quarta-feira, agosto 22, 2007

ACESSIBILIDADES AO MOSTEIRO:CARRINHOS DE BÉBÉ


Faz algum tempo que referi neste espaço a questão das acessibilidades ao mosteiro. Uma postagem que gerou comentários de muita sensibilidade para o tema. Porque é difícil a qualquer pessoa com handicaps aceder ao monumento em condições normais. Sei que as acessibilidades são um tema muito controverso e polémico entre museólogos e arquitectos (deficientes... que tipo de deficientes... coxos, cegos? chão polido, rampa chão sem sê-lo), a controvérsia é grande e a discussão não é nada pacifica. Mas entretanto para os deficientes não ficarem à espera da decisão, que pode demorar anos, podiam-se diminuir as dificuldades a eles e pessoas em cadeiras de rodas, idosos, crianças e bebés em carrinho, que entretanto se desloquem ao mosteiro de Alcobaça para visita-lo.










8 comentários:

papagueno disse...

Infelizmente esta situação já se tornou habitual nos vários monumentos portugueses. Em Sintra o caso não é diferente. Nem preciso de subir até à Pena, fico-me só pelo Palácio da Vila onde chegar às casas de banho é uma verdadeira odisseia para idosos e deficientes que têm que subir e descer vários lances de escadas.
Um abraço.

J.G. disse...

Anões, cegos, incapacitados motores, são cidadãos de pleno direito para pagamento de impostos.

Viva a Igualdade do direito de voto, viva a iguadade de pagar impostos, viva o governo da nação, pois então!

Um abraço.

Ema Pires disse...

É mesmo preciso ter vontade de entrar levando um carrinho de bebé ou para um deficiente com cadeira de rodas, ou uma pessoa idosa com certas dificuldades. Parece que os monomentos em Portugal sao destinados a serem visitados só por pessoas sem impedimentos. Os outros que fiquem sentados num banco na rua, porque nao têm direito a desfrutar de um património que é de todos: jovens, idosos e pessoas com deficiências.
Depois como diz j.g. pedem o voto de todos e esquecem-se de quem os votou. Mas isto é habitual com o políticos.
Beijinhos

Alzira Henriques disse...

Infelizmente uma questão muito velha em Portugal e no estrangeiro.
Ainda há pouco, quando estivemos em Barcelona, reparei nesse pormenor em relação à Catedral.
Há muito a fazer neste domínio porque todos os cidadãos devem ser livres de aceder aos espaços públicos.

david santos disse...

"Não". Incapacitados para eles não conta. Nos aspectos a que o texto se refere, claro.
Quanto ao resto, nomeadamente, no campo económico e financeiro: impostos, etc., já conta.
Mas eu sou dos que já deixei de culpar os culpados, para me perguntar a mim próprio: por que continuam a votar nos mesmos?
Digam-me o que disserem, mas há alguma razão, de certeza. Porque quem se sente verdadeiramente lesado, penso eu, não vota ou; não faz parte dos 85% que têm governado este País: Ps, psd e cds.
Também temos de nos deixar de ser politicamente correctos e não condenar os votantes. Estes, ainda que me pintem de qualquer cor, também são, senão os maiores, uns dos grandes culpados. Por isso, quando crítico alguma situação como esta, ainda que deixe algumas pessoas aborrecidas, eu não deixo de recordar os “incautos”. Eu recordo, porque não vão as pessoas pensarem, que com as minhas críticas, eu não esteja a puxar a brasa para alguma sardinha.
Todos sabemos que a grande esmagadora maioria dos nossos políticos são corruptos, mas no dia de fazer a cruz, eles, os mesmos, têm-na certa. Quem serão os culpados, quem? Eu penso haver muitos.
Abraços

Alzira Henriques disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alzira Henriques disse...

Tem razão o David Santos.
Isso vem de encontro a um artigo que publiquei no Querubim Peregrino, intitulado "ironia... ou talvez não..." em que são colocadas algumas interrogações quanto aos nossos eleitores e aos políticos.
Infelizmente, o nosso povo ainda não abriu os olhos para muitas das fragilidades e ilegalidades políticas de muitos que nos têm vindo a governar e, memorizaram apenas a cor ou o símbolo do partido político que levam em mente para votar, porque alguém lhes disse qual devia ser. A igreja tem tido, também, nesta matéria, um papel bastante pernicioso porquanto tem vindo a utilizar a fé das pessoas em defesa de determinados partidos políticos...não se coibindo de transmitir orientações de votos durante actos religiosos.
Várias vezes tenho sido delegada em processos eleitorais e, com tristeza, tenho assistido a eleitores perguntarem uns aos outros qual o simbolo de partido X ou em que lugar está no boletim de voto. Claro que explico a essas pessoas que naquele espaço não podem ter conversas dessas mas... a maioria das pessoas ainda leva a mal essa informação.
E, mais grave ainda, é o facto de os elementos que estão nas mesas eleitorais também levarem, muitas vezes, a mal este tipo de intervenção cívica. Suignifica que eles próprios desconhecem a sua funções enquanto responsáveis pelo acto eleitoral e desconhecem as regras de isenção e sigilo que a esses actos devem presidir.
É muito complicada e lenta a aculturação de um povo que foi oprimido e "enclausurado" por mais de sessenta anos mas, acredito que se todos fizermos o nosso trabalho, chegaremos lá mais depressa.
Por isso considero tão relevantes estas intervenções públicas em blogs ou jornais, bem como os contactos individuais que todos nós podemos fazer, informando aqueles que mais perto de nós estão, e necessitam de esclarecimento e/ou aprendizagem.

Beijinhos

Ema Pires disse...

É curioso, eu estive muitas vezes na Catedral de Barcelona e existem rampas para os deficientes.
Alias em Espanha existe uma grande sensibilidade sobre estas coisas.