quinta-feira, agosto 21, 2008

RECORTES (IMPRENSA REGIONAL)

Continuo sem vontade para estar diante do computador e fazer postagens mais pessoais. O Verão atira-me para um merecido relaxe e uma prolongada “preguiça” depois de um longo e extenuante ano de trabalho. Tempo e vontade apenas para ler alguns livros a imprensa regional, nacional e alguma internacional. Além de deambular por aí sem rumo, por cidades e lugares como um verdadeiro "Flâneur" da vida moderna para recordar Baudelaire.
Neste âmbito destaco a entrevista dada ao Jornal de Leiria (imprensa regional), pelo Professor Carlos André, antigo governador civil de Leiria pelo Partido Socialista e que muitos afirmam ter sido um dos melhores. Ressalvo especialmente as respostas relacionadas com a futura limitação de mandatos dos autarcas.



Jornal de Leiria: Com a limitação do número, há muitos presidentes de câmara que vão cumprir o último mandato, caso sejam reeleitos. Isso pode ser oportunidade para o PS vencer mais autarquias no Distrito?

Carlos André: A oportunidade não resulta do limite de mandatos, mas da capacidade que o PS tenha para escolher bons candidatos. No PS, como noutros partidos, fazem-se guerras internas, porque o grande objectivo das pessoas é terem o poder dentro dos partidos. E esquecem-se que isso não conduz necessariamente ao poder na sociedade. O número de militantes é ínfimo em relação ao número de eleitores. Enquanto os partidos, se não convencerem - particularmente o PS - que têm de escolher pessoas não em função do universo partidário, mas do universo social, não conseguem ganhar eleições. Há muitos militantes de partidos que são cidadãos prestigiadíssimos e que são excluídos. Os partidos políticos são máquinas de triturar pessoas. Escolhem quem consegue triunfar melhor nas lutas internas. Triunfar é ser capaz de usar a navalha no momento certo.

Jornal de Leiria: Impera a lei do mais forte?

Carlos André: Ou do mais velhaco. Os partidos esgotam muitas vezes as suas energias nas lutas internas , esquecem-se de que o grande objectivo nao é esse. Temos o hábito de endeusar pessoas, colocá-las no sitio certo, para depois poder-mos disparar mais à vontade.


Apenas um reparo na entrevista: não entendi muito bem a respostas dada por este distinto ex governador civil sobre o Sr. Presidente da Batalha, António Lucas e o seu homólogo de Óbidos ... será que Óbidos não é Óbidos e apenas a Batalha é a Batalha? Sinceramente não entendi a ideia ou a metafora!


Do mesmo jornal destaco ainda uma carta publicada na Rubrica dos Leitores, pág. 20, relacionada com Alcobaça sendo o seu teor sobre a praia de Pedra d’Ouro. Em Maio/Junho deste ano fiz uma postagem sobre esta praia e os problemas que representam os resorts.



Pedra d’Ouro
Praia segregada!



Na costa litoral oeste, ao longo da Estrada atlântica, onde o mar sussurra por entre rochas e falésias no percurso de S. Pedro de Muel para Paredes da Vitória, surge uma outra praia, a Pedra d’Ouro!
Esta pequena pérola do Atlântico, já no concelho de Alcobaça, tem vindo a ser desprezada pela autarquia com evidentes prejuízos para os seus frequentadores e para o turismo sazonal, principalmente na época balnear.
As poucas infra-estruturas urbanas, nomeadamente as viárias, o sistema de recolha de lixos os esgotos e a iluminação pública deixam muito a desejar. A Câmara de Alcobaça parece que se tem “esquecido” desta praia, em contraste com a atenção que dedica a outras do seu concelho, como os casos de Paredes e S. Martinho do Porto.
Pedra d’Ouro tem as poucas ruas esburacadas e com o principal acesso à praia de banhos, para além da acentuada inclinação com o pavimento em mau estado e sem qualquer passeio para os peões sentirem alguma segurança.
A iluminação pública é fraca, com falta de candeeiros nalguns troços da povoação.
Quanto aos lixos, apenas existem dois conjuntos de ecopontos no mesmo local e os restantes contentores estão mal distribuídos.
Outro grave problema que prejudica a população e os veraneantes é o atraso na construção da rede pública de saneamento, adiada ano após ano. As fossas existentes estão saturadas e há períodos em que os cheiros exalados dos esgotos são insuportáveis.
O município de Alcobaça não tem feito qualquer investimento na Pedra d’Ouro, nem sequer a necessária manutenção das ruas e passeios.
A verdade é que a autarquia arrecada anualmente uma elevada verba do IMI, proveniente das habitações existentes...
Talvez que a mega urbanização “Atlântico Village”, com campos de golfe em construção à entrada da Pedra d’Ouro seja no futuro uma mais valia para aquela praia, mas a verdade actual é bem diferente.
Hoje a Pedra d’Ouro é uma praia onde a qualidade de vida se vai degradando apesar de ser um local aprazível, junto ao pinhal de Leiria com condições para poder ser uma estanciado veraneio e lazer das melhores do concelho de Alcobaça.
Edgar de Carvalho

19 comentários:

A. João Soares disse...

Caro António,
Tive um prazer especial em ler esta entrevista de Carlos André, porque vio o encontro aquilo que está expresso no post de 29 de Julho, http://domirante.blogspot.com/search?q=Partidos+para+que+servem, no blog Do Miradouro.
É bom que estas coisas sejam ditas para ficarmos com ideias mais claras. Os políticos não têm como objectivo o melhor futuro de Portugal, dos portugueses, nem sequer dos partidos, mas do poder pessoal, por qualquer custo, pisando qualquer um.
Um abraço
João

Jorge Casal disse...

De facto também me admiro da expressão Batalha é Batalha Leiria é Leiria. Já agora também podia dizer que todas as terras são diferentes e também os políticos enquanto pessoas.
Não sendo eu filiado em nenhum partido, só pugno pelo bom trabalho dos políticos e dos autarcas, sejam eles quais forem. Frequento semanalmente o concelho da Batalha como o de Leiria, o de Alcobaça e o de Óbidos.
Ora, admiro muito o trabalho do actual presidente de Óbidos, sobretudo pela animação cultural da Vila (Já menos pela organização do território concelhio). Mas o concelho da Batalha é um dos mais bem administrados do País, quanto à organização do território e quanto à gestão dos recursos económicos e sociais. Já quanto à animação cultural, a Batalha é um sucesso só comparado com Óbidos. Aos fins de semana, a vila é uma festa permanente, não só ao gosto popular (música, folclore, artesanato) mas também ao gosto das elites, muito a condizer com o património do Mosteiro, enquanto Leiria é uma pasmaceira. Só neste aspecto o Senhor ex-governador civil tem razão: Batalha é Batalha, Leiria é Leiria. Objectivamente, comparado com Leiria, é preferível a administração autárquica da Batalha. Um concelho bem gerido racionalmente, cada coisa no seu lugar, sem luxos porque somos um país sem recursos, gerido palmo a palmo, tostão a tostão, como uma empresa de vizinhos.

ANTONIO DELGADO disse...

Estimado A. João Soares,

O Prof. Carlos André é um político do distrito de Leiria que muito estimo, não só pela frontalidade mas igualmente pela elevação intelectual, além de que, como demonstra o seu curriculum, não precisa da política para mostrar que existe ou para viver. Os aspectos que ele foca e que ressalvo na postagem, minam a vida partidária mas também das instituições e consequentemente a vida do País e é lamentável. No caso do distrito de Leiria, talvez possam ser a razão pela qual esta região, nas últimas eleiçoes legislativas quebrou a hegemonia victoriosa do PS, a nivel nacional, o que é manifestamente curioso e significativo. Levando muitos a pensar que a verdadeira "ilha da Madeira" fica no continente e concretamente nesta região. Que relação terá aquilo que o prof. Carlos André afirma com esta realidade? Se calhar os resultados eleitoriais neste distrito e em alguns concelhos ao longo dos anos bem podem ser uma orientação para a analise; e nao associo os aspecto do peso da regiao e a pertença ou nao a Leiria como ele igualmente bem foca.

Um abraço.

António Delgado

Té la mà Maria - Reus disse...

Amigo Antonio, paso a saludarte despues de unos dias de vacaciones, veo que sigues igual de comprometido, adelante !!

obrigado !!

ANTONIO DELGADO disse...

Viva Jorge...já vieste de férias?
De facto chamou-me a atenção essa observação, por isso a destaquei. Tanto mais que a Câmara da Batalha é referenciada a nível nacional na imprensa como dos poucos exemplos de boa gestão autárquica em todos os âmbitos. Uma raridade no panorama autárquico do distrito.
Não tenho nada contra Óbidos apesar de não ser simpatizante do modelo de gestão até porque as minhas referências felizmente são outras como sabes. Acho que o seu presidente cumpre e faz as festas que o povo gosta e deliria... A meu ver nada de especial! As festas de modelo medieval parecem fazer delirar as pessoas devido ao número das que se fazem em todo o território nacional o que prova a grande imaginação que existe. Nunca percebi esta ficção e porque é que não se recria por exemplo uma feira Romana, uma Árabe ou do século XVII.
“By the way Óbidos is not Óbidos!”.
Enjoyed
António

ANTONIO DELGADO disse...

Ola Te la ma Maria,

gracia spor tu visita tu blog esta precioso y fuerza ent u regreso.

Un abrazo fraterno
António

O Guardião disse...

Que os partidos tem uma lógica de poder que gira em torno das influências e da afirmação dentro do aparelho, já todos nos apercebemos, e é por esse motivo que os políticos em geral são tão mal vistos pela opinião pública, independentemente da sua cor partidária. Apesar de estar de viagem pela capital vivo na região de Leiria, e devo dizer que há muita coisa que me desagrada a nível autárquico, mas isso fica para depois das férias.
Bfds
Cumps

ANTONIO DELGADO disse...

Olá viva Guardiao.
Os partidos políticos são tal como o Ex-governador Civil de Leiria os define tal como são certas pessoas que neles militam.


Chego a pensar se nao são os partidos os grande cancros da nossa sociedade. Falo obviamente de Portugal. Porque muitas vezes estas agrupaçoes em vez de serem escolas de virtudes e de cidadania são precisamente o contrario. Espaços de maldade, maldicencia e invejas. Oxalá que haja um dia em que os partidos nao serão necessários e qualquer cidadão ou agrupação de cidadãos se poderá candidatar sem estar a ser sufragado pelas invejas a Boçalidade e a incompetencia de dois ou tres, como acontece na maioria das vezes no interior dos partidos.Nessa altura prevejo que Portugal já terá deixado de mostrar os piores indices de desenvolvimento como nos brinda constantemente a OCDE, o FMI e a UE... Mas enquanto o bscurantismo dos tacticas e dos estratégicas imperar, nada há a fazer: Pobre País!

Um abraço
António

Jorge Casal disse...

De facto, António, as festas medievais são uma praga. Os letrados portugueses de Província gostam de repetir o já dito, já visto, o já feito. Para eles, a repetição do saber e dos ditotes unanimistas e corriqueiros é que é cultura (coltura...). Deliram ver representações de reis e de rainhas com os seus pagens. Estes letrados de meia-tijela têm uma falta de imaginação cultural que até confrange.
Sobetudo mete nojo a propaganda política sobre a batalha de Aljubarrota (Ha que séculos isso se passou...). Vejam bem isto: o maior contingente de turistas na região de Batalha e Alcobaça é de espanhois. E, no entanto... «hermanos» espanhois tomem lá disto: Aljubarrota na cara(Portugas estúpidos!)
Quando alguém anunciar a representação da batalha de Aljubarrota o que eu aconselho é partir daí e dar uma volta por Espanha e ver o civismo, a beleza, o ordem, a organização territorial e urbana deste pais.
Já vim de férias. Bom trabalho para ti. Abraço.
Post-criptum. O meu comentário anterior saiu repetido por eu não saber lidar com estas coisas de bloggs (sou um bota-de-elástico?). Peço ao António que apague o desnecessário assim como este post-scriptum que eu não o sei fazer.

ANTONIO DELGADO disse...

Viva Jorge,

é pertinente a tua observaçao e concordo contigo com a definiçao dos "letrados de meia tigela": gosto da expressao! Segundo parece estas aves existem Infelizmente nos partidos locais e nao sabes o suplicio que é ouvi-las nas suas "liçoes magistrais" de ignorancia e petulância quando abordam temas de "coltura", património e história. Um dia destes quando o calor estival passar e as pessoas tiverem a cabeça menos quente farei uma postagem mais pessoal sobre a Batalha de Aljubarrota e seu luso folclore histórico...dá-me tempo!

Também noto essa de Aljubarrota em relaçao ao turismo espanhol de facto e tu homem conhecedor sabes como é Espanha. Pais tao próximo onde os nossos autarcas poderiam aprender muitas coisas sobretudo ao nível do turismo por ser uma das maiores potências europeias neste domínio...mas quando a ignorancia nao permite ver nao há nada a fazer.

já eliminei a postagem repetida quanto ao " Post-criptum" esse nao posso retirar.

Um abraço e gostei de saber que já tinhas voltado

Um abraço.
António

Lúcia Duarte disse...

ora viva a todos
gostei de saber que já andam todos por cá e que a blogosfera vai voltar a agitar.

António, os partidos são mesmo o maior cancro da sociedade portuguesa. Desde muito cedo se confundiu liberdade com libertinagem, cargos politicos com tachos, etc.
Infelizmente, fomos deixando evoluir o cancro por inercia e apatia e hoje, que parece que até existe gente boa e desinteressada a querer fazer alguma coisa contra este estado de coisas, torna-se-lhes dificil trabalhar porque têm uma missão bem mais dificil:fazer quimioterapia aos interesseiros e oportunistas.

Falar de temas sérios para o país e tentar encontrar soluções não são assuntos prioritários nas agendas desses senhores.

Quanto ao aproveitamento da batalha de Aljubarrota, peço desculpa ao António e ao Jorge, mas tenho uma visão diferente do assunto.
Com todo o respeito que tenho pelos nuestros hermanos, esta batalha fez parte da nossa história, tal como o 25 de Abril e desculpem a franqueza, mas não sei qual das duas é uma farsa maior.

Aljubarrota é uma terra pequena, desde há muito esquecida pelos nossos autarcas. As festivdades em torno de um mito acabaram por ser necessárias para chamar a atenção para a vila.

Não me parece que isso possa ser encarado como falta de cultura. O poder criativo de certas pessoas que participam na feira (atenção não estou a falar da organização, porque o nível de criatividade da mesma é subejamente conhecido) mostra que a cultura popular é das mais sábias de todas.

Eu participo em feiras medievais e tenho orgulho no trabalho, vontade e criatividade que o povo mostra nestes eventos.

Talvez se os nossos trabalhos fossem apenas mostrados em exposições, poucos os conhecessem e todo o tipo de arte (quer se goste dela ou não)deve ser acessivel a todos.

E sinceramente, talvez porque sou do povo, gosto bem mais de uma boa festa medieval, do convivio espontâneo entre artesãos, do que de uma boa festa cheiade mariscos ou caviar onde todos cochicham do parceiro sem qualquer pudor.

Abraço a todos e bom regresso ao trabalho

sp disse...

A imprensa regional é muito importante para uma cidade e respectiva região!
No entanto, e como disse muito bem Lúcia Duarte: "os partidos são mesmo o maior cancro da sociedade portuguesa. Desde muito cedo se confundiu liberdade com libertinagem, cargos politicos com tachos/
Infelizmente, fomos deixando evoluir o cancro por inércia e apatia e hoje, que parece que até existe gente boa e desinteressada a querer fazer alguma coisa contra este estado de coisas, torna-se-lhes difícil trabalhar porque têm uma missão bem mais difícil:fazer quimioterapia aos interesseiros e oportunistas"...

É pena que os jornais tenham que obedecer e prestar vassalagem aos políticos da região e amigos influentes dos que cantam no poder regionalmente.

Gostei muito do blogue. Voltarei!
Abraço.

Ema Pires disse...

Olá António,
O problema dos partidos e das pessoas que os compõem é que estão para se servirem a si próprios em lugar de servirem o país e também na falta de sentido de dever e de Estado de ditas pessoas. A maioria é gente pouco formada, sem escrúpulos e que o único que quer é tachos e poder. Os tachos para aproveitar a ocasião enquanto estiverem e a ânsia de poder é devida a complexos de inferioridade e para paliar o pouco valor que sabem que têm. Querem-se ver em cima dos outros, sair na televisão, etc., é patético. Não estou a falar de todos, também há pessoas honestas, mas essas têm muitos problemas para sair adiante com os seus projectos, porque os outros não os deixam. E isto passa até dentro dos próprios partidos, o que é lamentável.
Gostei desta postagem, alias gosto de todas.
Beijinhos

ANTONIO DELGADO disse...

Olá Lúcia,
Só hoje tive possibilidade de contestar... o mês de Agosto tem sido terrível e a preguiça continua.
Sobre os partidos e de algumas pessoas que os compõem estamos de acordo. Infelizmente quando muitos descobriram que estas corporações poderiam ser excelentes “tetas” a mamadeira nunca mais acabou mas o pior é a irracionalidade que provoca da qual a entrevista do ex – governador de Leiria desvela algumas.
Sobre Aljubarrota deve de distinguir duas coisas: a terra em si e uma batalha que nos foi transmitida com o nome da terra de Aljubarrota. No entanto o campo onde se deu a contenda, talvez por vicissitudes administrativas ou outras que desconhecemos, é hoje um espaço bem distante da verdadeira terra de Aljubarrota, com outro nome e noutro concelho. Por curiosidade a própria terra Aljubarrota tem duas freguesia ( sintomas de um antigo divisionismo?). Sabe-se que a Terra em tempos remotos teria uma enorme extensão donde no sec. XVI foram desmembradas os lugares de Évora e Turquel para formarem as actuais freguesias. Ainda de Turquel desmembrou-se no século XIX a Benedita. Seria Aljubarrota um grande centro administrativo no tempos mouros e muito mais importante e a actual capital do concelho seria apenas a confluência de dois rios e terra de ninguém ? Os “historiadores locais”, que os jornais tanto enaltecem por falta de noticias, tem muitas contas que dar à história da terra em vez de andarem a dizer o que toda a gente sabe desde o tempo de Bernardo de Brito quando este já era conhecido como forjador de mentiras.
Quando fiz a observação sobre a imaginação indígena (a nacional), fi-la não em relação a Aljubarrota que é uma terra que muito estimo e onde tenho bons amigos como sabe, mas num sentido geral. Apenas dei a minha opinião sobre um fenómeno que vejo espargido por todo o território nacional e que são a cenografias festivas medievais. Falou do vinte cinco de Abril: porque não se faz uma feira sobre o 25 de Abril? Daria mais trabalho ou é um problema de cenografia ou não é tema para feira? Quanto aos problemas de Aljubarrota conheço-os muito bem e há anos que os sigo assim como os das outras terras de Alcobaça. Eles tem origem no nível de desenvolvimento sócio económico do país mas também está associado à péssima ou baixa formação humana, académica económica e política de quem exerce cargos de governo e sobretudo ao nível das câmaras municipais e muito ao sentido da critica que neste caso não há. Os políticos gostam do poder apenas pelas benesses que este lhes dá. Fazem coisas apenas por fazer tornando-se despesistas dos dinheiros de todos nós. Não tem imaginação, não têm estratégias para as terras que governam nem sabem ler a realidade. No entanto a ambição de irracionalidade é desmedida e esta , infelizmente é proporcional aos anteriores aspectos ressalvados.
Sobre a Batalha de Aljubarrota em si já tive oportunidade de falar consigo sobre ela e no momento oportuno farei uma postagem.
Bjs.
António Delgado

ANTONIO DELGADO disse...

Viva SP,
Os jornais têm ainda muita influência mas ela começa a ser relativa com os novos meios e suportes de informação…felizmente!
Sobre os partidos parece que é unânime o pensamento que as pessoas tem sobre deles…infelizmente não ajuda nada ter só o pensamento.
Farei um link neste espaço para o seu blog.
Obrigado pela visita.
Cordialmente
António

ANTONIO DELGADO disse...

Olá Ema,
Tocaste num ponto essencial e que concordo plenamente quando afirmas oseguinte por: “ complexos de inferioridade e para paliar o pouco valor que sabem que nao têm”…Na essência é isso mesmo e nada mais! No entanto há cura para isso dado haver técnicos para isso.Fariam um bom serviço à causa publica se fossem tratados mas como a ignorância continua a predominar provávelmente há pouco a fazer... pelo menos por agora!
Bjs.
António

Menina do Rio disse...

Vim te deixar um beijinho de bom final de semana, já que não me cabe comentar o texto...
Fica bem

* disse...

Agradável surpresa. Cheguei aqui via Mirante e reconheço semelhanças abissais com as situações que o Grémio da Estrela* relata sobre a Covilhã. Também aqui o défice democrático em resultado da falta de limitação dos mandatos produziu caciques indescritíveis, como se pode ver.

Ema Pires disse...

Caro ponto...Pois sim!