sábado, dezembro 15, 2007

TRATADO DE LISBOA

Uma festa histórica, mas sem cidadãos

Assim dava a noticia o Jornal espanhol El Pais , com esta imagem e titulo sobre o Tratado de Lisboa . A notica suscitou-me a seguinte pergunta:
E se o Tratado de Lisboa ao invés daquilo que se supõe seja afinal uma mera campanha para a promoção da Cidade , naquilo que se designa em gíria económica “MERCADOTECNIA” de cidades?
PS. O conceito de mercadotecnia de cidades s foi uma ideia desenvolvida por Manuel Castell nos anos 90. O sociólogo argumentava que as cidades para sobreviverem como espaços sociais e económicos rentáveis, teriam de trabalhar em rede desenvolvendo uma enorme capacidade de acção através das TIC’s. Assim as cidades, as suas empresas e cidadãos dependeriam delas. Segundo Castell , quem não assimilasse as TIC's restava-lhe o limbo da civilização e era para lá que todos os meios urbanos eram "empurradas" e "condenadas", numa especie de neocastigo para um neoinferno de não existencia no paraiso do reino neoliberal. Nunca soube se este sociólogo que foi um guru muito em voga nos anos noventa e, diga-se de passagem com bastante interesse se tinha como “Sponsors”, multinacionais de computadores ou de tecnologia informática surgidas igualmente na decada de noventa, no Vale do Silício (Silicon Valley) . A verdade é que as suas ideias apesar de atrasadas em Portugal, chegaram com força à INDIGENAYLÂNDIA Lusa e quase vinte anos depois, apaixonaram os nossos governantes . Agora nos seus discursos nenhum é capaz de articular três palavras seguidas sem utilizar chavões como “trabalhar em rede”, “ mais valia” e “ tecnologias da informação”. Até o acordo de Bolonha enfatiza parte destas ideias...sinceramente continuo a não saber quem quererá vender computadores .

Ps. Sobre o tratado ver ainda o EL PAÍS de ontem.

18 comentários:

Té la mà Maria - Reus disse...

En Mayo estuve aqui mismo y no habia tanta gente

saludos

Ludovicus Rex disse...

Pois é meu Amigo, na volta tens razão... Eu gostaria que se explicasse ao Povo o Tratado e que o Povo podesses decidir em Referendo.
Um Abraço e Bom Fim de semana

O Guardião disse...

Foi mesmo uma festa sem cidadãos, tal como parece que vai ser o Tratado, que se encaminha para ser ratificado sem a participação dos cidadãos.
Promoção de Lisboa? Não creio sequer que se tenham preocupado com essa vertente, terá sido mais promoção pessoal visando mais altos (melhor remunerados) voos.
Cumps

A. João Soares disse...

Duas festas, grandes em quantidade de participantes. Um culto às vaidades, às aparências, à ostentação. Resultados para os povos? Vamos ver.
O povo ficou de fora e a sua maioria nunca saberá o que diz o tratado, tal como não conhece a Constituição da República. O próprio Mário Soares disse que é um texto muito confuso, e ele é da área do Direito, portanto habituado a interpretar leis herméticas!
Abraço

david santos disse...

Passei para desejar-lhe um bom final de 2007 e um bom ano de 2008.

Tiago R Cardoso disse...

A seguir vamos ter rectificação sem cidadãos, como temos e sempre tivemos promessas politicas sem concretização.

Que país este...

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo tela la maria,

si este monasterio a veces tiene de esto, se llena de gente para espectaculos mediaticos nada mas simplemente para ver...no para transcender aquello que dicen...EURODEMAGOGIA, nada mas.

Um fuerte e fraterno saludo para ti e Reus en Catalunya.

ANTONIO DELGADO disse...

Querido Amigo Ludovicux,
Antres de mais não me leves a mal ultimamente não ter passado pelo teu blog...estive numa especie de ferias Blogosfericas, mas irei retomar o contacto brevemente.NÃO QUERIA TER RAZÃO mas parece-me que estamos mais uma vez perante espectaculos politicos ou pura pornografia politica na sua mais genuina categoria Hard-Cord...além da legalizada "mercadotecnia" para o efeito. pura.

Um abraço Bem forte e fraterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

Caro amigo Guardião.

utilizando uma expressão de Guy Debord que ficou para a historia das mentalidades como "Sociedade do Espectaculo", aquilo que se passou em Lisboa não passou disso. Foi um puro espectaculo. Até porque agora os politicos deixaram de defender causas e ideologias para se transformarem em actores para representarem tragédias. E repare como os espaços onde falam não são mais do que palcos encenados até, nalguns casos, por coreografos famosos tal como aqueles que decoram operas ou grandes peças teatrais...Belem não fugiu à regra...

Um forte e fraterno abraço
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo A João Soares.
Adorei a sua afirmação sobre o Dr. Mário Soares intérprete de leis herméticas ahahahah. Tem toda a razão! Por vezes parece-me que Portugal é todo um espaço de hermetismo para iniciados na arte de bem viver do nada e de exoterismos. Exoterismo disfarçado de efeitos de grandeza e pirotecnia …Será essa a verdadeira arte de ser Português?

Um forte e fraterno abraço
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo DAvid Obrigado pelos seus votos que retribuo do fundo do coração. Obrigado também pelo sua sempre inestimavel visita .

Um forte e fraterno Abraço
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Tiago Cardoso,

E iremos ter mais não sei quantas coisas inventadas há ultima hora...

Um forte e frateno abraço.
António

papagueno disse...

E assim se decide uma Europa à margem dos europeus. Haverá motivo para orgulho?
Um abraço.

Zé Povinho disse...

Política sem participação popular? Desconheço o conceito, mas aquelas sumidades parece que é assim que entendem!
A encenação de actos políticos vem desde a antiguidade, e os seus (maus) exemplos foram muitos, mas porque a memória é curta fico-me pelo senhor do bigodinho, que na Alemanha e com a ajuda de um ministro da propaganda, conseguiu arrebanhar e convencer todo um povo, utilizando essa terrível máquina. O resultado foi o que foi, e devia fazer reflectir muita gente.
Abraço do Zé

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Papagueno,
Essa é mesmo a questão.
Uma forte e fraterno abraço
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Zé Povinho
o senhor do bigodinho é um bom exemplo e na sua epoca até fez popularizar essa distinção facial entre muitos homens: o proprio Fernando Pessoa não se inibiu de copia-la! Esse homem que refere é um excelente exemplo do espectaculo como encenação e do politico como actor e o povo que manipulou o exemplo cabal da total narcotização de todos estes efeitos...preferia não ter conhecido os resultados... eu e muita gente. No caso Portugues e como certos estudos nacionais dizem: em cada um de "nós" há simutaneamente um "Paroco de Aldeia e um Tirano", não auguro nada de bom com os lusos actores... no entanto o nosso povo, tal como o outro parece que vai gostando do espectáculo.

Um forte e fraterno abraço.
António

quintarantino disse...

A participação do povo, em calhando, até do momento de ir às urnas seria dispensada. É uma maçada. Uma estopada.
No mais, quanto mais eles falam em rede, em integrar, em inovar, mais eu gosto deles.
Vi este fim-de-semana outra medida profundamente inovadora por ser efectuado de forma integrada e em rede: os tais cartazes que vendem o País como a costa ocidental da Europa...
Em primeiro lugar, um bebâdo ficará sem saber muito bem se está em Portugal se na Irlanda, mas como o cartaz estava numa das paragens dos STCP e em inglês ficará a pensar que estava em Dublin... ou seja, vaija-se virtualmente...

Menina do Rio disse...

Amigos.com

Fala-se muito em virtual ultimamente
Mas o que é essa tal virtualidade
Será que é o não ver pessoalmente
Não será o virtual, realidade?

Há ternura, encanto e alegria
Nos versos que nos chegam pelo ecrã
Tantos alegram meus dias
Enchem de luz minhas manhãs

Uns acalentam minha alma
Dizendo: não fique triste
São palavras que me acalmam
Quando meus dias são tristes

Amigos.com são tão reais
Eu os sinto, como a vida a pulsar
São flôres, companheiros leais
que enfeitam esse meu caminhar

Ps: Tudo de bom que vc me fizer, faz minha vida ficar mais bela
Pra ti, um carinho sincero e meus votos de BOAS FESTAS!

Beijo na alma