve saber que o Sapo encomendou ao Jorge P. Sampaio um livro sobre os presidentes da CMA desde o Estado Novo a ser publicado pela CMA com o dinheiro de todos nós, dinheiro esse que aliás tambem será(já foi?) entregue ao autor. Este Sampaio é agora o braço direito do Rasquilho. Alcobaça já parece um tacho de cozido onde todos os ingredientes se misturam e interagem. Se p'lo menos fossem saudáveis...

Anónimo disse...

boas alcobacence genetico,
quando eu me referia ao facto de estarem a aparecer pessoas que parece terem perdido o medo de falar contra o sapinho, naõ o fiz no sentido prejurativo. eu estava a mostrar que estou satisfeita por me aperceber que cada vez somos mais a contestá~lo.
eu, de facto, não sei nada desse processo. sei apenas que houve um movimento de contestação e soube-o pela comunicação social que o amigo sabe que publica pouca coisa quando se trata de ir contra o poder instalado.
tenho grande admiração pelo dr sá fernandes e acredito que tudo tenha feito para defender a causa mas, como lhe disse, poucas pessoas sabem do caso e, se a comunicação social não divulga, eu coloco o meu blog à disposição para o fazerem - http://comentaranossaterra.blogspot.com - contem a história num comentário e eu publico como postagem.
acho até, que grande parte da população iria gostar de saber o que, de facto, se passou e, agora, que se levantou esta hipotese de referendo, talvez fosse uma boa altura para trazer tudo a lume, de vez!
quanto ao livro sobre os presidentes de câmara, tenho uma opinião diferente da sua.
gasta-se tanto dinheiro mal gasto nesta autarquia que, a encomenda de um livro desta natureza, que vai ajudar a compreender parte da história da nossa cidade, não me incomoda.
não conheço o livro, nem sei se chegou a ser publicado (mas também gostava de saber). o que temo é que tenha sido escrito só o que o sapinho fez de bom (se é que se consegue tirar alguma coisa de bom do trabalho deste senhor)omitindo todas as aberrações e atentados contra a cultura, a história e o património que este senhor tem cometido.
e note que não estou a defender o dr sampaio que eu, aliás, só conheci, pessoalmente, há pouco tempo, por motivos profissionais que se prenderam com a exposição de presépios.
neste assunto foi uma pessoa competente, de bom gosto e com muitos conhecimentos do que estava a fazer. se entrou com cunha, então, depois de lá ter entrado, tem feito um bom trabalho.
quanto ao dr rasquilho, também só o conheci, de passagem, no dia da inauguração da exposição. tenho vindo a seguir o seu trabalho no mosteiro e tenho pena que não o tenha feito mais cedo. em 6 meses tem agitado o mosteiro, dando-lhe vida, alma e uma razão para ser visitado.
neste caso, parece que estes 2 ingredientes foram bem "adicionados ao tacho", não acha?
e não se esqueça, estou à vossa disposição para colocar no meu blog tudo o que possa ajudar a esclarecer o caso da requalificação da área envolvente ao mosteiro.

Alcobacense genético disse...

Lucia,
O livro poderia ser um bom documento; no entanto o encomendante deve ter em mente um panegírico das suas obras e não a história da evolução do concelho...
Os anteriores presidentes deverão servir apenas para dar uma certa legitimidade à coisa...
Cá estaremos para ver e comentar quando da sua publicação. Será perto das próximas autárquicas?!!

Anónimo disse...

acredito que sim, será lançado, decerto, perto das eleições.
a politica é assim mesmo - um aproveitamento da imagem.
como é evidente, eu não concordo com este tipo de politica e de campanhas onde, não se apresentam ideias nem projectos, em que se realça o pouco de positivo que se fez e onde as pessoas votam numa cor sem pensarem nas consequencias de estarem a colocar no poder pessoas sem capacidade para gerir os destinos de uma autarquia (ou de um país).
normalmente, as pessoas com competencia para os lugares não estão dispostas a concorrer a eleições porque sabem que vão ser travadas nas suas ideias pelos senhores do sistema e, os que concorrem são os que pretendem entrar para o "tal"sistema. è um vicio!

Antonio Delgado disse...

Viva Alcobacense genético,
Antes demais deixe-me prestar os sinceros cumprimentos e agradecer as suas sentidas vivencias sobre aquele espaço e penitenciar-me no tardia resposta. Apesar de não ser de Alcobaça capital, sou de uma recôndita Aldeia de Turquel chamada Silval. E sou igualmente do tempo em que os Alcobacenses nasciam apenas em Alcobaça, como nos dizia o bom amigo José Alberto Vasco, numa das sua agradáveis crónicas, no entanto sempre me senti Alcobacense e também tive as mesmas vivencias e outras naquela antiga e verdadeira ÁGORA da capital do concelho. E, de facto, as vivencias eram outras, menos fugazes, menos anónimas e muito mais autênticas: não havia a paranóia do fugaz e da frívola ideia de voyerismo que caracteriza os tempos modernos como assinalou Baudelaire no sec. XIX. Sobre o processo do tribunal, eu conheço-o e a frase que destaca chamou-me a atenção desde logo, assim como outras, quando ele me foi mostrado. No entanto suponho que o processo ainda pode ser revisto e não sei se a Unesco não terá alguma coisa a dizer sobre a reconfiguração do espaço e erros técnicos que engloba ao nível das acessibilidades para deficientes. E eles são imperdoáveis tanto para a CMA como para o arquitecto... Estes erros são punidos por lei é só os alcobacenses apresentarem denúncia. Espanta-me que além da CDU, através do vereador Rogério Raimundo mais nenhum partido fale deste assunto que é também de nitida exclusão social.
Será que quando foi feita providência cautelar, o grupo promotor contactou a UNESCO? Ela esta informada sobre o que se passa? Foram contactadas as associações nacionais de defesa do património bem com as congéneres espanholas, francesas, inglesa com lugares classificados de Património pela Unesco? Teve o grupo promotor desta acção, influencia suficiente para passar a mensagem e tudo o que encerrava ( falta de dialogo,coação com a eventual perda de dinheiros, falta de concurso publico, argumentação que o arquitecto era de Alcobaça, que já trabalha para o IPPAR, etc, etc.) junto dos meios de comunicação nacional? Não sei se este trabalho e outros terá sido bem conduzido e explorado?

Antonio Delgado disse...

Olá Lúcia,
Concordo com a sua observação e a criação deste blog tem muito que ver com a reconfiguração ou neo-higienização que tem sido feita em Alcobaça. Sobre ela e antes de se iniciar, alertei em 1998 na Semana Cisterciense, em artigos de opinião, com o mesmo nome deste blog, sobre o eventual oportunismo de políticos descerebrados ou boçais mas “ciosos do irracional”, no problema que se podia transformar o zona do mosteiro e outras se não fossem respeitadas regras elementares. Sobre o que escrevi a realidade fala por si porque o tempo, esse grande escultor é mestre...!

Antonio Delgado disse...

Caro Alcobacense Genético,
Intrometo-me de novo na conversa, desta vez é sobre a sobre a PUBLICAÇÃO QUE SUGERE.
Espero muito bem que essa publicação seja feita mas atenda ao seguinte. Ser bilingue PORTUGÊS/INGLÊS e eventualmente em Francês. Ter igualmente as entrevistas , tanto do arquitecto como de todos aqueles que defenderam a reconfiguração do espaço, invocando desde a perda de dinheiros comunitários; a razões de não existência de concurso publico; as relações do arquitecto com o IPPAR; invocar-se que este técnico tinha nascido em Alcobaça; artigos de opinião e depois distribui-la GRATUITAMENTE, aos políticos, aos jornalistas estrangeiros que fizerem a cobertura das cimeiras em território nacional quando Portugal presidir os destinos da Comunidade Europeia. Mas essencialmente se for feita alguma destas cimeiras no Mosteiro de Alcobaça como já foi anunciada a disponibilidade. Fica a ideia e vamos começar a trabalhar. E aos bloggers da região sugiro que comecem a escrever os post de critica igualmente em Inglês...vamos trabalhar nestas ideias?
Sobre o tacho de cozidos...se a realidade fosse só isso!

Antonio Delgado disse...

Lúcia e Alcobacense genético
Desculpem-me de novo. Infelizmente em Alcobaça não HÁ NINGUÉM, que contradiga o discurso oficial porque o medo está instalado. Há uma série de vulgares e medíocres que apenas subsiste graças ele. São os chamados parasitas da circunstancia e alguns mesmo assim, não se sabe como, mas fazem “brilhantes carreiras”!
Gostaria de ver um projecto entre os bloggers que escrevem sobre Alcobaça e a região, no sentido de criarem um Blog, apenas sobre Alcobaça alternativo à parcialidade da imprensa escrita e radiofónica da região. Onde as opiniões fossem livres, autenticas, fundamentadas e sem constrangimento. Talvez assim as CHAPINICES OU CHAPINHISMO não fossem tão altaneiros...Vamos pensar no assunto?

Anónimo disse...

caro antonio,
não posso estar mais de acordo. vamos a isso!

Ana Maria disse...

bonito texto!
bonitos corações!
bonitos olhos de criança!
quem dera eu os tivesse....

Antonio Delgado disse...

Obrigado Ana Maria,

E bem vinda a este Blog

cordialmente

Antonio

Alcobacense genético disse...

Este seu blog parece-me um óptimo começo para o blog de todos os bloggers de Alcobaça, que sugere no seu comentário, de forma a complementar a visão transmitida pelos media locais.
O Região de Alcobaça no penúltimo editorial refere já os blogs.
Se os refere - logo existem.
E já incomodam...

Antonio Delgado disse...

Amigo Alcobacence genético estou aberto e o meu telefone é 963963363.

só assim poderemos fazer alguma coisa e actuar em várias direcções porque só por vezes é complicado...falta de tempo essencialmente.

Um abraço e aguardo
Antonio Delgado

Antonio Delgado disse...

Caro Alcobacense desculpe voltar ao assunto,
a Lúcia também já disse que estaria disponivel.

Anónimo disse...

Estimado Antonio Delgado,
Me encantó ese artículo suyo sobre la infancia, desgraciadamente, no todos hemos tenido ese tipo de infancia tan de cuento de hadas y de todos modos imagino que también en la suya pudo haber sus males y sus menos. Yo vengo de una família no muy bien avenida, como muchas, pero me da un poco de envidia ver una família tan "feliz". Sin embargo ahora me parece difícil - no sé que edad tendrá Ud. -, pero ya no existen esas aldeas donde los hijos y las madres sean de todos. Pero es una pena. Se está perdiendo mucho el amor e incluso el roce. En lugar de hablar cara a cara, se utiliza un blog, un mail, etc. Bueno no quiero ponerme fatalista. Me encanta su blog que encontré por casualidad.
Myriam

Antonio Delgado disse...

Pues si mirian

añoro esos dias donde tudo era fantasia y amor. los dias y las noches no teniam fin ni principio.

tiengo 48 años...pero seré uno eterno crio en mi corazón.

Bezos
Antonio

Ps. si quiere recibir noticias por cada novo texto deje su mail.

Ana Ruiz disse...

Aún no he perdido la esperanza de que un día todos aprendamos a vivir así, es con la semilla del deseo que se empieza para dar paso después a instalarlo en nuestros corazones, primero es como un sueño, pero los sueños son mas prácticos además de hermosos cuando se hacen realidad y para hacerlos realidad hay que empezar a dar pasos.

En mi modesta opinión diré que creo que el primer paso es SER eso que tanto nos gustaría que fuese ahí fuera, empezar por uno mismo, convertirnos como personas en eso que añoramos que sea, ser congruentes con nuestras ideas, transmitirlas no solo con palabras si no con nuestras propias acciones, no solo Haciendo si no Siendo.

Queremos que el mundo cambie, pero primero empecemos por lo mas “pequeño” que al mismo tiempo puede ser lo mas grande: EL INDIVIDUO. Si nosotros cambiamos nuestra pequeña-gran parte de nuestro mundo también cambiará.

A veces nos preguntamos cual sería nuestra contribución a crear un mundo mejor "UNA ALDEIA MEJOR" en este mundo lleno de cosas que no nos gustan y pensamos que tenemos que hacer grandes eventos y como son tan grandes no nos sentimos capacitados y lo dejamos pasar desanimados... pero ¿será que podemos hacer cosas mucho mas pequeñas y simples para hacer de este caos un lugar donde ser mas felices? yo creo que se trata de una aptitud del corazón: SER UNO MISMO,CONVERTIRNOS EN SERES LIBRES y poco a poco quizás así nos desprendamos de las máscaras que hacen que seamos infelices,al ser libres nos desprenderemos de todas esas cosas que el sistema nos enseñó para esclavizarnos. EL SER HUMANO NO ES FELIZ PORQUE NO ES LIBRE, hay muy pocas personas que ya viven eso en sus vidas porque el precio de vivir así es muy alto por desgracia todavía, te sientes apartado de la masa que actua en automático porque esa es la onda, el precio también es la soledad, soledad que a veces es bendita porque es adorable pero a veces soledad fria y triste, si somos lo suficientemente valientes para atravesar por ese "desierto ilusorio de la soledad" quizás nos demos cuenta que realmente no estamos tan solos y que cada vez mas personas anhelan lo que realmente merece la pena: ¿y que es eso que tanto merece la pena? CADA CUAL TIENE SU SUEÑO, cumplamos nuestro sueño.

Saludos para ti António y para todos

pd. Quizás me extendí demasiado? trataré en otra ocasión de hacerlo mas cortito, GRACIAS

Antonio Delgado disse...

Hola Ana,

Gracias por tus maravillosa palabras de verdad tambien ella muy bonitas e llenas de sentimiento. Tal como quasi todas la mujeres hadas de GRAN-HADA.

Un beso
Antonio

Antonio Delgado disse...

Desculpem voltar ao assunto( Alcobacense e Lúcia) fico então à espera do vosso contacto. Entretanto podiamos pensar num encontro de bloggers de Alcobaça, numa tertulia onde pudessemos trocar impressões.

cordialmente

Anónimo disse...

gracias por tu contestación Antonio
De verdad que el escrito esta muy sensillo buen año de 2007

Miryen