sexta-feira, agosto 29, 2008

FEIRA DE S. BERNARDO DE ALTO GABARITO



A vida humana tece-se na sucessão do tempo: tempo: dias e noites, semanas, meses, estações, equinócios e solstícios, anos. E, na sucessão de etapas vitais, nascimento, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte. Estes momentos e fases estão pontificados por celebrações e ritos festivos. Por meio destas cerimónias cíclicas a colectividade transforma o percurso da vida em celebração de tudo o que afirma, singulariza e quebra a rotina. As festas, com os ritos e cerimónias que lhes dão carácter, convertem-se assim na expressão da criatividade popular, e são elementos muito importantes da cultura que o povo vai elaborando ao longo do tempo e naquele em que vive.

É neste contexto que se deve enquadrar o dia festivo para o concelho em memoria do fundador da ordem de Cister (São Bernardo). O dia proporciona, ainda, e durante uma semana, uma feira designada de S. Bernardo na sede do concelho, evento que acaba por ser uma mostra de produtos oriundos das actividades económicas do concelho (e não só) e ponto de encontro entre alcobacenses e forasteiros. O evento é muito criticado por alguns quanto ao modelo em que se concebe e defendida por outros (os que não sabem fazer melhor e vivem enquistados no tempo). Mas a verdade é que o modelo pelo qual se regula a feira de São Bernardo está ultrapassado.


Propomos aos leitores uma pequena volta pela feira.
















10 comentários:

Ludo Rex disse...

Magníficas foto-montagens. Um Abraço e Bom fim de Semana

A. João Soares disse...

Seria uma boa ideia se fosse bem organizada.
Em Viseu a Feira de S. Mateus que dura cerca de um mês é um ex-libris da região, que publicita o vinho do Dão, as louças regionais, as mais modernas indústrias ao lado das actividades artesanais.

Um abraço
João

ANTONIO DELGADO disse...

Viva Ludo,

E obrigado pela visita.

Um abraço Fraterno
António

ANTONIO DELGADO disse...

De facto o Joao tem razao sobre o SE... mas em Alcobaça a realidade nao é assim. Este evento da minha terra poderia ser um verdadeiro ex- Libris, como acontece com as festas em tantas outras terras. infelizmente a realidade é precisamente o contrários. O dia nunca foi para levantar o orgulho local com um evento muito bem estruturado e pensado, em que este fosse um verdadeiro escaparate da realidade socioeconomica e cultural do concelho. Infelizmente quem rege os destinos da terra nao tem estratégia nem visao dela porque parece nao saberem qual a orientaçao que lhes deveriam dar. A feira expoe quase exclusivamente propaganda do elenco camarário. A industria é praticamente inexistente ou está moribunda graças também às politicas que esta Camara segue. Está igualmente moribundo o sector da ceramica pelos mesmos motivos. Neste momento a grande empregadora no concelho é a Camara. Recentemente abriu um concurso para estagios (entre 20 a trinta pessoas)... mas nao quero pensar que seja um concurso partidarizado para colocar preferencialmente elementos afins ao PSD.

Nao sei até que ponto aquilo que se passa de grave em termos desenvolvimento local nao passe por esta relaçao entre o empregar e calar.

Um abraço
António

Lúcia Duarte disse...

ora vamos começar pelo inicio: a postagem.
Oportuna mas pouco acutilante. Uma feira deste género deve ter várias vertentes: cultura, informação e divertimento.
Seria importante mostrar as potencialidades de Alcobaça a todos os niveis. O problema é que não interessa mostrar cultura ao povo porque se arriscam a que o povo abra os olhos.
Eu admito todo o tipo actividades numa feira mas custa-me que se faça uma salganhada disso. Há horas e locais para tudo e talvez seja bota de elástico mas não gosto de ver energias alternativas misturadas com cuecas, cavalos e artesanato.
Há feiras que conseguem ter tudo isso de forma organizada e temos o exemplo das tasquinhas da Batalha e de Porto de Mós.
Alcobaça teima na estupidez e na ignorância e é por isso que comercio e industria fogem para Caldas ou para outros concelhos.

Ah, gostei imenso dos protagonistas da "feiraçada".

Bj

ANTONIO DELGADO disse...

Via Lúcia,

Gostei do termo empregue para defenir o S. Bernardo " FEIRAÇADA"... Retrata bem o que se passa com o evento!

Sobre os protagonistas posso dizer que há mais, mostrei apenas alguns.

Bjs.
António

Ema Pires disse...

Estive nessa feira e é o que diz a Lúcia: cuecas ao lado de um posto de farturas - as cuecas vão cheirar a óleo de fritura queimado – seguido por um posto de tiro com espingarda para ganhar um panda gigante, bastante feio, e tudo isto no meio de um barulho infernal. Cada posto tem o seu próprio leitor de CD e cada um tem os seus gostos musicais. Só dá vontade de fugir. A única coisa que gostei foram os postos dos africanos, com algumas esculturas de madeira bastante bonitas... E sem música.
Beijinhos

C Valente disse...

Feiras e feras
Saudações amigas

ANTONIO DELGADO disse...

Olá Viva Ema,
também reparei nos africanos e comprei uma escultura a um deles.

sobre o que reportastas é uma realidade e já o ano passado fiz uma longa reportagem visual...mas esta gente que actualmente governa o concelho infelizmente nao tem outras referencias.

Bjs.

ANTONIO DELGADO disse...

Pois sim C. Valente e as feras, sobretudo estas, deviam de estar fechadas em jaulas.

Um abraço.