terça-feira, abril 17, 2007

"OURICIDIOS" E DEMAIS MATANÇAS.


Todos os dias em que tenho que circular na estrada, o meu coração morre um bocadinho... Não, não é a condução dos por­tugueses que me coloca em tal es­tado, mas sim algo mais triste: os animais abandonados ou esmaga­dos pelas bermas ou no meio das es­tradas... Um cão, ou uma matilha, o hábito ancestral de se juntarem ao infor­túnio comum, um gato... animais irracionais, como os classificam, que talvez apenas o sejam devido à nossa irracionalidade. Já me acusaram de ser extremis­ta, por me preocupar demasiado com os animais quando me deveria preocupar principalmente com os hu­manos, mas essas pessoas es­quecem gue, ao pensar nos ani­mais, há muito mais tempo que me preocupo com o ser... humano. Ma­hatma Ghandi disse "A grandeza de uma nação e o seu progresso moral, podem ser avaliados pela . forma como tratam os seus ani­mais..."

Na minha opinião, esta ex­pressão não é radical, apenas sig­nifica que, quando os homens, numa determinada sociedade,estão satisfeitos com os seus go­vernantes, com a situação eco­nómica do país, com o sistema educativo, enfim, com a satisfação das suas necessidades básicas e com a perspectiva de um futuro prometedor, sobra tempo e di­nheiro para se criarem leis de pro­tecção e respeito pelos animais. Enquanto vivermos num país com o cenário que descrevi no início, a con­clusão que posso tirar, é que os se­res humanos andam a sentir-se mui­to abandonados...
“ Cit. Cristina Ascenso professora em Alcobaça. Semanário Região de Cister 6/10/2006

Além de compartir as ideias expressas na carta ao director, desta leitora, acrescento ainda uma referência aos animais selvagens ( ouriços, texugos, raposas e ginetos) que muitas vezes são mortos, nas estradas, apenas para saciar o prazer sádico e gratuito dalgum condutor com instintos obscuros e que tem no carro um meio de se manifestar... como verifiquei! Detalhes como este infelizmente denotam a urbanidade de alguns portugueses. Não sei se nas escolas as crianças são sensibilizadas para este tipo de problemas ecologicos, ambientas e de civilidade. Deveriam de ter uma cadeira. O “ouricida” praticou o crime na estrada entre o Silval e o Arieiro.
Ps. todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo.

34 comentários:

Ludovicus Rex disse...

Suscrevo inteiramente as tuas e as palavras da Cristina Ascenso. Infelizmente em Portugal a defesa destes animais é diminuta. não há uma consciência de protecção como noutros países da Europa... É um problema de mentalidades.
Um abraço

Freyja disse...

Antonio
gracias por la invitacion a este lindo blog que esta lleno de cultura y de vida
admiro a Portugal como un gran país lleno de cultura, de versos y Fado.
admiro a los portugueses por tener un bello corazon y ser muy lindos amigos
sobre el post que hoy tienes la defensa de los animales es todavia falta de cultura de todo el mundo, tienen el mismo derecho que tenemos todos a vivir en su espacio
lamentablemente falta esa cultura y el corazon de mirarlos con mas amor
gracias por tus bellos saludos en el blog de Freyja, me gusta escribir y me envuelvo el letras que salen del alma
me llamo la atencion que todo comentario bien dispuesto y de nivel es bienvenido
te dejo un abrazo grande y un gusto muy grande conocerte, que estes muy bien
una linda semana, besitos


besos y sueños

Freyja disse...

no hubo problemas con la direccion logre darme cuenta y arreglarla
gracias
besitos


besos y sueños

A. João Soares disse...

Caro António Delgado,
Bom texto a transmitir óptimas ideias.
Hoje começou a ser de bom tom falar na defesa do ambiente, mas parece que poucos se apercebem do que representa defender o ambiente. A Natureza deve merecer todo o respeito. Desconheço o autor desta frase «Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes, a Natureza nunca perdoa». Esta máquina muito complexa não digere grandes agressões e reage, com prejuízo para a comodidade das pessoas a prazo mais ou menos breve.
Aqui nas minhas imediações envenenam-se cães, por aversão às fezes que os abandonados deixam nos lugares públicos, mas nem reparam que mais do que essas fezes são os buracos nos passeios, os lancis partidos, provocando entorses ou quedas graves.
Há uma grande distorsão de conceitos e prioridades na óptica com que se observa o que é público, o que não é exclusivo de um.
Frisei este fenómeno no post em Do Mirante com o título «O último cigarro é o mais prejudicial».
Um abraço

Antonio Delgado disse...

Estimada Freyja
Portugal de verdad que es un pais de Poetas...se seule decir y en general los portuguese no son malas personas o sea, tienen un fundo bueno, bueno corazón y de verdad buenos amigos. Pero una mayoria carece de urbanidad y la conyectura de la globalización no ayuda nada. Por ejemplo: en las carreteras se ve mucho asesino al volante y no son de animales ...son de personas! Sobre este post me revoltó la tripa ver esta persona a matar el pobre animal, pues seguia detras en una carretera comarcal. sobre el animal me imaginé que fuera una madre que fuera a buscar comidita para los crios. Estamos en primavera y el momento de reprocuccion. Me doló mucho porque los animales também tienen derecho à vida ademas son muy importantes para el equilibro de los ecosistemas y por eso para nuestro proprio equilibro.
Tu blog es una preciosidade, lleño de sentimientos y sueños...de verdad que me encantó y las fotos verdaderas obras maestras. Ademas de muy buena escritora eres tambien una verdadera esteta.
ya volveré a tu blog.

Buena semana de trabajo... la mia no empezó por lo mejor pero seguiremos para mejorar...
Besitos
Antonio

Antonio Delgado disse...

Caro Ludovicus, quando assisti à morte, porque vinha no carro detras, deu-me vontade de ir seguir a "besta" e dar-lhe um bom par de sopapos... Por vezes não sei qual é o mundo em que certas pessoas vivem...fico admirado como paises tem legislação relativa à protecção dos animais e ao passear por alguns jardins, ou merendar em parques, podemos ver esquilos ouriços coelhos e outro tipo de roedores andarem livremente...e os pais mostrarem aos filhos.Aqui matam-se de forma gratuita, roubam-se patos dos jardim para comer etc....é mesmo problema de mentalidades!

Antonio Delgado disse...

Amigo a. João Soares, Subscrevo inteiramente o que diz e acrescento, não sou psicanalista mas em termos da giria deste profissionais designa-se "deslocamanto de neurose" levar para outra esfera criando outro problema a um problema que não se resolve...e parece ser o que acontece no caso do veneno dos cães por oposição com os buracos nos passeios das bermas etc. É uma actitude muito caracteristica de mentalidades afectadas deslocarem a não resolução de um problema problemas para outras esferas. É comum em sociedades com pouca intrrospecção de si mesmo. Alias a politica profissional baseia-se toda nesta tecnica. Subtraindo o essencial parainflacionar o acessório. No entanto este ponto também pode ser um manifesto patologico de sociedades doentes mentalmente, tal como um pessoa. E nesse sentido e na minha perspectiva a sociedade Portuguesa é uma sociedade doente...noto que há graves fracturas no cortex da sua mentalidade. Isto não quer dizer que não haja pessoas mentalmente muito sãs.
Obrigado pela seu postagem sobretudo connecendo o insigne trabalho que desenvolve no Do Mirante.
Fraternalmente António Delgado

Maria Faia disse...

Postagem pertinente.
Com efeito, constituindo o ecossistema a parte inanimada do ambiente (solo, água, atmosfera), bem como os seres vivos que nele habitam, parece-me ser responsabilidade de todos nós a sua preservação.
E, no caso concreto do ouriço, verifica-se que este animal solitário e territorial, de hábitos essencialmente nocturnos, constitui uma importante mais valia para a preservação do nosso ecossistema e, bem assim, para a nossa actividade agrícola.
É que, alimentando-se sobretudo de invertebrados que encontra no solo – minhocas, escaravelhos, lagartas, aranhas e lesmas, exerce uma função “protectora” das espécies sobretudo hortícolas, necessárias e, por essa razão, cultivadas pelo homem para a sua subistência.
É, de facto, uma perda e, perdoem-me a franqueza, uma falta de formação e sensibilidade, o comportamento descrito na postagem e amplamente divulgado pelas associações protectoras dos animais.

Antonio Delgado disse...

Obrigado Maria Faia,
Pelas tuas sábias observações em relação ao ouriço. mas como disse na postagem anterior recordei-me que aquele animal seria uma mãe que tinha saido para ir buscar comida aos filhos que morreriam agora no seu ninho. Não é so a morte do animal em si é a cadeia alimentar e o ecos sistema que ele representa. Há etologistas que só de verem um campo sabem quais os desiquilibrios ecoambientais. Deixo-te um exemplo foram transladados do rio Alcoa peixes para a lagoa de Pataias (segundo o Jornal RC) um erro que não cabe na cabeça de ninguém, peixes de habitat de agua corrente e bastante oxigenada com vegetações propria para um ambiente de aguas paradas e com outro tipo de vegetação. para se entender é o mesmo que levar um africano para uma das zonas polares para viver como os esquimós. Vive la porque respira e come e o resto...mas onde está tudo o resto do seu habitat natural...
Estas coisas de biologos Camararios levam-me a reflectir seriamente na massificam do ensino.

Obrigado pelo teu contributo e esclarecedor comentário.
Bjs.
António

Alzira disse...

Concordando com tudo o que foi dito relativamente à matança irresponsável e ignorante de animais, quero também comentar a expressão usada " (...)É comum em sociedades com pouca intrrospecção de si mesmo", com a qual concordo, parcialmente. É que, a sociedade é composta por Homens e, não raras vezes, alguns esquecem-se que, também eles próprios, devem introspeccionar-se a si próprios, de forma sitemática pois, só dessa forma conseguem conhecer-se a si próprios, nas suas fraquezas e méritos, bem como entender os outros com quem se relacionam pessoal, profissional, social ou politicamente.
Digo isto porque verifico, em vários locais e cenários, ser muito frequente opinar-se sobre determinadas matérias, e opinar-se bem mas, na realidade, praticar-se um "modus vivendi" oposto àquele que se defende através da palavra.
Quem dera que a harmonia entre o que se afirma e o que se pratica fosse sempre uma realidade...mas, nem sempre é, de facto.

Antonio Delgado disse...

Ola Alzira,
Pois sim Alzira, é muito verdade o que dizes. Mas também é verdade que vives a politica bem nos seus interiores. Sabes e tens autoridade para saberes o que afirmas...da minha parte não é necessário ser politico para saber como boa parte vive.

Bjs.
António

Alzira disse...

Olá António,

Desculpa a observação, mas gosto de repor o rigor das minhas palavras...e, não concordo com a
redução do conteúdo da minha informação/comentário agora postado...
A verdade é que o que eu afirmei foi: "(...) com quem se relacionam pessoal, profissional, social ou politicamente". Ou seja, não estava, nem estou a falar de relações políticas, ou exclusivamente políticas, mas sim de todo o tipo de relações entre as pessoas.
Não devemos, nem podemos ler ou entender somente aquilo para onde estamos direccionados...

Antonio Delgado disse...

Desculpa o “reducionismo” ao teu comentário ele não foi porque esteja direccionado para a política que não estou, apenas o objectivei nesse campo por ser aquele onde se vê com maior precisão aquilo que tu tão acertadamente afirmas. E parece que todos, ou quase todos os políticos, são assim! Mas obviamente também há pessoas que sem serem políticos se comportam da mesma forma e há há políticos cuja vida privada parece ser mais importante que a vida publica. Assim entendem eles e a impressa e as consequencias são visiveis . No século XVII Jonatahan Swif o que escreveu as viagens de Gulliver (uma rica parábola entre um gigante e pequeninos) escreveu um curioso texto onde associava aos governantes "A arte da mentira politica".(Treatise of the art of Political Lying) um texto muito curioso para a época mas ainda hoje se podem extrair ideias muito válidas e ilustrativas para esta nossa conversa . Obrigado pelo teu reparo mas ele foi motivado tão-somente pela ideia que acima deixei expressa.

Bjs.
Antonio

Ludovicus Rex disse...

Amigo, vais-me desculpar mas deixei uma coisa para ti no Momentos. Um Abraço

Antonio Delgado disse...

Amigo Ludovicus não sei o que dizer...Obrigado??? seria pouco para tanta gratidão da tua parte. Direi o seguinte: antes de fazer o meu blog o teu já era uma referencia para mim, ia lá de vez em quando, não sempre! Passei a frequenta-lo com mais regularidade, quase todos os dias, quando construí Ecos e Comentários . Sempre achei o teu espaço um dos mais interessantes da blogosfera em termos de concepção gráfica, em termos de conteúdos e comentários mas sobretudo em termos de mensagens humanistas. O que escreves nele consegue-me dizer muito em frases pequenas. E um espaço de verdadeira cultura, aberto , fraterno esolidário. Algumas coisas no meu blog foram inspiradas no teu como " todo o comentário bem disposto e elevado é bem vindo". Depois a musica que pões é ex-quisita ou seja muito boa e elevada e de requinte . É um espaço que educa o tanto o espírito como a visão, onde a musica, a imagem e a literatura se conjugam para nos fornecerem momentos de rara beleza num espaço tão ínfimo... o meu muito obrigado pelo eu labor que é generoso e também altruista.

Um abraço bem fraterno.
Viva a liberdade a igualdade a fraternidade e a solidariedade . Mas também a Republica, a laicidade e sobretudo o POVO de quem sou filho.

António Delgado

XRéis disse...

Concordo com a mensagem que qer transmitir, provavelmente acrescentaria algo mais, No nosso Portugal pequenino e muito jovem ( quando digo jovem falo no Portugal livre e democrático) ainda falta criar raizes no campo, do respeito ser humano para poder comprender e respeitar os animais irracionais. Porque no fundo todos somos animais cada um no seu Habitat.

Antonio Delgado disse...

Estimada XREIS, sobscrevo plenamente as suas e por vezes as distinções antropocentricas de animais racionais e irracionais, mas manifestar a nossa superioridade se calhar acabamos por pertencer à segunda categoria. Não sei se estes temas são dados nas escolas mas deveriam ser obrigatórios.
Cordialmente
António

Ludovicus Rex disse...

Meu Amigo, desta vez deixaste-me sem palavras...
Um Abraço Fraterno

ORTOGAL disse...

O meu cão, um rafeiro que foi anandonado e nos apareceu um dia em casa com fome e meio perdido, foi ontem de manhã envenenado. É a segunda vez que acontece. Está a soro no veterinário e não sabemos se recuperará. O pior disto tudo é que nós e, sobretido, as crianças, ganhamos grande afeiçãopelos animais e acabamos por sofrer com eles, como se fossem da nossa família. As pessoas que matam os cães são aquelas que sofrem de esquizofrenia higiénica (as que costumam em média lavar 359 vezes por dia as mãos) e são também as pessoas invejosas. Que julgam que por tratarmos bem um animal é porque somos ricos. Nada mais falso. Muitas vezes quem os envenena são aqueles que desperdiçam muito mais dinheiro em merdas que não interessam nem ao menino Jesus, tipo putas, vinho e futebol. É desta porcaria de gente que estamos a falar. Nem eles nem os esquizofrénicos, obcecados com a higiene, merecem perdão quando envenenam os animais. Deviam pois ser punidos por isso!

citizenmary disse...

Não estamos sózinhos no mundo nem o mundo nos pertence. Há respeito a ter pelo ecossistema em que estamos inseridos, por tudo e todos que contribuem para o seu equilíbrio. As faltas de respeito para com o outro (seja ele um elemento inanimado, um ser vivo, uma pessoa) reflectem um egoísmo que está a ser perigosamente naturalizado nos nossos dias e que é preciso combater. Boa chamada de atenção. Um abraço.

Jose Gonçalves disse...

Amigo António
Tenho nos animais grandes amigos, até porque cá por casa convivem connosco três cães, duas gatas e vários pássaros de várias raças.
A relação que temos é absolutamente indiscritivel pois somos mesmo todos bons amigos.
Infelizmente, uma das minhas gatas foi atropelada algures na rua onde moro, mas arrastou-se e veio falecer encostadinha ao nosso portão. Estava grávida e não conseguimos salvar nada.
Não preciso descrever o ambiente que se tem vivido após esta perda.
A nossa "Micas" partiu, da mesma forma que tantos outros animais acabam os seus dias, debaixo do rodado de um carro.
As estradas, mesmo as mais estreitas e sinuosas estão hoje transformadas em autênticas pistas onde os parolos aceleram sem respeito por nada nem ninguem.
Gostei da postagem
Um abraço
José Gonçalves

Mário Margaride disse...

Olá amigo Delgado,

Como prometi, aqui estou a visitar o teu blog, que confesso, não conhecia.

Verifico que o nosso amigo Lodovicus, não se enganou...pelo contrário. É um excelente espaço, este que aqui tens.

Virei aqui a partir de agora com frequência. Por isso mesmo, colocarei o teu link, tanto no "Palavras Soltas", como no "Canto poético", outro espaço poético onde escrevo.
Gostei do que vi. Parabéns!

Abraço

http://avano2006.blogspot.com (Canto poético)

Antonio Delgado disse...

Estimada Citizenmary

Obrigado pela sua postagem e Subscrevo totalmente as tuas palavras que são muito verdadeiras.

cordialmente
Antonio

Antonio Delgado disse...

Caro Jorge o teu humanismo até nos mais pequenos detalhes se nota.É muito triste isso que dizes e quem como tu tem sensibilidade deve-se revoltar igualmente com estes assassinos de animais presentes por todos os lados. Recordo quando também estive a viver em França o seguinte: senhora que me tinha alugado a casa tinha um cão e vivia num bairro com pouco movimento, mas mesmo assim o animal foi atropelado ( no caso foi sem culpa para o condutor) e para espanto meu, o senhor ofereceu-se para pagar as despesas decorrentes da fratura da pata. A questão sensibilizou-me porque o animal era a companhia da senhora e un ser a quem ela muito estimava. Não me admira o teu sentir pelo que passou com a tua gata. Sabes que tenho um cão que recolhi que andava abandono e como ele é uma enorme companhia.
Um abraço e obrigado pelo teu comentario pois temos de chamar a atenção das pessoas para este tipo de situações nada condignas de seres ditos humanos.

Um abraço.

Antonio Delgado disse...

Viva amigo Mario é uma honra que post neste humilde blog de Alcobaça que tenta também refletir temas comuns a outros locais. quanto às palavras do Ludovicus acho que ele exagerou, mas sinceramente fiquei lisongeado com o seu destaque. Ireis passar a frequentar muito mais assiduamente o teu espaço.

um forte abraço
António

Anónimo disse...

"Filho do Povo"?? Mas que bem, parece que alguem já lhe deu indicaçoes de que Alcobaça nao gosta de prepotências. Sim, garantidamente já alguem lhe disse que não era assim que LÁ ia. Para quem o viu(leu) a falar até agora, até parece que era de sangue azul ou perto...
Alcobacense de Gema

Antonio Delgado disse...

Caro Ortogal,
passeio o seu comentário é não vi, mas comento agora. O que conta infelizmente é trivial e o grande drama é mesmo esse, o dos afectos, que ganhamos aos animais. Fui criado no meio deles e eles são como uma extensão de mim mesmo. Em pequeno falava com eles (ainda falo) e nos meus jogos de menino eram os meus irmãos e amigos com eles compartia as minhas tardes de todos os dias. Tenho histórias com animais que as pessoas da minha aldeia me contam que protagonizava. Nasci e cresci num meio católico onde determinados valores eram sagrados. E desde pequeno sempre convivi com os mistérios da morte, tanto no aspecto real como no simbólico e no imaginário. Acreditava seriamente que as pessoas quando morriam iam para o céu como recompensa da sua boa conduta na terra e na vida. O mesmo pensava em relação aos animais como extensão ou antropomorfização dos mesmos. Certa vez tive um cachorrinho que se tornou no meu melhor amigo, não podia passar nem andar com ele e nesse tempo podia-se caminhar na minha Aldeia sem o perigo dos carros. Um dia o meu pai teve de ir a um lugar e levou o cachorrito que devia de ter 6 meses que é uma fase em que são muito curiosos. Eu fiquei em casa a fazer os deveres da escola mas estava sempre irrequieto à espera que o meu pai volta-se para trazer o cão. Drama da história: o meu pai voltou e quando espreitei pela janela reparei que vinha só e com um saco. Pressenti algo foi ao seu encontro e o meu pai teve muita dificuldade em contar o que se passava. Quando teve coragem e me mostra o cão morto que vinha no saco, porque tinha sido atropelado, chorou tanto como eu. Eu pela morte do cão e ele por ver o filho sofrer pela perda do animal. No dia seguinte organizei com os meus amigos um funeral ao cão, envolvendo-o num pano branco e depositei-o numa caixa e fomos inuma-lo num lugar especial onde fizemos igualmente uma campa com o nome dele e inscrevemos a data da morte e pela parte da cabeça na vertical erguemos uma cruz em madeira. Era parecida aquelas que via-mos nos cemitérios a sério. Todos os dias pela tarde fazíamos uma romaria para ir rezar de joelhos em volta da sepultura e por flores. Aquela foi a minha forma de superar a perda do animal e pedir a deus que o levasse para o céu porque ele era bom e meu amigo. Ainda hoje as pessoas maiores me falam daquele acto. Com esta relato retrato talvez a angustia das suas crianças provocada, ao que parece por certos irracionais.
um abraço e as sinceras melhoras do cachorro.

Anónimo disse...

Ultimas de S. Martinho


"Camões foi o grande pregador da mudança"
Para quem não sabia aqui fica a noticia de que afinal Camões foi tambem ele amigo de Stº António e os dois foram grandes "pregadores", aquele da mudança e este aos peixinhos...
Esta frase lindissima e carregada de uma cultura geral acentuada e consolidada foi proferida por Gonçalves Sapinho na recente tomada de posse da GNR nesta Vila.
VB

Ortogal disse...

Caro Antómio, obrigado pelas suas belíssimas palavras. O meu Guliver (era assim que se cxhamava) não resistiu. Enterrámo-lo numa terra que (ainda) é nossa. A minha filha está inconsolável.

Um forte abraço.

Antonio Delgado disse...

Lamento e compreendo o que a pequinita estará a passar.

Um abraço para os três
António

Carlinhos Medeiros disse...

Aqui também é muito comum vermos animais estirados no meio das rodagens, atropelados pelos veículos, Antonio. E tal qual tua sorte, também fico com o coração em pedaços.

Um grande abraço das terras brasilis e bom fim de semana.

Antonio Delgado disse...

Estimado Carlinhos Medeiros
É uma lastima estas incivilidades... de facto magoam! Um abraço e muito bom fim de semana em terras brasilis.

Mário Margaride disse...

Amigo Delgado,

Passei por aqui, para desejar-te um excelente fim de semana!



Um abraço

Anónimo disse...

Vejo que este comentário sobre a morte dos animais nas estradas teve muitos comentários, em particular de certas pessoas sensíveis que felizmente gostam de animais e sofrem quando os vêem maltratados. Eu também assisti uma vez a uma cena dessas; um carro que se desviou para atropelar um pobre ouriço que nao tinha feito mal nenhum a ninguém. Na minha casa sempre tive animais e actualmente tenho um cao que é o meu melhor amigo e a quem EU faço muita companhia. Os animais sao seres inocentes que nao se podem defender e nao posso compreender como há "pessoas" que possam fazer mal a um animal, ou que tenham caes atados ou presos dentro de pequenos recintos fechados de onde nunca podem sair. É muito triste e deveria de haver leis para prohibir a essas pessoas terem caes. E isto seria algo de que os políticos deveriam também falar em lugar de fazer discursos vazios de conteúdo seguindo o seu próprio interesse com as suas mentes estreitas e egoistas. Nos países do Norte de Europa, mais demócratas e mais civilizados, essas leis existem.
Bjos.
Ema Pires