quarta-feira, outubro 03, 2007

ACESSOS A W.C.s PÚBLICOS.



Em Julho vimos como o Chichi e Obrar estavam associados ao desenvolvimento local e como Alcobaça se mantinha na linha da frente em termos turísticos, devido à sua peculiar forma de receber forasteiros, que alguns designavam-nos mesmo por talibãs. Voltamos às políticas do chichi e do obrar, para ver o percurso, marcado a azul e que terá de fazer quem tenha necessidades fisiológicas, desde as escadarias do mosteiro aos WC públicos. Os vídeos mostram parte das barreiras arquitectónicas ao longo do trajecto, num percurso mais parecido a uma prova de perícia física igual às dos concursos da TV. Só depois de estas serem exercitadas num espaço compreendido entre, 50 a 70 m, o cidadão poderá aceder ao local onde irá encontrar o tão almejado sítio para o seu alívio.

Um percurso de mais ou menos 50 a 70 metros em linha recta e a céu aberto. Imaginem igualmente o mesmo trajecto para pessoas com handicaps (idosos, deficientes motores, cegos, pessoas em cadeiras de rodas, mães com carrinhos de bebés).

Pela concepção das obras estas parecem querer dizer: “se as pessoas têm handicaps, o problema é delas, não os tenham e quem tem dificuldades que fique em casa. Os idosos devem é de estar sentadinhos e sossegados a verem televisão. Aí, sim, estarão bem. A rua é para pessoas de corpos Danone e não para pessoas com problemas físicos. Onde se viu pessoas em cadeiras de rodas, cegos ou outros deficientes andarem por aí a passear? Alcobaça terra de espírito fradesco - alguns querem que os frades voltem - só não querem é pessoas com handicaps. XÔ fora daqui esta terra é cristã só aceitamos os perfeitos, apesar de haver envelhecimento da população !”. Esta será talvez a mensagem que se pode extrair das deficiências que esta obra tem e que parece ser o retrato fiel de muita gente nesta terra. O retrato de um arquitecto que projectou a obra e do presidente da Câmara que aprovou semelhante concepção. Infringindo as leis do direito urbano em pontos tão elementares, como negar o acesso aos cidadãos de usufruírem de pleno direito em termos de igualdade o espaço público. MAIS UM EXCELENTE CARTAZ PARA ALCOBAÇA, de como ela é pensada com primor.




36 comentários:

C Valente disse...

Já á algum tempo não passava por Alcobaça,á dias por lá passei e notei muitas modificações, mas o que para mim me chocou foi o acesso ao monumento toda aquela entrada , e proibição de carros, francamente não gostei, com este pormenor prova-se mais uma vez o que é uma aberração
Saudações amigas

A. João Soares disse...

Afinal, Alcobaça não merece ter a maravilha arquitectura de antanho. Que pensariam os monges de Cister se cá voltassem?
Afinal a Democracia não é melhor do que outros regimes. Presta-se a tudo, por estar muito dependente da oligarquia.
Abraço

O Guardião disse...

O arquitecto fez asneira, quem encomendou, autorizou e fiscalizou a obra estva positivamente a dormir e o governo central e local peca por omissão aos não responsabilizar os responsáveis por esta infracção à lei, porque ela já existia à data do projecto.
Porque não o faz?
Cumps

lucia duarte disse...

olá guardião.
desculpe, está enganado, ele não dorme enquanto lê, até porque não lê. Se lesse teria sabido rebater os traçadosdo tgv para alcobaça.
ms como ele faz muitas chamadas pelo telemovel, não tem tempo.
o homem não pode ter tempo para tudo pois não?
olhe, ele até falta à inauguração do busto do Eugenio dos Santos mas, para compensar, no dia seguinte, vai à inauguração dos WCs de que o Antonio fala.
Esta escolha de opções é sintomática da cultura do nosso presidente, não é?

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo C. Valente
De facto há mudanças, mas infelizmente não são mudanças que tenham beneficiado a qualidade de vida das pessoas de Alcobaça. As mudanças não são objectivamente o resultado de uma radiografia feita ao mal que Alcobaça padece em termos de identidade em todos os seus âmbitos. São mudanças Originais de uma certa contumácia pessoal de alguém que não tem os pés assentes na terra e apenas tem no horizonte a fobia mórbida de querer ficar na história pelo o numero de placas que descerra. Por certo ficará na história mas pelo pior sentido! O pormenor mostrado é apenas um dos muitos que há para focar nestas obras. Há muitos mais mas prefiro faze-lo, como até aqui, aos poucos, e tostar em lume brando as decisões deste elenco governativo e mostrar passo por passo uma obra que não tem pés nem cabeça: quer sobre o ponto de vista da funcionalidade quer sobre o ponto de vista do bem estar e beneficio social de quem cá vive. A “aberração” custou, segundo creio, a módica quantia de seis milhões de euros e a destruição de património Arqueológico no solo , como referiram os jornais. Sobre o custo próprio Ernani Lopes (também do PSD) ficou indignado com semelhante preço e manifestou-o no estudo realizado para a própria Câmara...simplesmente uma vergonha para este elenco aquilo que diz e projecta!
Em Maio fiz uma postagem “ Alcobaça capital da mama” onde se expõem alguns extractos.
Um abraço fraterno

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo A. João Soares,
As vezes penso que não merece mesmo. Sobre os monges cá voltarem suponho que fugiriam de vergonha ao verificarem tanta estultice por centímetro quadro. Ainda está por provar que a democracia é a melhor forma de governo. Apesar deste handicap a democracia pode ser uma hipótese razoável de convivência entre iguais. Há outras hipóteses de convivência que pessoalmente as arredo completamente.
Um abraço fraterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Guardião
Essa é a grande questão. Sou de crer que haverá jogos de interesses pelo meio dado os partidos políticos se calarem numa autentica conspiração de silencio para o mal de Alcobaça. Aliás Alcobaça (povoação) bem pode ser designada por “ Claustro de Silencio”.
Em vez de se dizer:“ eu vou a Alcobaça” passaria a dizer-se “ eu vou ao Claustro do Silencia”. E seria mais condicente com a realidade sociologia da vida politica local: Ninguém fala ou tuge no entanto muitos estão nos cafés e pelas esquinas a remorder: São os profissionais da rumorologia, um produto em que Alcobaça é pródiga. No entanto esses profissionais não passam disso e se alguém ousa falar para além do seu âmbito e saber, organizam-se em alcateia sabotam, difamam, atacam até a própria família ou amigos com o a maledicência. Então nos partidos isto é o pão-nosso de cada dia é la o campo propicio para apurar estes veneno. Absorvidos como o circular e distraídos do essencial não sabem...a lei está no essencial
Um abraço fraterno

J.G. disse...

Com licença, vou buscar a embalagem da lixívia.
E antes de me deslocar a Alcobaça, já sei oque fazer: treinar, treinar muito ebem os saltos com barreiras, ou os 70 metros obstáculos, em que a água da vala está substituída por outro tipo de corpo líquido...

E deste modo os brilhantes autarcas no poder dirão, ufanos das suas obras: Sic itur ad astra!

Um abraço

zé lérias disse...

Podíamos dizer, para nosso próprio consolo, que isto só se passa em Alcobaça. Mas não podemos. Somos um país de relapsos e ainda por cima com espirito masoquista.
Entretanto, os que recusam a canga, falam, denunciam, mas não nos adianta quase nada tanto falar e denunciar porque aparecem sempre os mesmos bandos, conluiados, defendendo as suas coutadas no púlpitos das televisões, dos jornais, das rádios, das igrejas, enfim!... Eles estão em toda a parte, suportados por variadas organizações mais ou menos secretas e "humanitárias".
Até quando, se vai pregando no deserto para que as coisas se alterem?
Que não nos falte a paciência!
Um abraço

papagueno disse...

WC só mesmo para quem está em forma. Um idoso ou um deficiente como faz? Será possível que os edificios públicos continuem a ignorar as acessibilaidades a deficientes já obrigatórias por lei?
Um abraço

Ema Pires disse...

Vejo que pouca cois mudou nisto das casas de banho. Parece que por aí as coisas nunca acabam por se fazerem bem e sepre sem pensar nem ver mais além da pontado nariz.
Beijinhos

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo J.B. , não sei se a lixivia será o mais apropriado, talvez seja melhor trazer um produto mais potente...
Recomendo vivamente a todos os visitantes que faça manutenção durante um par de semanas antes de visitarem Alcobaça, só assim conseguem andar, sem problemas, por esta povoação. Alcobaça está na vanguarda do que é o espaço publico configurado para fazer exercicio, isto é espaço publico e circuito manutenção. a versão urbana de Dois em Um: simultaneamente "espaço de lazer" e circuito de manutenção. A terra segundo consta está até a candidatar-se aos proximos jogos olimpicos quer acolher o titulo de Aldeia Desportiva.
Um abraço fraterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

concordo com a sua leitura amigo Zé Lérias, de facto estes governantes e candidatos não pertencem a bandos mas a verdadiras seitas. São pessoas que sobrevivem pela mediocridade dado que nos partidos o mérito não existe. Os critérios para ser politico é andar no interior dos mesmos , a dizer mal deste ou daquele, quando não da familia do sugeito que se quer anular, para uns quantos com mentalidade e formação de feirantes ( com muito respeito a estes) que depois lhes agradecem com tachos quando estão no poder. Assim vão vivendo regaladamente nos lugares para o que o seu grupo no interior do partido os destina. Isto obvimente também é feito por algumas cavalheiras oculto pelas designadas cotas partidarias. Estas cavalheiras são muito prestaveias e nalguns casos dormem com este e aquele cacique da seita, para singrarem...o mérito é apenas a horizontalidade. Obviamente que nem toda a gente é assim, mas boa parte não escapa. Pergunto até quando é que a vida Politica e social deste pais tem de passar por partidos e seus representantes? que já deram mais Sobretudo quando estes já deram provas de não serem recomendaveis para darem uma vida digna aos cidadãos deste país tal como não dão os autarcas de Alcobaça à sua população..

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Papagueno,

É verdade ir aos Wcs, só para pessoas em verdadeira forma...mas para certas pessoas de Alcobaça isto parece ser muito normal. Não dizem nada não refilam e até bajulam o presidente. Ainda há pouco um cavalheiro numa carta aberta escrita de forma bajuladora e publicava num jornal local afecto à igreja católica, mais ou menos os seguinte:" aquilo que fazia falta a Alcobaça era o regresso dos monjes de Císter ao mosteiro, e a camara deveria de construir celas aa os alojar". Este senhor possivelmente a mando de um grupelho conhecido ma que não se assume, tem toda a legitimidade em expressar-se mas este tipo de discurso é significativo da mentalidade que se tenta impor na terra...a fradesca e folclorica do pior sentido.Em tempos até se afirmava, no mesmo jornal, que a camara deveria de mandar policias tirar alguns pobres que pediam há entrada do mosteiro para não darem má imgem da terra ao turismo, como se não fosse à porta das igrejas ondeos pobres sempre procuravam caridade.Isto escrevia-se num jornal assumidamente cristão e possivelmente por um cristão...sem comentáros

um abraço fraterno.

Antonio Delgado

ANTONIO DELGADO disse...

Nas casas de banho nada mudou senão um ou outro efeito de superficie. O que mudou foi um caminho para mais dificil como se patenteia PELAS IMAGENS. Tenho pena de nao ter filmado uma pessoa que caiu e motivou-me para fazer já esta postagem. Não tenho duvida que mais tarde ou mais cedo se tenha de fazer uma passagem a que a lei já obriga... e como dizes novamente um acrescento...em Portugal nada é definido tudo tem sempre ar de povisório

Sobre o ver concordo contigo. NÃO: NÃO VEEM MESMO NADA!

Bjs.
António

Té la mà Maria - Reus disse...

pasabamos a saludarte de nuevo de tus amigos de Reus Catalunya

obrigados !!!

Sophiamar disse...

Amigo, defendes activamente a tua região e dá um gostinho especial passar por aqui. É que poucas vezes encontro quem o faça com tanto vigor.
Força!Bom fim de semana!

Beijinhos

Zé Povinho disse...

Hoje escrevo de Tomar, onde vim em trabalho e posso dizer-lhe que as queixas em relação a Alcobaça se podem estebder para estas bandas, sem esquecer uma referência aos palácios de Sintra, e porque não, ao próprio Palácio da Ajuda, onde pontua uma senhora que, dizem, ainda é ministra da Cultura.
Abraço do Zé

C Valente disse...

Bom fim de semana
sauda�es amigas

ANTONIO DELGADO disse...

HOLA AMICS DE REUS (TE LE MA MARIA) GRACIAS POR VUESTRA DESDE CATALUNYA. hOY ES EL DIA DE LA IMPLANTACIÓN DE LA REPUBLICA PORTUGUESA.
UN ABRAZO REPÚBLICANO
ANTÓNIO

ANTONIO DELGADO disse...

SOPHIAMAR,
Além de gostar do seu nome e já ter feito uma alusão a ele no seu blog , gosto muito das palavras com que escreve e descreve as cenas do quotidiano que visita...
Muito estimo o elogio, mas é assim que vivo a minha terra. Não desminto que gosto muito dela ...vivo-a de forma muito particular e no meu silencio, tal como as observações, que vou deixando no blog. no entanto elas Correspondem a ideias que tento mostrar porque parece que não são visiveis e Alcobaça: ser uma terra justa com todos os que recebe, (Os videos mostram precisamente contrário) . Ser mais exigente consigo mesmo ( realidade impossivel quando não há critica e tudo se aceita com passividade) e tomar-se a serio.( Coisa que alcobaça nunca fez. viveu e vive à sombra do mosteiro, em autentica parasitagem muito comoda só equiparável à de quem não gosta de pensar e tem aversão a inovar ou seja dar o salto em frente.

Um abraço Fraterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Zé,
Antes de mais boa estadia por Tomar. Obviamente que o problema não é só de Alcobaça. Mas enquanto cidadão tenho o dever de denuncia-lo. E eu não penso que é porque os outros têm esse problema que nos devemos de acomodar. Ao contrário devemos é de reagir para resolve-lo para que as populações estejam contentes e as outras terras nos tomem por exemplo e referente. Resolver os problemas que as outras têm, pode ser uma boa forma de atrair pessoas e investimento...como agora se diz.

Um abraço fraterno

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo C. Valente,
Obrigado e retribuo

Abraço

Nilson Barcelli disse...

Confesso que não percebi a ideia arquitectónica e tudo se assemelha a um grande disparate.
São conhecidos argumentos que defendam essa opção por parte do Presidente da Câmara e do Arquitecto respectivo?
Bfs, abraço.

ANTONIO DELGADO disse...

Olá, viva Nilson Barcelli.

Suponho que ninguém em Alcobaça percebeu a ideia arquitectonica, senão algumas apoiantes do PSD e apoiantes deste presidente. Os argumentos são a verdadeira essencia do disparate. Um deles era desenvolver o comercio. E os comerciantes, ao que parece deixaram-se levar, só tarde reagiram, interpondo até uma providencia cautelar em tribunal contra a camara...era tarde!
Quanto ao desenvolvimento do comercio, a semana passada fechou mais um restaurante nessa zona e outros comercios, ao que consegui apurar, andam a equacionar esta mesma questão.

Jorge Casal disse...

Optimo trabalho, António! Como é que havemos de classificar estes responsáveis municipais que mandam fazer tais obras? Faltam-me as palavras. Fazer tanta ginástica para poder aceder a um mijadouro! O arquitecto «de renome» que fez o terreiro e que ganhou boa massa devia corrigir a situação do SEU BOLSO (às urtigas esse renome que faz essas m..., e às urtigas o parlapié do presidente da edilidade que o contratou). Os responsáveis da Câmara deviam-lhe exigir que corrija as asneiras, mas do SEU BOLSO e não do orçamento camarário, ou o próprio presidente devia pagar do SEU BOLSO a correcção das asneiras. Gangues de incompetentes e de chupitas do erário público, é o que parece que são,dum lado e do outro.

ANTONIO DELGADO disse...

Caro Jorge, a postagem é apenas parte das constatações que tenho perante a realidade que é muito pior do que aquilo que se ve aqui nesta postagem. Já vi pessoas a cairem naqueles trajectos.
Concordo plenamente contigo nas questões de serem o(s) autor(es) do projecto e quem autorizou a fazer a pagarem do SEU PROPRIO BOLSO as obras de reparo aos disparates. Se isso fosse letra viva, talvez o autor do projecto pensasse duas vezes e teria mais atenção com o essencial e MUITO MENOS COM O ADORNO. Se a isto se juntarA o caso, muito comum em Espanha e França e parece-me que também em inglaterra, das proprias ordens inibirem os seus sócios de exercerem a actividade quando há casos em que s nota um total desrespeito a coisas essencias e básicas as coisas , em Portugal, também seriam diferentes... o ridiculo esta à vista só tenho pena é que localmente se manifestem pelo comercio que está morto (aqueles que foram atingidos e os do simplório NÃO GOSTO) Aquilo que seria o essencial, mostrar a disfuncionalidade da obra ai estão todos calados...estranha mentalidade!
cordialmente
António Delgado

Maria disse...

Caro António Delgado, toda a minha admiração por este blog e por estas chamadas de atenção. É muito bom pensar que há pessoas que se preocupam com os outros e consideram que o bom design é inclusivo, não separando os cidadãos em primeira e segunda categorias. Tenho sempre medo de generalizações e confesso conhecer mal Alcobaça mas a verdade é que as últimas obras que tenho visto por aí em termos de estruturas urbanas, mobiliário urbano e serviços públicos não respeitam minimamente as regras básicas de acessibilidade. Como se permite a CE financiar projectos que não respeitam estas regras mínimas? Diferenças de idade, de motricidade, de autonomia sensorial, são cortadas pela raíz, grande observação que fizeste com a lógica do quem incomoda fique em casa. E infelizmente é assim que pensam muitos autarcas e governantes. Não o pensamos nós e ainda bem que temos liberdade para o dizer! Um abraço amigo.

ANTONIO DELGADO disse...

amiga Maria, antes de mais deixa-me dizer aos meus leitores e também a ti, que tens um blog de referencia o qual visito frequentemente . Ultimamente passo por uma fase menos boa que tem afectado as minhas capacidades e o animo para comentar nos outros blog como gostaria (penso que será coisa passageira). E o teu tem sido um deles porque os temas que focas requerem uma reflexão mais profunda do que o simples GOSTEI DESTA POSTAGEM.
Sobre o teu comentário que é muito bem-vindo e sabendo eu que é de uma pessoa para quem estes temas dizem muito agradeço duplamente. De verdade afirmas muito bem “não se sabe como é que a CE financia estes projectos” sem as qualidades mínimas. Eu próprio fico admirado pelo funcionamento e distribuição destes dinheiros sem controlo. No caso de Alcobaça chego a perguntar-me: será que a Câmara e o Arquitecto mentiram, registaram um projecto e fizeram outro? Será que para a Comunidade Europeia o assunto não lhe interessa um chavo e até dirá ( a comunidade): Gastem, gastem o dinheiro à vontade para nós aumentarmos as taxas de juro e manter a moeda alta e deste modo baixar ou anular as exportações de países débeis como Portugal e só as grandes economias como Alemanha, França e Inglaterra e recentemente Espanha, partirem o bolo. Neste distrito de Leiria e consequentemente nestes pais contentam-se com fabriquetas que fazem não sei quê para a Porche. Isto é a grande ambição de um país que vive de mitos...mas ter uma marca que ombreie com a Porche “isso dá cabo da cabeça. Não é para nós”

Não entendo como a CE elabora dias para comemorar a inclusão faz campanhas e depois distribui dinheiro sem critério para instituir precisamente o contrário. Haverá senso nisto ou afinal quem anda a brincar com quem?

O outro ponto é o da INCLUSÃO. De facto esta terra é tudo menos de inclusão. Já por várias vezes tenho postado sobre este assunto por ser-me caro. Todo o espaço publico em Alcobaça, aberto ou fechado (passeios públicos edifícios públicos e seus interiores) são assim não obedecem às regras impostas pelas leis de estado e comunitárias para a inclusão. E muitos dos edifícios construídos recentemente ou em fase de construção são licenciados igualmente assim.

Sobre o BLOGSele por vezes é monográfico e monotematico, mas quero com ele fazer o retracto de uma terra e que pode ser mas também e em simultâneo o do meu pobre país. Quero retratar o particular para que se entenda o geral. É no interior desta terras entregues a si próprias, que está a essência da mentalidade portuguesa. Dessa mentalidade que barafusta porque o comercio decresceu, mas não barafusta sobre o mau nível de vida e a sua péssima qualidade. É o interesse particular a sobrepor-se ao colectivo é o egoísmo de que os portugueses são vezeiros. Egoísmo que se transforma em ciúme e despeito em relação aos demais sobretudo quando singram HONESTAMENTE. Devo dizer que em Alcobaça o blog é vetado ao maior ostracismo e até sou perseguido pelos partidos políticos (alguns), conluiados que estão com estas situações. Alguns blog locais e até a imprensaprocede da mesma maneira. Por ser muito frontal sou perseguido e desdenhado e o triste é por ser por quem não imaginava ou esperava!

obrigado pela visita e continuação de bom fim-de-semana.
Cordialmente
António Delgado

C Valente disse...

Nada de agradecimentos
Boa noite, bom domingo
Sauda�es amigas

Siry disse...

amigo Antonio, Alcobaça es una bella ciudad, me duele pierde esa magestuosidad por cualquier razón.

obrigado

ANTONIO DELGADO disse...

amiga Siry,
Si de verdad que es muy hermoso el pueblo pero tiene defectos y algunos muy graves que deveria corrigir...entonces seria todavia mas hermoso.
Um abrazo
António Delgado

∂Væ ƒæNiX™ disse...

Gracias por tus bellas palabras hacia mi escrito, hacen que crezca como persona y valore lo que se me dice bueno o malo, para una persona que escribe ese crecimiento personal se disfruta enormemente!!!

Un abrazo desde Monterrey Mexico, espero pueda pasar a leerte mas seguido!

ANTONIO DELGADO disse...

Gracias por tu vista tambien y espero visitarte con frequencia.

Saludos cordiales.
António

MARA disse...

Na edição n.º 228 do Jornal de Arquitectos é publicada uma entrevista ao arquitecto Gonçalo Byrne. Entre as diversas questões, o projecto do Rossio é novamente abordado de modo superficial como é conveniente! Consciente das críticas que envolvem esta intervenção o arquitecto considera-se incompreendido e argumenta com as justificações de sempre! Absolutamente saturante!

ANTONIO DELGADO disse...

Infelizmente não há ninguém que queira tocar no assunto ou levantar questões sobre a intervenção e pareceu-me que aquele grupo que pôs a camara em tribunal por este motivo, não conduziu bem o processo...pareceu-me!

E depois parece que se esboçam ideias sobre o porquê do arquitecto não ser escolhido por concurso e a reconfiguração ser, sem exitar, entregue a ele.
Cordialmente
António Delgado